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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

01
Set20

Vão buscar as pipocas #1

quatro de treta e um bebé

Para quem ainda está de férias (ou, pelo menos, em mood de férias) ou simplesmente devora filmes como a F. devora livros, trazemos algumas sugestões!

 

Desta vez, escolhi filmes que combinam o prazer cinematográfico com a minha já assumida paixão por música.

Como este meu gosto não é novidade, já vos tinha falado do Mamma Mia e do A star is born / Assim nasce uma estrela.

Escrevo-vos agora três outras recomendações:

 

THE GREATEST SHOWMAN

 

Com um elenco deste calibre, o entusiasmo era grande. Contudo, cerca de dois anos depois da estreia, além de ainda maior expetativa, tinha algum receio de me vir a dececionar. Isso não aconteceu.

O filme é inspirado pela história de P. T. Barnum, uma personagem algo excêntrica, carismática, obcecado com o espetáculo, o entretenimento, com o fantástico e o maravilhar o público, o empresário e showman nato que terá ficado conhecido como criador do circo moderno.

Este é um daqueles filmes que tem a capacidade de nos fazer imergir, de nos levar para aquela história e aquela realidade. Neste caso, a realidade é feita de sonhos, luzes, música e espetáculo. Claro que é possível ver na história real de Barnum aspetos negativos, mas tratemos o filme pelo que ele é, entretenimento, e escolhamos ver a parte boa, inspirar-nos a perseguir sonhos, apreciar as nossas peculiaridades e deixar-nos levar pela magia e imaginação.

IMDB

 

ALADDIN

 

Sou fã assumida da Disney e adoro deixar-me levar pelas histórias imersivas, de fantasia, de finais felizes e inspiração.

Vá, este todos nós conhecemos e dispensa apresentações.

O filme está muito bem conseguido, muito fiel à produção original. O génio, apesar de todas as limitações que não ser animação acarreta, é maravilhosamente interpretado pelo Will Smith, aliás, não imaginaria outra pessoa a desempenhar tão bem este papel. Pode não mudar tantas vezes de forma e de tamanho e fazer todas aquelas brincadeiras impossíveis com um corpo humano, mas continua a ser um génio carismático, atrevido e provocador, que consegue captar toda a nossa atenção.

Além das canções originais e da história primitiva, o filme atual conta com uma atualização aos tempos modernos. A Jasmine dos tempos modernos canta uma canção original escrita de propósito para o filme (Speechless) e assume um papel muito mais assertivo, menos submisso, de afirmação e empowerment. Um pouco de girl power só podia trazer coisas boas.

IMDB

 

YESTERDAY

 

Esta é uma daquelas comédias românticas levezinhas, para ver para relaxar e animar um pouco o dia.

Imaginem um mundo onde ninguém se lembra dos The Beatles, exceto um músico não sucedido.

Imaginem nunca ter ouvido, antes de hoje, todos os clássicos que influenciaram gerações de artistas de todos os tipos musicais. E, de repente, um tipo sai-se com um Yesterday, um Hey Jude (Hey Dude no filme) ou um All you need is love. Se grande parte de nós não consegue resistir a cantarolar aos primeiros acordes, imaginem o que é só vocês se lembrarem de algo que sabem que tem este tipo de potencial. Acredito mesmo que aquelas mesmas músicas, lançadas no dia de hoje, com mais ou menos impacto considerando tudo o que mudou desde então, iriam ser na mesma marcantes.

Além da boa música, o filme ainda dá para umas boas gargalhadas.

IMDB

 

 

Na watchlist deste tipo de filmes tenho Rocketman, Blinded by the light e Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga.

 

E vocês, gostam deste tipo de filmes? Que sugestões têm para nos dar?

 

Boas sessões e sing-alongs!

 

R.

22
Ago20

Era uma vez #8

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Desde o ultimo post as leituras têm sido muitas? No meu caso e uma vez que estou a ler (novamente ahah) o Harry Potter o Cálice de Fogo e as suas 750 páginas, só consegui ler outros dois livros para além desse este mês. 

E vamos lá ver, eu sabia que iamos ter um problema quanto aos livros da Collen Hoover. Pois é, aproveitei as promoções de verão e comprei o 9 de novembro dela. 

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Comecei num sábado e li uns dois capitulos. Até aí tudo bem. O problema é que lhe voltei a pegar no domingo e só descansei quando o acabei, no mesmo domingo. Segundo livro que leio dela e segundo livro que leio, praticamente, num dia. E eu podia dizer que é um livro sensacional, com uma história brutal. Mas não é. Já li livros melhores, com histórias mais verosimeis, melhor escritos. Mas a Colleen tem o dom de nos deixar curiosos. Tem o dom de fazer personagens mesmo apelativas, em especial as personagens principais masculinas. Tem o dom de acabar um capitulo e ser impossivel não começar o proximo para saber mais. Tal como aconteceu com o confesso cheguei ao fim do livro sem saber muito bem o que dizer dele. A adorar o Ben, a achar que a história é gira, que ha ali um clima de tensão e até de suspense, mas sem saber se gostei mesmo mesmo pela história ou se gostei porque li tudo num dia. Os livros da Colleen deixam-me sempre com uma sensação estranha, mas acabo sempre a pensar no proximo que vou comprar e ler. E se for esse o objectivo dela: conseguido!

 

O outro livro que li foi a Troca da Nicky Pellegrino.

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É o tipico livro de verão, para ler num dia de praia e quando procuramos um livro levezinho. É um livro mediano. Nada de extraordinário mas cumpre o objectivo, entretém e deixou-me com imensa vontade de voltar a Itália e desta vez passar lá uma temporada. Os livros da Nicky também me dão sempre fome e vontade de cozinhar, por isso se alguém estiver com falta de inspiração ou de vontade para por mãos à obra, já sabem, a Nicky Pellegrino é uma boa autora para isso. 

 

E quando acabar de ler o Harry Potter começo por ler qual destes livros? 

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 Até às proximas leituras.

 

F. 

 

 

 

18
Ago20

Herrar é umano, mas á herros e erros.

quatro de treta e um bebé

Espantem-se: continuo naquela fase de apelo ao amor. No mês passado alertei-vos para quando devem ativar o sinal verde, mesmo que seja manualmente. Este mês vou mais longe e faço serviço público.

Uma mensagem cheia de erros ortográficos é algo que dá cabo de qual relação (acrescentem este ponto à lista de ativação automática do sinal vermelho). Assim, e aproveitando o momento (raro), deixo-vos uma lista de palavras que devem constar do vosso vocabulário, para que as usem no momento certo. Reitero: no momento certo. E em caso de dúvida, consultem este artigo. Sem medo. As vezes que fizerem falta. E lembrem-se: uma cara bonita não é tudo, principalmente a partir do momento que abre a boca... ou mexe os dedos. 

  1. “Há” e “à”

Há: verbo haver - exemplo prático (ep): há muito tempo que não te vejo.

À: preposição - ep: estou à tua espera.

  1. “Haver” e “a ver”

Haver: verbo - ep: se continuas a chorar assim por ele, vai haver uma enchente na cidade.

A ver: afinidade (ou não) entre duas coisas - ep: isto não ter nada a ver contigo.

  1. “Haja” e “aja”

Haja: verbo haver - ep: haja paciência para as tuas crises de ciúmes

Aja: verbo agir - ep: se ele quer salvar a nossa relação, é bom que aja imediatamente.

(neste caso, deixo-vos um truque: se der para substituir pela palavra existir, então é com h)

  1. “Aparte” e “à parte”

Aparte: imperativo do verbo “apartar” (que quer dizer separar ou desviar) ou um substantivo masculino (que significa um comentário isolado, como se fosse um parêntese em um discurso) - ep: sempre que discutimos o assunto do casamento, ele não consegue manter sua linha de raciocínio e faz apartes desnecessários o tempo todo.

À parte: que já está ou vai ser separado - ep: Ele quer ter uma conversa comigo à parte de toda a gente.

  1. “Perca” e “perda”

Perda: substantivo - ep: ele é uma perda de tempo.

Perca: verbo - ep: não perca tempo com ele.

  1. “Comprimento” e “cumprimento”

Cumprimento: saudação - ep: apresento-lhe os meus mais sinceros cumprimentos.

Comprimento: medida - ep: aquilo tem 1 palmo de comprimento.

Espero, sinceramente, que vos ajude. E se prenderem a vossa cara metade, graças a este artigo ou, pelo menos, não a perderem, por favor, enviem-me uma mensagem. Morrerei feliz, sabendo que contribuí para um mundo melhor.

 

M. 

 

Errata: Onde se lê "Herrar é umano, mas á herros e erros", deverá ler-se: "Errar é humano, mas há erros e erros". 

14
Ago20

Dolce Far Niente

quatro de treta e um bebé

Pausar. É importante viver, aproveitar, arriscar, descobrir, viajar, festejar, contudo, é também essencial pausar.

 

Fazer um intervalo no turbilhão em que se transforma a nossa vida, respirar fundo, assimilar, recarregar baterias, colocar em perspetiva e traçar o rumo para a onda seguinte.

Este vírus veio alterar a nossa forma de estar, especialmente com os outros, com repercussões em inúmeros aspetos da nossa vida, de forma mais ou menos marcante. As férias não são exceção.

Para mim, férias em tempos de pandemia significou férias sem idas a cafés ou bares, sem as jantaradas do costume, menos tempo dentro de casa dos amigos e família, menos viagens para lugares desconhecidos. No entanto, significou mais conversas à janela, mais visitas no terraço e varanda, mais passeios a pé, e, afinal, mais pausas.

Esta minha última semana de férias, passei-a na Aldeia.

Um dos meus lugares especiais, e que tem a particularidade de ser um sítio onde apanho apenas resquícios de rede (Vodafone Espanha) e pequenos vislumbres de Wi-Fi. A dificuldade de comunicação com o mundo exterior tem as suas vantagens e desvantagens, como tudo. Se, por um lado, me custa não comunicar com os meus, não ter acesso a notícias e redes sociais, e não poder aproveitar o tempo livre para fazer pesquisas, planear compras, comparar preços ou organizar emails, por outro, esta lacuna força-nos a cortar com o vício do telemóvel e o constante fluxo de comunicações e informações com que somos bombardeados e, simplesmente, estar, sem distrações.

Aprendi que quando não temos tempo para fazer o que quer que seja, damos redobrado valor ao fazer nada.

Durante uma semana, finalmente, desliguei. Desliguei do trabalho, como tanto precisava. Desliguei do constante “tenho que fazer aquilo”. Sinto que o mundo atual tem o condão de nos fazer sentir culpados por simplesmente descansar e fazer nada. Nunca deram por vocês, sentados em casa a relaxar, e a ser assolados com o pensamento “finalmente tenho tempo livre, devia aproveitar para fazer algum plano”, “tão cedo não tenho tempo de ver um filme, convém mesmo que seja agora”, “já que estou livre, não posso simplesmente ficar parada em casa”?

Afinal, qual é o mal de um pouco de ociosidade?

Passeei, conversei, arrumei, descobri, estive com amigos e família. Mas também descansei, parei, estive sem fazer coisa alguma.

Li um livro, como não lia há anos (livros de direito não contam). Lia imenso antes da universidade – completamente ao contrário da maré, lia quando ler não era considerado cool e deixei de ler quando um livro na mão me daria um ar de mulher adulta e culta. Perdi o hábito de ler durante a Universidade, ou melhor, ler tanto para o curso fez-me perder o prazer de ler apenas por ler, de forma despreocupada. Apercebi-me quando comecei a ler Gabriel García Márquez e dei por mim a tentar fazer o resumo mental, com o impulso de ir buscar um bloco para ir tirando notas da árvore genealógica e principais aspetos, como se estivesse a estudar para um exame. Fiquei extremamente contente e descansada por saber que consegui desligar o cérebro analítico o suficiente para voltar a apreciar uma leitura, por mero prazer.

Vi filmes – atenção, inteiros, e no plural. Comédias românticas, os chamados romances de cordel, tipicamente concebidos para contar uma história leve, sem grande exigência cerebral, sem necessidade de raciocínio lógico ou sequer atenção desmesurada. Daqueles que se vê por distração pura, apenas pelo entretenimento, e que esquecemos passado pouco tempo. E que bem que soube, dar-me ao luxo de ver um filme leve, que não vai ensinar nada, acrescentar nada, não é propriamente de grande qualidade, mas que cumpre o propósito de aligeirar a realidade e distrair.

Passeei pela Aldeia, em família, como fazíamos antigamente, antes de me querer dividir com outros amigos, antes de sentir necessidade de ir conhecer outros pontos de interesse em redor, das noites ocupadas em cafés e em festas. Lembrámos com carinho aqueles nossos passeios, em que erámos quatro em vez de três. Revisitamos ruas de que já não nos lembramos. Andámos ao pôr-do-sol. Contámos histórias, lembrámos pessoas, revisitámos locais, em plenas noites quentes de verão.

 

Claro que, entre as quatro mulheres do blog, este verão já teve um pouco de tudo: aventuras (especialmente com a nossa aventureira M.), descobertas, passeios, cumprimento de tradições, grandes novidades (se ainda não sabem, vão já espreitar o último post da S.), novas leituras (vejam as 4 novas sugestões da especialista F.), muito trabalho.

 

Este ano e estas férias foram, sem dúvida, diferentes das do ano anterior e diferentes daquilo que havia previsto.

Ainda assim, adaptando-nos e aproveitando aquilo que as contrariedades acabam por proporcionar, redescobri o prazer do dolce far niente.

 

E vocês, como estão a aproveitar o vosso verão e as vossas merecidas férias?

 

R.

08
Ago20

1,2... Janeiro de 2021

quatro de treta e um bebé

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Já havíamos programado a chegada de mais um rebento ao nosso seio familiar. Gostávamos de pouca diferença entre eles para que sejam próximos em idade, brincadeiras, escola.

Nada garante que, por tal, sejam mais próximos do que com mais ou menos diferença. Mas, a nosso ver, a escolha foi pensada e assente naqueles pressupostos. Esperamos estar certos e torcemos para que sejam companheiros para a vida. 

Tememos a altura pela pandemia que atravessamos, mas isso não foi impedimento.

Completamente abençoada, chega-nos a notícia em 13 de Maio. A Benedita teria então um parceiro/a para a vida (assim esperamos) e todos nós a felicidade de mais um bebé nas nossas vidas. Não há melhor que a ingenuidade dos mais novos e a capacidade que têm de, vezes sem conta, com as suas atitudes e gestos nos mostrarem o lado puro de tudo - que, por sermos adultos e com tudo o que isso implica, já quase esquecemos que existe.

Ficamos radiantes e a rebentar de felicidade. À Benedita contamos de forma informal sem dar demasiada importância e sem tornar o acto demasiado solene. Quisemos que soubesse mas que não entendesse tal como o acontecimento do ano. Afinal, no seu pequeno universo, ela é rainha e não queremos que, pelo menos durante os próximos 9 meses, sinta que a coroa já não é só sua.

Aqui e ali e, de resto, sempre que podemos, dizemos-lhe para partilhar com o/a mano/a as coisas boas que ela tem, quer seja um pedaço de kinder, quer seja um brinquedo que recebeu.

Cresceu assim e, verdade seja dita, partilha sempre. Oferece sempre aos próximos um bocadinho do que tem, e agradece sempre.
Sinto que estamos no bom caminho.

Fazemos muito por isso.
Pergunta sempre pelo/a mano/a, verbaliza que o/a quer em casa para brincar com ele/a e enche -o/a de beijos e miminhos.

Aos pouquinhos e a respeitar o espaço de todos, creio que se estão a tornar próximos.

Sem forçar nada. Dou o mesmo colo e se dou menos porque não posso, nunca invoco o/a mano/a.

Janeiro está quase aí e espero que todos nós, e principalmente a Benedita, recebamos este bebé com o maior carinho e amor.

Estamos, assim, em contagem decrescente para o nascimento e para sentir na pele que amor de mãe não se dividirá, antes pelo contrário, multiplicará.

Com esperança,

S.

 

26
Jul20

Era uma vez #7

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

E estes dias de calor insuportáveis? muitos banhos em praias ou piscinas?

Por aqui utiliza-se o pouco tempo livre que se tem a ler livros e a esquecer o calor. Diz o goodreads que já completei o meu desafio de 2020, ou seja, que já li 20/20 dos livros que me tinha proposto. Mas a bem dizer dois foram infantis por isso não contam e na pratica falta-me 1 e um pedacinho (que já estou a acabar o que estou a ler agora). 

Mas hoje vou falar-vos dos ultimos 4 livros que li. 

Comecei o mês de junho a ler o Jardim Secreto. 

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Vi, algures entre fevereiro e março o trailer do filme que se baseia neste livro e assim que o vi soube que tinha que ler o livro. Depois de ver esta maravilhosa capa da fábula, tive que o colocar em lista. Como tenho as melhores amigas do mundo, este foi um dos livros que me foi oferecido nos anos e não perdi tempo, peguei logo nele!

O livro  é um infanto juvenil mas que, na minha opinião, devia ser lido por todos os adultos. É tão tão bem escrito, tão bem traduzido, tem uma história tão bonita. Temos lições valiosas neste livro. Gostei mesmo muito. Tanto que já comprei outro livro da autora!

 

Continuei o mês de junho com um livro escolhido por vocês no instagram! 

Apartamento Partilha-se da Beth O'leary.

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Este também foi um presente de aniversário e já tinha ouvido falar tanto dele que estava super curiosa. É um livro bem levezinho, daqueles que são um bocadinho previsíveis mas tão agradaveis de ler. De forma leve fala de situações muito sérias como condenações sem provas ou violência psicológica, mas de uma forma tão interessante que apesar de ser um livro leve, que trata destes temas de forma também leve, consegue chamar-nos a atenção para algo que por norma é muito pesado. É uma leitura mesmo gira, o Leon é maravilhoso (outro como o Owen ali em baixo, ahah) e aconselho a todos que queiram passar um bom bocado!

 

Acabei o mês de julho a ler o 3º do Harry Potter, ou aliás, a reler, mas desse não vale a pena falar. É maravilhoso, como todos os outros!

 

O mês de julho começou com o Confesso da Colleen Hoover.

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Bom, já ouvi falar TANTO da Colleen Hoover, especialmente no Book Gang da Helena Magalhães que tive que ir ver as sinopses dos livros da autora. O problema é que de caras nenhum me interessou o suficiente para comprar. Até que numa das minhas passagens pelo youtube e, imitando a minha amiga Cat, acabei a ver um video com as personagens principais deste livro que, aparentemente foi transformado em série nos EUA. Ora bem, pareceu-me bem interessante, então lá fui eu reler a sinopse e decidi-me: tinha que ler. Foi isso mesmo, encomendei, ele chegou e eu peguei. Pois bem.. peguei, li um capitulo na sexta feira e continuei no sábado. Quando dei por mim tinha acabado o livro a meio da tarde de sábado e nem dei muito bem conta como. 

A série (que eu depois de ler o livro fui espreitar) é terrivel. Mas o livro... não sei bem como descrever. Não é um livro extraordinário. Não é dos melhores livros que já li mas é impossivel pousa-lo. Precisamos saber o que acontece a seguir. Quais são os segredos, como é que acaba. Não sei explicar mas eu só o larguei quando acabei. Senti mesmo necessidade de saber tudo ali e naquele momento. A história prende, é interessante, o Owen é uma personagem maravilhosa (daqueles de serem razão para uma pessoa ficar solteira para sempre, ahah porque owens e outros que tais nao existem), e a escrita é muito fluida e fácil. 

A verdade é que já comprei outro livro da autora e, se for como o Confesso, se me prender tanto como este vamos ter um problema, porque a Collen tem IMENSOS livros. 

Tendo em conta que li o Confesso num só dia, no inicio do mês, continuámos o início do mês com mais leituras, desta vez com o Aqui entre nós da Jane Fallon. Outro presente de aniversário. Um livro sobre o qual tinha imensa curiosidade. 

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O único problema é que não gostei nada deste livro. Se forem ler a sinopse já vão ficar com uma ideia do livro, porque a sinopse faz um belo resumo de todo o livro. Não acho que este livro tenha história nenhuma. Arrasta-se durante imensas páginas. As personagens não sao 'gostáveis'. Senti um bocadinho de dificuldade em terminá-lo, mas sabia que tinha o que fazer. O tema não me puxou minimamente, só me apetecia distribuir chapadas pela maioria dos personagens, foi mesmo mesmo aborrecido. Provavelmente eu esperava outra coisa e a culpa não é do livro, mas eu não recomendo. 

 

Entretanto estou a (re)ler o 4º do Harry Potter, o Cálice de Fogo, faltam-me 100 e poucas páginas para acabar, pelo que o mês de julho terminará com este livro, que eu adoro!! 

 

As vossas leituras como é que vão? 

F. 

 

 

20
Jul20

O amor e as coxas de frango.

quatro de treta e um bebé

Há uns tempos escrevia-vos sobre aquelas coisas que nos fazem ativar o sinal vermelho quando conhecemos alguém que nos desperta, à partida, algum interesse. Aos mais esquecidos, falava-vos do tom de voz, da data de nascimento ou da bagagem. Consigo ir mais longe (e mais ao pormenor), mas acredito que seja algo sobre o qual, no geral, partilhamos a mesma opinião.

Contudo, e porque não devemos, de todo, focar-nos apenas nas coisas más, decidi partilhar convosco aqueles pontos que nos fazem ativar o sinal verde. E se não ativar de forma automática, devemos fazê-lo de forma manual. 

Para o efeito, fiz uma análise de mercado. Que é como quem diz perguntei àquelas pessoas que me são mais próximas o que lhes fazia ativar o sinal verde. As resposta foram todas dentro do mesmo, algumas exatamente iguais, até nas vírgulas. O sorriso, a simpatia e o humor dominaram o pódio de respostas. O olhar ficou, por muito pouco, em quarto lugar. Um número muito reduzido fez referência às nádegas, às coxas, e ao six pack

Quase que vos consigo ler o pensamento. Ao fazerem uma retrospetiva percebem que se enquadram nesta amostra, que se traduz como bastante representativa da sociedade. Cliché!

Chamar-lhe-emos cliché. Efetivamente todos gostávamos de encontrar alguém com um sorriso bonito, simpático, com um humor que nos cative e um olhar que nos prende. Se a isso se puder juntar um conjunto de características físicas do nosso agrado é a cereja no topo do bolo. Mas é realmente isso que ativa o sinal verde? Com quantas pessoas já nos cruzamos assim? E por quantas pessoas já nos apaixonamos sem que tivessem cumprido esses requisitos? 

A minha pesquisa entrou num beco sem saída. Não encontrei nada de novo, de concreto ou palpável.

Até que, determinado dia, fui convidada para um jantar, cuja ementa era frango do churrasco.

Desde miúda sou obrigada a partilhar a minha parte favorita do frango: a coxa. E é traumatizante. Nenhuma outra parte do frango vale a pena. Frango é coxa. Ponto. De qualquer forma, são cerca de 30 anos a partilhar essa parte, e apesar de nunca me ter habituado a isso, é algo com que já lido com alguma naturalidade (e tristeza).

Como vos dizia, fui convidada para o tal jantar e fiz shotgun a uma das coxas. Apesar de estar habituada a partilhar, nunca me habituei a não ficar com uma para mim. Pelo menos uma. Ao meu shotgun obtenho a resposta que posso ficar com todas, pois prefere a parte do peito. 

Meu deus! Os meus olhos brilharam, o coração palpitou, as borboletas esvoaçaram alegremente dentro do meu estômago. O sinal verde ativou automaticamente. Afinal, há algo mais importante do que aquela pessoa não cobiçar as coxas do frango? 

Naquele momento percebi que afinal existem determinadas características, que não são cliché e, que nos fazem ativar o tal sinal verde. Definitivamente, há pessoas que não devemos deixar fugir: as que não gostam da mesma parte do frango que nós. 

M.

11
Jul20

2 anos de Benedita

quatro de treta e um bebé

Passou a voar. Voar como quem diz, 05.07.2018, e de repente, 05.07.2020.

Tão crescida, tão linda, tão meiga, tão feliz, tão malandra, tão “carneirinha”, tão doce, tão mau feitio (por vezes), tão alegre, tão sorridente, tão MINHA.
Sonhei muito com isto, mas estou como diz o Papá: “és muito mais do que sonhada”.
Recordo as vezes em que te dei colo e tu, sossegada e carinhosamente, me retribuíste com olhares, com “rugidos”, com mimos leves e com beicinhos.
Hoje és muito independente e só consigo ter-te assim sossegadinha, para mim, por mais de 30 segundos quando adormeces. Aí, olho-te com ternura e encho-te de mimo. Tão bom!
Em Setembro começa uma nova etapa, a escolinha espera-te, e com ela os amigos, a educadora, as auxiliares, as regras, a partilha, as diferenças, os horários, ... enfim, um mundo novo.
És curiosa, muito sociável, amante das brincadeiras e traquina o suficiente para iniciares esta etapa com grande sorriso e determinação.
24 meses cheios de tudo, de alguns receios, preocupações mas acima de tudo cheios de muita alegria. Completas a casa e todos os lugares onde estás. Menina alegre e feliz, gostamos todos muito de ti.

 

23
Jun20

A morte de George Floyd vista pela M. vs. vista pelo Mundo.

quatro de treta e um bebé

Recentemente, o Mundo ficou chocado com a morte de George Floyd. Um desconhecido que, ao que tudo indica, tentou trocar uma nota falsa numa loja, motivo pelo qual foi detido, e posteriormente, já sob a custódia da Polícia, acabou por falecer. De acordo com as imagens que nos chegaram, um polícia excedeu os limites (da sua função e da vida), e sem que disso se desse conta, acabou por asfixiar George.

Independentemente, de como as coisas se passaram, do que levou ao excesso de medidas, ou à falta de noção do polícia, vejo um homem que matou outro homem. Está mal, é crime, deve ser julgado, condenado, levado a cumprir essa pena e é isto. "Simples" assim.

Aquele homem deve ser julgado porque matou outro homem. As circunstâncias, os excessos, as intenção, isso tudo será valorado em tribunal por quem de direito. E consequentemente, também lhe será aplicada a pena devida. 

Se com esta morte se quer passar uma mensagem ao mundo, a mensagem deverá ser de que é errado alguém matar outro alguém. Ponto. 

Mas há algo que não ainda não referi: George Floyd é negro e o Polícia é branco!

Ora, este facto que ocultei desde o início altera substancialmente a história. Já não estamos perante um homem que matou outro homem: estamos perante um "branco que matou um preto". E isto já é racismo, não é homicídio. Isto já leva a manifestações, campanhas, vigílias, e um sem fim de coisas em que invocamos a luta contra o racismo. 

Pois bem, na minha humilde opinião racismo é isto: é esquecer que se perdeu a vida de uma pessoa, e se lembra antes que um branco matou um preto, ou um preto matou um branco, ou um cor de rosa matou um roxo. 

 

M.

16
Jun20

Os prós e contras do distanciamento social

quatro de treta e um bebé

Esqueçamos por uns momentos que o distanciamento social é uma das medidas essenciais para quebrar cadeias de transmissão, travar a disseminação do vírus e com isto ajudar a diminuir o número de infetados, de doentes com complicações e sequelas, em última análise, de mortes, o que é um assim para um grande pró.

 

Tenham também em conta que regressei há pouco tempo ao escritório e que trabalho num open space com cerca de 50 pessoas, o que também pode ter afetado um bocadinho a minha reflexão.

 

A verdade é que o povo português é um povo afável, de toque, de contacto, de proximidade.

Venham aqui para os meus lados, para o Norte, e multipliquem o que acabei de afirmar por 10.

 

De um dia para o outro, o afastamento físico salva vidas (vá lá que não encontraram correlação entre a transmissão do vírus e os palavrões, valha isso aos nortenhos).

 

Tem que se lhe diga, isto do afastamento social.

 

É, naturalmente, uma adaptação. Sem a pancadinha nas costas a felicitar, a palmada no braço de desaprovação, o toque de incentivo no ombro, a brincadeira de bater nas costas quando alguém tosse ou se engasga, o passar ligeiro da mão no braço a demonstrar afeto, a cotovelada para chamar a atenção, e todos os gestos que quase involuntária e inconscientemente fazíamos como forma de expressão, passamos a ter que usar muito mais as palavras.

 

Deixamos de nos cumprimentar com dois beijinhos de cada vez que nos vimos, o que considero um dos grandes avanços sociais que a pandemia nos trouxe. Malta, há quanto tempo vos digo que dar dois beijinhos, às vezes mais do que uma vez ao dia, é só desnecessário e pouco higiénico? Estão a ver, a DGS concorda. Claro que costumo argumentar que um pequeno abraço é uma forma de cumprimento de alguém de quem gostamos muito melhor, e essa opção ficou também arredada.

Cultivemos o pequeno aceno com a cabeça, de longe a minha forma favorita de cumprimento em distanciamento social, com todas as suas variações e nuances. Viemos a descobrir que um aceno de cabeça também pode demonstrar desprezo, indiferença, alegria, carinho, solidariedade, uma semi vénia de admiração, ou até, para os mais arrojados, algum flirt.

 

A falta de abraços é, efetivamente, uma perda. Afinal, quem é que, como o Olaf, não gosta de um abraço caloroso de vez em quando? Especialmente daqueles com quem já não estamos há mais tempo, e que, efetivamente, nos fazem falta.

 

Tentemos ver o lado positivo. Os cheiros deixam de ser um problema. A pelo menos um metro e meio de distância fica bem mais difícil cheirar aquele hálito depois de almoço, aquele perfume nauseabundo (que bom, poder sentir o nosso próprio perfume!), aquele suor de quem acabou de correr uma maratona apesar de não ter saído da cadeira.

 

Surge, contudo, um outro problema. O distanciamento social é péssimo para os segredos. Como é que é suposto cochichar a, pelo menos, um metro e meio de distância? Senti que este ponto é particularmente impactante, especialmente em open spaces e copas com mais pessoas. Não há sussurro que suporte tal distância. Das duas uma, ou nos tornamos mestres em ler lábios, ou efetivamente vamos ter de abdicar de bastante coscuvilhice.

 

O distanciamento veio ainda complicar as reprimendas. Sabem aquela chamada de atenção discreta, aquela crítica sem maldade, o avisar do erro para que a pessoa vá corrigir antes dos restantes darem conta? Pois… Tal como os segredos, o mais provável é que os restantes oiçam. Vá lá que vivemos na maravilhosa era dos emails e telefones, e o distanciamento trouxe o pró de não se ter de falar sempre presencialmente, não nos termos de deslocar a cada assunto (ainda que não tenha evitado as reuniões de equipa presenciais) e ajudou a redescobrir e apreciar todos os meios digitais.

 

Quem me conhece sabe que, apesar de adorar abraços e mimos dos que me são mais queridos, aprecio bastante a minha bolha social. O dito personal space, que ganha todo um outro significado nesta época. Tenho apreciado bastante almoçar em distanciamento social, com uma mesa só para mim, muito mais silenciosamente, sem tanta pressão para socializar entre garfadas, e muito maior respeito e civismo ao usar o micro-ondas, aceder ao frigorifico, escolher mesa, movimentar entre os espaços. O maior silêncio (dentro dos limites de um open space) é definitivamente um pró. É que nós, nortenhos, somos espalhafatosos, é um facto, pelo que se poderia pensar que o barulho iria aumentar ao subir o volume para contrabalançar a distância. Sucede que, como já vimos, o distanciamento é péssimo para a bisbilhotice.

 

Certo é que, nestes dias de regresso físico ao escritório, já me agarraram a mão, ajeitaram a echarpe, afagaram o braço, e se debruçaram para um pequeno mexerico.

 

Outro contra a apontar é que fica um pouco difícil esconder a reação quando nos quebram a nossa, agora clinicamente recomendável, bolha social. As expressões variam entre um misto de surpresa, nojo, culpa, arrependimento, pânico, o (dentro do possível) discreto passo atrás e a súbita vontade de tomar banho com desinfetante.

 

Enfim, como vos disse, uma adaptação!

 

Sinto que alguns comportamentos se modificaram, atualizaram, alguns de forma mais permanente, outros ainda tomados de forma deliberada e consciente. Sinto também, todavia, que na esmagadora maioria dos nortenhos continua a residir uma espécie de Olaf que, no dia em que finalmente receber a vacina, vai correr para a rua (e para o escritório) para dar dois beijinhos, um abraço, uma pancadinha nas costas, uma palmada no braço, um toque no ombro, bater nas costas, afagar o braço, dar uma cotovela.

 

E vocês, que têm a dizer sobre a vossa experiência com o distanciamento social?

 

R.

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