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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

31
Dez18

Querido 2019... acredita e entra com tudo!

quatro de treta e um bebé

Poderia estar a contar-vos que me encontrava sentada num banco qualquer do aeroporto, pronta a embarcar para Nova Iorque e que, ao que tudo indicava, a próxima vez que vos escrevesse contar-vos-ia que os meus desejos se tinham realizado. Mas não. Posso adiantar-vos já o fim. Não estou em Nova Iorque, nem vou embarcar nas próximas horas. Não verão fotos no instagram de Times Square, nem da minha mão com o anel e o hashtag #shesaidyes. Nem verão um sem fim de fotos românticas, pirosas e sem critério, que iria partilhar convosco, influenciada pelo momento.

 

Não sei bem quando é que esta ideia de ser pedida em casamento na passagem de ano em Nova Iorque surgiu. Mas, com certeza, não estava numa das minhas uvas passas na meia noite do dia 1 de janeiro de 2018. Pois bem, pelo sim, pelo não, estará, com toda a certeza, logo à noite, numa das minhas uvas passas da meia noite do primeiro dia de 2019. E quem sabe se o post que poderia estar a escrever hoje, não escrevo daqui a um ano. Podem incluir esse desejo numa das vossas uvas passas, se faz favor? Sempre ouvi dizer que a união faz a força.

 

Tenho uma amiga que no final de cada conversa cujo tema é “vida” me diz: “pensamento positivo, pensamento muitooo positivo que isso, por si só, atrai coisas positivas”. Efetivamente ela tem sempre razão: acreditar é o primeiro passo para que as coisas aconteçam. Por isso, a primeira resolução para 2019 é acreditar sempre!

 

Acreditar que o Benfica vai ser campeão no futebol e o Famões no voleibol. Que o meu treinador me vai deixar ser distribuidora, que vou visitar os 5 continentes, que me vai sair o euromilhões. Que vou a Nova Iorque no final do próximo ano.

 

Há uns anos escrevia que adorava resoluções de ano novo. E adoro. Não por acreditar verdadeiramente nelas (e se calhar é por isso que ainda não me saiu o euromilhões, apesar de todos os anos comer uma uva passa por ele), mas porque permitem que quem as faz feche um ciclo e inicie um novo. Logo, à meia noite, tudo o que aconteceu em 2018 fica ali. É como se fosse possível fragmentar a vida. Mais um ano que se inicia. Um Novo Ano onde tudo é possível. Como no ano anterior. Deixar de fumar, viver uma vida mais saudável, ser mais feliz, ajudar os outros, trabalhar mais (ou menos), começar a acreditar. Como no ano anterior.  Onde as pessoas se comprometem a tudo, como no ano anterior. Mas desta vez é diferente. Como no ano anterior. Não, porque este ano é "o ano"! Que seja. Como no ano anterior. Feliz 2019! Que entre com tudo. E acreditem!

O que fazer no ano novo em Nova York em 2018 Brook

M.

28
Dez18

Primeiro Natal da B.

quatro de treta e um bebé

 

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A alegria de todos estava estampada no rosto. No dela também apesar dos tenros 5 meses. O Natal voltou, a magia voltou, o encanto da quadra renasceu. Que bom, que bom que é sentir tudo tão intenso novamente. Como de costume tivemos a visita do Pai Natal e a B. não ficou indiferente. Não estranhou nada, pelo contrário, logo cuidou de ver se as barbas “se aguentavam”, testando.
Os nossos corações encheram-se e era notório que trasbordavam felicidade. Vê -la sorrir valeu tudo. Quando nos dizem “este ano vai ser diferente” soa a cliché mas depressa percebemos que faz sentido. Demais. Tudo é pensado de outra forma, o próprio “aquecimento pré Natal” é diferente. Tudo tem mais encanto. Sim, são só 5 meses, mas 5 meses que tomam conta de nós e nos estampam um sorriso que se eterniza.
De sorriso aberto,
S.

24
Dez18

Feliz Natal! Merry Christmas! Feliz Navidad! Joyeux Noël!

quatro de treta e um bebé

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Hoje o post é das Quatro, para, em conjunto, desejar-vos um Feliz Natal!

Sabemos que o melhor desta época é esperar por ela, mas queremos que tenham uns dias muito felizes.


Por aqui há quem goste mais e menos do natal. Há quem tenha um natal mais triste porque alguém não está ou mais feliz porque alguém nasceu (primeiro natal da nossa B.! YAY), mas não nos esqueçamos que o natal mais do que os dias de natal, mais do que a época de natal, é o espírito de natal. E este não é os presentes, as compras ou as mesas mais ou menos cheias, é as pessoas e aqueles que temos à nossa volta, é o amor. Sim, parece um cliché, mas se pensarem bem ... não é assim de verdade?


Quanto a nós, somos gratas pelas nossas famílias, pelos nossos amigos e por aqueles amigos que já são família.

 

A vocês, desejamos que aproveitem estes dias para olhar à volta e encontrar a felicidade nas pequenas coisas.


E aproveitem o bacalhau, as couves, o peru, os sonhos, as rabanadas, o bolo rei, os chocolates e tudo aquilo que vai estar nas vossas mesas e que daqui a uns dias nas nossas ancas (inevitavelmente).


Há alguma tradição diferente do dito normal que tenham nas vossas casas/famílias? Se sim contem-nos! Queremos saber!

Um Feliz e Santo Natal para todos.


As quatro.

20
Dez18

Barriga Vazia Não Conhece Alegria #3

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Estamos no Natal e porque não uma sugestão de umas bolachinhas que toda a gente gosta e que se podem tornar natalícias só pelo corte que lhe damos?

Isso mesmo, húngaros natalícios, para pequenos e crescidos. É até uma boa sugestão para dar em saquinhos a amigos.

São super fáceis de fazer e super saborosos. Aproveitem agora que os miúdos estão de férias e entretenham-nos na cozinha!

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Ingredientes:

Para a massa:

3 ovos

100 g de manteiga (eu usei manteiga líquida)

75g de açúcar em pó (não precisam de comprar açúcar em pó, peguem no açúcar granulado e triturem)

150g de farinha tipo 55 (s/ fermento)

50g de amido de milho (eu uso farinha custard para lhe dar um toque abaunilhado, mas podem usar farinha maizena)

 

Cobertura de chocolate:

Chocolate (usem o que quiserem, culinária, preto, de leite, é o que gostarem mais!)

Um pedacinho de Manteiga

 

Preparação:

Cozam os ovos durante 10 minutos. Descasquem. Só vamos aproveitar a gema cozida para a nossa receita, pelo que as claras podem utiliza-las em qualquer outra coisa mais tarde.

Batam a manteiga com o açúcar ate estes se misturarem bem.

Peguem nas gemas cozidas e passem-nas por um passador/coador (ficam tipo raladinhos), para ficarem bem desfeitas na massa e não encontrarem pedaços de ovo depois.

Juntem as farinhas e mãos na massa, literalmente. Esta é uma daquelas massas muito quebradiças que precisam das nossas mãos para se juntar.

Reservem no frigorifico uns 20 minutos a meia hora, de forma a ser mais fácil de moldar depois.

A seguir é só esticar, com a espessura que entenderem (não esquecer que os húngaros são ligeiramente altinhos) e cortar com as formas que quiserem.

Eu ponho-as numa forma com papel vegetal, assim não necessito untar nem ter grande trabalho.

Forno a 200 graus - 8/10 minutos. (é suposto ficarem cozidos, mas branquinhos).

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Enquanto estão no forno juntam o chocolate e a manteiga e, em banho maria, vai derretendo lentamente, ao lume, ate ficar líquido.

Esperam um bocadinho, para não se queimarem, e é só pegar nas bolachas e mergulharem no chocolate. Deixem arrefecer para o chocolate ficar sequinho.

Et Voilá, estão prontos a serem degustados e apreciados!

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Espero que gostem, façam e partilhem connosco o resultado no instagram (@quatrodetretaeumbebe)!

F.

18
Dez18

Aromático 54

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

No fim de semana tive a oportunidade de experimentar um novo restaurante em Viseu (novo para mim, que nunca lá tinha ido)! O Aromático 54.

Quando pensei num brunch de natal em Viseu, pensei automaticamente no Aromático. Primeiro porque tinha muita curiosidade de experimentar e depois porque todo o conceito nos parecia muito apelativo. A ajudar a festa, no verão ganhei um passatempo no Instagram e por isso tinha um voucher de 50€ para gastar (isso mesmo! Mas mesmo que não tivesse, o Aromático teria sido a nossa escolha)!

Começando pelo espaço, este é super agradável. Bem decorado, apelativo, um daqueles sítios onde nos sentimos bem.

 

Os funcionários são simpáticos e solícitos.

Mas o que interessa mesmo, e a comida? Ora bem, o brunch do Aromático é à carta, que é como quem diz, não é daqueles buffets onde nos levantamos as vezes que quisermos e petiscamos tudo o que nos apetecer. Esse, para mim, é o ponto negativo. Quase que o conceito de brunch se esgota um bocadinho, uma vez que com dois pratos ficamos totalmente satisfeitos.

Nós começamos pelos ovos, uns simples, outros com bacon e cogumelos, outros benedict. Tudo muito bom, com quantidades generosas e muito bem confecionado. As batatas fritas são deliciosas e por mim ficava a tarde toda com um potezinho delas à minha frente!

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De seguida pedimos panquecas (umas de frutos silvestres, outras de kinder bueno e oreo, outras simples, outras de nutella com tudo e mais alguma coisa). Aqui, infelizmente, acho que estas ficaram um bocadinho aquém das expectativas. São super bonitas, são. São saborosas, são. Mas são um bocadinho secas. E digo isto da massa mesmo, como se estivessem um bocadinho cozinhadas demais. E depois, excepto as de nutella, umas eram efectivamente mais secas por falta de topping/ou um género de molho e outras eram demasiado. Demasiado tudo, mas especialmente demasiado cheias de molho, quase ensopadas. São problemas que se resolvem facilmente, por isso acho que mais uns tempos e, se outras pessoas tiverem a mesma opinião que nós, é capaz de, da próxima vez estarem melhores! Ou também foi só um azar e normalmente não são assim, não sei.

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Os sumos são naturais, as palhinhas são de papel, a água vem em garrafa de vidro. Parece-me um restaurante com uma certa preocupação com o ambiente e isso, nos dias que correm, é sempre bom.

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Claro que no geral ficámos satisfeitas e ainda mais quando a conta veio e graças ao voucher só pagámos a mais 15€, ou seja, eramos 5, ficou por 3 euros a refeição. Mas mesmo que não o tivéssemos, não me parece que seja caro. As doses são muito bem servidas, o serviço é bom, o espaço é agradável, a comida é saborosa. Em termos de qualidade-preço parece-me bem.

Se volto lá? Receio bem que sim. Da próxima vez para experimentar os pratos deles de almoço/jantar. No Instagram deles tem tudo TÃO bom aspecto, passem por lá.

 

F.

13
Dez18

Mercado de Natal de Passau

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Talvez ainda não saibam, mas durante a licenciatura em Direito tive a oportunidade de fazer Erasmus. Passei o 1º semestre do meu 4º ano em Passau, na Alemanha, o que significa que, por esta altura em 2012, eu estava numa pequena cidade cheia de neve. Significa, também, que, apesar de ter vindo passar o Natal com a família, vivi grande parte da época natalícia na Alemanha.

 

Não sou grande fã do Natal, confesso, da mesma forma que não sou grande fã de qualquer evento do género, em geral. Gosto de celebrar, porque gosto de celebrar, quando me apetece celebrar, quando há bons motivos para celebrar. Gosto de estar com a família durante todo o ano, aliás, preciso disso. Gosto de comprar presentes porque aquilo me lembrou daquela pessoa, não apenas porque tem de ser. Aliás, vocês já sabem o quão pouco eu gosto do que tem de ser! Por outro lado, não consigo deixar de sentir alguma nostalgia. Vemos os anúncios na televisão, os planos de jantares e almoços, e é impossível não recordar aqueles que nos faltam, aqueles que queríamos convidar, abraçar e nunca mais largar, mas que já não podemos…

 

Contudo, há algo que eu absolutamente adoro nesta época natalícia: os mercados de Natal. Antes de 2012, os mercados de Natal pouco me diziam (mas também, antes de 2012, não conhecia o vazio das ausências à mesa de jantar…).

 

Foi em Passau que eu descobri a magia dos mercados de Natal, e me deixei por eles arrebatar.

 

Passau fica na Baviera e é uma cidade relativamente pequena (eu digo pequena por ser uma cidade mais pacata, com menos prédios, menos carros; aliás, apesar de ter uma área superior à da cidade do Porto, cerca de 69,58 km2, para 41,42 km2 do Porto, tem um quinto da densidade populacional, de cerca de 727 hab./km2 para 5.736,1 hab./km2 do Porto, segundo a nossa amiga wikipédia).

 

Por esta altura, já poderíamos visitar o Christkindlmarkt (que poderemos traduzir como mercado do menino Jesus), na praça da catedral (Dom) de Passau – podem ver a página oficial com mais informações aqui

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À medida que percorremos as ruas em direção à imponente catedral vamos começando a ouvir a música de Natal que enche a praça e a sermos guiados pelos magníficos odores convidativos.

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(cliquem nas setas para verem todas as fotografias)

 

Na praça, sente-se o Natal. A iluminação harmoniza-se na perfeição, criando um ambiente especial. Podemos percorrer as várias barraquinhas, preenchidas com motivos natalícios, decorações, ideias de presentes, e, claro, comida.

 

Além do típico Glühwein (o conhecido vinho quente), que também se vende numa barraquinha noutra parte da cidade, podemos beber uma opção não-alcoólica ou chocolate quente.

 

Temos ainda míticas salsichas gigantes (ou não estivéssemos a falar da Alemanha), deliciosos crepes com nutella, e outras tantas iguarias, como as fantásticas schneeballen.

 

(cliquem nas setas para verem todas as fotografias)

 

Neste mês, apesar do frio, o mercado de Natal era o sítio ideal para juntar o grupo de amigos e ir dar um passeio, pelo que o frequentei bem mais do que qualquer outro mercado ou atividade de Natal em Portugal. E, como é óbvio, certificava-me sempre de que levava espaço na barriga para me deliciar por lá.

 

A música de Natal, o cheiro absolutamente delicioso e cativante a comida quente e confortante, a iluminação subtil e harmoniosa, as barraquinhas, as decorações exímias e adequadas, a catedral majestosa, todos estes elementos se conjugam na perfeição. Ali, sente-se o Natal.

 

 

Sonho voltar; a Passau, sem dúvida, e àquele mercado de Natal.

 

Frohe Weihnachten!

 

R.

 

(📷 as fotografias foram tiradas por mim)

10
Dez18

apaixólicos - aqueles que não souberam furar o fundo do copo.

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Conseguem identificar o momento, em concreto, que se apaixonaram por alguém? Não o porquê. Não de forma genérica. O momento concreto em que sentiram que estavam apaixonados? E o que levou a isso? Conseguem identificar, de forma concreta, o que gerou o clique?

 

Sabemos (ou achamos que sabemos) que é um conjunto de situações. Há quem defenda que é o cheiro.
Se quanto ao conjunto de situações nada tenho a aportar. Quanto ao cheiro refuto com toda a convicção.

 

Quando damos por nós já está. Não há muito a fazer. Reformulando, não há nada a fazer.

Na verdade, quando dás por ti já estás apaixonado e não tem volta a dar. Percebes que um olhar, algumas conversas, determinados momentos, levaram àquilo. Sabes, à partida, que foi tudo, em conjunto, que originou aquela situação irreversível.
Mas consegues perceber, efetivamente, o que levou o copo cheio a transbordar?

 

Tenho refletido sobre o tema. Não por alguma razão em especial. A maior parte das vezes reflito só porque sim. E a conclusão que cheguei é que não. Dificilmente vamos saber o que deu origem à enxurrada.


Em retrospetiva, não sei o que fez o meu copo transbordar. Se soubesse, talvez tivesse arrastado o copo um pouco para o lado. Virado um bocadinho só para garantir. Furado o fundo. Na verdade, talvez tivesse furado o fundo!


Equiparo o "ficar apaixonado" "àquela" noite de copos. Realizando uma análise racional (daquelas que o "ficar apaixonado" não permite, e que a noite de copos também não) tenho algumas dificuldades em descobrir as diferenças. 

 

Em ambas as situações quando dás por ti "já está" ! Não há nada a fazer. Não sabes o que originou, tinhas tudo controlado, mas alguma coisa alterou o rumo que tu tão bem tinhas delineado. Em ambas, saíste só para tomar café e contas voltar para casa cedo e descansar. Em ambas, no momento em que o copo transborda, sabes que o que te espera não é, nada mais, nada menos, do que dores de cabeça. E a culpa nem foi tua, porque tinhas tudo controlado e não percebes como se descontrolou. Ambas te levam a fazer coisas que jamais farias se não estivesses alterado por tal estado. E ambas te vão fazer arrepender no momento da ressaca. E nesse momento (o da ressaca) vais dar voltas e voltas à tua memória traiçoeira, com alguma neblina e visão turva, para perceber em que momento é que tudo se descontrolou.

Em nenhuma das duas situações vais perceber. E nas duas vais deitar-te a adivinhar. E acertar ao lado. E por esse motivo, cair no mesmo erro. 

 

Todavia, também em ambas as situações vais viver momentos inesquecíveis (até com apagões de memória), que apesar das dores da ressaca, vais recordar sempre com um sorriso na cara. Ambas te vão provocar nostalgia. Ambas te vão fazer feliz e fazer acreditar que o mundo é teu. Em ambas vais sonhar e concretizar (quem é que na naquela noite de copos não consegue voar?).

 

Já se diz por aí, o que não tem remédio, remediado está. E as melhores noites começam sempre com um "vou só tomar café". 

 

M.

06
Dez18

Barriga vazia não conhece alegria #2

quatro de treta e um bebé

Está a chegar o Natal e cá em casa há um convidado que nunca falha a ceia, vindo de um modo ou de outro, vestido desta ou daquela forma, com esta ou outra companhia, num só pedaço ou em vários: o bacalhau.

 

Pois é, ceia de Natal que se preze, manda a tradição por aqui, tem bacalhau. Quer seja com a mãe, com os avós, com os tios ou com o pai, seja no Porto, na Lageosa da Raia ou em Inglaterra, o bacalhau sempre foi o elemento constante.

Regra geral, optamos pelo clássico bacalhau cozido, com batatas cozidas e couves, regado com abundante e excelente azeite. Porque mexer quando a tradição funciona tão bem, certo?

Chegando ao ano novo, e apesar de exteriormente discutirmos a ementa durante alguns dias, voltamos quase sempre ao nosso velho companheiro.

Seja Natal ou ano novo, ou qualquer outra ocasião, o bacalhau é um já frequentador habitual das casas portuguesas, por isso, hoje, deixo-vos com duas receitas de bacalhau que calham sempre bem, muito fáceis, aprimoradas pela minha mãe, e que vos garantirão sucesso em qualquer jantar de família ou de grupo. (sim, ainda há quem cozinhe sem Bimby!)

 

BACALHAU COM NATAS

Ingredientes:

- 2 postas de bacalhau (vá, este era óbvio);

- Batatas descascadas e partidas aos cubos;

- 1 cebola;

- 1 dente de alho;

- 1 pacote de natas;

- Molho bechamel (receita em baixo).

 

Num primeiro momento, coze-se o bacalhau e as batatas à parte.

Depois de cozido, tiram-se as espinhas e desfia-se o bacalhau, deixando de parte a água da cozedura.

Descascam-se e picam-se a cebola e o dente de alho.

Num tacho, poe-se a estufar o bacalhau com a cebola e o alho, e com um pouco da água de cozer o bacalhau, e deixa-se ficar um pouco.

A seguir, juntam-se as natas e as batatas partidas em cubos e mistura-se bem.

Com o molho bechamel já feito, junta-se tudo num tabuleiro e leva-se ao forno, coberto com queijo ralado ou com pão ralado, até dourar.

A melhor parte das receitas que implicam levar ao forno depois de cozinhado é sempre esta: podem ter tudo pronto e ligar o forno só quando os convidados chegarem, enquanto se sentam e vão comendo os aperitivos.

 

MOLHO BECHAMEL

Quanto ao molho bechamel, e apesar de haver várias opções, até sem lactose, o melhor é mesmo o caseiro:

Em frio, juntam-se os seguintes ingredientes: 250 ml de leite, 2 colheres d sopa de farinha Maizena, 1 pitada de sal, noz-moscada e manteiga. Junta-se tudo e mistura-se até se dissolver a farinha. Depois disso, vai ao lume, mexendo sempre. Se estiver muito grosso, pode juntar-se um pouco da água de cozer o bacalhau.

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BACALHAU COM TODOS

Ingredientes:

- Bacalhau (surpresa!)

- Batatas descascadas e partidas em rodelas;

- Legumes: cenouras, brócolos, couve flor e feijão verde (costumamos optar sempre por este grupo, mas exceto as cenouras, qualquer outro elemento pode ser alterado)

- 1 dente de alho;

- Azeite;

- 2 ovos cozidos;

- Molho bechamel (receita acima).

 

Uma receita ainda mais fácil do que a anterior.

Num primeiro momento, os ingredientes são cozidos: o bacalhau, as batatas, os legumes e os ovos.

Depois de cozidos, são colocados num tabuleiro, preparando com um pouco de azeite e alho picado, de forma mais ou menos distribuída, e regados com azeite.

No final, acrescenta-se o molho bechamel por todo e decora-se com o ovo cozido partido em rodelas por cima.

Depois, é só levar ao forno.

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Gostava de ter melhores fotos para vos mostrar, mas o melhor seria mesmo conseguirem provar! Sabem que havia uma altura em que cozinhávamos e comíamos sem tirar fotos? Acreditem quando vos digo que as duas receitas ficam com um aspeto fabuloso, e um sabor ainda melhor.

 

O bacalhau também é convidado de honra para as festividades nas vossas casas?

 

Bom apetite!

R.

03
Dez18

Alguém com tempo de sobra por aí?

quatro de treta e um bebé

Olá a todos!
Alguém aí com tempo a mais? Vá, acusem-se! Alguém me vende 30 minutinhos para acrescentar ao meu dia? Só 30! Por dia!!
Façam lá o preço. Estou por tudo.
Acordar um pirralhinho que já faz 5 meses na quarta, dar o leite, mudar fralda, vestir a roupa, vestir agasalho, fazer a mala dela, levá-la à avó, ir trabalhar, perder 20 minutos à procura de estacionamento, chegar ao escritório, ler os 30 recados já às 9h da manhã, fazer as chamadas, ler os emails, atender pessoas, fazer e mandar os prazos, almoçar, dar a fruta a B., mudar fralda, voltar ao escritório, trabalhar mais um pouco, chegar a casa, dar banho, sopa, biberão, brincar e por fim adormecê-la.
Perceberam que não deu para ir a casa de banho?
Ufa! E são só 5 meses. Os mais maravilhosos da minha vida mas os mais exigentes também.
Agora era a parte que dizia o que toda a gente diz: “eles depois sorriem e tudo passa!”. Não!! Eles riem e sorriem, eu adoro, derreto me, agarro-a, encho-a de beijos mas, ainda assim, o cansaço ganha-me (riso).
Isto porque, além de tudo isso, ainda tenho clientes que me ligam as 22h/23h como se eu fosse o 112.
“Só uma questão, liguei porque é mesmo importante, é muito urgente”.
- “ah, então diga”.
“Amanhã está no escritório?”
- “Sim, Sim!”
“Então também não é nada de mais, falamos amanhã ou depois. Eu passo lá.”
A mesma que me ligou no dia em que nasceu a B. e que me disse: “posso ligar mesmo se estiver para ter o bebé?” E não, não estou a hiperbolizar.
Há prioridades. “Sim, minha senhora, nesse preciso momento!!! Não falhe!”.
Comecei a escrever este post depois da B. adormecer e depois ainda fui ferver água, esterilizar tudo, preparar a mala dela e organizar as roupas.
Amanhã? Querem saber o meu dia de amanhã?
Ora bem: Puxem o cursor do rato para cima e leiam do início. Se tiverem curiosidade pelo dia seguinte, acrescentem só uma ida às vacinas e já sabem por onde ando.
Acabo como comecei: alguém por aí com 30 minutinhos para vender? Sim, eu sei, podia ter aproveitado a blackfriday e agora sujeito-me ao que for. Eu tentei!! Até na primark e, digo-vos, se lá não tem, só mesmo a vossa boa vontade.
Com muito sono,
S.

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