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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

16
Abr19

Que se f*da.

quatro de treta e um bebé

Domingos à noite são sinónimos de livros, filmes e/ou séries. Sem exceção. A depressão pré-segunda-feira, obriga-me a dedicar a coisas que gosto e que não faço, normalmente por falta de tempo. Coisas essas que deveria ter começado a fazer no sábado, às 9h, e que acabei por ocupar com outras coisas, a maior parte delas sem jeito nenhum (na verdade, nunca sem jeito nenhum, porque não fazer nada e dormir até às 15h tem todo o jeito, é essencial e sabe tãooooo bem). Na verdade, os domingos à noite funcionam como forma de recuperar o tempo perdido do fim de semana, de forma calma e tranquila para que passe devagar, m-u-i-t-o-d-e-v-a-g-a-r, como se conseguisse atrasar a chegada do dia seguinte. Acaba por ter o efeito contrário. Desde logo porque quando estamos a fazer algo que gostamos o tempo parece que voa. E se esse algo que gostamos é feito a um domingo à noite, já foi!

 

Este domingo, dediquei-me a um livro que já me tinha sido oferecido há algum tempo:

 

“A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da”.

 

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Não deixa de ser irónico que esse livro me tenha sido oferecido pela pessoa que mais me fez conjugar o dito verbo, das mais diversas formas possíveis e imaginárias, durante o último ano. Talvez eu não estivesse a ser subtil sempre que o pronunciei e como tal a pessoa achou por bem deixar-me  a dica. Está registado.

 

Dizia-vos eu então, que ontem comecei a ler esse livro. Ainda não tenho uma opinião formada sobre o mesmo, já que apenas li algumas dezenas de páginas. Todavia, desde a primeira página que me encontro em longos debates com o Autor. Se bem que depois de cada contra-argumento que utilizo penso... "que se f*da". Acho que já aprendi alguma coisa. A relevar... depois de falar. Bem, talvez não tenha aprendido nada. Oh! Que se f*da!

 

Autor: "Nós só procuramos aquilo que não temos."

M.: Efetivamente só costumo procurar aquilo que não tenho. Ou porque perdi, ou porque não me lembro onde guardei, mas o mais provável é que esteja a procura de algo que alguém tirou do sitio sem me avisar. Quando não encontro, encolho os olhos e faço uma de duas coisas:

1- Mamãaaaaa, viste as minhas sapatilhas?

2- "que se f*da, quando a minha mãe chegar pergunto-lhe onde as escondeu".

 

Autor: "Achamos que a felicidade consiste no alcançar aquilo que idealizamos e esse é o nosso grande erro, a felicidade consiste na busca, no caminho até alcançar."

M.: Sinto que a minha vida foi um erro. Fui tão feliz quando alcancei coisas que idealizei e nada feliz em alguns dos percursos que tive que percorrer até lá chegar. Afinal fiz tudo ao contrário, fui feliz nos momentos errados. Penitencio-me por isso... mas que se f*da.

 

Autor: "A felicidade não é não ter problemas, é resolver os problemas que temos."

M.: Se tenho um problema e o resolvo, fico sem ele. E se fico feliz com a resolução é porque fico feliz sem o referido problema. Então a felicidade é ter problemas resolvidos. Se estão resolvidos já não são um problema. Certo? Bom, "que se f*da".

 

Autor: "O desejo de termos experiências positivas é, por si só, uma experiência negativa, e paradoxalmente, o facto de aceitarmos experiências negativas, é, por sua vez, uma experiência positiva."

M.: Diria que o desejo ter experiências negativas ao invés de experiências positivas está ligado a escolhas de índole e gosto pessoal, que se podem traduzir (ou não) na prática do sadomasoquismo. E se assim for, se optarmos pela prática do sadomasoquismo, parece-me que esta frase fará todo o sentido. Caso contrário... que se f*da.

 

Subtileza nunca foi o meu forte. Prometo que trabalharei nessa parte daqui para a frente. Porque saber dizer "que se f*da", eu já sei.

 

O ser humano é demasiado confuso. Complica. É estranho. Atrai problemas. Mas depois há os que abusam. Que se f*da.

 

M.

 

12
Abr19

As verdadeiras soft skills que nos distinguem

quatro de treta e um bebé

Quando andamos há alguns anos no mercado profissional, as pessoas à nossa volta tendem a assemelhar-se.

De certeza que já repararam no fenómeno, olhem para as pessoas que costumam ver regularmente. Há, sempre, ou quase sempre, pontos comuns no percurso

No meu (nosso) caso, a maior parte do nosso círculo de conhecidos frequentou a universidade. Uma boa quantia é licenciada em direito. Uma considerável percentagem passou pelo calvário do estágio para a ordem dos advogados. A maior fala bem inglês. Uns quantos foram de Erasmus. Vários fizeram mestrado. Alguns fizeram parte de grupos ou associações, alguns praticaram desporto.

Se calhar, no nosso caso, o que atualmente mais nos distingue uns dos outros no mercado de trabalho é que uns aceitam exercer a profissão em troca do salário mínimo, em regime de prestação de serviços, 9 horas por dia e em exclusividade. Outros sabem que todo o sacrifício e esforço colocados até agora fazem com que mereçamos mais do que isso. Vá, esse será, talvez, o segundo fator de distinção. O primeiro, esse, bem tradicional, já cá anda desde os primórdios dos tempos, e diz respeito aos bons velhos conhecimentos, que é como quem diz, em bom português, a famosa “cunha”.

 

Dizem os entendidos da matéria que são cada vez mais importantes as nossas soft skills. Tratar-se-ão de competências pessoais menos relacionadas com o percurso académico e profissional, e mais afetas à maneira de ser, de estar, e de fazer.

 

Até aqui tudo bem, eu tenho muitas competências! Vá, vamos já despachar aquelas que, aparentemente, todos apregoamos: boa capacidade de comunicação (falo português fluentemente, alto e a bom som, e tendo a mexer com as mãos quando falo, muito explicitamente), organização (tenho uma pasta para cada série que vejo, e separo as séries dos filmes, quero ver quantos de vocês fazem isto), orientação por resultados (honestamente, se não fosse por aquele resultado, não trabalhávamos, certo?!), capacidade de trabalho sob pressão e resiliência (noutras palavras, estágio), adaptabilidade (perguntem aos meus avós, ainda na semana passada fui carpinteira, na anterior taxista, nesta aluna de medicina, e na próxima diz que é técnica de geriatria).

 

Disto já estamos fartos de falar. Não é, em bom rigor, isso que nos distingue, pois não?

 

Falemos das verdadeiras soft skills do nosso século, os nossos pequenos talentos, que nos diferenciam da pessoa ao nosso lado.

 

Não falo de capacidades completamente despropositadas; não arroto o alfabeto, não sei em que dia da semana calhou o dia 26 de abril de 2005, não roo as unhas dos pés, não faço o pino a uma mão (nem a duas, nem três, nem quatro), não cuspo o caroço mais longe, não abro garrafas com a boca, não consigo tocar com o polegar no braço e nem sequer toco com a língua no nariz.

 

O J. tem algumas capacidades fascinantes. Desde logo, consegue desligar por completo, sem qualquer esforço. Mais incrível ainda, consegue disfarçar muito bem (menos de mim, como é óbvio, que já estou treinada na técnica de o conseguir ler). Vêm-no a acenar levemente com a cabeça, a sorrir suavemente, até é capaz de soltar um “claro”. Um moço extremamente calmo e acessível, o arquétipo da pessoa interessada. Soubessem vós, na vossa ingenuidade, que o que verdadeiramente se passa na cabeça dele é algo semelhante a isto:

Tem outro talento excelente, do qual muito se orgulha, o de conseguir ter longas e detalhadas conversas com alguém, demonstrando saber bem quem essa pessoa é, sem referir, uma única vez, o seu nome. Este talento demonstra ser particularmente útil quando, como é o caso dele, raramente se lembram do nome das pessoas.

 

Já a minha prima tem uma rara e incrível capacidade, especialmente quando toca a números. Quando responde com algum palpite, em casos em que não faz a menor ideia do que está a dizer, acerta em 99,9 % dos casos. Azar o nosso, o euromilhões parece ser imune.

 

Ora, também eu tenho algumas capacidades das quais me orgulho, e as quais acredito, piamente, serem uma grande parte daquilo que me distingue.

 

Tenho uma distinta habilidade para encontrar moedas no chão. Sucede que, uma vez que ainda não decidiram cunhar moedas de 500 €, não será, à partida, assim que me tornarei rica.

 

Acresce, à semelhança de muitas pessoas, maioritariamente mulheres, da minha geração, a grande aptidão para descobrir informações sobre alguém através da internet e nas redes sociais. Não me perguntem porquê, mas parece que não é uma informação que se costume colocar num curriculum. Contudo, pode ser uma capacidade extremamente útil, muitas vezes menosprezada como uma comum “cusquice”, ou até olhada de lado como “stalker digital”. Nada disso. É uma aptidão perfeitamente regrada e equilibrada, comedida, em pleno respeito pela privacidade da pessoa em questão. A não ser que se trate de algum interesse amoroso, aí os meios justificam o fim e vamos buscar capacidades informáticas que nem sabíamos ter.

 

Gabo-me da exatidão das primeiras impressões que formo. Parece-me que isto poderá ser bastante útil, não concordam? Agora, a parte difícil será incluir isto de forma subtil numa entrevista profissional, ou dizê-lo a um potencial cliente.

 

Sou exímia a criar histórias sobre o que pessoas que não conheço estão a fazer ou a pensar, apenas de olhar para elas.

 

Consigo dramatizar com bastante precisão eventos que ocorreram no meu dia a dia, imitando pessoas e gesticulando com emoção.

 

O J. costuma elogiar o meu sentido de humor, especialmente quando eu estou chateada. Claro, porque o que uma mulher mais quer quando está a resmungar com alguma coisa, com toda a probabilidade cheia de razão, é fazer o namorado rir.

 

Tenho uma boa capacidade para decorar letras de música (apesar de não fazer ideia do que almocei ontem).

 

Claro que também tenho o contrário de soft skills, que me distinguem tanto quanto estas, uma espécie de soft inabilities? Tenho um enganador sentido de orientação, uma desastrosa poker face e um frio crónico. Mas isso não interessa, já vos disse que costumo encontrar moedas no chão?

 

E vocês, que soft skills têm que verdadeiramente vos distingam?

 

R.

08
Abr19

Gym

quatro de treta e um bebé

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Alguém me explica como se fica a gostar, a-gostar-assim-mesmo-a-gostar, de ginásio?
Eu ando há 1 mês a tentar e cada vez odeio mais!! Sim, o-d-e-i-o!
Vá, não odeio-mesmo-odiar, mas não gosto! Há algum segredo?
A parte que mais gosto é quando saio, primeiro porque já acabou a tortura, depois porque venho com o sentimento de “dever cumprido”. Apesar de tudo, eu não gosto de falhar, seja no que for; por isso, vou com esforço, mas lá vou!
A grande motivação para ir é pensar que já paguei o ano todo e que, caridade por caridade, mais valia ajudar os pobrezinhos em vez de pagar mensalidades. E depois, a consciência, essa minha inimiga. Não posso com ela quando não cumpro.
Aiiiiii, isto era tudo tão fácil se fossemos todas sereias, não acham? A comer tudo e a fazer nenhum... “pétaculo”!
O Rui Pinto podia, ao invés de praticar artes “hackeanas”, desenvolver uma aplicação que desse para escolher a silhueta e aplicar em nós com um só clique. Acham viável? Agora que ele vai “descansar” uns diinhas, talvez não fosse má ideia sugerir-lhe tal.
Vou lá levar uma sopinha e como quem não quer a coisa “meto a cunha”!!
Depois deixo aqui o Feedback, eu prometo que partilho com vocês!!
Combinaaaadddooo?

Bons treinos,

S.

04
Abr19

Filmes que já vimos mil vezes mas quando passam na TV paramos para ver outra vez

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Ainda na semana passada ouvi o Vasco Palmeirim a referir-se ao filme Musica no Coração como um filme que já tinha visto ene vezes e sempre que passava na TV ele parava para ver. Quando ele disse isto eu pensei, "isso acontece-me várias vezes!" e fiquei a tentar lembrar-me que filmes é que se encaixavam nessa categoria! "já vi mil vezes, mas se passar na TV vou parar e ficar a ver!".

Ora bem, não são assim tantos (pelo menos os que me lembrei hoje) mas quero que me digam se alguns dos que deixo aqui hoje também são filmes que entram nesta categoria para vocês e, quais é que não tenho aqui e que para vocês faziam todo o sentido que estivessem!

Coyote Bar

O casamento do meu melhor amigo

10 coisas que odeio em ti 

Musica no coração

Velocidade Furiosa

(todos que tenham o Paul Walker e o Vin Diesel! devo ser a única pessoa que chorou que nem uma madalena no último filme em que o Paul aparece.. no cinema! (não há remédio para mim ahah))

 

Step Up 1


Mulherzinhas

(adoro o filme, mas melhor que o filme só o livro <3 que é um dos meus preferidos de sempre!)

 

Harry Potter 

Escusado será dizer que nesta categoria entram todos os filmes do Harry Potter (e vão repeti-los todos na pascoa na fox life, just saying ahaha)

 

Podia falar individualmente sobre cada um deles, mas a verdade é que adoro estes filmes todos, vejo sempre que estão a dar e algumas cenas repito no youtube, como a final do step up, ou a musica de almoço do casamento do meu melhor amigo, ou vou cantando aqui e ali algumas musicas do coyote bar ou da música no coração. A banda sonora do Harry Potter está, obviamente, no meu spotify.
Os videos nao têm a melhor qualidade mas também, são filmes com muitos anos, não se pode pedir mais. 

F.

 

p.s. Aposto que assim que clicar em "publicar" me vou lembrar de mais filmes que podiam entrar nesta categoria!

01
Abr19

esquisitices.

quatro de treta e um bebé

Há muitos anos atrás (oh meu deus, já tenho muitos anos atrás!) tive uma paixão platónica que, também ela, durou alguns anos. Talvez andasse no 7.º ou 8.º ano e ele no 11.º ou 12.º. Como uma verdadeira paixão platónica, ele nunca soube. Ninguém soube. Nunca tínhamos falado e apenas o via ao longe. Como sabemos, a vida dá voltas e o destino é traiçoeiro. Conheci-o quando já estava na faculdade, por acaso, num daqueles típicos jantares de Coimbra. A paixão platónica ainda existia. Até que ele abriu a boca para falar para mim... e a paixão morreu!

 

Um sorriso, um olhar, o tom de voz. As mãos, as conversas ou a gargalhada. Todos temos algo que se destaca na pessoa que nos cativou e por quem nos apaixonamos. Arrisco-me a dizer que cada um de vocês saberá dizer uma, ou várias coisas, acerca da pessoa por quem nutrem sentimentos.

 

Saberão responder de igual modo acerca daquilo que vos afastou, por completo e à primeira vista (ou momento) de determinada pessoa? Aquela característica que não sendo má, ou não a tornando numa pessoa má, que não tendo a pessoa culpa, vos fez por um ponto final ainda antes do início da frase?

 

Há uns tempos, em conversa com uma amiga, dizia-me ela que no programa do “O Carro do Amor”, uma das candidatas deu sinal vermelho ao par simplesmente porque ele era mais baixo do que ela. E que apesar de toda a cumplicidade que existiu entre os dois desde o primeiro momento, havia algo do qual a candidata não se conseguia abstrair... a altura.

 

Divagamos sobre o tema e concluímos que ambas teríamos feito a mesma coisa. Talvez não o admitíssemos na TV. Talvez não disséssemos à pessoa. Mas saberíamos que era isso que nos estava a impedir de avançar.

 

Não que tenha passado pela experiência (ou se passei nem me apercebi de tão automático que foi o bloqueio), mas quase que garanto que jamais me apaixonaria por alguém mais baixo do que eu. Por muito que tivesse “tudo o resto”. É um facto: ser mais baixo colocaria logo, só por si, o sinal vermelho. O ponto final antes da frase. Mas podíamos ser amigos para sempre.

 

Dei pelo meu pensamento a divagar sobre aquelas coisas que ativariam o sinal vermelho. E concluí que até tenho algumas.

 

A voz. Capaz de destruir uma paixão platónica de anos. E me faz fazer questão de falar com as possíveis paixões platónicas que surgem.

 

A data de nascimento com um número igual ou superior a 1993. (Tenho que partilhar convosco que primeiro escrevi 1998, apaguei e escrevi, 1995 e voltei a apagar e escrevi, finalmente, 1993. Ainda voltei a apagar com a intenção de colocar 1991, mas voltei a escrever um 3. Não estou certa disto. Mas prefiro manter a amplitude, pelo menos mental).

 

A bagagem...

 

Neste momento, tenho aqueles que me são mais próximos a revirar os olhos e a dizer em voz alta (porque já não conseguem controlar o som): “mas ainda há alguém que acredite que ela não vai ser solteira a vida toda?”.

 

Calma! Ainda há esperança no Tinder!

 

M.

28
Mar19

Bloqueio criativo

quatro de treta e um bebé

Lanço o papel branco em cima da mesa e saco da caneca, pronta para desbravar em prosa, linha a linha, um conteúdo interessante para o meu post no blog. Porém, a tinta não escorre, a ideia não surge, as palavras não saem.

 

Bem, na verdade, abro um novo documento word, mas vocês entendem a ideia.

 

Eis que surge, perante mim, o temível, o terrorífico, o impiedoso… writer’s block.

 

Dizendo de outra forma, não sai qualquer texto! Contudo, dizê-lo desta forma não soa tão bem, pois não? Chamemos-lhe um bloqueio criativo. Não, não é a segunda frase que custa a escrever, é mesmo a primeira que não aparece.

 

Confessei este meu desespero produtivo à M., cuja resposta me deixou bem mais tranquila: “estamos umas autênticas escritoras, isto só acontece às escritoras!

 

Querem ver que a árida época que atravesso, fonte da minha preocupação, é, afinal, nem mais nem menos do que a prova, em si mesma, da nossa qualidade de escritoras?

 

Esta fase infrutífera nada passa, afinal, do que uma mera praxe das mentes criativas, um ritual de passagem, a derradeira prova de sobrevivência criativa?

 

É que, se o é, então garanto-vos, há aqui escritora, porque esta conversa foi já há umas semanas e, à semelhança do resto do país, a seca mantem-se por estes lados.

 

Eu tenho ideias, tenho uma lista delas, temas que quero trazer para o blog, experiências que quero partilhar, histórias que quero contar. Sucede que, página aberta, as palavras não fluem, não surgem no cérebro, quanto mais nas pontas dos dedos. É uma sensação estranha, de que as ideias estão lá ao longe, gosto delas e acho que vão dar bons posts, mas estão longe, e eu estou completamente desconectada delas, como se a ponte que conectava a ilha das ideias à página do post tivesse temporariamente fechada para obras.

 

Não sei quanto tempo demorarão as ditas cujas, contudo, por hoje, escapo-me sorrateiramente com um post sobre não conseguir escrever um post

 

Para já, chamo-lhe um writer’s block, porque o estrangeirismo é sempre mais chique, e procuro refúgio na teoria da M., até descobrir como o magicamente curar.

 

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Vela: https://whiskeyriversoap.com/products/a-candle-for-writers-block

 

R.

21
Mar19

Astória

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Já foram ao Astória, no Hotel Intercontinental no Porto? Não? Então leiam este post porque tenho a certeza que vão querer ir.

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Fui lá num destes sábados, ao Brunch. Digo-vos já que gostei muito. Já fui a alguns Brunchs pelo que, posso fazer algumas comparações e dizer com alguma certeza que este é um bom Brunch.

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Se é bom presume-se que é porque se come bem, mas perguntam vocês, ah e tal um brunch num dos hotéis mais caros do porto, provavelmente vou ter que vender um rim para la ir não? Pois, aí é que está, não! Achei um preço bastante razoável para o sitio onde estava! Paguei 26€ porque escolhi o Brunch que não incluía bebidas. Mas como podem ver na foto, ao fundo, têm três tipo de Brunch, que também incluem espumante à discrição (not for me ahah).

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Diferentemente dos outros brunchs onde já fui, o que mais me chamou a atenção foram os doces. Tão bonitos, com tão bom aspecto e tão bons… mas já lá vamos.

É um brunch self-service pelo que podemos escolher e servir-nos as vezes que quisermos. Têm pratos de pequeno almoço, diversos tipos de pão, ovos, tomates, salsichas, bacon, gnochi de cogumelos, entre outros; têm pratos quentes (no dia era feijoada à transmontana e bacalhau com grelos no forno); têm saladas com muitas variedades; tem queijos, tem presuntos, tem bastante diversidade.

Se quisermos podemos ainda pedir da cozinha mini cheeseburguers ou minipregos com queijo de cabra. Eu pedi o mini cheeseburguer e posso dizer-vos que pedi dois, tão saborosos que eram!

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Das sobremesas também tinham imensa variedade, tinham tarte de limão, tinham tiramisu, tinham mini bolas de Berlim, pasteis de natas, bolos de arroz, tinha cupcakes, tinham um bolo do dia com caramelo salgado (não me recordo do nome!), tinham mousse, tinham ene coisas. Também podíamos pedir da cozinha panquecas, e bem, quem provou diz que são das melhores de sempre de tão boas que são (para a próxima as panquecas não me escapam!!).

É um brunch com alguma variedade, com comida muito saborosa.

A decoração da sala é super agravel.

Os funcionários são muito atenciosos.

O Ambiente é realmente relaxante e muito acolhedor.

Sem duvida alguma que voltarei lá e desta vez acho que começo pelas sobremesas ahahah

F.

18
Mar19

conversas despreocupadas

quatro de treta e um bebé

- Já ouviste falar daqueles novos programas de TV, de domingo à noite?

- Sim.

- Achas aquilo normal?

- Não tenho nada contra.

- Como não tens nada contra?

- Porque haveria de ter?

- Achas normal o que se está ali a fazer? A forma como as mulheres estão a ser expostas, humilhadas. O estereótipo que se defende. É chocante. Não percebo como é que nos dias de hoje isso é permitido. E percebo, menos ainda, como é que as mulheres não se revoltam contra isso. Enquanto mulher sinto-me humilhada, rebaixada. Andamos anos e anos a lutar por direitos, ainda agora assinalámos o 8 de Março, esforçamo-nos pela igualdade, e depois é isto. Permite-se isto. E ainda se chocam com os casos de violência doméstica. Com as mortes. Com as decisões do juiz. É isto que se fomenta com este tipo de programas.

- Não estou a perceber...

- Como não estás a perceber? O que se passa naqueles programas é inadmissível, as mulheres são expostas, como se numa montra estivessem, e os homens (ou as mães, o que ainda é pior), escolhem aquelas que melhor se adequam aos seus caprichos (ou dos filhos).

- Hum. Estou a ver... Essas mulheres foram obrigadas a estar lá ou estão por vontade própria?

- Não!!! Aquilo é um concurso. Candidataram-se. Mas a questão não é essa...

- Então estás a dizer-me que foi opção delas estar ali e sabiam para o que iam?

- Sim, mas...

- Mas não podem escolher se colocar numa montra porque socialmente isso não é aceite? Isso não faz muito sentido.

- Não é nada disso. Elas podem escolher ser o que quiserem. Mas já viste aquilo que se fomenta? Que os homens escolhem as mulheres com base na imagem, se sabem cozinhar, se tem filhos, se já foram casadas... No fundo é como se aquilo fosse uma entrevista de emprego. Fazem 50 mil perguntas, ridículas, como, por exemplo, se é virgem, mas o que tem eles a ver com isso? Agora uma mulher para ser ideal tem que ser imaculada, saber cozinhar, cuidar da casa, planear ter filhos? O que é isto??

- E a mulher tem que ser ideal?

- Ah?

- Sim, tu disseste “a mulher para ser ideal tem que”. A minha pergunta é “tem que haver uma mulher ideal?”. Ideal para quê? O que é ser ideal?

- A questão não é essa. Naqueles programas fomenta-se um determinado estereótipo. Defende-se que a mulher tem que ser de determinada forma para ser escolhida.

- Ok, eu já percebi essa parte. Mas essas mulheres não estão lá porque querem?

- Estão, mas...

- E não tem o direito de escolher estar ali, daquela forma?

- O que? Fomentar estereótipos?

- Então vamos por partes: Nós queremos ser livres, queremos ter direitos, liberdade, fazer o que queremos, pensar como entendemos, seguir o caminho que escolhermos, sem que haja ninguém a impedir-nos disso, simplesmente porque somos mulheres, certo?

- Sim.

- Defendemos o fim dos estereótipos, do caminho demarcado, a ideia da mulher como uma máquina de fazer filhos, ou a dona de casa, submissa às ordens do marido, ou do pai.

- Claro.

- Mas a mulher não pode querer participar em programas de televisão, onde há homens que as escolhem, seja para o que for, nos critérios que assim entenderem?

- O quê?

- Estou muito confusa. Afinal, as mulheres podem ser tudo, exceto aquilo que as outras mulheres acham que não podem ser.

- Não é nada disso. Mas...

- Sabes o que a minha mãe sempre fez questão de deixar claro lá em casa? Que por lá "reinava" a democracia... a democracia dela.

 

Ainda bem que a democracia dela me ensinou que liberdade é, também, aceitar que os outros pensem de forma diferente da minha. E não os julgar por isso.

 

M.

14
Mar19

Bom dia e boas séries #4

quatro de treta e um bebé

Gosto de mistério, de investigações, suspeições, estratagemas. Faz sentido que o meu género favorito seja o thriller, o criminal, o policial, tanto em livros como em séries e filmes (e, bem, direito, pelo menos na parte académica).

 

A última série que vi prendeu-me desde o trailer. A descrição era cativante, mas corria o risco de ser igual a tantas outras tramas do género. Não foi. Foi melhor nalguns aspetos, talvez pior noutros, diferente, de forma geral.

 

YOU

 

Primeiro pormenor que me prende: a narração. A voz profunda do protagonista a narrar a sua prespetiva. De repente, sentimo-nos dentro da série. O enredo vai despertando a curiosidade. Queremos saber mais. Queremos ver o que vai acontecer.

 

Quando lemos a descrição é difícil não nos vir à cabeça a série Stalker, de 2014. Seria de esperar que eu tivesse visto essa série, certo? Pois, tentei. Mas, essa, confesso que foi daquelas que mexeu comigo, que me incomodou, que me conseguiu deixar nervosa. Por um lado, quer dizer que deve ser uma boa série, caso contrário não teria esse impacto, não conseguiria que, nessa noite, desse por mim de coração acelerado por entre o escuro da minha casa. Agora que falo nisso, um dia destes sou capaz de voltar a pegar nessa série, um dia enquanto houver sol e bastante luz em casa, claro.

 

A You não nos assusta, não nos torna paranoicos. Porém, prende-nos, coloca-nos em bicos de pé de expetativa, dá-nos vontade de voltar pelo episódio seguinte.

 

Um dos aspetos que mais gosto é, como referi, a narração pela voz da personagem principal, se bem que essa voz é mais presente nos episódios iniciais, e que senti essa falta mais para o final.

 

As personagens são interessantes, daquela maneira imperfeita. A leitura mais acertada, a mais perspicaz, vem de um bêbado violento. As pessoas caem nos mesmos erros, entram voluntariamente na cova do lobo e chamam-lhe azar, atraem o que lhes faz mal, quer as ”boas”, quer as “más”. Pensamos “mas que raio estás a fazer?”. E acabamos por não gostar particularmente de nenhuma personagem em especial, ou torcer por nenhuma personagem, simplesmente acompanhar o desenrolar da história com uma curiosidade algo perversa. Pelo menos, foi assim comigo.

 

 

A par desta série, no grupo das mais recentes, há outras duas, que nada têm a ver entre si.

 

 

THE RESIDENT

 

Com toda a honestidade, 75% da minha motivação para ver esta série é o Matt Czuchry, e isso é assim tão mau?

 

É uma série relativamente simples, que não faz pensar em demasiada, é leve dentro do possível para uma série hospitalar, com personagens agradáveis e, na sua maioria, atraentes.

 

Não tem grandes pormenores ou detalhes técnicos, o que, do meu ponto de vista, acaba por ser algo positivo, apesar de poder tornar a série algo mais fútil ou menos correta quanto a essa parte. Por outro lado, não tem a promiscuidade das habituais séries passadas em hospitais, nem nos obriga a decorar que a meia-irmã daquela casou com o tio do outro, que morreu, enrolou-se com o vizinho da tia, que morreu, correu o hospital todo e acabou por se apaixonar pelo primo em terceiro grau da meia-irmã da mãe que afinal era a tia.

 

Já vos disse que as personagens principais são o Matt Czuchry e a Emily VanCamp?

 

 

 

GOD FRIENDED ME

 

A premissa é engraçada.

 

Um ateu com um podcast sobre, muito basicamente, ser ateu, cujo pai é padre, recebe um pedido de amizade de uma conta com o nome de “Deus”, que lhe vai enviando pedidos de amizade.

 

Cada pedido de amizade revela-se uma oportunidade de ajudar essa mesma pessoa, sempre de forma diferente, sempre uma história diferente.

 

Pelo meio, o ateu reconcilia-se com o pai e, ao que parece, torna-se mais agnóstico do que ateu, descobre que gosta de ajudar pessoas, e encontra o amor.

 

Ou seja, felizes para sempre. Todos os episódios acabam com um final feliz, um super-ateu que ajuda pessoas e espalha o amor, uma família que se reconcilia, personagens completamente equilibradas que encaram de forma extremamente balançada todas as lições de vida que vão aprendendo.

 

Se tem grande conteúdo ou profundidade? Nem por isso. Se é credível? Definitivamente não, e nem sequer estou a falar da possibilidade de receber um pedido de amizade divino. Contudo, sejamos sinceros, qual foi a última série que viram com finais felizes? De vez em quando sabe bem, para desanuviar, ver algo sem questionar qual será a próxima surpresa ou a próxima carnificina.

 

 

 

Neste seguimento, aconselham alguma série deste género, leve, sem demasiadas complicações?

 

Vejam mais desta rubrica: 1, 2, 3.

 

R.

11
Mar19

SUPERGIROETALECOISO

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!!
Ora bem, hoje escrevo para vos falar de ... futebolage!!!! Ah, esperem, se calhar hoje não é boa ideia!
Ok, ok, hoje não! Vou ali comer um pastel de nata e já volto. Melhor, dois! Chega para todos!!!
Bem, vou falar-vos da minha dieta. Sim, da minha dieta!!!
Preciso de emagrecer 15kg! Sim, leram bem, não me enganei. QUIN-ZE!! Assim: QUIN-ZE!
Alguém dá uma ajudinha?
Primeiro passo que aqui a “Je” deu: inscrever-se no ginásio. A S-É-R-I-O! Eu sei, eu sei. É falta de gosto e de ideias para gastar o tempo e dinheiro mas deu-me para isto. Estou a fazer de conta que levo isto a sério! Pelo menos, já paguei um ano. Assim pode ser que a coisa funcione. A decisão passava por emagrecer mas sem andar com peles atreladas a bater no chão... só assim para evitar que pegue moda e fique SUPERGIROETALECOISO e depois em vez de ficar conhecida por escrever no quatrodetretaeumbebe fique conhecida por esta proeza!
Acham bem?
Hoje deu-me para fazer pouco de mim!! Haja alguém que arrisque!!
Ora bem, então dizia eu que já paguei um ano no ginásio. Com direito a plano físico e nutricionista. É, a sério. Eles estão todos empenhados. Tal como eu... tal como eu gostava de estar!!!
Entrei lá uma vez, fiz o meu treino e no fim pensei: fácil!
No dia seguinte, a caminho do escritório engoli isso tudo e mais qualquer coisa, quando ao descer as escadas me falharam as perninhas e contei as escadas em 1(pum)4! Lição: nunca subestimes um treino. Isto posto, estou super motivada (mentira). Estou gorda, isso sim. Mas com imensa vontade de ficar magra. Não chega? Então venham daí essas sugestões.
Aceitam-se dicas decentes para esta caminhada!
E obrigada, sei que estão a torcer por mim.
No verão falamos!!!!

(Atentem que não disse de que ano! Não cobrem!!)

Sem gordices (com muita pena),

S.

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