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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

24
Jun19

Tinder, prazer!

quatro de treta e um bebé

Maria. Maria Crespo Martins. Não Maria Crespo, está incompleto, falta qualquer coisa. Nem Maria Martins, há muitas. 30 anos, mas ninguém me dá mais de 20. Consigo aparentar 5 anos, quando me oferecem um presente envolto em papel de embrulho, e até 2 anos, nos dias da rabugice do sono. Cabelo loiro escuro, segundo diz a cabeleireira. Desculpem, cabelo loiro escuro, assim o diz a Art Director de um hairstlyling qualquer. E olhos azul camuflado. Odeio favas, herdei da mãe, e sushi, porque tal como as favas não continuo a insistir comer até gostar.

Seguindo os conselhos sábios de uma amiga, que reitera, com alguma frequência, que não devemos negar, à partida, uma ciência que desconhecemos, decidi descarregar a aplicação Tinder e apresentar-me da forma supra a quem tem a sorte de me localizar dentro da área geográfica pré-estabelecida. De forma curta e clara. Para que não hajam dúvidas e não se sintam enganados. E para que não cometam erros irreversíveis logo no primeiro encontro.

Seria pouco provável que num primeiro encontro o candidato a uma bela amizade me levasse a jantar a um restaurante japonês, com um presente dentro de um saco do continente, e me dissesse que tenho um cabelo castanho super hidratado, e uns olhos negros brilhantes? Nunca fiando.

A quem começou a revirar os olhos no momento que leu "Tinder" já pode parar os olhos no centro e ler com atenção. Espantem-se: O Tinder não é assim tão diferente do Facebook ou Instagram! Na verdade, fiquei com a sensação que é só a versão 0.0.1 dessas redes sociais.

Simples. Fundo branco e traços finos. Tudo é feito em 3, talvez porque o seu criador acreditava na perfeição associada ao número. O ecrã dividi-se em 3 partes: a superior, com 3 separadores (acesso ao perfil pessoal, acesso aos perfis dos candidatos e acesso à caixa de mensagens), a central que permite vislumbrar a foto, o nome e a idade dos candidatos, e a inferior, com 3 botões: nope, superlike e like.

A partir daqui é só deslizar o dedo.

Aproveitei as férias no Algarve para explorar esse mundo, no verdadeiro sentido da palavra. Em menos de 24 horas, tinha mais de 99 likes, 5 matchs, e um encontro em Albufeira. C'um caraças, o Tinder funciona mesmo!

Durante os 3 dias seguintes o Tinder foi divertido. Foi realmente divertido.
E, ao contrário do que as mentes preconceituosas por aí espalham, existe de tudo. Pessoas normais e outras normais à maneira delas.
Há quem ache que a sua cara metade deve conhecer, antes de tudo, os seus atributos fisicos, e quem ache que deve conhecer primeiro o cão. Há quem leve à letra aquela velha máxima de que o tamanho é que importa, e outros pretendem conquistar com um boxers com notas de quinhentos euros.
Há pessoas simpáticas e verdadeiramente afáveis. E há os outros. Na verdade, nada de novo. Exceto ter chegado à conclusão que ando a dormir na rua. Garanto-vos que na minha área geográfica há gente verdadeiramente interessante. Isso, verdadeiramente interessante.

Infelizmente o entusiasmo passou-me rápido e, hoje, o Tinder dá-me sono. Abro a aplicação e em menos de dois minutos estou a piscar os olhos. Mas o problema não é da aplicação, é meu! Quem me manda ir para lá à procura do Tiago Violas?

Já agora, para os curiosos, o encontro correu bem. Ele tinha boa alma.

M.

14
Jun19

Uma escapadela para... #2

quatro de treta e um bebé

CHAVES.

 

Desta vez, a nossa escapadela mais recente levou-nos até Chaves, um destino que cumpre os nossos três fatores principais (acessibilidade da localização, preço e piscina) e uns outros tantos igualmente importantes (comida, basicamente).

 

Chegados a Chaves, adivinhem qual foi a primeira coisa que tratámos de riscar da lista. Isso mesmo, fomos comer, que é como quem diz devorar, um belo pastel de chaves.

 

Difícil será encontrar uma pastelaria sem pastéis de chaves, pelo que não têm necessariamente de ir a uma loja especializada ou sequer a uma loja apenas.

Nós optamos por visitar a D’Chaves, depois de alguma pesquisa no Dr. Google e considerando as críticas positivas, uma loja especializada em pastéis e fumeiro. Trata-se mesmo de uma loja, e não de uma pastelaria, pelo que não dispõe de mesas nem de local para comer no interior da loja. Contudo, podem aproveitar para dar um pequeno passeio e visitar os locais que abaixo recomendo, com o belo do pastel de chaves na mão.

 

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Para a nossa estadia, elegemos o Hotel Casino Chaves, essencialmente com base nos três requisitos que referi, assim como no quarto requisito, o pequeno-almoço.

 

Este moderno Hotel fica situado entre a cidade e a montanha, com boas vistas e tranquilidade, quartos grandes, bar, restaurante, spa e, naturalmente, duas piscinas.

 

 

A piscina exterior é linda, de borda infinita, olhos postos na montanha, bem sossegada. Claro que olhar para ela, admirá-la e molhar a ponta dos pés foi o máximo que eu fiz, contando que o J. se atirou de cabeça e saiu de lá a tremer de frio.

 

 

Já na parte interior, temos uma piscina, aquecida, felizmente, e uma zona com jacuzzi, sauna e banho turco.

 

 

Quer nas espreguiçadeiras, interiores e exteriores, quer na piscina ou no jacuzzi (muitas vezes no jacuzzi), cumprimos com êxito a missão de relaxar e aproveitar a companhia um do outro.

 

O Hotel tem ligação direta ao Casino, que dele faz parte integrante, pelo que aproveitámos para lhe prestar uma visita. Na primeira noite, aproveitámos apenas o voucher de uma bebida grátis num dos bares do casino que a estadia no hotel nos concedia. Na segunda e última noite, sucumbimos à instigação do Casino. Quem me conhece, sabe o quanto eu não suporto desperdiçar dinheiro, sensação nem minimamente mitigada pelo talão de prémio de 0,18 € que encontrámos abandonado no Casino e que, obviamente, levantámos, nem pela moeda de 1 € que apanhei no dia seguinte.

 

Focando agora no tema principal: a comida.

 

O Hotel serve um bom pequeno-almoço, variado, estando sempre a repor o que falta e a levantar os pratos finalizados. Como não podia deixar de ser, serve minis pastéis de chaves, pelo que, se a vossa preocupação for ir a Chaves e experimentar os famosos pastéis, não terão sequer de sair do hotel. Rapidamente entendemos que a massa folhada é uma grande paixão dos flavienses, marcando uma forte presença na mesa do pequeno-almoço, abalando qualquer capacidade de resistir a tal pecado.

 

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Optámos, como de costume, por jantar fora. Foi fácil de notar que Chaves é altamente prejudicial para qualquer dieta, com vários restaurantes muito aclamados e muito apreciados.

 

Numa destas duas noites, fomos conhecer o restaurante Carvalho, a conselho dos tios (mundialmente reconhecidos pelo seu conhecimento de comida), onde começámos por pecar com uma alheira como entrada e acabámos a degustar uma bela cabidela. Sem dúvida, recomendámos a quem passar por Chaves.

 

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Na segunda noite, visitámos a Taberna Benito. O restaurante estava cheio com grupos e os empregados notoriamente assoberbados e cansados, apesar de fazerem questão de demonstrar a sua simpatia. Já era tarde, pelo que optámos por esperar, e acabámos por ficar satisfeitos, apesar da espera, da demora do serviço e da confusão. Não aconselhamos a ir sem reserva, apesar de a pesquisa no Dr. Google demonstrar que esta azáfama é algo habitual. Quanto à comida, não temos qualquer queixa. Iniciamos com uma alheira, que já não comíamos há algum tempo, ou não fosse Chaves uma cidade conhecida pelo seu fumeiro, e terminámos com uma grande e saborosa posta à transmontana.

 

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Antes de deixar Chaves, voltámos à loja D’Chaves para comprar uns miminhos para a famelga, que tão pouco aprecia comida, e trouxemos pastéis, alheiras e sangueiras, um enchido bem típico da zona. Outro aspeto positivo desta loja é o facto de estar tão bem situada, sendo que daí podem aproveitar para visitar vários pontos turísticos.

 

Apesar de pequena, Chaves é uma cidade com encanto, pelo que vale a pena perder algum tempo, que não será muito, a visitá-la.

 

Nós visitámos a Torre de Menagem, rodeada de bonitos jardins cercados por muralhas, e de onde se pode desfrutar de uma vista agradável. Subimos à Torre pelo preço de 1 €, visitando o museu militar que se encontra instalado dentro da torre e aproveitando a vista do topo.

 

Ao redor, vale a pena dar um pequeno passeio a pé e admirar as varandas do centro histórico de Chaves, nomeadamente as da conhecida Rua Direita.

 

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Outro ponto turístico bem interessante, perto dos restaurantes que visitámos, é a ponte romana, também conhecida por ponte de Trajano, sobre o rio Tâmega.

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Demos ainda um salto ao Forte de São Francisco, já mais afastado, também cercado por bonitos jardins, e que alberga atualmente um hotel bastante interessante, bem como um típico e agradável restaurante.

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Por fim, não podíamos deixar de passar pelas Termas de Chaves e experimentar a água da chamada fonte do povo, que sai a cerca de 76º e terá propriedades terapêuticas. Para o efeito, são servidos copos desta água numa zona onde se pode aproveitar para sentar e relaxar. Não duvidando dos seus efeitos benéficos, diga-se que o sabor não será, à partida, um deles.

 

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À saída de Chaves e no caminho para o Porto, antes de ver a nossa seleção de futebol sair vitoriosa, aproveitámos para visitar também o Parque de Águas Salgadas, um verdadeiro hino à natureza de onde surgiu a nossa Água das Pedras. O parque é bastante aprazível para um pequeno passeio, mas não só, pois dispõe de um spa termal renovado por Siza Vieira, de Eco Houses inseridas na natureza, que oferecerão, com certeza, uma experiencia única, de uma piscina exterior, um bar e um restaurante, bem como outras comodidades. O nosso passeio foi breve, apenas para apreciar o espaço, todo o verde, o lago, e visitar uma das nascentes. Experimentámos a água dessa nascente, na fonte aí disponível onde, à semelhança do que acontece em Chaves, distribuem copos de forma gratuita, mas com um sabor bem distinto e gasificado.

 

 

Chegámos ao Porto bem relaxados, de barriga cheia e corpo maioritariamente constituído por massa folhada, os dedos ainda semi-enrugados de tanta piscina e jacuzzi, e sorriso na cara.

 

R.

 

Vejam a escapadela #1 aqui.

08
Jun19

Chá de Bebé da B.

quatro de treta e um bebé

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A Benedita está quase a fazer 1 ano e está na altura de partilhar com vocês aquele que foi o primeiro evento da princesa.

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20/11/2017 anunciava que viria uma boneca para alegrar as nossas vidas, só não sabíamos o quanto e em que medida. Têm sido 11 meses fantásticos.
O chá de bebe além de reunir familiares e amigos - exclusivo para mulheres- é uma belíssima oportunidade para angariar fraldas para um ano. Sim, é verdade, comprei fraldas pela primeira vez aos 10 meses.

Habitualmente o chá de bebe não é mais que uma bonita mesa, daquelas-do-não-me-toques.

No chá da Benedita o Papá fez todos os bolos na famosa bimby e a mama ocupou-se da decoração. Fizemos tudo na noite de sexta e até as 6h de sábado. Estávamos exaustos. De manhã ainda fui comprar uma roupa para receber as “ssoas” todas; sim, mesmo não parecendo, a estrela da festa somos nós, mamãs!Partilho com vocês o chá do nosso bebe: Benedita.

 

 

 

 

S.

27
Mai19

"Se a abstenção resolvesse alguma coisa, Portugal estava óptimo"

quatro de treta e um bebé

Olá Pessoas, 

Então parece que ontem foi dia de Eleições e que, em Portugal, houve resultados de abstenção históricos. 

Eu francamente não entendo pessoas que não votam. Nomeadamente não entendo mulheres que não votam. 

Como e que em pleno século XXI, ano 2019, ainda consentimos que os outros votem por nós? Sim porque não votar é deixar que quem vota o faça por nós, é deixar que escolham em nosso nome.
Como é que estamos em 2019 e continuamos a achar que não é importante votar? Votar é sempre importante, votar nas europeias é importante. Não esquecer que é de lá que saem muitas das "leis" que vamos aplicar ao nosso país, e de lá que saem as directivas que temos que transpor, são eles lá que dão a cara por nós! Estão lá a representar-nos. Como e que não nos importamos com isso? Aliás, eu importo, eu votei, quem não vota, claramente não se importa. Porque? Não sei.
Está bem, estão todos fartos de política e de políticos, está bem. Mas vivemos numa democracia e a única forma de começar a fazer a diferença e ir às urnas, é tentar por nos sítios pessoas que pugnem por nós. E não adianta de nada estarmos fartos de política porque ela vai continuar a existir. E é através dela que vamos continuar a evoluir, que vamos continuar a fazer escolhas e que vão continuar a haver pessoas a escolher por nós.

Dizia eu no início que não entendo quem não vota, especialmente as mulheres. E digo, não entendo mesmo! Só há 125 anos é que podemos votar, em Portugal só desde 1931 é que adquirimos o direito de voto, e atenção, não era um direito pleno, só algumas mulheres o podiam fazer (como por exemplo estudantes universitárias e com cursos superiores). A lei eleitoral tal como conhecemos hoje é data de 1979! Em pleno século XXI há lugares em que as mulher ainda não podem votar, e nós, privilegiadas, que nunca tivemos que lutar pelo direito/dever de votar, que não tivemos nenhum familiar a morrer na luta para as mulheres votarem, que simplesmente nascemos assim, privilegiadas e a saber que temos direito a votar como qualquer homem, chegamos ao dia de eleições e escolhemos não ir. Escolhem não ir. Não compreendo. Acho aliás que é uma falta de respeito por todos os que lutaram por algo tão básico como o direito de voto.
E não me digam que não estavam cá, que estavam a trabalhar etc etc porque era possível votar antecipadamente, havia alternativas. Não se justifica quase 70% de abstenção. Não se justifica.

Shame on you que não foram votar. Agora fiquem aí, nos vossos telemóveis, nas redes sociais, a mandar vir e a criticar tudo e mais alguma coisa, comportem-se como se tivessem tentado mudar alguma coisa, mesmo com uma coisa tão simples como votar. E vejam lá se nas próximas eleições,  voltam a ficar no sofá, ou na praia, e não tirem uns minutos do vosso dia para irem votar. Deixem que os outros escolham por vocês.. E depois queixem-se...

F.

22
Mai19

Furacão.

quatro de treta e um bebé

Pegou na mochila e colocou nas costas com o solavanco típico da criança de 5 anos que puxa o casaco que ficou preso nas alças. Encarou-o pela última vez. Sabia e queria que fosse assim, mas porquê que, naquele momento, ir embora não fazia qualquer sentido? Afastando os pensamentos que a invadiam inoportunamente, voltou-se e dirigiu-se à porta. Sem olhar para trás. Respirou fundo, enquanto levantava a cabeça, e empinando o nariz deu início ao último passo. Sabia que quando o fizesse, quando pousasse o pé no chão, era de vez. E isso assustava-a.

Com certezas, mas sem convicções, deu aquele passo. E a seguir o outro e o outro e o outro. Dirigiu-se ao lugar 29A, e sentou-se. Levou as mãos de encontro à cara enquanto o turbilhão de ideias tentava também ele ocupar o seu devido lugar. Já está, pensou! Havia um aperto no peito. Uma vontade de voltar, de fazer tudo de novo. Começaram a ouvir-se gritos ensurdecedores que diziam para se levantar, para ir, para fazer, para recomeçar... O corpo não respondia. Não mexia. E os gritos ensurdecedores foram ficando sem voz. Persistentes, esforçavam-se para se fazerem ouvir. Ao longe, cada vez mais longe. O corpo, esse, continuou impávido e sereno.

O avião partiu. Em jeito de alívio, voltou a levantar a cabeça e encostar-se para trás no banco. Respirou fundo, mais uma vez.

Porra!

Apercebera-se que acabara de passar um furacão na sua vida. Chegou de repente. Depois daquele dia de sol, onde nada fazia prever que as poucas nuvens escuras que começaram a preencher o céu causariam tamanho estrago. Fazendo jus ao nome, levou tudo na frente e foi deixando um rasto ao longo do caminho. Por fim, perdeu a força e desapareceu. Da mesma forma que chegou. Devagar, mas com tudo.

Depois da tempestade passar, o sol volta sempre a raiar. E voltou. Mas às vezes ainda pensa e se tivesse olhado para trás?

 

M.

16
Mai19

O Mundo precisa de bondade

quatro de treta e um bebé

Precisamos, urgentemente, de praticar a bondade.

 

Menos do que praticar exercício, menos do que laborar, menos do que gastar, menos do que preocupar, precisamos de praticar a bondade.

 

Bem no início, quando ainda nos estávamos a apaixonar um pelo outro, numa discussão filosófica às custas de um tema qualquer, diz-me o J.: fazer o bem custa tanto ou menos do que fazer o mal, por isso porque é que havemos de fazer o mal?

 

Mal sabia ele, naquela altura, de que aquela frase, aquele espírito, tinha sido melhor do que qualquer frase de engate que pudesse ter descoberto.

 

É bem verdade. Dizer que fazemos o mal porque custa menos do que fazer o bem não passa de uma mentira que contamos, para convencer o Mundo, mormente para nos convencemos a nós próprios. No entanto, não passa disso. Em bom português, é treta.

 

Aprendi ao longo da vida que cada um de nós trava uma batalha própria, alheia aos olhos da maior parte das pessoas. Sem exceção, todos temos demónios. Sejam eles quais forem, todos nós carregamos fardos, bagagem, lutas internas.

 

E precisamos de bondade. Precisamos tanto de bondade.

 

Parar de pensar para dentro e olhar para quem temos ao nosso lado. Será que há algo que podemos fazer por essa pessoa? Será que essa pessoa está bem? Já lhe perguntamos hoje se essa pessoa está bem, mas mesmo perguntar, porque nos preocupamos, e não apenas para fazer conversa?

 

Às vezes é tão simples quanto um sorriso. Como um abanar de ombros de compreensão pela pessoa que errou mesmo à nossa frente, em vez do habitual palavrão ou desprezo, lembrando que também nós, nalgum momento, já fizemos erros idiotas.

É tão simples quanto mandar uma mensagem. Pode servir de pouco, pode não ter resposta, mas praticámos a bondade. Pode ser tão simples quanto um “lembrei-me de ti, espero que estejas bem”. Por vezes, palavras tão breves e simples podem salvar um dia.

 

A bondade não precisa de resposta, não exige obrigados, não espera retribuições. A bondade, pelo contrário, vale por si só.

 

Sejamos menos egoístas, mais atentos. Menos impulsivos, menos irritadiços. Direcionemos menos a nossa raiva ou frustração para os outros, e olhemos bem para dentro, para vermos o que de verdade se passa, para podermos tratar de nós próprios. Com bondade.

 

Não custa mais, não se paga, não nos tira dignidade, não quer dizer dar o braço a torcer, não quer dizer parecer fraco, nem sequer quer dizer esquecer.

 

Deixem-se de tretas. É só bondade. Só isso. E nós precisamos tanto de bondade.

 

R.

08
Mai19

Um marido, uma filha e uma casa

quatro de treta e um bebé

E não é que uma pessoa agora é que dá valor à “mamã” que fazia tudo e tudo (e ainda reclamávamos)?
Pois é. A vida de casa é ligeiramente diferente. Diga-se: totalmente. Antes chegava a casa, descalçava-me enquanto percorria o caminho para o sofá, às vezes adormecia até ao jantar e acordava já a mesa estava posta e o jantar na mesa, enquanto soava ao fundo uma voz doce e terna: “está pronto, come, pelo menos, alguma coisa”.
Agora é parecido. Chego a casa, carregada com a filha ao colo, depois de ter ido às compras, entro, arrumo tudo, ponho a miúda a ver a milagrosa BabyTv durante uns minutos, o papá prepara a água do banho, eu dou um jeitinho a tudo, ponho o pijama, chego-lhe creme, visto -a, ponho a sopa a aquecer, sento-a na cadeira, dou-lhe a sopa, entretanto o T. já vai fazendo o jantar. Eu continuo no “mais uma colher”, depois vem a hora do mimo. Encosta, rebola, brinca, puxa cabelo e adormece. Jantar pronto, mesa posta. Vamos jantar. Jantamos. Benedita acorda, abre a pestana, quer brincar, lá vamos nós dar o litro mais um bocadinho (porque o dia de trabalho até foi brando - mentira!). 21h30. Fazer o leite, mudar a fralda, deitar a Benedita, dar-lhe o leite, e por fim... a magia acontece: ela adormece e só acorda de manhã.
Na maioria das vezes, adormeço com ela! Outras, ainda venho para o sofá com o T. acompanhar os 1001 programas de futebol e receber mimo. Outras venho escrever para vocês que desesperam por um post (riso).
Posto isto, e contas feitas: apesar do descrito, não há coisa melhor do que a nossa família e o amor que nela se vê crescer de dia para dia.
É tão bom. É tão nosso.
Beijinhos,
S.

02
Mai19

O amor e a fotografia.

quatro de treta e um bebé

A fotografia sempre assumiu um lugar importante na vida das pessoas.

 

Se recorrermos aos nossos primórdios, facilmente percebemos que a fotografia está presente desde sempre. Não da forma que a conhecemos agora, é certo. Mas estava lá. Recorde-se, a título de exemplo, as pinturas rupestres, que nada mais são do que “fotografias” dos momentos vividos na época e que os nossos antepassados perpetuaram no tempo. É graças a elas, que hoje temos uma vaga ideia do que faziam na altura. Excelentes caçadores, quiseram fazer-nos crer, mas péssimos "fotógrafos", conseguimos concluir.

 

Antes, como agora, preocupámo-nos em registar aquilo que entendemos como importante, o que queremos que fique para o futuro. Há uns dias, um amigo escrevia na sua página do facebook, que "um dia seremos apenas o retrato na estante de alguém". Querem prova maior da importância da fotografia? 

Hoje diz-se que a fotografia se tornou vulgar. Efetivamente, constatamos com alguma frequência que as pessoas se preocupam mais em captar os momentos do que em vivê-los. Todavia, entendo que isso não retira a importância da fotografia. Eu diria antes que a fotografia se tornou mais fácil. Mas não menos importante.

 

Fotografar é uma arte. E como todas as artes exige que haja amor. Não há arte sem amor. Pode haver qualquer coisa. Qualquer tentativa. Rasca. Banal. Sem jeito. Assim, fotografar exige amor. À fotografia, ou ao que se fotográfa. E só isso nos faz explorar. No verdadeiro sentido da palavra.

 

Recentemente, estive de férias em Barcelona. Poderia partilhar convosco as fotos, para que percebessem melhor o meu devaneio acerca deste tema, mas não vos vou expor a isso. Nem a vocês, nem a mim. Adianto apenas que não se aproveita uma. Ponderei sobre os porquês (afinal, a modelo é top) e conclui que não podes ir de férias com qualquer pessoa e esperar que tire fotos para colocar na estante, sem que alguém visite a casa e não se ria (como fazemos na casa dos amigos quando vemos aquelas fotos de criança). Já pensaram porquê que a imagem de todos os reis é feia, mas a imagem de jesus cristo é bonita?

 

A partir de agora só viajo com pessoas que cumpram, pelo menos, um desses dois requisitos: ou amam a fotografia ou amam a minha pessoa. Com preferência, a primeira hipótese. Já que segunda pode facilmente induzi-los em erros, e acharem que está sempre tudo bem. Afinal... o amor, por vezes, faz ver tudo bonito. 

 

Felizmente a minha próxima viagem é com a Catarina, uma grande amiga minha. Que ama a fotografia... e também me ama a mim. De certeza!

 

M.

 

23
Abr19

Era uma vez #4

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Hoje é o dia mundial do Livro, sabiam? Este dia foi instituido pela UNESCO em 1995 e, coincidentemente (ou não) foi o dia em que nasceram Miguel de Cervantes, William Shakespeare, entre outros autores famosos. 

Já sabem que por aqui, eu das 4, sou a que mais entusiasmo tem pelos livros ou mais viciada neles sou, por isso deixar o dia de hoje passar em branco sem falar de livros não era nada plausivel!

Desde o ultimo "Era uma vez" li 3 livros! Vou falar-vos um bocadinho de cada um deles em vez de fazer um post para cada um!

Depois do maravilhoso livro da Michelle Obama, passei para um livro levezinho e sobre livros. Confesso que o que me chamou mesmo a atenção neste livro foi a capa! É linda! 

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Mas não só, um livro sobre livros só pode ser uma boa escolha. E foi! É um livro simples, rápido de ler, com uma escrita fluida e sobre uma Frankie que deixa livros no metro para as pessoas encontrarem. Acha ela que pode encontrar o seu príncipe encantado atraves dos livros. Encontra algumas pessoas mas não o príncipe encantado (alguns sao mais parecidos com o cavalo que com o príncipe!) mas eventualmente cruza-se com um leitor tão avido quanto ela, mas de géneros literários que ela abomina, ora, não vai dar bom resultado pois nao?

Leiam e descubram! 

É super giro o livro, tem partes um bocadinho parvinhas mas que nos fazem rir e é um bom livro para descontrair daqueles mais 'reais' ou mais pesados!

Deste passei para uma escritora que já conhecia. A Julia Navarro. Já tinha lido um livro dela ha uns anos que gostei imenso e este já cá estava ha uns tempos. Confesso que o comecei no final de 2018 mas li apenas pouco menos de 200 páginas. Não porque não estava a gostar, mas queria ler outro tipo de livros naquela altura do ano. Por isso, peguei nele de novo, onde parei (estranhamente era como se tivesse pegado no livro no dia anterior) e não tive olhos para mais nenhum! Tem 1083 páginas, provavelmente o livro com mais páginas que já tinha lido, mas acreditam que se tivessem mais 100 ou 200 eu nao me importava? Ok ok, eu sei que sou uma pessoa que gosta de livros com muitas páginas, mas ler um livro com quase 1100 páginas e achar que continuava a ler, só pode ser porque o livro é muito bom não? Eu acho que sim.

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O livro é realmente bom. Conta parte da história do século XX através da história de uma mulher que tanto tem de corajosa como 'maluca'.  Já o acabei ha cerca de um mês e ainda nao consigo explicar muito bem como gostei deste livro. Passa por Espanha, Portugal, Alemanha, Russia, Polónia, Inglaterra, Estados Unidos. Fala-nos fortemente da 2ª Guerra Mundial e o mundo dos espias nesse tempo. Mas é tão bem escrito. Sempre que pegava no livro nao existia mais nada, eu estava lá, com eles, a acompanhar a vida deles. Tem cenas incriveis e tem cenas horriveis. Descreve terrores da 2ª Guerra que nos fazem arrepiar mas é um livro francamente bom que aconselho a toda a gente. 

Gosto muito da Julia Navarro e, felizmente, já tenho outro dela na estante! Se nunca leram nada dela, leiam! 

 

E claro, depois de ter lido um livro mais 'forte' tinha que passar para algo mais leve. Não sei se fiz bem, porque passei para um livro com cerca de 300 páginas, de leitura muito facil e com uma história nada complexa. Um livro que gostei mas que talvez tivesse gostado mais se não tivesse acabado de ler um livro que mexeu tanto comigo. Mas enfim, dei uma oportunidade ao Humanos do Matt Haig (lembram-se daquele livro de natal que eu adorei e falei no Instagram? é do mesmo autor!!)

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Este livro tem uma história gira, um ET que vem à Terra no corpo de um matemático que acabou de descobrir uma fórmula, fórmula esta que estes ET's acham que não pode ser descoberta. A missão dele é destruir todos aqueles que possam saber deste 'segredo' e destruir tudo ligado ao mesmo. Pois está tudo muito bem mas o mais interessante neste livro é, sem dúvida, a forma como o ET nos vê, a nós humanos. É um livro que chama a atenção para a forma de ser de todos nós, as vezes no nosso pior e as vezes no melhor. Ele diz coisas muito curiosas e realmente faz-nos pensar. Apesar de nao ter gostado tanto deste livro como queria/achava que ia gostar, a verdade é que não me arrependo e houve partes que gostei bastante! E como diz o Andrew Martin ET nós somos o impossivel e estamos cá, por isso, será que há mesmo impossiveis?

Leiam, é uma boa leitura! 

 

Com isto tudo fiz uma pequena pausa e hoje, dia Mundial do Livro comecei um livro que apesar de ser 'Juvenil' dizem (quem já leu) que é maravilhoso! Não sei quase nada sobre ele, só que é sobre a Roz, uma robot e que é um livro para ser lido por todas as pessoas, seja qual for a idade!

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Aproveito para dizer e uma vez que já falei disto anteriormente, os três livros de que falei estão super bem revistos. O da Julia Navarro nem tanto, tem algumas gralhas (o que apesar de tudo não deixa de ser compreensivel, nada demais e coisas sem grande importância) mas tanto o 28 livros para te encontrar com o Humanos estão exímios! Well done 20|20!! É TÃO bom ler livros bem revistos, tão bom!! 

E pronto, despeço-me a dizer que a Wook hoje está com 20% de desconto em todos os livros! Por isso vão lá e aproveitem!

(meninaaas, faço anos daqui a poucos dias ahahah) 

F. 

 

16
Abr19

Que se f*da.

quatro de treta e um bebé

Domingos à noite são sinónimos de livros, filmes e/ou séries. Sem exceção. A depressão pré-segunda-feira, obriga-me a dedicar a coisas que gosto e que não faço, normalmente por falta de tempo. Coisas essas que deveria ter começado a fazer no sábado, às 9h, e que acabei por ocupar com outras coisas, a maior parte delas sem jeito nenhum (na verdade, nunca sem jeito nenhum, porque não fazer nada e dormir até às 15h tem todo o jeito, é essencial e sabe tãooooo bem). Na verdade, os domingos à noite funcionam como forma de recuperar o tempo perdido do fim de semana, de forma calma e tranquila para que passe devagar, m-u-i-t-o-d-e-v-a-g-a-r, como se conseguisse atrasar a chegada do dia seguinte. Acaba por ter o efeito contrário. Desde logo porque quando estamos a fazer algo que gostamos o tempo parece que voa. E se esse algo que gostamos é feito a um domingo à noite, já foi!

 

Este domingo, dediquei-me a um livro que já me tinha sido oferecido há algum tempo:

 

“A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da”.

 

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Não deixa de ser irónico que esse livro me tenha sido oferecido pela pessoa que mais me fez conjugar o dito verbo, das mais diversas formas possíveis e imaginárias, durante o último ano. Talvez eu não estivesse a ser subtil sempre que o pronunciei e como tal a pessoa achou por bem deixar-me  a dica. Está registado.

 

Dizia-vos eu então, que ontem comecei a ler esse livro. Ainda não tenho uma opinião formada sobre o mesmo, já que apenas li algumas dezenas de páginas. Todavia, desde a primeira página que me encontro em longos debates com o Autor. Se bem que depois de cada contra-argumento que utilizo penso... "que se f*da". Acho que já aprendi alguma coisa. A relevar... depois de falar. Bem, talvez não tenha aprendido nada. Oh! Que se f*da!

 

Autor: "Nós só procuramos aquilo que não temos."

M.: Efetivamente só costumo procurar aquilo que não tenho. Ou porque perdi, ou porque não me lembro onde guardei, mas o mais provável é que esteja a procura de algo que alguém tirou do sitio sem me avisar. Quando não encontro, encolho os olhos e faço uma de duas coisas:

1- Mamãaaaaa, viste as minhas sapatilhas?

2- "que se f*da, quando a minha mãe chegar pergunto-lhe onde as escondeu".

 

Autor: "Achamos que a felicidade consiste no alcançar aquilo que idealizamos e esse é o nosso grande erro, a felicidade consiste na busca, no caminho até alcançar."

M.: Sinto que a minha vida foi um erro. Fui tão feliz quando alcancei coisas que idealizei e nada feliz em alguns dos percursos que tive que percorrer até lá chegar. Afinal fiz tudo ao contrário, fui feliz nos momentos errados. Penitencio-me por isso... mas que se f*da.

 

Autor: "A felicidade não é não ter problemas, é resolver os problemas que temos."

M.: Se tenho um problema e o resolvo, fico sem ele. E se fico feliz com a resolução é porque fico feliz sem o referido problema. Então a felicidade é ter problemas resolvidos. Se estão resolvidos já não são um problema. Certo? Bom, "que se f*da".

 

Autor: "O desejo de termos experiências positivas é, por si só, uma experiência negativa, e paradoxalmente, o facto de aceitarmos experiências negativas, é, por sua vez, uma experiência positiva."

M.: Diria que o desejo ter experiências negativas ao invés de experiências positivas está ligado a escolhas de índole e gosto pessoal, que se podem traduzir (ou não) na prática do sadomasoquismo. E se assim for, se optarmos pela prática do sadomasoquismo, parece-me que esta frase fará todo o sentido. Caso contrário... que se f*da.

 

Subtileza nunca foi o meu forte. Prometo que trabalharei nessa parte daqui para a frente. Porque saber dizer "que se f*da", eu já sei.

 

O ser humano é demasiado confuso. Complica. É estranho. Atrai problemas. Mas depois há os que abusam. Que se f*da.

 

M.

 

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