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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

10
Out19

Direito de Resposta de Hezalel ao texto "O meu anjo da guarda abandonou-me!"

quatro de treta e um bebé

"Tem direito de resposta nas publicações periódicas qualquer pessoa singular ou coletiva, organização, serviço ou organismo público, bem como o titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público, que tiver sido objeto de referências, ainda que indiretas, que possam afetar a sua reputação e boa fama", art. 24.º, n.º 1 da Lei da Imprensa (Lei 2/99, de 13 de janeiro).

Era desta forma que começava a carta que me foi dirigida, e que infra transcrevo, enviada pelo meu querido anjo da guarda, exigindo a publicação da mesma neste blog, que até então tinha algum nível nos artigos publicados. 

Li e reli o artigo supra citado. Acho que conseguia arranjar justificação plausível para não o fazer. Desde logo, e sem entrar nos pormenores da reputação ou boa fama, o meu anjo da guarda não se trata de uma pessoa, organização, serviço ou organismo público, nem me parece ser titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público. No máximo será responsável por mim, função que desempenha, digamos, com algum desdém! Mas enfim! Revirando os olhos, enquanto encolho os ombros,  e sob protesto, decidi ceder ao seu "pedido" e acreditar que, desta forma, a partir de hoje, as coisas mudam e as paz prevalece entre nós. Torçamos por isso. Que esta exposição pública não seja em vão. Ou que, pelo menos, me permita pedir uma indemnização...por danos morais.

"Queridos leitores, 

Ao contrário do que foi aqui publicado, a 16 de agosto de 2019, durante estes quase 31 anos (sim, Ela diz 30, mas são quase 31) sempre exerci as minhas funções com total empenho e dedicação. Efetivamente estou cansado, (afinal quem é que trabalha 31 anos, sem paragens, e não se cansa? Nem os anjos!) mas nunca o meu cansaço foi sinónimo de desleixo. 

Dou por mim, por vezes, a tentar perceber que mal terei feito numa outra vida, para que me tivesse calhado Esta pessoa na rifa. Quando levanto esta questão em grupo, é-me respondido, cada vez com menos convicção, que os grandes desafios são entregues apenas àqueles com capacidades para os superar. Cliché! Mas ainda assim, acreditando que merecia melhor, aceitei o desafio e em momento algum me desligo da Pessoa ingrata de quem sou o anjo da guarda. Se bem que mesmo que tentasse, acho que a campainha do perigo tocava. 

Durante estes 31 anos, e por mais difícil que seja, nunca A abandonei. Recordo-me, por exemplo, de quando concorreu à faculdade. Andava numa época em que só via séries criminais, e no momento da candidatura, deixou Direito e Coimbra em 2.º opção e concorreu para Ciências Criminais, no Porto. Acham que foi fácil, retirar-lhe uma décima da média para que não entrasse em Ciências Criminais? Mesmo assim, teimosa, entrou em Direito a pensar na especialização em Penal. Especializou-se em Imobiliário e nunca, ao longo destes anos, trabalhou em Penal por opção. 

E a paixão platónica pelo rapaz mais feio que alguma vez viram? Foi duro, desgastante e obrigou-me a trabalhar em conjunto com o anjo da guarda do tal rapaz, para lhe encontrarmos uma namorada e dessa forma esperar que Ela não se atrevesse a chegar perto. Para que tenham alguma noção, o meu colega ainda hoje se emociona quando relembrar o momento em que finalmente encontramos a tal namorada, e diz, entre lágrimas, que nunca conseguirá retribuir essa ajuda.

A lista é extensa e infinita. E ainda agora, enquanto vos escrevo, Ela está a tentar desviar-se do percurso. Contudo, contra tudo e contra todos (ou talvez só contra ela própria), continuo cá, firme e forte. Com 1,80 e corpo musculado. E totalmente disponível caso algum de vocês, caro leitores, pretender me contratar.

Tenho experiência nas mais variadas áreas, podem acreditar. E sucesso em tudo onde meti a mão. Basta olhar para Ela. Sou trabalhador e não desisto. Se não desisti dela, acreditem, não desistirei de vocês.

Hezalel, o verdadeiro Anjo da Guarda."

M.

04
Out19

As mentiras que contamos na vida adulta

quatro de treta e um bebé
Desde pequenos que nos ensinam a não mentir.
Claro está que uma interpretação restritiva desde logo nos diz que o que se quer proibir são as grandes mentiras, e não aquelas mentirinhas pequenas que não fazem mal a ninguém, as chamadas “ white lies”.
Atenção, estão a falar com uma pessoa que não só não gosta de mentir, como não o sabe fazer, por isso acreditem quando vos digo que estas mentiras não são as “ mentiras más”.
Contudo, todos nós, desde pequeninos, acabamos por recorrer àquela mentirinha pequena, aquela omissão oportuna, aquele engano inocente, aquela frase que dita daquela maneira não é bem mentira, aquela desculpa.
Só que as mentirinhas da criança são bem diferentes daquelas da vida adulta.
 
Quando erámos pequenos, as mais famosas eram as “ já arrumei o quarto” como sinónimo para “atirei tudo para dentro do armário”, a “já lavei os dentes”,  “arruma tu hoje, que eu arrumo amanhã”; o meu favorito, “já vou”; o “esqueci-me da caderneta” (aliás, o “esqueci-me” como sinónimo para “não quis fazer”); o "não me dói nada"; ou, o mais popular de todos, o “não fui eu”.
 
Na vida adulta, quando já ninguém nos obriga a arrumar o quarto ou a lavar os dentes, as mentirinhas que contamos tornam-se muito diferentes, várias vezes inconscientes, e na sua maioria, contadas a nós próprios.
 
As mais habituais:
- amanhã não vou sair tão tarde;
- ao menos para a semana as coisas vão acalmar;
- quando chegar o próximo mês vou ter muito mais tempo livre;
- vamos marcar qualquer coisa;
- fiquei sem bateria;
- li e concordo com os termos de utilização;
- não engordei, estou só inchada, de certeza que o problema é ainda não ter ido à casa de banho hoje;
- estas calças encolheram na máquina;
- ele/ela é assim, mas vai mudar
- Este mês gastei demais, mas no próximo vou de certeza compensar
- Respondi-te mas esqueci-me de carregar enviar (apesar de, na verdade, isto me acontecer mais vezes do que gostava de admitir)
- Já vou a caminho
- Nem gostava assim tanto dele/dela
- Já o/a esqueci
- Isto não é muito calórico
- Não vi a tua chamada
- Só mais 5 minutos
- Ainda tenho tempo, faço isso amanhã
- Já tenho planos
- Deve ter ido para a caixa de spam
- Respondi mas não tinha a internet ligada
- Não foi muito caro

E, a pior de todas, “as coisas vão melhorar”. Essa é a mais nefasta, pois as coisas só melhoram quando nos aprecebemos de que estamos a mentir; as coisas não mudam só porque sim, e só melhoram quando tu mudas a tua atitude, ou mudas as coisas.

Mentimos aos outros, em grande parte das vezes, porque, como ouvi dizer outro dia, "não somos ricos o suficiente para podermos dizer o que achamos". Também para tentar libertar da pressão que nos colocam para não falhar, para responder logo, para estar sempre presente.

Mentimos a nós próprios para nos alegrar, para não desesperarmos, para criar alguma esperança, para nos permitir fazer algo que sabemos que não devemos fazer, para nos sentirmos melhor connosco próprios.

E vocês, que mentirinhas costumam dizer?

Verdadeiramente,
R.
29
Set19

Siim, siim, siiiiiiiiiiimmmm!!!

quatro de treta e um bebé

13.08.2019, Rio de Janeiro, Real
Gabinete Português de Leitura.
Numa das tardes desta viagem de quase 3 semanas, aproveitando o sol envergonhado, decidimos passear pelo centro da cidade.
Pelas 15h, após petiscarmos na emblemática pastelaria/confeitaria Colombo uns deliciosos pastéis de camarão e catupiry, caminhamos a pé em direção ao Real Gabinete.

             

                        -Colombo-

Entramos. Lindo. Imponente. Colossal. E a partir de então: mágico.
Sentamo-nos nas mesas e, de repente, mi -actual- novio começa a ler um trecho de um livro onde o Autor estava loucamente apaixonado pela sua namorada... porém, percebi logo depois, que muito nervoso também. E porquê?
Porque o Autor do livro era ele e a privilegiada (de quem até então estava a ter inveja) era eu.
Eis que vem o pedido e eu já só via toda a gente a minha volta a chorar também e a fotografar. Eu? Lavada em Lágrimas; quanta emoção! Foi lindo! Foi memorável!
Estamos juntos há quase 16 anos e seremos eternos namorados.
Com amor e brilho nos olhos,
S.

 

 

 

 

19
Set19

Era uma vez #5

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Começaram a semana com boa música e podia dizer que acabam a semana com bons livros. Mas nem é que os livros não sejam bons, mas é que hoje AINDA só é quinta feira! ja há dois dias que podia ser sexta! 

continuando...

Pois é, hoje voltamos aos livros! Este ano tem sido uma desgraça em termos de leitura! Bem pus a meta de 30 livros, mas ainda só li 16???

Eu leio de tudo, já sabem, mas sou um bocadinho leitora de épocas. Ou seja, no verão gosto de ler histórias leves, clichês, fáceis de ler, que não me obriguem a grandes emoções ou a grandes pensamentos. Em estações como o Outono/Inverno gosto de coisas mais sérias, de livros maiores, de histórias mais emotivas. Atenção que um livro de verão pode ser emotivo, pode ser muito bom, mas é diferente ler um romance típico, ao pé da praia, do que ler um livro sobre a segunda guerra mundial! Bem, manias. Eu tenho algumas ahah

Posto isto, venho falar-vos dos livros que li este verão!

Começo com o “Diz-me quem sou” da Sophie Kinsella.

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É o quarto livro que leio dela. Normalmente os livros dela arrancam-me gargalhadas e são super giros mas, infelizmente, desta vez não aconteceu isso. É um livro que se lê bem, fácil, mas não foi um livro especialmente divertido. E eu dos livros da Sophie estou sempre a espera de divertimento. Por isso, se procuram isso, nesta autora, provavelmente não é neste livro que o vão encontrar!

 

Depois li “A verdade que nos une” da Sarah Pekkanen.

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Esta era uma autora desconhecida para mim, até há uns anos ter ganho um passatempo e o prémio ser um livro dela “Dias de Paixão”. Ia sem a menor expectativa e a verdade é que me surpreendeu. Escrita fácil, bom texto e livro de verão bastante aceitável. Assim, comprei este, a sinopse intrigou-me, e sendo o segundo livro dela já ia com mais expectativas. Não obstante não ser propriamente um livro de verão passado em praias paradisíacas ou em pequenos recantos escondidos no mundo, num misto de aromas e cheiros de verão, é um livro interessante. Não é genial, mas é giro. Faz-nos entender um bocadinho as pessoas. É um género de policial muio muito levezinho, mas leu-se bem!

 

Já depois das férias peguei no “A Magia das Pequenas Coisas” da Sarah Addison Allen.

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Quem me conhece sabe que eu gosto muito de mundos de magia e tudo o que tenha que ver com o tema. E sabe tmbém que tenho os livros todos da Sarah publicados em Portugal. Se são livros wow? Não são. Mas são livros tão bonitos e simples. São aqueles romances previsíveis, é verdade, mas tem personagens cativantes, tem sítios mágicos e claro tem magia propriamente dita, que dá um toque especial a cada livro. Por isso, não, este não me desiludiu. Não é o meu preferido mas também não é o que menos gostei. A história é bonita, tem conteúdo e deixa-nos a querer ler sempre mais. O que quer dizer que o próximo dela irá lá para casa certamente! Se estão à procura de histórias com personagens muito simpáticas, a viver num local pequeno, com boa comida e magia a mistura, são os livros desta autora.

 

Tendo acabado o da Sarah pus-me a olhar para a estante e vi que tinha 3 livros da Jude Deveraux, de duas amigas minhas, há mais de um ano, parados na estante por ler. Por isso, decidi pegar nos dois que acabam a trilogia (e continuam a coleção Edilean), “Estranhos ao Luar” e “Mascaras ao Luar”. A coleção Edilean tem 8 livros publicados em Portugal. Fala sobre histórias de pessoas da marcante cidade de Edilean, nos Estados Unidos, na Virgínia. Uma pequena cidade, onde todos se conhecem e onde são praticamente todos família, ou não tivessem a cidade sido fundada por 7 famílias há centenas de anos e essas ainda aí permanecessem.

Ora os livros da Jude são muito fáceis de ler. Tem histórias mesmo giras e o melhor é que, como é uma coleção, sabemos das personagens de uns e de outros livros em todos os livros. As personagens principais do primeiro livro são referidas nestes por exemplo. E eu gosto disso, de saber o que é feito de personagens de livros passados. O Estranhos ao Luar e o Mascáras ao luar são o 2 e 3 livros de uma trilogia dentro da coleção. Fala, cada um, da história de três amigas. Jecca, Kim e Sophie. O livro da Jecca eu já o tinha lido o ano passado, a história dela e do Dr. Tris (que nos é apresentado em livros passados) primo da Kim.

O Estranhos ao Luar é a história da Kim e do Travis.

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Começa muito bem este livro, a premissa é muito interessante, vai tudo muito bem, até se aproximar o fim. Então aí, parece que a Jude se lembrou que tinha que acabar o livro e há acontecimentos em catadupa, mal explicados e acabados em 2/3 paginas. Não gosto disso. Foi muito apressado. Eu sei que por exemplo o Russel teria que ser apresentado para entrar no livro da Sophie, mas era escusado espremer a historia dele em duas páginas com acontecimentos nada plausíveis, não e? é. Mas pronto. 

Quanto ao Mascaras ao Luar,

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Lemos a história da Sophie e de Reede (o irmão de Kim). A premissa também era bastante interessante mas mais uma vez, ela é demasiado rápida em algumas coisas, acaba por tirar um bocadinho o amor próprio a algumas personagens e isso chateia-me. Não foi tão brusca a finalizar como no anterior mas mesmo assim não fiquei híper satisfeita.

No entanto, há uma coisa que liga os livros da Jude que vai para além da Jude, ou seja, a pobre da autora não tem nada com isso, mas sim a editora portuguesa que a publica. A revisão! SENHORES. É de bradar aos céus. Já era má nos outros, mas agora que li estes, o Estranhos ao Luar está cheio de gralhas, mas o Máscaras ao Luar é desesperante! A meio do livro só me apeteceu chamar a revisora e bater-lhe com o livro na cabeça! É ridículo!! Eu sei que a Quinta Essência poe cá fora livros que nem pão quente, mas é mesmo necessário editar livros tão mal revistos? Não acho que seja! Além das gralhas (que já irritam que baste), da revisora achar que misturar brasileiro com português é ok (porque enfim, nos percebemos não é?) o que é que lhe deu para não reparar que numa página a Sophie e o Reede se tratam por você, na seguinte por tu, na outra por você e passam assim o livro todo? Tirou-me do sério este livro, a sério que sim. A Jude não tem culpa, claro, mas apetece-me muito avisa-la (ou à equipa dela, oviamente) que os livros dela em Portugal estão a ser assassinados, porque a Quinta Essência acha que a revisão dos textos não é importante o suficiente e pode ir de qualquer maneira, porque enfim, as pessoas compram, não e? Pois, não é. Eu de cada vez que vejo que os livros são da quinta essência (ou editoras parceiras) abro sempre para ver quem é o revisor. Se for alguém q eu já sei que revê pessimamente já não o vou comprar com tanta facilidade, leio emprestado, como fiz com estes. Enfim. Foi mais uma revoltazinha para corroborar o ultimo post que escrevi sobre isto.

Avancei para um livro juvenil. Sim não condenem já. Tenho 30 anos e leio livros infantis, juvenis, infanto-juvenis e tenho muito orgulho. Há livros para crianças/jovens absolutamente maravilhosos e sinceramente há muitas pessoas que iam ganhar muito se os lessem. Estive a ler os dois livros do Peter Brown, a Robot Selvagem e a Robot em Fuga. São dois dos livros que tinha cá em casa emprestados, e tinha intenção de ler só a Robot Selvagem e depois mais para a frente a Robot em fuga. Mas não resisti. Adorei a Robot Selvagem.

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Acho que vai ser daqueles livros que vou dar a todos os miúdos que tenho próximos, quando a idade for apropriada. É um livro tão bem escrito. A história de uma robot numa ilha selvagem e a forma como ela convive com os animais e vice-versa e depois a robot já numa cidade, numa quinta, a querer voltar para a ilha e para a família e amigos que fez. Meu deus que livros maravilhosos. Livros que nos ensinam tanto e já somos crescidos, o que fará aos miúdos? Dao-nos belas lições em relação a família, amigos, ambiente, futuro. Gostei TANTO de ler. E por incrível que pareça é um livro que tem tanto de bonito e sério como de divertido. Aconselho a toda a gente. Com uma revisão maravilhosa, pela fábula (da 20|20), não se vao arrepender! Miudos e graúdos! Se lerem digam-nos no insta ou aqui! Vale mesmo a pena!

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Na loucura, peguei em mais um livro da Jude. Desta vez o Contigo para a eternidade.

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Dos três que lida Jude este foi o meu preferido. A história não é apressada com os outros e gostei mesmo bastante dos personagens principais e do romance entre eles. Ok Ok, este é um daqueles livros dela que mete fantasmas e coisas nada plausiveis, mas eu não me importo nada! Alias, este é o terceiro de uma trilogia. As noivas de Nantucket.Já tinha lido os outros dois e tinha gostado por isso já estava a espera do tipo de livro e de gostar o suficiente dele!

A revisão deixa, mais uma vez a desejar, mas não tanto como os outros dois pareceu-me!

 

E assim termino estas minhas leituras de verão. Acho que o verão deve ficar ainda por bastante tempo, no que ao calor diz respeito (para mal dos meus pecados) mas vamos ficar por aqui.

Qualquer dia voltamos com os livros,

(para já pus-me a ler o livro da Sandra Byrd, da TopSeller, Nas Brumas da Noite. 85 páginas lidas e já promete bastante!!)

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Até lá contem-me o que andam a ler e sugiram-me livros!

F.

 

 

16
Set19

Deixa-te levar pela música. #2

quatro de treta e um bebé

Há uns tempos escrevi-vos sobre músicas que dizem tudo. Que nos dizem tudo, que foram escritas para nós. 

Hoje, partilho convosco uma música que, apesar de não "dizer tudo", de forma inexplicável me levanta a moral. 

Afinal, a música é um estado de espírito. E se em vez de ouvirmos música de acordo com o nosso estado de espírito, optarmos por ouvir a música de acordo com o estado de espírito que queremos ter? A partir daí é só nos deixar levar! 

Partilho convosco, aquela música que não me deixe não sorrir, e que, por muito que tente ficar quieta, o meu corpo mexe, e rodopia, e balança... 

 

 

Boa semana! Cheia de boas energias.

M.

 

05
Set19

Quarter-life crisis, já dizia o John Mayer (ou não tão quarter assim)

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas,

 

Quando é que sabem que o trabalho que fazem todos os dias já não vos faz feliz?

Como é que sabem que não foram feitas para aquele trabalho?

Como é que sabem que, se calhar, não é esta a vida que querem?

Quando é que ganham coragem para mudar?

Como é que se ganha coragem para mudar?

Se tens coragem para mudar, mas não tens meios financeiros para isso, como é que mudas?

Já alguma vez fizeram alguma destas perguntas a vocês mesmos?

Já alguma vez se viram numa situação em que até gostam de várias coisas no vosso trabalho, mas odeiam tanto outras que se calhar não compensa o bom?

Já se imaginaram a deixar o trabalho para o qual estudaram anos a fio, queimaram dinheiro, anos, tempo, e tentar outra coisa totalmente diferente?

E saberem que não estão no caminho certo, mas também não sabem qual é o certo?

Tenho pensado muito nisto ultimamente, mas não chego a grandes conclusões. Porque me sinto muito confusa, não sei a maioria das respostas a estas perguntas. Mas sei que o trabalho que há um ano atrás me realizava, hoje não o faz.

Eu antes costumava dizer que a segunda-feira era só um dia de semana como outro qualquer, eu queria, claro, um fim de semana de no mínimo três dias, mas era ok ir trabalhar na mesma. Neste momento só quero que a semana acabe e nunca comece, será este um indicador?

Mas olho e penso, querer mudar não será demonstrar ingratidão por todo o esforço que fizeram por ti ao longo dos anos para estares onde estás hoje?

Penso que, provavelmente, queria mudar o trabalho que faço, mas se calhar não queria mudar a vida que tenho, será compatível?

Não sei, isto se calhar hoje é um post um bocadinho esquizofrénico. Perguntas retóricas ou não. Partilhem connosco as vossas experiências e as vossas mudanças! Pode ser que nos inspirem!

 

F.

20
Ago19

Feira de São Mateus

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

E essas férias? fins de semana prolongados? ou então dias de trabalho (como por aqui)? tudo a correr bem?

Hoje vamos falar de feirar, que é como quem diz da Feira de São Mateus, que tem lugar, anualmente, em Viseu. É um optimo sítio para virem dar um saltinho, quer estejam e férias, de folga ou a trabalhar! Quem é que nunca ouviu falar desta feira?

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Diz-se que  Feira de São Mateus é a guardiã das festas populares do país. É uma feira que conta já com 627 anos, sendo a feira popular mais antiga da Península Ibérica. 

Acontece sempre entre Agosto e Setembro, e este ano começou no dia 8 de Agosto e termina no dia 15 de Setembro. É mais de 1 mês de feira, que está à vossa espera.

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Confesso que no meu caso, que sou de cá, a feira é assim vista como uma oportunidade de me encher de pão com chouriço, de farturas , bolas de berlim com geleia de morango e algodão doce. Ou seja, o melhor da feira para mim é a comida  (e aposto que se a R. fosse de cá, também o era para ela, ahaha). Mas a feira é muito mais do que isso. (curiosamente, este e´o ano da gastronomia em Viseu, que dá tema à nossa Feira!).

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É uma feira popular com tudo a que têm direito. Desde carrosseis (para miúdos e graúdos), a restaurantes com comida típica da beira ou não tão típica assim, com (o meu tão amado) pão com chouriço, ou cachorros, ou até as já tão tradicionais, e sem as quais a feira não fazia sentido, barraquinhas de enguias; até à farturas, churros, bolas de berlim. Não há nada que falte nesta feira. Há animação todos os dias e o palco é visitado por artistas nacionais e internacionais. Há barraquinhas de bugigangas, de artesanato, de loiça para a casa, de utensílios de cozinha, de texteis, há peças de presépios, há barriquinhas de ginja, há barraquinhas de doces, há até tratores e piscinas para vender. Há um pavilhão só com móveis e coisas de casa. Há um sem fins de coisas, por isso, o melhor é vir visitar. 

E para saberem quando é que a entrada é gratuita, ou a pagar, ou saberem quem vai estar a animar o palco da feira, espreitem a agenda, de certeza que vos vai ser útil. 

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Mas não se esqueçam de vir e de se divertirem! 

F. 

 

 

 

16
Ago19

O meu anjo da guarda abandonou-me!

quatro de treta e um bebé

Hezalel, volta já aqui! Agora!! Não te volto a chamar! Hezalel!!!!!!

Hezalel é o meu anjo da guarda.
Que ao fim de 30 anos decidiu fazer greve (não consigo evitar revirar os olhos ao dizer isto). Diz ele que está cansado e recebe pouco!

Pensava eu que a função dos anjos da guarda era igual à dos advogados estagiários, não remunerada, e que a gratidão, por si só, chegava. E se há coisa da qual ele não se pode queixar é de lhe ser, eterna e extremamente, grata.

Recordo o meu querido anjo da guarda com um grande sorriso no rosto... Já fomos tão felizes juntos! Eu a tentar fazer asneira e ele a impedir. Eu a tentar alguns desvios e ele, teimoso, a empurrar para o caminho certo. Por diversas vezes, não tinha qualquer a intenção de me desviar do percurso, mas dava-me algum gozo ouvir o suspiro do "outra vez?!", ver o encher do peito como se fosse buscar energia aos confins do mundo, e a corrida rápida, tipo Duck Dodgers, para se colocar à minha frente com o dedo esticado a dizer "go out".

Foi com ele que aprendi a dizer os meus "nãos" e o "põe-te a andar".

É um anãozinho (bem pequenino), gordinho, de cabelo encaracolado, loiro, olhos claros e nariz empinado. Anda sempre de fraldas de pano, com alfinete dourado, e teima em carregar nas costas umas asas daquelas que se compram em qualquer loja de fantasias na altura do carnaval. Anda como se desfilasse, de peito feito e barriga encolhida, aparentando que mantém a respiração suspensa durante todo o tempo. Sempre o achei ridículo. Mas ao mesmo tempo um fofo, daqueles que apetece apertar as bochechas só para que o peito baixe, a barriga saia e a respiração retome a normalidade.

Apesar de todas as nossas desavenças e pensamentos opostos, sempre gostei muito dele. E sempre fomos um só.

Mas agora, sem dó nem piedade, decidiu abandonar-me assim. Sem mais. Argumentando que se quero continuar a fazer asneira, para o fazer com força, e para não contar com ele. Que está cansado e que não lhe pago para isso?!

Como assim cansado? Eu nem dou assim tanto trabalho!

Está a fazer birra! É isso, está simplesmente a fazer birra!

Hezalel, já não tens idade para birras! Volta imediatamente. Por favorzinho!!!

 

M.

10
Ago19

Há sítios assim...

quatro de treta e um bebé

Hoje, partilho com vocês um texto muito especial para mim, escrito há dez anos atrás, sobre um lugar igualmente especial: a Lageosa da Raia.

 

Quem me conhece, já me ouviu falar sobre a minha aldeia. Faz sentido partilhar este texto agora, este mês, depois de ter voltado de lá.

É um sítio muito especial, sobretudo, pelas pessoas especiais que lhe estão associadas. 

É por isso que, hoje, é com um misto de sentimentos que partilho este texto, que tanto me diz. Aquele sítio continua tão especial, tão importante. Sucede que muitas das pessoas que o tornavam tão especial já não estão cá. Em particular, aquela pessoa já não está cá, aquela que é das pessoas mais especiais e mais importantes de toda a minha vida. É, por isso, com um misto de dor e tristeza, com muita saudade, mas também alegria, gratidão e muito amor, que partilho este texto, com a certeza que não vos dirá tanto quanto me diz a mim, mas com a esperança de, após esta pequena explicação, consigam perceber o quão especial é para mim este sítio.

 

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"Há sítios assim, onde o resto do mundo parece desaparecer, restando pouco mais a não ser nós próprios, com todas as nossas fragilidades e imperfeições. É algo a que acabamos por não estar muito habituados, já que na sociedade é costume escondermo-nos atrás de maquilhagens, mentiras, actuações teatrais, até da própria boa educação. Há sítios assim, em que nos é permitido largar tudo isso. Há sítios em que podemos descansar, sem porquês, sem obrigações, preocupações, discussões, desculpas. Podemos fugir, ainda que por momentos, deste mundo atarefado que nos sobrecarrega a todos os minutos com sensações de todos os tipos – gritos, palavras falsas, sons agressivos, todo o tipo de movimentos, cheiros, uma constante agitação. Temos a oportunidade de sentir, menosprezando o pensar. Conseguimos abstrairmo-nos, largar os bens materiais excessivos e as dores de cabeça. Guardamos apenas a nossa personalidade e um iPod, para que possamos ter o prazer de nos deliciarmos com a melhor musica, aquela que “fala” connosco e nos faz sentir bem. Numa tarde de Verão em que o sol está presente, atinge-nos uma sensação de calor e, caso tenhamos sorte, uma suave brisa. Se tirarmos os auriculares dos ouvidos, conseguimos ouvir os mais leves movimentos das folhas, os passos raros e distantes, o rio que passa devagar. Atirar uma pedra ao rio, ouvir o seu primeiro contacto, observar o salto da água e a pedra a descer até ao fundo, onde repousa, misturando-se com todas as outras pedras e perdendo qualquer característica distinta – os mais puros e ingénuos comportamentos, tão frequentemente chamados de infantis, que nos acalmam e, de certa forma, ainda nos impressionam. Contrariando as grandes cidades, conseguimos sentir a natureza, conseguimos fazer com que todo este conjunto se funda connosco de forma harmoniosa. Se olharmos com atenção, é impossível não nos sentirmos maravilhados com a simplicidade e a pureza de sítios assim, ainda não destruídos pelo homem. Apesar da nossa consciência e racionalidade nos dizer que não é possível haver algo perfeito, parece-nos impossível apontar críticas a um sítio que nos causa tamanha paz - sentimo-nos ser invadidos por uma serenidade incrível. Pensamos e sentimo-nos como nos é natural e verdadeiro, sem sermos controlados.

Para mim, a Lageosa da Raia é um sítio assim. Caminhar sozinha, rodeada de campos banhados pelo sol numa tarde soalheira, animais de vez em quando (mais raras ainda as pessoas), sem ter que explicar o porquê de me sentir bem, sem ter que encontrar razões para seguir um determinado caminho. Simplesmente caminhar. E, de em vez quando, parar, parar para sentir com maior força e admirar o quão maravilhosas são a simplicidade e a pureza de sítios assim, tão serenos. Viajar por um mundo melhor sem sair deste mundo, viajar por emoções, sentimentos, ideais, recordações, sem tirar os pés do chão. Entrar num ambiente que é só nosso, de mais ninguém. Há sítios assim, pequenos e pouco desenvolvidos, que com tão pouco nos provocam tão boas sensações. Há sítios assim, mágicos, onde sentimos que nada neste mundo nos pode perturbar."

 

Hay un lugar tan especial 
En donde yo contigo quisiera estar
Ese lugar tan especial
Donde si quieres nos besamos
Y me voy enamorando

R.

04
Ago19

Quase, quase...

quatro de treta e um bebé

 

Preciso de férias! Sim. Urgentemente. Estou a preparar tudo para viajar, contudo, acho que alguém conspirou contra mim e, quando menos espero, tenho uma série de assuntos “sérios” para dar saída. Sim, saída, antes mesmo de viajar. Alguém ajuda? Processos urgentes conhecem? Não, não estou a falar daqueles todos a que o cliente - por ser o seu próprio - atribui esse carácter. Estou mesmo a falar dos processos que a lei considerou urgentes, como sejam: por exemplo, insolvências e violência doméstica.
Estes processos correm em férias e, por essa razão, interrompem as já marcadas de pessoas como eu que querem muito ir mas que se arriscam a ficar em terra.
Com muito humor negro pergunto: qual a tendência para as pessoas “falirem” ou perderem a cabeça em férias ou nos meses de férias?
Tenham melhor gosto!! Há meses tão giros para o fazerem. Vá lá...
fica aqui a dica para eventuais e futuros deslizes, está bem?
É que uma pessoa quer fazer as malas e nem pode. Este ano acresce que tenho que fazer contas às fraldas, levar Leite, 1001 roupas, medicamentos, brinquedos, babetes, repelente, e mais e mais e mais...
Estou quase, quase a ir e não tenho nada preparado. Nem uma malinha; ou vá: a lista, pelo menos.
Amanhã ainda vou a custóias, sim, ao estabelecimento prisional visitar um “amigo” antes de ir. Alguém quer dar uma ajudinha? Eu aceito de olhos fechados. A sério! Não se ofereçam que eu cobro depois.
Se não puderem fazer mais, fiquem a torcer para que eu consiga, apesar de todos os esforços, chegar ao destino.

 

Com cansaço e a precisar de férias,

S.

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