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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

28
Mar21

Barriga vazia não conhece alegria #6 Tarte de Frango

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Hoje é dia de receita!

Publicámos esta semana umas fotos de uma tarte no instagram. Cá por casa é uma receita muito apreciada, especialmente porque foi criada para acabar com os restos de frango de churrasco. Por cá, é raro comer-se o peito do frango, por isso quando compramos frango de churrasco temos sempre que fazer qualquer coisa para o transformar e os aproveitar e, numa dessas vezes decidi fazer uma tarte! 

É super simples. E o melhor é que dá para fazer com o que quiserem. Frango, peru, camarão, legumes, é a vossa vontade e imaginação que mandam.

Vão precisar (para a de frango):

- frango aos pedacinhos/desfiado/triturado (o que quiserem);

- cogumelos;

- azeite;

- cebola;

- alho;

- vinho branco;

- sal;

- leite (o leite que preferirem: leite normal, de amendoa, de aveia, até cajus demolhados e triturados em agua!);

- farinha maizena;

- limão;

- pimenta preta;

- noz moscada;

- alho francês (opcional);

- broculos (opcional);

- duas massas folhadas (redondas - opcional);

Na verdade, quase tudo nesta receita é opcional. Eu própria a faço sempre de forma diferente, umas vezes com umas coisas outra vezes com outras.

O que faço sempre é refogar uma cebola grande (eu adoro cebola, atenção), alho em pó ou um dente de alho com azeite. Quando já estiver bem caramelizado ponho um pouco de vinho branco (lamento mas nao consigo dar quantidades de nada porque faço sempre tudo a olho) mas eu diria meio copo de vinho branco. Deixem o vinho evaporar. Ponham o frango e os cogumelos, os broculos e o alho frances e deixem cozinhar um bocadinho. Depois, numa taça ponham um pouco de farinha maizena (eu diria duas colheres de sopa) e desfaçam a farinha com o leite. Ponham dentro da frigideira onde têm o frango e o resto dos ingredientes e acrescetem leite (por norma uso sempre um litro de leite). Adicionem sal q.b, noz moscada, pimenta (tudo a gosto) e umas gotas de meio limão (podem por as especiarias que mais gostam, por exemplo pimentão doce, outro tipo de pimentas, louro, o que quiserem). deixam tudo apurar e engrossar o molho. Quando o preparado tiver uma consistencia cremosa (mas nao muito cremosa, não se esqueçam que ainda vai ao forno) apagam porque é hora de colocar na forma já previamente preparada com uma das massas folhadas. 

Compro sempre massa folhada fresca, redonda, que é so retirar e colocar na forna. Pico a massa com um garfo e junto todo o preparado. A seguir ponho a segunda massa folhada por cima, junto os cantos de ambas as massas e vai ao forno durante cerca de meia hora a 200 graus. Por norma nos ultimos 10 minutos uso o forno em ventilação. 

Et voilá, tarte de frango preparada. Numa hora têm uma refeiçao saborosa e facil de fazer.

Podem optar por fazer só com legumes, ou por exemplo com camarões e delicias do mar e até juntar um bocadinho de caldo de camarão por exemplo para ter um paladar mais forte a marisco.

Façam e mostrem-nos como ficou!

F. 

 

22
Mar21

O segredo do mental coach, ou lá o que é.

quatro de treta e um bebé

Antes de mais, desculpem psicólogos deste país (e do mundo, também).

Começo o artigo de hoje, com este pedido de desculpas que, apesar de duvidar que sejam aceites, são sentidas. De verdade.

Não sou uma fã da psicologia, em geral. Não me cativa, não me desperta curiosidade, faz-me revirar os olhos constantemente, e se aprofundasse este tema, amanhã teria os psicólogos em ataque direto, defendendo a sua profissão e contra-atacando os advogados, que nada tem a ver com este artigo. 

Mas, efetivamente, é um tema para o qual, mesmo que quisesse muito, não teria paciência para aprofundar. Digamos que me falta o dom (o dom da paciência, entenda-se). Talvez precise de procurar um psicólogo que me ajuda a entender os motivos subjacentes no meu consciente (ou subconsciente, não sei).

Adiante.

Apesar da psicologia, em geral, não me despertar qualquer interesse, por sua vez, a psicologia no desporto já capta a minha atenção.

Ligada ao desporto desde os 8/9 anos, já lidei com atletas de todo o género e feitio. Os muito bons tecnicamente, os muito bons fisicamente, os que não sendo nada disso, conseguem um rendimento de topo, que os outros não conseguem.

Já fui treinada por místeres que focavam as capacidades técnicas das equipas, e outros cujo foco apontava essencialmente para o psicológico. Tratando-se das equipas adversárias, focavam-se naquelas que entendiam ser as atletas "psicologicamente" mais fracas. Que à mínima pressão, ao mínimo contratempo, deixavam, simplesmente, de conseguir executar a sua tarefa, por mais pequena, ou simples, que fosse. 

Em retrospetiva reparo que os segundo (atletas ou treinadores supra) sempre foram mais bem sucedidos. 

A este propósito quem não se lembra do golo do Éder que nos deu o título de campeões da Europa, que perdura até hoje, e da sua mental coach, que apareceu em tudo o que era noticia nos dias (ou meses) seguintes? Afinal, é disto mesmo que vos falo hoje. De pessoas, tecnicamente (ou teoricamente) mais fracas, mas psicologicamente capazes de nos fazer ganhar o campeonato da Europa. Com a ajuda de um mental coach.

Pelo menos na teoria.

Atualmente sou treinadora de uma equipa de voleibol feminino, cujas idades das atletas rondam os 14/15 anos. A idade crítica. A adolescência. Os medos. A psicose. As manias. Os choros. E a minha paciência para tudo isso. 

Tendo perfeito conhecimento das minhas limitações, decidi inscrever-me numa formação barra webinar barra curso on line barra palestra barra conferência barra qualquer coisa barra (doravante somente formação) cujo tema era, adivinhem só, Psicologia no Desporto. E tentar esforçar-me para me tornar algo parecido com um mental coach

Estava motivada. Entusiasmada. Abri a mente, conforme me foi pedido, e tentei aprender os segredos mais bem guardados da psicologia. Do desporto, pelo menos. 

E eis os grandes pilares desse ensinamento:

1 - Há atletas psicologicamente mais fortes e atletas psicologicamente mais fracas. 

2 - Não podemos falar para todos os atletas da mesma forma.

3 - Atletas diferentes reagem de forma diferente à mesma situação.

4 - As vivências de cada uma afeta a sua performance.

Quando esta formação testava os níveis máximos da minha paciência e batia recordes quanto ao número de vezes que revirava os olhos, eis que o formador diz algo novo, diferente, surpreendente e que fez valer toda a formação. 

"Imaginar que desenvolvemos bem uma tarefa antes de dormir, evolui efetivamente a nossa capacidade de realizar essa tarefa."

Ou seja, imaginar que fazemos é tão (ou até mais) importante como fazer. 

Esqueçam os treinos durante horas, esqueçam os sermões, as explicações, a prática. Mudem o paradigma. Andamos a fazer tudo errado.

Após essa formação, alterei os meus treinos. Já não estamos duas horas, três/quatro vezes por semana a treinar. Já não insistimos na prática. Hoje, todas as atletas, todos, os dias, à noite, quando já estão na cama, imaginam-se a jogar a grande nível. Já não me preocupo se faltam, se estão a fazer o movimento ou o gesto errado. Preocupo-me antes com o que imaginam. E se efetivamente imaginam. Para garantir que imaginam bem feito.

E eu, também todas as noites antes de dormir, imagino que tudo isso dá certo. E há-de dar. Com o Éder também resultou. E ainda resulta. Ultimamente imagina-se a não ser convocado. E não é.

M.

12
Mar21

Uma confusão de divagação

quatro de treta e um bebé

Esta foi uma semana algo confusa. Tenho a sensação de que certas coisas aconteceram há meses, outras ontem, outras será que aconteceram mesmo?!

O trabalho foi, bem, confuso. Imensa informação nova, a vir de todos os lados, com prazos diferentes, sobre assuntos diferentes, de pessoas diferentes, para passar para pessoas diferentes, e, por outro lado, para ser tudo feito ao mesmo tempo e, de preferência, para ontem.

Então, quando hoje me sentei para escrever, passaram-me pela cabeça biliões de pensamentos e zero ideias, ao mesmo tempo. Uma confusão, sabem?

Pensei: posso escrever sobre algo diferente que tenha feito esta semana. E logo de seguida: tipo o quê?! O restaurante novo que ainda não experimentei? O passeio que não dei? A viagem que nem penso em planear tão cedo? Algumas das atividades de que já falei por aqui estão “suspensas” para todos nós, outras são opção mas até fica bem culpar a pandemia (do género exercício físico e essas excentricidades), outras até tenho dificuldade em lembrar se fiz ou não durante esta semana (terá sido no ano passado que vi aquela série ou aquela ideia que tive foi mesmo agora?!).

Creio que este ano de pandemia e o confinamento, para quem verdadeiramente o cumpriu, têm este efeito secundário de distorcer a noção de tempo e espaço.

Quer dizer, vamos mesmo contar este ano? Até estava com esperanças de poder socorrer-me da pandemia para dizer que ah e tal este ano não contou e por isso em 2021 vou fazer 18 anos outra vez. Acham que cola?

A verdade é que estamos todos ansiosos por estar juntos novamente, marcar aquela almoçarada de família e aquela saída de amigos, mas já especularam sobre quais vão ser os nossos temas de conversa iniciais? “Então e tu, Zé, como lidaste com a tua solidão?”; “bem, amigas, tenho 1258 séries que vi durante este ano, sobre qual querem que vos conte primeiro?!”; “o ponto alto do meu ano foi um mês em que aspirei apenas duas vezes e consegui manter a casa, ó, impecável”; “eu descobri que os jardineiros passam aqui na rua cerca de duas vezes por semana e demoram em média 3 horas, 32 minutos e 18 segundos ali naquela parte, assim aproximadamente”.

Sim, todos vamos ter receitas para partilhar no final da quarentena, alguns de nós com muitos quilos de experiência só para ter a certeza de que sabemos do que falamos.

Também todos nós sentimos dificuldades e receios que poderíamos partilhar, se bem que deduzo que vá ocorrer uma espécie de “amnésia coletiva” e que Covid vá ser “he-who-must-not-be-named”. Imagino que quando estivermos a contar este tipo de experiências iremos referir ”aquele ano”, “aquele período”, “naquela altura, tu sabes qual”.

Dou por mim a pensar que se neste momento fosse para uma esplanada com um grupo de amigos, muito provavelmente ia ser aquela pessoa que quebra o gelo com um “epá, arrefeceu bastante, não achas?”, um ano e tal depois de não estarmos juntos.

Até conjeturo com alguma ansiedade que pudessem perguntar “então e que tal correu a semana?” ou um “então que tens feito?”. Tenho cá para mim que o meu cérebro era capaz de despontar algum sinal de erro.

Adorava ter algo de super interessante e cativante para contar, uma ideia super inovadora, umas dicas espetacularmente úteis sobre algo importante.

Na verdade, não sei se não tenho, se até estão para ali na gaveta de ideias desta semana e eu simplesmente já não consigo ver através da confusão.

Deixo-vos um confuso desabafo, na expetativa de que faça algum sentido, e até de encontrar algum consolo por ressoar noutras confusões. Se assim não for, podemos sempre dizer que a culpa foi do “you-know-who”.

R.

28
Fev21

Era uma vez #10 Reviews

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas, 

Vamos lá falar de livros outra vez. 

Desta vez trago-vos a review de três livros que li este ano. 

O primeiro foi o "As Mensageiras da Esperança" da Jojo Moyes.

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Foi o segundo livro que li em 2021 e foi-me oferecido no Natal. 

Este é um livro sobre pessoas e sobre livros e como os livros podem salvar pessoas. Só a premissa já é um óptimo motivo para o lermos. 

Sinopse: Alice Wright casa-se com o belo americano Bennett Van Cleve na esperança de escapar a uma vida sufocante, em Inglaterra. Mas a pequena cidade de Kentucky rapidamente se revela igualmente claustrofóbica, sobretudo vivendo Alice com o sogro autoritário. É então que é feito um apelo para a participação das mulheres da cidade numa equipa para entregar livros; um projeto da nova biblioteca itinerante de Eleanor Roosevelt. Alice adere com entusiasmo.
Alice conhece assim Margery, a líder desta equipa, uma mulher autossuficiente e de discurso inteligente que nunca pediu permissão a um homem para nada. A elas juntar-se-ão três outras mulheres singulares que ficarão conhecidas como as Packhorse Librarians of Kentucky.
A aventura destas mulheres - e dos homens que amam - torna-se um drama inesquecível de lealdade, justiça, humanidade e paixão. Estas mulheres, autênticas heroínas, recusam-se a ser intimidadas pelos homens ou pelas convenções. E embora enfrentem todos os tipos de perigos, não desistem da missão que abraçaram: levar a sabedoria, a leitura e o mundo fantástico dos livros até aos mais pobres e desfavorecidos.
Mas quando a comunidade de Baileyville se voltar contra elas, será que a determinação - e o poder da palavra escrita - será suficiente para as salvar?
 

É um livro inspirado na história real das Packhorse Librarians of Kentucky, um programa de mulher que entregavam livros a pessoas que viviam nas montanhas e em sítios mais remotos entre 1939 e 1943. Por isso, este livro além desse projecto maravilhoso conta-nos a história de várias mulheres e assim vamos tendo uma perspectiva diferente do que era ser mulher naquela época. Do que era a sociedade no Estado do Kentucky, da mentalidade daquelas pessoas.

Este livro reune personagens maravilhosas e odiosas. Mas, ensina-nos e mostra-nos que através da amizade e dos livros podemos ultrapassar ou amenizar os nosso problemas. Vemos, de forma muito emocionada (confesso-me!) como os livros chegaram a tantas pessoas que estavam tão relutantes, tão desconfiadas, tão sem motivação. Como os livros mudaram a vida de homens, mulheres e crianças e deu-lhes algo pelo que ansiar, semana após semana. Como os ensinou, como os fez crescer, como lhes abriu novos horizontes.

Mas apesar de tudo isto ser realmente muito bom e eu ter gostado deste livro, especialmente pela forma como falava dos livros, quando eu digo que este livro tem pessoas odiosas, tem! Pessoas que não acho que tenham tido o final que mereciam, o que me irritou profundamente. Neste livro há descriminação, há muita descriminação e infelizmente faz-nos refletir se o que se passava naquela época mudou assim tanto em 50 anos. 

Mas bem, não posso dizer muito mais. Posso dizer que me custou muito a entrar no livro, aliás as primeiras 70/80 páginas foram dificeis e pensei em desistir, mas depois li o resto do livro num fim de semana. Ler um livro durante muito tempo tolda-me sempre a vontade que tenho de o ler e a graça que lhe acho. 

Dei 4 estrelas a este livro, porque apesar de ser um livro que me trouxe várias emoções e apesar de ter gostado gostava, de ter algumas personagens melhor desenvolvidas, gostava de ter final para algumas personagens e descobrir coisas que para mim seriam importantes. Se para algumas pessoas é ok ficar a imaginar o que aconteceu e os porquês, para mim não é ok. Eu gosto que o autor me esclareça e isso não aconteceu neste livro.

Mas é um livro que aconselho e valeu muito a pena ler!

 

O Segundo livro que vos trago é "O Rapaz ao Fundo da Sala "de Onjali Q. Raúf.

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Que livro maravilhoso!! Aviso já que dei 5 estrelas a este livro.

É um livro da booksmile, por isso é um livro juvenil, supostamente não seria um livro imediatamente recomendado para adultos, mas who cares? Todos os adultos deviam ler livros infantis, juvenis, young adultos etc! Este livro é a prova disso.

Logo nas primeiras páginas fiquei maravilhada com a escrita. Esta autora escreve TÃO bem. (eu não sou pessoa de sublinhar livros, mas se fosse tinha sublinhado sempre qualquer coisa em todos os capítulos". 

Sinopse: Um livro sobre um tema atual, visto pelo olhar de uma criança. Uma história memorável e premiada, que salienta a importância da amizade e da bondade num mundo tantas vezes intolerante e sem sentido.

Há um colega novo na turma. Ele senta-se sempre na última fila, mas não fala com ninguém nem olha para ninguém. Este rapaz enigmático e misterioso não sorri. O seu nome é Ahmet.

Intrigados, quatro meninos muito especiais tentam fazer amizade com ele e conhecer a sua história. Descobrem que o Ahmet é um rapaz refugiado que foi separado da família. Ele teve de abandonar o seu país para fugir à guerra.

Uma vez que nenhum adulto consegue ajudar o Ahmet a reencontrar a família, o quarteto de amigos elabora um plano audaz — nada mais do que A Melhor Ideia do Mundo — que os levará numa aventura extraordinária envolvendo a própria Rainha de Inglaterra!

Um livro multipremiado: vencedor do Prémio Blue Peter para Melhor História e do Prémio Waterstones para Melhor Livro Infantil, foi ainda finalista do Prémio Jhalak e nomeado para o Carnegie na categoria de Melhor Livro Infantil.

E é isso mesmo. Fala de um tema mesmo actual, o tema dos refugiados pelos olhos de uma criança. E como é incrivelmente tratado este tema. Não só este como o tema do bullying, por exemplo. É um livro tão inspirador. E posso dizer novamente como a escrita desta autora é fenomenal?

A sinopse já diz tudo por isso a única coisa que me resta acrescentar e sem dar nenhum spoiler é que este livro me fez perceber que mesmo sendo feminista, mesmo sendo uma pessoa consciente e informada, (não só eu como outras pessoas que leram o livro e com as quais discuti sobre ele) inconscientemente fui um bocadinho machista a ler este livro e isso só me faz pensar que sim, a escrita é óptima, mas se o meu cerebro nao deixasse não seria ludibriada com uma das especificidades do livro, mas quando percebi isso, god! que brutal, porque não estava a contar e pensei 'o que é que isso diz de mim?'. Não sei, se alguém leu este livro diga!! para falarmos sobre isto, porque só conheço mais duas pessoas que o tenham lido e pensamos as três exactamente o mesmo!!

Leiam este livro!! leiam livros infanto-juvenis, leiam livros infantis. Leiam o que quiserem! Mas leiam!

 

Por último, o livro que li basicamente o Fevereiro inteiro e acabei hoje!

"A Célula adormecida" do Nuno Nepomuceno.

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Não, a verdade é que não leio tantos autores portugueses quanto gostaria.

A verdade é que já tinha visto muitos livros deste autor mas nunca tinha pegado em nenhum.

A verdade é que sempre que parava para olhar para livros do Nuno era sempre por causa das capas que são lindas! Mas.. em conversa com uma amiga - que andava a ler este livro - ela convenceu-me a compra-lo. É o primeiro de uma série e se o comprasse podia ler ao mesmo tempo que ela (sem pressão, mas ainda não lhe voltaste a pegar ). E assim foi. Não me arrependo.

Arrependo-me de ter demorado 20 dias a ler este livro. Quanto mais tempo demoro a ler um livro mais é afectado o impacto que tem em mim (já disse isto, eu sei). Mas é a verdade, parece que gosto sempre menos quando demoro mais a ler.

Sinopse: Um professor universitário vê-se envolvido num ato terrorista de dimensão mundial. As autoridades intervêm e interrogam-no. Mas enquanto as primeiras respostas começam a surgir, uma dúvida persiste: por que motivo continua ele a mentir?

Lisboa desperta para um cenário aterrador. Um bombista suicida barrica-se no interior de um autocarro e o novo primeiro-ministro é encontrado morto. Ao mesmo tempo, uma jornalista tão bela como determinada recebe um ultimato de um ente querido — é sua responsabilidade descobrir toda a verdade.

Os serviços secretos portugueses reúnem provas e concluem que uma célula terrorista adormecida está pronta a ressurgir. Com um evento internacional a aproximar-se, pedem ajuda a Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais que já viveu no Médio Oriente. Mas é aí que acabam por se deparar com um poço de mistérios e meias-verdade ainda mais negras do que o novo ataque que está prestes a acontecer.

Pedido pelos fãs, passado durante os 30 dias do Ramadão, abordando temas atuais como a xenofobia e o racismo, A Célula Adormecida transporta-nos numa viagem deslumbrante por locais como Istambul, ou o interior da Mesquita Central de Lisboa. Inovador entre o género dos thrillers religiosos, este é não só um livro de leitura compulsiva e voraz, como também uma incursão temerária aos segredos mais recônditos da vida privada de um homem.

Mas bem, este livro é bom. O Nuno escreve de forma extraordinária. Adorei a escrita. Adorei os temas, adorei os sítios para onde me levou. Escreve capítulos curtos (o que adoro) e falou de temas de extrema importancia como a xenofobia e o racismo. 

Tem personagens muito fortes e a personagem principal, o Afonso Catalão (que é personagem do resto da série), graças a Deus, é likeable, ou seja, é uma personagem porreira mas não simples, pelo contrário, é complexa e um bocadinho estranha mas simpatizei com ele. No início só pensava 'meu Deus, tantos acontecimentos importantes e díspares, tantas personagens' mas no fim encaixou-se tudo e tudo fez sentido e eu gostei disso. Podia ser um livro facilmente caótico mas sem ligação mas foi bem escrito. 

Tem momentos realmente perturbadores e tristes mas acho que este livro serve sobretudo para nos fazer refletir na sociedade em que vivemos e na forma como estamos a educar as pessoas. 

Gostei particularmente de ter tantos factos reais. Gostei muito que me tivesse ensinado coisas. Não foi só uma leitura por puro gosto mas fez-me aprender algumas coisas e levou-me para sítios que quero muito visitar, como Istambul. 

E gostei imenso que fosse um livro com um final alternativo. Ou seja, este livro tem dois finais. Acabamos o livro e a seguir há outro final e nós que escolhamos qual queremos. ahah Por acaso acho que não competem nem são antagónicos, acho que até podiam ser cumulativos. Talvez pegue noutro livro dele, vamos ver!

4 estrelas para este livro e uma recomendação para todos!

Até qualquer dia, pessoas!

F. 

 

 

18
Fev21

Contrato de Namoro

quatro de treta e um bebé

No passado domingo, foi dia dos namorados. Facto que me teria passado totalmente ao lado, não fosse o bombardeamento de instahistórias e publicações que o meu Instagram sofreu. 

Antes de prosseguir, é necessário clarificar que nada tenho contra as manifestações de amor nas redes socais, seja pelo dia dos namorados, pelo dia da mãe, do pai ou do periquito. Pelo contrário, se sentem vontade de deitar esse amor cá para fora, deitem! Força! Com força! 

Ainda assim, e porque, acima de tudo, sou advogada (sim, acima de tudo! é mais forte do que eu), após ver tanta manifestação de amor, decidi, pro bono, partilhar convosco uma minuta de contrato de namoro. 

Ser-vos-á muito útil ao longo do vosso namoro, tanto quanto foi para mim. E preparar-vos-á para o contrato que pretendem celebrar a seguir... no próximo passo. Afinal, o amor é, nada mais, nada menos, que uma sucessão de contratos! 

Minuta de Contrato de Namoro


Primeiro Outorgante: identificação da parte, ora em diante designado de primeiro outorgante ou NAMORADO;
E
Segundo Outorgante: identificação da  outra parte, ora em diante designado de segundo outorgante ou NAMORADA;

Celebram entre si, livre e conscientemente, o presente contrato de Namoro, o qual se rege nos termos e condições constantes das cláusulas seguintes:

PARTE I – DOS PRINCÍPIOS GERAIS

Cláusula 1ª.

Os outorgantes comprometem-se a prover amor única e exclusivamente um para com o outro.

Cláusula 2ª.

Os outorgantes comprometem-se a nunca, em momento algum, sob forma alguma, trair o outro outorgante.

Cláusula 3ª.

Ambos se comprometem a encarar a vida e a sociedade com bom humor e a aceitar a constante presença dos amigos e amigas, salvo se as amigas forem do NAMORADO.

Cláusula 4ª.

Ambos se comprometem a dedicar tempo ao estudo académico e intelectual, de forma que suas faculdades mentais não se tornem obsoletas ou sem-uso.


PARTE II – DO NAMORADO

Cláusula 5ª.

O NAMORADO sempre obedecerá todas as vontades da NAMORADA, inclusive escolher roupas no shopping e experimentá-las com prazer.

Cláusula 6ª.

1 - O NAMORADO fica obrigado a perceber, notar e exaltar qualquer mudança no visual da NAMORADA, e elogiar tal mudança.

2 - O NAMORADO nunca dirá à NAMORADA que ela está gorda ou que a roupa nova não lhe caiu bem.

3 - O NAMORADO promete repetir sempre, com toda a sinceridade, que a NAMORADA é majestosa, linda, maravilhosa, charmosa, sensual e gostosa.

Cláusula 7ª.

O NAMORADO promete que nunca reclamar dos decotes, da saia curta e da espera de três horas.

Cláusula 8ª.

O NAMORADO será sempre gentil e galante, e nunca se esquecerá de abrir a porta do carro, carregar as malas da NAMORADA e emprestar-lhe o seu casaco sempre que esta estiver com frio, mesmo correndo o risco de ficar doente.

Cláusula 9ª.

O NAMORADO compromete-se, nas viagens de trabalho, negócios, lazer ou hobby, não se interessar por nenhuma outra mulher.

Cláusula 10ª.

O NAMORADO compromete-se a ganhar muito dinheiro para gastar com a NAMORADA.

Cláusula 11ª.

O NAMORADO compromete-se a abdicar e renegar totalmente a qualquer tipo de vídeo, revista ou material de conteúdo pornográfico e/ou erótico.

Cláusula 12ª.

1 - O NAMORADO tem o dever de aturar a NAMORADA nos seus piores dias.

2 - O NAMORADO promete não reclamar e ouvir atenciosamente todas as queixas da NAMORADA, mesmo quando ela quiser "discutir a relação" às três horas da manhã.

Cláusula 13ª.

O NAMORADO compromete-se a fazer viagens com a NAMORADA, totalmente pagas pelo primeiro outorgante.

Cláusula 14ª.

O NAMORADO compromete-se a oferecer à NAMORADA presentes em todas as datas comemorativas ou festivas, nomeadamente nos dia 8 de Março, 25 de Abril e 10 de Junho.

Cláusula 15ª.

O NAMORADO compromete-se a, jamais, trocar a NAMORADA pelo futebol, independentemente do clube ou da competição.

Cláusula 16ª.

É da responsabilidade do NAMORADO o pagamento de jantares, cafés, saídas e afins.

Cláusula 17ª.

O NAMORADO compromete-se a nunca chegar à casa da NAMORADA vestido de forma inadequada, seja com a camisola do clube, ou mesmo com uma roupa imprópria.


PARTE III – DA NAMORADA

Cláusula 18ª.

A NAMORADA promete apresentar-se sempre perfumada e linda.

Cláusula 19ª.

A NAMORADA compromete-se em prover ao NAMORADO todo o amor necessário.

Cláusula 20ª.

A NAMORADA compromete-se em deixar o NAMORADO assistir os jogos de futebol de seu clube uma vez por mês.

PARTE IV – CONCLUSÕES

Cláusula 21ª.

1 – Os outorgantes adotarão o Regime Híbrido:
1.1. Quando houver aumento patrimonial advindo da NAMORADA, vigorará a Separação Total de Bens.
1.2. Quando o aumento advier do NAMORADO, vigorará o Regime de Adquiridos, somando-se tais bens aos do casal.

Cláusula 22ª.

Os outorgantes comprometem-se a serem totalmente fieis um com o outro, jamais celebrando qualquer tipo de contrato de NAMORO, NOIVADO, CASAMENTO, OLHADELA e CASUS SORDIDUS com qualquer outra mulher ou homem.

Cláusula 23ª.

O contrato terá a validade de dois anos, ficando, após essa data, o NAMORADO obrigado a trocar o referido contrato pelo contrato de adesão ao NOIVADO.

Feito em duplicado. 

local, dia do mês do ano

Assinaturas. 

 

Como comecei por referir, isto é apenas uma minuta. Sintam-se à vontade para usar, alterar e adaptar ao vosso caso concreto. Contudo, NAMORADAS, deixo-vos a ressalva de que esta será sempre a versão que melhor salvaguardará os direitos de ambas as partes.

Sejam felizes. 

M.  

12
Fev21

Sobre lugares especiais - a praia da Aguda

quatro de treta e um bebé

Todos temos aqueles lugares que são casa.

Há o Porto, obviamente. Nascida e criada. Portuense e tripeira. A minha cidade favorita e a mais bonita.

Há a Lageosa da Raia, claro. A outra parte das minhas raízes. A casa de tantas pessoas especiais e de tão boas memórias.

 

E, depois, há outros lugares, mais ou menos improváveis, aos quais, ouvindo o nome ou revendo fotografias, nos conseguimos quase de imediato transportar. Lugares que respiram sentimentos fortes e que, por algum motivo, falam mais alto do que outros.

 

A praia da Aguda é, para mim, um desses lugares.

 

Conheço-a desde pequena. Entre passeios e idas à praia em família, desde a Madalena até aos gelados do Esquimó, aquela costa ganhou um sentido de familiaridade.

Dos imensos passeios com os meus avós, uma das minhas memórias favoritas passa por lá. Tantas vezes apanhamos o autocarro até à praia da Madalena, passeamos pelos passadiços até à praia da Aguda ou da Granja, e de lá voltámos de comboio (não sem antes parar para o lanche, obrigatório em qualquer passeio com os avós). Num desses dias, decidimos não parar, e, entre os tropeções da avó nas tábuas do passadiço, o confundir a Capela do Senhor da Pedra com Espinho, os muitos “vamos lá, só mais um bocadinho”, e o olhar de esguelha para as placas com o número de Km’s que iam aparecendo, acabamos por chegar a Espinho, num dos nossos passeios favoritos e mais memoráveis (por ter sido tão bom, mas também pela história dos 10 Km’s que percorremos quase sem dar conta).

 

Por isso, descobrir que os avós do J. tinham uma casa de praia na Aguda foi duplamente bom: desde logo porque, bem, é uma casa de praia, e segundo por ser um lugar que já me era querido.

Desde então, a praia da Aguda tornou-se também um refúgio e passou a alimentar novas histórias e memórias, desde passeios, a encontros com amigos, a escapadelas com o J., a espaço de família e de partilha.

De ouvir as histórias de infância da mãe do J. e do J., quase as consigo imaginar (as do J. são esmagadoramente pacíficas, desde os saltos do paredão, a nadar até perder as forças, todas as corridas de bicicleta e jogos de futebol).

Ao carinho que já sentia, juntei-lhe a afeição que o J. tem por aquele lugar que conhece tão bem, todas as aventuras e memórias que me conta, e todas as recordações que desde então criámos em conjunto.

As viagens de comboio, o pequeno-almoço na pastelaria, o pequeno supermercado, o café depois de jantar junto à praia, os jogos de futebol e a tábua mista no Ela’s Bar, as tapas no Pinchos, das minhas pizzas favoritas no Ciao Bella, todos os passeios junto ao mar.

Todos os encontros a dois, as experiências culinárias, os banhos de sol no jardim, o tempo em família, as sestas na praia, os (raros, que aquela água é gelada!) mergulhos, conhecer o Charlie ainda cachorrinho, ver os sobrinhos a crescer e correr com eles atrás dos animais selvagens que se escondem nos arbustos, o cenário típico do Charlie, o J. e os bebés no mirante a ver os carros passar.

Por tudo isto e por muito mais, a praia da Aguda é um sítio muito especial, em várias dimensões e significados, e um dos lugares a que mais anseio por voltar, assim que a pandemia o deixar.

 

E vocês, quais sãos os vossos lugares especiais?

R.

05
Fev21

Vaci (assim não!)

quatro de treta e um bebé

Ora bem, hoje venho em missão. Após demissão do “xor Ramos” da Task Force cumpre-me a mim, por delegação, actualizar o estado do plano de vacinação!!

Então é assim, aqui na minha zona de residência, faltam apenas os Bombeiros Vermelhos e Amarelos, e os Lares, mas já estão a Pastelaria B., a Padaria L., o Restaurante T. e o Y., o Restaurante Chinês, o Café do Miguel, a mercearia da Cristiana, o Talho “da esquina”.
Posto isto, julgo que está a correr bem e que se está a cumprir escrupulosamente o plano, respeitando as razões subjacentes ao mesmo, dando-se a devida prioridade a profissionais de saúde, idosos, ...
Ao estilo portuguesinho lá está o “Chico espertismo” a dar cartas.
Há coisas que não mudam.
Acabamos de vacinar os profissionais (INEM) e descemos e perguntamos lá em baixo na pastelaria se alguém queria”.
Pois, claro que sim... então e depois deste acto genuinamente altruísta ainda há quem critique?
Diria o Diretor Regional do Norte: “O Senhor Vitor da pastelaria é sempre tão simpático, foi a nossa vez de pegar numa bandeja, descer à rua e oferecer o pequeno almoço adaptado ao INEM: uma “piquinha milagrosa” daquelas que anda aí o pessoal todo a querer e que dizem “salva-nos desta pandemia”.
Agora só falta saber como é que esta gente vai arranjar a segunda dose da vacina!! Essa é a grande questão!!
O Sr. Vitor e restante STAFF estão à espera, é bom que o INEM tenha uma boa explicação para não lhes dar a tempo a segunda dose.
Esperemos que o Sr. Vitor não tenha que se chatear a sério... o Sr. Director colocou o lugar à disposição, e o Sr. Vitor está mesmo a ver que quem está a fugir com o rabo à seringa -literalmente - é ele. Mas, Sr. Vitor, qualquer problema, ligue com o Dr. Salazar Coimbra que ele também está por dentro do assunto e dispensa aí umas doses “na boa”. É só pedir!!
Oremos irmãos!!
Haja bom senso, que apesar do humor e ironia, o texto serve de reflexão!!

Cumprimentos pandémico-confinados,
S.

28
Jan21

Era uma vez #9 - 2020

quatro de treta e um bebé

 

 

Olá pessoas!

Bom ano! até ao fim de janeiro é ok desejar bom ano não é? ahah

Leituras, como foram em 2020? As minhas não foram más de todo e é isso que vos venho contar. Talvez sugerir algumas leituras para este confinamento, já que parece que está aí para ficar, então que seja acompanhado de bons livros!

Uma vez que em 2019 só tinha lido uns 18/19 livros e queria ter lido uns 30, achei que não me podia aventurar muito em 2020 e firmei como meta 20 livros! felizmente li mais do que isso. O goodreads diz que li 35 mas 5 ou 6 são infantis e não entram para as contas da minha meta.

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Os livros que mais gostei foram: "A Mulher com Sete Nomes" de Hyeonseo Lee, o "Boas Esposas" da Louisa May Alcott, "Um comércio respeitável" da Philippa Gregory, "O Jardim Secreto" de Frances Hodgson Burnett, o "Confesso" da Colleen Hoover, os 5 do Harry Potter que (re)li!

O livro que menos gostei foi o "Aqui Entre Nós" da Jane Fallon, posso mesmo dizer que se soubesse não o leria. Mas, tirando esse, acho que gostei de todos os livros que li! 

Mais um ano se passou e cada vez mais se nota o quão importante é um bom revisor num livro. Os livros mal revistos, com más traduções, com gralhas e erros que não deveriam existir (e não,não falo de gralhas normais e que são faceis de passar quando se trabalha muito tempo num texto) fazem a leitura perder bastante da piada que poderiam ter! E também começamos a perceber que editoras se preocupam com isso e aquelas que não querem saber. (O que se percebe - também - na panóplia de livros que li em 2020). 

Vamos lá ver como corre 2021, nas leituras pelo menos!

Comecei o ano a reler um livro que se fosse comida estaria na categoria de comfort food, o "Noite de Reis" da Trisha Ashley. Aventurei-me no "As Mensageiras da Esperança" da Jojo Moyes que gostei mas cuja review farei num proximo post! Entretanto desafiaram-me a (re)ler os livros da Julia Quinn, dos Bridgerton (sim eu comecei a ler estes livros em 2012 e terminei-os em 2016 e sim, vi a série na netflix), por isso reli o segundo do Anthony, que adoro! Mas o meu preferido.. ah o meu preferido será sempre o Colin (também falaremos disto num próximo post!). Li ainda "O amor da tua vida" da Cecilia Ahern e estou a meio do Harry Potter e o Principe Misterioso. Ou seja, para já Janeiro vai muito bem em leituras mas parece-me que será um ano de reler livros e matar saudades!

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Para 2021 tenho a meta de 25 livros, e vocês? 

Bom ano e boas leituras.

F. 

 

 

 

 

10
Jan21

Retrospectiva.

quatro de treta e um bebé

Já tive a oportunidade de partilhar convosco o quanto gosto de mudanças de ano. Talvez justificado por algum transtorno obsessivo compulsivo que desconheço ter, às zero horas do dia 1 de janeiro, fecho o ciclo e inicío um novo. Deixo para trás o que fiz menos bem e recomeço. Pelo menos, figurativamente.

Por esse motivo, todos os anos, religiosamente, como já tive a oportunidade de partilhar, escolho as doze uvas passas, e encarrego-as da difícil, mas grandiosa, tarefa de transportarem consigo os doze desejos para o novo ano.

Sem me dar conta, durante as doze badaladas que davam inicio ao ano de 2020, pedi tempo. Não desta forma, não de forma consciente, não utilizando estas palavras. Os desejos consubstanciavam-se, essencialmente, no tempo. Estar com os meus, visitar e ser visitada, viajar, conhecer, perder-me e encontrar-me.

Sem me dar conta, em Março, esse tempo chegou. O mundo parou, as pessoas recolheram a suas casas e o tempo sobrou.

Houve tempo para chamadas e videochamadas, para momentos em família, para estar. Mesmo à distância de um telemóvel.

Então percebi que o tempo, só por si, não basta.

Por isso, para 2021, pedi para não ter tempo. E concentrei os meus desejos apenas nisso. Que este novo ano me permita estar com os meus, de tal forma, que não tenha tempo para mais nada.

Talvez devesse ter sido esse o pedido de 2020: estar com os meus tanto tempo, que não tenha tempo para mais nada!

M.

20
Set20

Vamos lá fazer um bocadinho de serviço público

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas, 

 

O post hoje vai servir para ajudar aquelas alminhas mais confusas ou distraidas na forma como colocar a máscara.

Outra vez? ainda? É mesmo preciso um post destes?

Pois bem pessoas, eu achava que não realmente. Meio ano depois, com tanto acesso à televisão e à internet, já era das pessoas saberem colocar, usar e tirar uma máscara. Mas não sabem. Palavra que não. E não, não estou a falar de pessoas muito idosas, com algumas dificuldades. Estou a falar de pessoas novas, com todas as capacidades e mais algumas para saberem fazê-lo. 

Primeiro ponto (não necessariamente que ver com a forma de colocação da mascara): se usam máscaras cirúrgicas descartáveis, ela são descartáveis por um motivo. Para deitar fora pessoas - no caixote do lixo, não no chão por favor. Não é suposto usar uma máscara descartável dias seguidos!!! 

Segundo ponto: Se usam máscaras de pano/tecido o que for, máscaras laváveis, elas são laváveis por algum motivo! tal como as descartaveis são para deitar fora - reitero, no caixote do lixo, não no chão - as laváveis são para lavar entre utilizações. Não é suposto usar uma mascára lavável dias seguidos sem lavar, está bem?

Terceiro ponto: as mascáras não se usam debaixo do nariz. É suposto as mascaras taparem a boca e o nariz. 

Quarto ponto: não tirem as mascáras para falarem. Sim, todos nós ficámos mais surdos com o uso da máscara. Sim, mais surdos. Curiosamente todos nós nos munimos da leitura dos lábios e nem sabiamos. Maaaas, isso não é desculpa para tirar a máscara quando falam, está bem? 

Quinto ponto: não andem sempre a mexer na máscara senhores! as mascáras são para colocar, usar e retirar. não é para estar sempre a por e a tirar, a ajeitar, a fazer trinta por uma linha e nunca desinfectar as mãos enquanto o fazem. 

5 pontos importantes e essenciais. Deixo-vos aqui umas imagens úteis que vos podem ajudar nisto da máscara. Tomem atenção. É facil e é uma questão de hábito. Ninguém é mais que ninguém. 

uso-mascaras.jpg

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Pode ser chato, incómodo, mas não é assim tão dificil.

Façam lá o esforço.

Será que é esta semana que eu não vou precisar de dizer a ninguém 'ponha a máscara'?

F. 

 

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