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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

18
Fev21

Contrato de Namoro

quatro de treta e um bebé

No passado domingo, foi dia dos namorados. Facto que me teria passado totalmente ao lado, não fosse o bombardeamento de instahistórias e publicações que o meu Instagram sofreu. 

Antes de prosseguir, é necessário clarificar que nada tenho contra as manifestações de amor nas redes socais, seja pelo dia dos namorados, pelo dia da mãe, do pai ou do periquito. Pelo contrário, se sentem vontade de deitar esse amor cá para fora, deitem! Força! Com força! 

Ainda assim, e porque, acima de tudo, sou advogada (sim, acima de tudo! é mais forte do que eu), após ver tanta manifestação de amor, decidi, pro bono, partilhar convosco uma minuta de contrato de namoro. 

Ser-vos-á muito útil ao longo do vosso namoro, tanto quanto foi para mim. E preparar-vos-á para o contrato que pretendem celebrar a seguir... no próximo passo. Afinal, o amor é, nada mais, nada menos, que uma sucessão de contratos! 

Minuta de Contrato de Namoro


Primeiro Outorgante: identificação da parte, ora em diante designado de primeiro outorgante ou NAMORADO;
E
Segundo Outorgante: identificação da  outra parte, ora em diante designado de segundo outorgante ou NAMORADA;

Celebram entre si, livre e conscientemente, o presente contrato de Namoro, o qual se rege nos termos e condições constantes das cláusulas seguintes:

PARTE I – DOS PRINCÍPIOS GERAIS

Cláusula 1ª.

Os outorgantes comprometem-se a prover amor única e exclusivamente um para com o outro.

Cláusula 2ª.

Os outorgantes comprometem-se a nunca, em momento algum, sob forma alguma, trair o outro outorgante.

Cláusula 3ª.

Ambos se comprometem a encarar a vida e a sociedade com bom humor e a aceitar a constante presença dos amigos e amigas, salvo se as amigas forem do NAMORADO.

Cláusula 4ª.

Ambos se comprometem a dedicar tempo ao estudo académico e intelectual, de forma que suas faculdades mentais não se tornem obsoletas ou sem-uso.


PARTE II – DO NAMORADO

Cláusula 5ª.

O NAMORADO sempre obedecerá todas as vontades da NAMORADA, inclusive escolher roupas no shopping e experimentá-las com prazer.

Cláusula 6ª.

1 - O NAMORADO fica obrigado a perceber, notar e exaltar qualquer mudança no visual da NAMORADA, e elogiar tal mudança.

2 - O NAMORADO nunca dirá à NAMORADA que ela está gorda ou que a roupa nova não lhe caiu bem.

3 - O NAMORADO promete repetir sempre, com toda a sinceridade, que a NAMORADA é majestosa, linda, maravilhosa, charmosa, sensual e gostosa.

Cláusula 7ª.

O NAMORADO promete que nunca reclamar dos decotes, da saia curta e da espera de três horas.

Cláusula 8ª.

O NAMORADO será sempre gentil e galante, e nunca se esquecerá de abrir a porta do carro, carregar as malas da NAMORADA e emprestar-lhe o seu casaco sempre que esta estiver com frio, mesmo correndo o risco de ficar doente.

Cláusula 9ª.

O NAMORADO compromete-se, nas viagens de trabalho, negócios, lazer ou hobby, não se interessar por nenhuma outra mulher.

Cláusula 10ª.

O NAMORADO compromete-se a ganhar muito dinheiro para gastar com a NAMORADA.

Cláusula 11ª.

O NAMORADO compromete-se a abdicar e renegar totalmente a qualquer tipo de vídeo, revista ou material de conteúdo pornográfico e/ou erótico.

Cláusula 12ª.

1 - O NAMORADO tem o dever de aturar a NAMORADA nos seus piores dias.

2 - O NAMORADO promete não reclamar e ouvir atenciosamente todas as queixas da NAMORADA, mesmo quando ela quiser "discutir a relação" às três horas da manhã.

Cláusula 13ª.

O NAMORADO compromete-se a fazer viagens com a NAMORADA, totalmente pagas pelo primeiro outorgante.

Cláusula 14ª.

O NAMORADO compromete-se a oferecer à NAMORADA presentes em todas as datas comemorativas ou festivas, nomeadamente nos dia 8 de Março, 25 de Abril e 10 de Junho.

Cláusula 15ª.

O NAMORADO compromete-se a, jamais, trocar a NAMORADA pelo futebol, independentemente do clube ou da competição.

Cláusula 16ª.

É da responsabilidade do NAMORADO o pagamento de jantares, cafés, saídas e afins.

Cláusula 17ª.

O NAMORADO compromete-se a nunca chegar à casa da NAMORADA vestido de forma inadequada, seja com a camisola do clube, ou mesmo com uma roupa imprópria.


PARTE III – DA NAMORADA

Cláusula 18ª.

A NAMORADA promete apresentar-se sempre perfumada e linda.

Cláusula 19ª.

A NAMORADA compromete-se em prover ao NAMORADO todo o amor necessário.

Cláusula 20ª.

A NAMORADA compromete-se em deixar o NAMORADO assistir os jogos de futebol de seu clube uma vez por mês.

PARTE IV – CONCLUSÕES

Cláusula 21ª.

1 – Os outorgantes adotarão o Regime Híbrido:
1.1. Quando houver aumento patrimonial advindo da NAMORADA, vigorará a Separação Total de Bens.
1.2. Quando o aumento advier do NAMORADO, vigorará o Regime de Adquiridos, somando-se tais bens aos do casal.

Cláusula 22ª.

Os outorgantes comprometem-se a serem totalmente fieis um com o outro, jamais celebrando qualquer tipo de contrato de NAMORO, NOIVADO, CASAMENTO, OLHADELA e CASUS SORDIDUS com qualquer outra mulher ou homem.

Cláusula 23ª.

O contrato terá a validade de dois anos, ficando, após essa data, o NAMORADO obrigado a trocar o referido contrato pelo contrato de adesão ao NOIVADO.

Feito em duplicado. 

local, dia do mês do ano

Assinaturas. 

 

Como comecei por referir, isto é apenas uma minuta. Sintam-se à vontade para usar, alterar e adaptar ao vosso caso concreto. Contudo, NAMORADAS, deixo-vos a ressalva de que esta será sempre a versão que melhor salvaguardará os direitos de ambas as partes.

Sejam felizes. 

M.  

12
Fev21

Sobre lugares especiais - a praia da Aguda

quatro de treta e um bebé

Todos temos aqueles lugares que são casa.

Há o Porto, obviamente. Nascida e criada. Portuense e tripeira. A minha cidade favorita e a mais bonita.

Há a Lageosa da Raia, claro. A outra parte das minhas raízes. A casa de tantas pessoas especiais e de tão boas memórias.

 

E, depois, há outros lugares, mais ou menos improváveis, aos quais, ouvindo o nome ou revendo fotografias, nos conseguimos quase de imediato transportar. Lugares que respiram sentimentos fortes e que, por algum motivo, falam mais alto do que outros.

 

A praia da Aguda é, para mim, um desses lugares.

 

Conheço-a desde pequena. Entre passeios e idas à praia em família, desde a Madalena até aos gelados do Esquimó, aquela costa ganhou um sentido de familiaridade.

Dos imensos passeios com os meus avós, uma das minhas memórias favoritas passa por lá. Tantas vezes apanhamos o autocarro até à praia da Madalena, passeamos pelos passadiços até à praia da Aguda ou da Granja, e de lá voltámos de comboio (não sem antes parar para o lanche, obrigatório em qualquer passeio com os avós). Num desses dias, decidimos não parar, e, entre os tropeções da avó nas tábuas do passadiço, o confundir a Capela do Senhor da Pedra com Espinho, os muitos “vamos lá, só mais um bocadinho”, e o olhar de esguelha para as placas com o número de Km’s que iam aparecendo, acabamos por chegar a Espinho, num dos nossos passeios favoritos e mais memoráveis (por ter sido tão bom, mas também pela história dos 10 Km’s que percorremos quase sem dar conta).

 

Por isso, descobrir que os avós do J. tinham uma casa de praia na Aguda foi duplamente bom: desde logo porque, bem, é uma casa de praia, e segundo por ser um lugar que já me era querido.

Desde então, a praia da Aguda tornou-se também um refúgio e passou a alimentar novas histórias e memórias, desde passeios, a encontros com amigos, a escapadelas com o J., a espaço de família e de partilha.

De ouvir as histórias de infância da mãe do J. e do J., quase as consigo imaginar (as do J. são esmagadoramente pacíficas, desde os saltos do paredão, a nadar até perder as forças, todas as corridas de bicicleta e jogos de futebol).

Ao carinho que já sentia, juntei-lhe a afeição que o J. tem por aquele lugar que conhece tão bem, todas as aventuras e memórias que me conta, e todas as recordações que desde então criámos em conjunto.

As viagens de comboio, o pequeno-almoço na pastelaria, o pequeno supermercado, o café depois de jantar junto à praia, os jogos de futebol e a tábua mista no Ela’s Bar, as tapas no Pinchos, das minhas pizzas favoritas no Ciao Bella, todos os passeios junto ao mar.

Todos os encontros a dois, as experiências culinárias, os banhos de sol no jardim, o tempo em família, as sestas na praia, os (raros, que aquela água é gelada!) mergulhos, conhecer o Charlie ainda cachorrinho, ver os sobrinhos a crescer e correr com eles atrás dos animais selvagens que se escondem nos arbustos, o cenário típico do Charlie, o J. e os bebés no mirante a ver os carros passar.

Por tudo isto e por muito mais, a praia da Aguda é um sítio muito especial, em várias dimensões e significados, e um dos lugares a que mais anseio por voltar, assim que a pandemia o deixar.

 

E vocês, quais sãos os vossos lugares especiais?

R.

05
Fev21

Vaci (assim não!)

quatro de treta e um bebé

Ora bem, hoje venho em missão. Após demissão do “xor Ramos” da Task Force cumpre-me a mim, por delegação, actualizar o estado do plano de vacinação!!

Então é assim, aqui na minha zona de residência, faltam apenas os Bombeiros Vermelhos e Amarelos, e os Lares, mas já estão a Pastelaria B., a Padaria L., o Restaurante T. e o Y., o Restaurante Chinês, o Café do Miguel, a mercearia da Cristiana, o Talho “da esquina”.
Posto isto, julgo que está a correr bem e que se está a cumprir escrupulosamente o plano, respeitando as razões subjacentes ao mesmo, dando-se a devida prioridade a profissionais de saúde, idosos, ...
Ao estilo portuguesinho lá está o “Chico espertismo” a dar cartas.
Há coisas que não mudam.
Acabamos de vacinar os profissionais (INEM) e descemos e perguntamos lá em baixo na pastelaria se alguém queria”.
Pois, claro que sim... então e depois deste acto genuinamente altruísta ainda há quem critique?
Diria o Diretor Regional do Norte: “O Senhor Vitor da pastelaria é sempre tão simpático, foi a nossa vez de pegar numa bandeja, descer à rua e oferecer o pequeno almoço adaptado ao INEM: uma “piquinha milagrosa” daquelas que anda aí o pessoal todo a querer e que dizem “salva-nos desta pandemia”.
Agora só falta saber como é que esta gente vai arranjar a segunda dose da vacina!! Essa é a grande questão!!
O Sr. Vitor e restante STAFF estão à espera, é bom que o INEM tenha uma boa explicação para não lhes dar a tempo a segunda dose.
Esperemos que o Sr. Vitor não tenha que se chatear a sério... o Sr. Director colocou o lugar à disposição, e o Sr. Vitor está mesmo a ver que quem está a fugir com o rabo à seringa -literalmente - é ele. Mas, Sr. Vitor, qualquer problema, ligue com o Dr. Salazar Coimbra que ele também está por dentro do assunto e dispensa aí umas doses “na boa”. É só pedir!!
Oremos irmãos!!
Haja bom senso, que apesar do humor e ironia, o texto serve de reflexão!!

Cumprimentos pandémico-confinados,
S.

28
Jan21

Era uma vez #9 - 2020

quatro de treta e um bebé

 

 

Olá pessoas!

Bom ano! até ao fim de janeiro é ok desejar bom ano não é? ahah

Leituras, como foram em 2020? As minhas não foram más de todo e é isso que vos venho contar. Talvez sugerir algumas leituras para este confinamento, já que parece que está aí para ficar, então que seja acompanhado de bons livros!

Uma vez que em 2019 só tinha lido uns 18/19 livros e queria ter lido uns 30, achei que não me podia aventurar muito em 2020 e firmei como meta 20 livros! felizmente li mais do que isso. O goodreads diz que li 35 mas 5 ou 6 são infantis e não entram para as contas da minha meta.

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Os livros que mais gostei foram: "A Mulher com Sete Nomes" de Hyeonseo Lee, o "Boas Esposas" da Louisa May Alcott, "Um comércio respeitável" da Philippa Gregory, "O Jardim Secreto" de Frances Hodgson Burnett, o "Confesso" da Colleen Hoover, os 5 do Harry Potter que (re)li!

O livro que menos gostei foi o "Aqui Entre Nós" da Jane Fallon, posso mesmo dizer que se soubesse não o leria. Mas, tirando esse, acho que gostei de todos os livros que li! 

Mais um ano se passou e cada vez mais se nota o quão importante é um bom revisor num livro. Os livros mal revistos, com más traduções, com gralhas e erros que não deveriam existir (e não,não falo de gralhas normais e que são faceis de passar quando se trabalha muito tempo num texto) fazem a leitura perder bastante da piada que poderiam ter! E também começamos a perceber que editoras se preocupam com isso e aquelas que não querem saber. (O que se percebe - também - na panóplia de livros que li em 2020). 

Vamos lá ver como corre 2021, nas leituras pelo menos!

Comecei o ano a reler um livro que se fosse comida estaria na categoria de comfort food, o "Noite de Reis" da Trisha Ashley. Aventurei-me no "As Mensageiras da Esperança" da Jojo Moyes que gostei mas cuja review farei num proximo post! Entretanto desafiaram-me a (re)ler os livros da Julia Quinn, dos Bridgerton (sim eu comecei a ler estes livros em 2012 e terminei-os em 2016 e sim, vi a série na netflix), por isso reli o segundo do Anthony, que adoro! Mas o meu preferido.. ah o meu preferido será sempre o Colin (também falaremos disto num próximo post!). Li ainda "O amor da tua vida" da Cecilia Ahern e estou a meio do Harry Potter e o Principe Misterioso. Ou seja, para já Janeiro vai muito bem em leituras mas parece-me que será um ano de reler livros e matar saudades!

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Para 2021 tenho a meta de 25 livros, e vocês? 

Bom ano e boas leituras.

F. 

 

 

 

 

10
Jan21

Retrospectiva.

quatro de treta e um bebé

Já tive a oportunidade de partilhar convosco o quanto gosto de mudanças de ano. Talvez justificado por algum transtorno obsessivo compulsivo que desconheço ter, às zero horas do dia 1 de janeiro, fecho o ciclo e inicío um novo. Deixo para trás o que fiz menos bem e recomeço. Pelo menos, figurativamente.

Por esse motivo, todos os anos, religiosamente, como já tive a oportunidade de partilhar, escolho as doze uvas passas, e encarrego-as da difícil, mas grandiosa, tarefa de transportarem consigo os doze desejos para o novo ano.

Sem me dar conta, durante as doze badaladas que davam inicio ao ano de 2020, pedi tempo. Não desta forma, não de forma consciente, não utilizando estas palavras. Os desejos consubstanciavam-se, essencialmente, no tempo. Estar com os meus, visitar e ser visitada, viajar, conhecer, perder-me e encontrar-me.

Sem me dar conta, em Março, esse tempo chegou. O mundo parou, as pessoas recolheram a suas casas e o tempo sobrou.

Houve tempo para chamadas e videochamadas, para momentos em família, para estar. Mesmo à distância de um telemóvel.

Então percebi que o tempo, só por si, não basta.

Por isso, para 2021, pedi para não ter tempo. E concentrei os meus desejos apenas nisso. Que este novo ano me permita estar com os meus, de tal forma, que não tenha tempo para mais nada.

Talvez devesse ter sido esse o pedido de 2020: estar com os meus tanto tempo, que não tenha tempo para mais nada!

M.

20
Set20

Vamos lá fazer um bocadinho de serviço público

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas, 

 

O post hoje vai servir para ajudar aquelas alminhas mais confusas ou distraidas na forma como colocar a máscara.

Outra vez? ainda? É mesmo preciso um post destes?

Pois bem pessoas, eu achava que não realmente. Meio ano depois, com tanto acesso à televisão e à internet, já era das pessoas saberem colocar, usar e tirar uma máscara. Mas não sabem. Palavra que não. E não, não estou a falar de pessoas muito idosas, com algumas dificuldades. Estou a falar de pessoas novas, com todas as capacidades e mais algumas para saberem fazê-lo. 

Primeiro ponto (não necessariamente que ver com a forma de colocação da mascara): se usam máscaras cirúrgicas descartáveis, ela são descartáveis por um motivo. Para deitar fora pessoas - no caixote do lixo, não no chão por favor. Não é suposto usar uma máscara descartável dias seguidos!!! 

Segundo ponto: Se usam máscaras de pano/tecido o que for, máscaras laváveis, elas são laváveis por algum motivo! tal como as descartaveis são para deitar fora - reitero, no caixote do lixo, não no chão - as laváveis são para lavar entre utilizações. Não é suposto usar uma mascára lavável dias seguidos sem lavar, está bem?

Terceiro ponto: as mascáras não se usam debaixo do nariz. É suposto as mascaras taparem a boca e o nariz. 

Quarto ponto: não tirem as mascáras para falarem. Sim, todos nós ficámos mais surdos com o uso da máscara. Sim, mais surdos. Curiosamente todos nós nos munimos da leitura dos lábios e nem sabiamos. Maaaas, isso não é desculpa para tirar a máscara quando falam, está bem? 

Quinto ponto: não andem sempre a mexer na máscara senhores! as mascáras são para colocar, usar e retirar. não é para estar sempre a por e a tirar, a ajeitar, a fazer trinta por uma linha e nunca desinfectar as mãos enquanto o fazem. 

5 pontos importantes e essenciais. Deixo-vos aqui umas imagens úteis que vos podem ajudar nisto da máscara. Tomem atenção. É facil e é uma questão de hábito. Ninguém é mais que ninguém. 

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Pode ser chato, incómodo, mas não é assim tão dificil.

Façam lá o esforço.

Será que é esta semana que eu não vou precisar de dizer a ninguém 'ponha a máscara'?

F. 

 

01
Set20

Vão buscar as pipocas #1

quatro de treta e um bebé

Para quem ainda está de férias (ou, pelo menos, em mood de férias) ou simplesmente devora filmes como a F. devora livros, trazemos algumas sugestões!

 

Desta vez, escolhi filmes que combinam o prazer cinematográfico com a minha já assumida paixão por música.

Como este meu gosto não é novidade, já vos tinha falado do Mamma Mia e do A star is born / Assim nasce uma estrela.

Escrevo-vos agora três outras recomendações:

 

THE GREATEST SHOWMAN

 

Com um elenco deste calibre, o entusiasmo era grande. Contudo, cerca de dois anos depois da estreia, além de ainda maior expetativa, tinha algum receio de me vir a dececionar. Isso não aconteceu.

O filme é inspirado pela história de P. T. Barnum, uma personagem algo excêntrica, carismática, obcecado com o espetáculo, o entretenimento, com o fantástico e o maravilhar o público, o empresário e showman nato que terá ficado conhecido como criador do circo moderno.

Este é um daqueles filmes que tem a capacidade de nos fazer imergir, de nos levar para aquela história e aquela realidade. Neste caso, a realidade é feita de sonhos, luzes, música e espetáculo. Claro que é possível ver na história real de Barnum aspetos negativos, mas tratemos o filme pelo que ele é, entretenimento, e escolhamos ver a parte boa, inspirar-nos a perseguir sonhos, apreciar as nossas peculiaridades e deixar-nos levar pela magia e imaginação.

IMDB

 

ALADDIN

 

Sou fã assumida da Disney e adoro deixar-me levar pelas histórias imersivas, de fantasia, de finais felizes e inspiração.

Vá, este todos nós conhecemos e dispensa apresentações.

O filme está muito bem conseguido, muito fiel à produção original. O génio, apesar de todas as limitações que não ser animação acarreta, é maravilhosamente interpretado pelo Will Smith, aliás, não imaginaria outra pessoa a desempenhar tão bem este papel. Pode não mudar tantas vezes de forma e de tamanho e fazer todas aquelas brincadeiras impossíveis com um corpo humano, mas continua a ser um génio carismático, atrevido e provocador, que consegue captar toda a nossa atenção.

Além das canções originais e da história primitiva, o filme atual conta com uma atualização aos tempos modernos. A Jasmine dos tempos modernos canta uma canção original escrita de propósito para o filme (Speechless) e assume um papel muito mais assertivo, menos submisso, de afirmação e empowerment. Um pouco de girl power só podia trazer coisas boas.

IMDB

 

YESTERDAY

 

Esta é uma daquelas comédias românticas levezinhas, para ver para relaxar e animar um pouco o dia.

Imaginem um mundo onde ninguém se lembra dos The Beatles, exceto um músico não sucedido.

Imaginem nunca ter ouvido, antes de hoje, todos os clássicos que influenciaram gerações de artistas de todos os tipos musicais. E, de repente, um tipo sai-se com um Yesterday, um Hey Jude (Hey Dude no filme) ou um All you need is love. Se grande parte de nós não consegue resistir a cantarolar aos primeiros acordes, imaginem o que é só vocês se lembrarem de algo que sabem que tem este tipo de potencial. Acredito mesmo que aquelas mesmas músicas, lançadas no dia de hoje, com mais ou menos impacto considerando tudo o que mudou desde então, iriam ser na mesma marcantes.

Além da boa música, o filme ainda dá para umas boas gargalhadas.

IMDB

 

 

Na watchlist deste tipo de filmes tenho Rocketman, Blinded by the light e Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga.

 

E vocês, gostam deste tipo de filmes? Que sugestões têm para nos dar?

 

Boas sessões e sing-alongs!

 

R.

22
Ago20

Era uma vez #8

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Desde o ultimo post as leituras têm sido muitas? No meu caso e uma vez que estou a ler (novamente ahah) o Harry Potter o Cálice de Fogo e as suas 750 páginas, só consegui ler outros dois livros para além desse este mês. 

E vamos lá ver, eu sabia que iamos ter um problema quanto aos livros da Collen Hoover. Pois é, aproveitei as promoções de verão e comprei o 9 de novembro dela. 

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Comecei num sábado e li uns dois capitulos. Até aí tudo bem. O problema é que lhe voltei a pegar no domingo e só descansei quando o acabei, no mesmo domingo. Segundo livro que leio dela e segundo livro que leio, praticamente, num dia. E eu podia dizer que é um livro sensacional, com uma história brutal. Mas não é. Já li livros melhores, com histórias mais verosimeis, melhor escritos. Mas a Colleen tem o dom de nos deixar curiosos. Tem o dom de fazer personagens mesmo apelativas, em especial as personagens principais masculinas. Tem o dom de acabar um capitulo e ser impossivel não começar o proximo para saber mais. Tal como aconteceu com o confesso cheguei ao fim do livro sem saber muito bem o que dizer dele. A adorar o Ben, a achar que a história é gira, que ha ali um clima de tensão e até de suspense, mas sem saber se gostei mesmo mesmo pela história ou se gostei porque li tudo num dia. Os livros da Colleen deixam-me sempre com uma sensação estranha, mas acabo sempre a pensar no proximo que vou comprar e ler. E se for esse o objectivo dela: conseguido!

 

O outro livro que li foi a Troca da Nicky Pellegrino.

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É o tipico livro de verão, para ler num dia de praia e quando procuramos um livro levezinho. É um livro mediano. Nada de extraordinário mas cumpre o objectivo, entretém e deixou-me com imensa vontade de voltar a Itália e desta vez passar lá uma temporada. Os livros da Nicky também me dão sempre fome e vontade de cozinhar, por isso se alguém estiver com falta de inspiração ou de vontade para por mãos à obra, já sabem, a Nicky Pellegrino é uma boa autora para isso. 

 

E quando acabar de ler o Harry Potter começo por ler qual destes livros? 

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 Até às proximas leituras.

 

F. 

 

 

 

18
Ago20

Herrar é umano, mas á herros e erros.

quatro de treta e um bebé

Espantem-se: continuo naquela fase de apelo ao amor. No mês passado alertei-vos para quando devem ativar o sinal verde, mesmo que seja manualmente. Este mês vou mais longe e faço serviço público.

Uma mensagem cheia de erros ortográficos é algo que dá cabo de qual relação (acrescentem este ponto à lista de ativação automática do sinal vermelho). Assim, e aproveitando o momento (raro), deixo-vos uma lista de palavras que devem constar do vosso vocabulário, para que as usem no momento certo. Reitero: no momento certo. E em caso de dúvida, consultem este artigo. Sem medo. As vezes que fizerem falta. E lembrem-se: uma cara bonita não é tudo, principalmente a partir do momento que abre a boca... ou mexe os dedos. 

  1. “Há” e “à”

Há: verbo haver - exemplo prático (ep): há muito tempo que não te vejo.

À: preposição - ep: estou à tua espera.

  1. “Haver” e “a ver”

Haver: verbo - ep: se continuas a chorar assim por ele, vai haver uma enchente na cidade.

A ver: afinidade (ou não) entre duas coisas - ep: isto não ter nada a ver contigo.

  1. “Haja” e “aja”

Haja: verbo haver - ep: haja paciência para as tuas crises de ciúmes

Aja: verbo agir - ep: se ele quer salvar a nossa relação, é bom que aja imediatamente.

(neste caso, deixo-vos um truque: se der para substituir pela palavra existir, então é com h)

  1. “Aparte” e “à parte”

Aparte: imperativo do verbo “apartar” (que quer dizer separar ou desviar) ou um substantivo masculino (que significa um comentário isolado, como se fosse um parêntese em um discurso) - ep: sempre que discutimos o assunto do casamento, ele não consegue manter sua linha de raciocínio e faz apartes desnecessários o tempo todo.

À parte: que já está ou vai ser separado - ep: Ele quer ter uma conversa comigo à parte de toda a gente.

  1. “Perca” e “perda”

Perda: substantivo - ep: ele é uma perda de tempo.

Perca: verbo - ep: não perca tempo com ele.

  1. “Comprimento” e “cumprimento”

Cumprimento: saudação - ep: apresento-lhe os meus mais sinceros cumprimentos.

Comprimento: medida - ep: aquilo tem 1 palmo de comprimento.

Espero, sinceramente, que vos ajude. E se prenderem a vossa cara metade, graças a este artigo ou, pelo menos, não a perderem, por favor, enviem-me uma mensagem. Morrerei feliz, sabendo que contribuí para um mundo melhor.

 

M. 

 

Errata: Onde se lê "Herrar é umano, mas á herros e erros", deverá ler-se: "Errar é humano, mas há erros e erros". 

14
Ago20

Dolce Far Niente

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Pausar. É importante viver, aproveitar, arriscar, descobrir, viajar, festejar, contudo, é também essencial pausar.

 

Fazer um intervalo no turbilhão em que se transforma a nossa vida, respirar fundo, assimilar, recarregar baterias, colocar em perspetiva e traçar o rumo para a onda seguinte.

Este vírus veio alterar a nossa forma de estar, especialmente com os outros, com repercussões em inúmeros aspetos da nossa vida, de forma mais ou menos marcante. As férias não são exceção.

Para mim, férias em tempos de pandemia significou férias sem idas a cafés ou bares, sem as jantaradas do costume, menos tempo dentro de casa dos amigos e família, menos viagens para lugares desconhecidos. No entanto, significou mais conversas à janela, mais visitas no terraço e varanda, mais passeios a pé, e, afinal, mais pausas.

Esta minha última semana de férias, passei-a na Aldeia.

Um dos meus lugares especiais, e que tem a particularidade de ser um sítio onde apanho apenas resquícios de rede (Vodafone Espanha) e pequenos vislumbres de Wi-Fi. A dificuldade de comunicação com o mundo exterior tem as suas vantagens e desvantagens, como tudo. Se, por um lado, me custa não comunicar com os meus, não ter acesso a notícias e redes sociais, e não poder aproveitar o tempo livre para fazer pesquisas, planear compras, comparar preços ou organizar emails, por outro, esta lacuna força-nos a cortar com o vício do telemóvel e o constante fluxo de comunicações e informações com que somos bombardeados e, simplesmente, estar, sem distrações.

Aprendi que quando não temos tempo para fazer o que quer que seja, damos redobrado valor ao fazer nada.

Durante uma semana, finalmente, desliguei. Desliguei do trabalho, como tanto precisava. Desliguei do constante “tenho que fazer aquilo”. Sinto que o mundo atual tem o condão de nos fazer sentir culpados por simplesmente descansar e fazer nada. Nunca deram por vocês, sentados em casa a relaxar, e a ser assolados com o pensamento “finalmente tenho tempo livre, devia aproveitar para fazer algum plano”, “tão cedo não tenho tempo de ver um filme, convém mesmo que seja agora”, “já que estou livre, não posso simplesmente ficar parada em casa”?

Afinal, qual é o mal de um pouco de ociosidade?

Passeei, conversei, arrumei, descobri, estive com amigos e família. Mas também descansei, parei, estive sem fazer coisa alguma.

Li um livro, como não lia há anos (livros de direito não contam). Lia imenso antes da universidade – completamente ao contrário da maré, lia quando ler não era considerado cool e deixei de ler quando um livro na mão me daria um ar de mulher adulta e culta. Perdi o hábito de ler durante a Universidade, ou melhor, ler tanto para o curso fez-me perder o prazer de ler apenas por ler, de forma despreocupada. Apercebi-me quando comecei a ler Gabriel García Márquez e dei por mim a tentar fazer o resumo mental, com o impulso de ir buscar um bloco para ir tirando notas da árvore genealógica e principais aspetos, como se estivesse a estudar para um exame. Fiquei extremamente contente e descansada por saber que consegui desligar o cérebro analítico o suficiente para voltar a apreciar uma leitura, por mero prazer.

Vi filmes – atenção, inteiros, e no plural. Comédias românticas, os chamados romances de cordel, tipicamente concebidos para contar uma história leve, sem grande exigência cerebral, sem necessidade de raciocínio lógico ou sequer atenção desmesurada. Daqueles que se vê por distração pura, apenas pelo entretenimento, e que esquecemos passado pouco tempo. E que bem que soube, dar-me ao luxo de ver um filme leve, que não vai ensinar nada, acrescentar nada, não é propriamente de grande qualidade, mas que cumpre o propósito de aligeirar a realidade e distrair.

Passeei pela Aldeia, em família, como fazíamos antigamente, antes de me querer dividir com outros amigos, antes de sentir necessidade de ir conhecer outros pontos de interesse em redor, das noites ocupadas em cafés e em festas. Lembrámos com carinho aqueles nossos passeios, em que erámos quatro em vez de três. Revisitamos ruas de que já não nos lembramos. Andámos ao pôr-do-sol. Contámos histórias, lembrámos pessoas, revisitámos locais, em plenas noites quentes de verão.

 

Claro que, entre as quatro mulheres do blog, este verão já teve um pouco de tudo: aventuras (especialmente com a nossa aventureira M.), descobertas, passeios, cumprimento de tradições, grandes novidades (se ainda não sabem, vão já espreitar o último post da S.), novas leituras (vejam as 4 novas sugestões da especialista F.), muito trabalho.

 

Este ano e estas férias foram, sem dúvida, diferentes das do ano anterior e diferentes daquilo que havia previsto.

Ainda assim, adaptando-nos e aproveitando aquilo que as contrariedades acabam por proporcionar, redescobri o prazer do dolce far niente.

 

E vocês, como estão a aproveitar o vosso verão e as vossas merecidas férias?

 

R.

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