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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

28
Fev19

Bom dia e boas séries #3

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Hoje venho falar-vos de uma das minhas séries preferidas de sempre (acho melhor começar uma rubrica, porque já há várias que sem dúvida são daquelas que digo ‘séries da minha vida’). Começou em 2003, teve 9 temporadas e acabou em abril de 2012. 9 temporadas, cada com 18 a 24 episodios (excepto a nona temporada que finalizou com 13) e 187 episódios no total.

ONE TREE HILL, estou a falar de One Tree Hill

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Não vi esta série desde 2003, nem pouco mais ou menos. Comecei esta série na 8ª temporada. Andava eu na faculdade, em Dezembro ou Janeiro, e vi as 8 temporadas de enfiada (como eu gosto ahah) entre o estudo para os exames. Aproveitava todos os intervalos e todos os pretextos para ver esta série. Fiquei totalmente viciada e, uma série que podia ser aparentemente um aborrecimento foi tudo menos aborrecida.

(intro da primeira temporada)

A história começa com o Lucas Scott (Chad Michael Murray) aspirante a ser jogador de basquetebol. É meio irmão do seu ‘rival’ Nathan Scott (James Lafferty) e não tem qualquer tipo de relação com o pai de ambos (Paul Johansson). É convidado para jogar na equipa da secundária lá da terra e onde, claro, estuda Nathan. Ora, o Lucas apaixona-se pela Peyton (Hilarie Burton) (previsível pois claro) que só poderia ser namorada do Nathan. E….a melhor amiga da Peyton, a Brooke (Sophia Bush) apaixona-se pelo Lucas. Nisto tudo o Nathan usa a melhor amiga do Lucas, a Haley (Bethany Joy Lenz) para atingir o Lucas mas azar dos azares apaixona-se por ela. Bom, para quem lê acha que isto é uma novela mexicana e que não tem ponta por onde se lhe pegue. Mas não, apesar de ser uma série que no início é para pessoas mais jovens é uma série boa e que depois do secundário salta automaticamente 5 anos (os anos da faculdade) e voltamos a acompanhar a vida destas pessoas enquanto adultos. Alem da temática do basquetebol, fala sobre os problemas que todos os adultos têm, emprego, filhos, relacionamentos frustrados, e que muitos infelizmente passam como anorexia, abandono, adopção, drogas e outras coisas mais. As personagens referidas são as basilares da primeira temporada, mas como devem calcular ao longo de 9 anos muita gente passou pela série.

Parecendo que não já passaram 16 anos desde o inicio desta série mas eu sou bem capaz de a rever um dia destes, tamanho o meu gosto por ela (ou se calhar não porque se voltar a ver não vou gostar tanto ahah).

 

(intro da última temporada, 9)

Btw, se me perguntassem se eu tenho personagens preferidas das séries todas que já vi/vejo, com certeza que a minha resposta passaria pela Brooke (Sophia Bush), uma das personagens desta série.

É uma série que entretem muito bem, que faz pensar, que faz rir, faz chorar (eu sou uma chorona, lamento! Mas há um epi em especial que nossa senhora, é de chorar do início ao fim xD).

Ah! É uma série com uma banda sonora maravilhosa. Muito boa mesmo, e muito bem feita! Lembro-me que na altura sacava imensas músicas que ouvia na série. Ainda hoje há músicas que ouço e associo automaticamente à série, mas adoro. Alias, cada episódio (187 como referi supra) tem o nome de uma música.

Bom, se tiverem curiosidade vejam! E comentem connosco.

Quem é que já viu esta série? Contem-nos tudo! Gostaram? Que personagem gostaram mais?

F.

25
Fev19

(Quase) 8 meses de Benedita Catita

quatro de treta e um bebé

 

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Pensei sempre que seria algo bom.
Mas nunca pensei que fosse tão bom. É arrebatador. Adoro as gargalhas e o ar malandro com que me presenteia sempre que chego a casa. Adoro o sorriso constante. Adoro o ar doce e terno. As brincadeiras. O ar desafiador. Os olhos brilhantes e expressivos. O sorriso mais sincero de sempre. E confesso, adoro os “cabritos” que já tem e que teima em mostrar de quando em vez. É saúde!
Percebe tudo o que lhe digo e sorri sempre que sabe que ultrapassou o limite. Fá-lo de forma insistente para colocar um sorriso onde está a seriedade. Encho-a de beijos e sabe sempre a pouco. Abraço -a e digo-lhe vezes sem conta “adoro-te”. Sei que não sabe, ainda, o valor destas palavras, mas sinto que sente nisso amor. O seu ar de felicidade constante - e por todos reconhecido - diz o quanto ela é feliz. Um amor que me ocupa o coração e me faz acordar sempre de sorriso estampado.
Já vos disse que ser mãe é muito bom?
Aí já? Mas digo outra vez!!!
Neste momento a Benedita dorme e não tarda acorda inundada na baba da sua mamã. Sim, assumo.
Com muito sono e cheia de vontade de me juntar à B.,
S.

21
Fev19

CianMira

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Hoje venho falar-vos de um empresa muito gira chamada CianMira

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É uma empresa criada por dois apaixonados (e licenciados) em Biologia e Geologia, que sonham que tudo o que envolve a natureza e os animais pode chegar a mais pessoas e consequentemente ajudar as pessoas a sentirem-se bem com elas, com o mundo, com todos os seres. E vamos lá ver, é destes projectos/empresas que cada vez precisamos mais, o aquecimento global não é um mito, o nosso planeta não está a ficar melhor e não sabemos muito bem como é que esta desconsideração pelo ambiente, planeta, seres vivos, natureza e tudo isso, por nós humanos se irá repercutir dentro de muito pouco tempo. Ou aliás, sabemos, mas não prestamos atenção e estamos sempre a deixar para depois, o que nos trará consequências graves.

 

Voltando ao CianMira, perguntam vocês, o que é que eles fazem? Pois bem, indo ao que eles próprios dizem: Fecha os olhos. Imagina-te no meio da floresta. À tua frente, corre um riacho cuja água límpida bate nas rochas e salpica uma rã silenciosa. Olhas para cima. Sentes a brisa fresca, ouves a frescura das folhas e alegria das aves, o odor das flores. Agora, abre os olhos. Queres voltar a sentir essa liberdade? O CianMira proporciona-te a experiência de descobrires essa natureza, esse Portugal selvagem ao qual todos pertencemos. Juntos, vamos descobrir, explorar e proteger este património que é nosso, que é de todos.

"O CianMira presta serviços na área das ciências biológicas e geológicas, pretendendo divulgar as ciências, a protecção e conservação da natureza e a educação ambiental aliadas à cultura regional a todos aqueles que pelo seu caminho se cruzarem, através de actividades ao ar livre e nas suas instalações."

Eles organizam visitas guias, passeios e muito mais para família, para miúdos, para escolas, para turistas. Natureza? É com eles! Mas não fazem só programas ao ar livre. O CianMira tem instalações em Mira, onde também decorrem variadas actividades.

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Com o CianMira podemos incutir aos nossos filhos, sobrinhos, afilhados, netos e por aí fora, o bem que a natureza nos faz e incentivá-los a preserva-la. Claro que as actividades desta empresa servem para miúdos e graúdos, mas não é desde pequeninos que criamos hábitos? Que incutimos o gosto pelas coisas? Que formamos os nossos próprios pontos de vista, opiniões, que formamos a nossa personalidade, ao fim ao cabo? E se pudermos proporcionar aos nossos miúdos actividades e experiências que não são o hábito deles, isso não os vais enriquecer e fazê-los felizes? Eu cá acho que vai!

Como tal, e já em datas próximas, eles têm actividades/programas aos quais vocês podem aderir.
A Hora da Família – que se realiza todos os fins de semana com actividades diferentes todos os meses onde podem reunir a vossa família e fazer actividades ao ar livre e não só.

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E ainda de 8 a 18 de Abril os vossos miúdos podem desfrutar de umas Férias da Páscoa diferentes!

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Não se esqueçam, visitem o site do CianMira, lá têm toda a informação que podem precisar e podem entrar em contacto com eles. Óptima empresa, com óptimas actividades, vale a pena conhecer!

E utilizando o lema deles: “Conhecer é Proteger”! 


F.

18
Fev19

Indefinição.

quatro de treta e um bebé
Acredito que se tenham cruzado por diversas vezes.
Foram passando um por um lado, outro pelo outro. Passeios diferentes, quiçá a meros centímetros de distância em que apenas as pessoas pelo meio impediram que os olhos se tocassem.
E não tocaram.
 
Tiveram a oportunidade de se conhecer outras tantas vezes. Pessoas, lugares em comum.
E não aconteceu.
 
Aqui e ali, foram fintando o destino como se de um jogo do apanha se tratasse.
Talvez tentando evitar, ou à esperar do momento certo.
Bateram de frente quando menos esperavam. E podiam ter sido felizes para sempre.
Mas não foram.
 
Teimosos, resistiram uma e outra vez. Até que não resistiram mais. 
Sem querer, ou talvez não, aos poucos, e cada vez mais.
Mas não. E não.
 
E foram. Deixaram-se ir. Juntos. Mas com um pé atrás. Como se um talvez se tratasse.
Ingénuos, acreditavam que controlavam os sentimentos.
Mas não.
 
Aos empurrões e sobressaltos, aos recuos e suspensões, caíram na própria rede. Na rede de cada um.
Quiserem sair, trepar.
Quiseram deixar os Ses e os Talvez. Quiseram abandonar os Mas e os Nãos. Parar de resistir. Lutar.
Mas não...
Agora já não.
 
M.
15
Fev19

Celebre-se o amor

quatro de treta e um bebé

Quis a distribuição dos dias que me calhasse escrever no afamado dia 14 de fevereiro, ou seja, no dia dos namorados.

 

Acontece, porém, que, chegada a hora, dei por mim a optar por namorar, ao invés de me sentar a escrever. Contudo, e dada a ocasião, certezas tenho de que me vão conseguir compreender e, quiçá, inocentar.

 

Afinal, no dia dos namorados, ou dia de São Valentim, celebramos o amor. E, se este argumento não vos convencer, sempre poderemos tentar novamente no dia 12 de junho, que é quando se comemora este dia no Brasil!

 

De qualquer forma, o tema não é propriamente estranho ao blog, especialmente quando temos alguém que trata o Cupido por tu e até criou um crowdfunding com vista ao casamento de sonho (#somostodosTEAMMARIA).

 

As origens da celebração do dia, pelo menos de acordo com o nosso amigo google, remontaram a Roma Antiga e festejos em honra de Juno, uma deusa associada à fertilidade e ao casamento. Claro que, anunciemos muito estas origens e vejam grande parte dos casais lembrarem-se que, afinal, tinham-se esquecido daqueles planos importantes e que, se calhar, será melhor festejar noutro dia, pelo sim, pelo não. Como tantas vezes na história, chega a altura em que a igreja católica se decide apropriar de uma festa pagã, sempre é mais fácil e muito mais prático do que ter que inventar novas festas (lembrem-se que, na altura, ainda não existia a rádio comercial…). Coloca-se um “São” em jeito de prefixo e a tónica no casamento, entendendo o departamento de marketing da igreja que teria mais sucesso e que sempre seria mais consistente com a teoria católica do casamento antes da fertilidade.

 

Só que o casamento não paga o sustento dos comerciantes. Imaginem lá aqueles restaurantes cheios de casais e sorrisos, se sequer imaginassem que, lá em cima, os nomes deles estão a ser apontados para potenciais casamentos. Até lhes podia cair mal a comida, ou, pior, engasgarem-se. E nós também não queremos isso. Nem isso, nem perder a oportunidade de lucrar qualquer coisita. Agora anunciem que, na verdade, o estão a fazer em celebração da deusa do casamento e da fertilidade, e imaginem o caos.

 

Então, vamos lá abrilhantar a coisa. Chamemos-lhe o dia dos namorados. Melhor, proclamem o dia do amor! Amor em geral. Pode ser pelos amigos e familiares. Pode ser pelos animais de estimação. Pela vida no seu todo. O amor, ponto. Não dá para ficar muito mais genérico do que isto.

 

Uns coraçõezitos, um vermelho que chame bem à atenção, umas camufladas sugestões de prendas, as subtis dicas de lembranças para quem se esqueceu, e voilá! Isto tudo porque, afinal, o amor é isso mesmo, certo?

 

Talvez já desconfiem, mas não sou grande entusiasta da data. Já me conhecem, não gosto do tem de ser, forçarem-me a celebrar o amor, já viram isto? Se não o celebrasse durante todo o ano, pouco sentido faria apregoá-lo neste dia, não concordam? E, por muito sensível que seja à causa do combate à baixa natalidade, não tenho qualquer interesse direto e pessoal em honrar a deusa do casamento e da fertilidade, pelo menos, não para já. Por isso, pouca importância têm para mim datas como esta. O que tem importância, isso sim, é o amor. E, esse, eu trato de lembrar e cuidar durante todo o ano.

 

E o J., claro, o meu comprimido de sanidade mental. E aí é consensual, qualquer oportunidade de, juntos, nos celebrarmos, e de celebrarmos o amor, é uma estupenda oportunidade. Por isso, apesar de tudo, lá vamos nós, de braço dado, pelo meio dos coraçõezitos, de todo o vermelho, para os restaurantes atafulhados de casais de todos os tipos e feitios, e, entre risos e olhares, lá vamos lamentando os tolos que só celebram o amor uma vez por ano.

 

Com amor,

R.

12
Fev19

Aquelas pessoas que te respondem sempre com perguntas (?)

quatro de treta e um bebé

 

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“Gente do blog”, vá, acusem-se: são daquelas pessoas que respondem a uma pergunta com outra pergunta?
Vamos lá fazer o teste:
Na rua cruzam-se dois conhecidos e um deles diz “então pah, tudo bem?”. O outro responde: “ e contigo?”.
Ou, liga um amigo a perguntar “então e essas férias?”
E responde o outro: “ e as tuas?”
E entre amigas, uma atira “olha lá, a vida amorosa tem corrido bem?” E responde a outra: “e a tua?”
E poderíamos estar aqui a elencar tantas outras.
Na verdade é frequente as pessoas responderam com perguntas, primeiro por ser um mecanismo de defesa, depois porque, diga-se, é sempre mais interessante saber da vida dos outros do que da nossa, daí a estratégia da “questão contra questão”.
Eu cá acho graça devolverem com pergunta e confesso que, quanto mais a impertinência aumenta, mais uso faço desta estratégia. Sempre consigo pôr - tento, pelo menos- alguma rédea no interrogatório.
É caso para me perguntarem: alguém te perguntou alguma coisa?
Eu respondo: e a vocês?
Com muito sono, depois de adormecer a B. (hoje estava super difícil),
S.

07
Fev19

#somostodosTEAMMARIA

quatro de treta e um bebé
Há dias, li uma notícia sobre umas jovens japonesas, homossexuais, que criaram um crowdfunding com o objetivo de angariarem fundos para percorrerem 26 países, onde o casamento homossexual é permitido, tirando fotos simulando (reitero e sublinho, simulando) a concretização do casamento entre as duas, em todos eles. Dizem elas que o farão em jeito de protesto, uma vez que o direito ao casamento lhes tinha sido vedado no seu país. 
 
Em Portugal, e apesar de não sermos, de todo, um país evoluído e com mentalidades abertas, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido (e bem! Fica a faltar a mesma igualdade de direitos no que respeita a outros temas, como, por exemplo, a adoção). Todavia, e em jeito de protesto pelos países que não o permitem, não tenho qualquer problema em percorrer 26, 50, 100 países, a tirar fotos a simular casamentos, se alguém pagar essas viagens.
 
Verdade seja dita, quem é que se importava de fazer isso?
 
Ponderei, seriamente, em lançar um desafio idêntico e percorrer o mundo às custas de alguém que acredita que vou em protesto e em defesa de boas causas. Mas a minha consciência (estúpida!) relembrou-me que não se deve enganar as pessoas.
Odeio a minha consciência. De verdade. Mas também acho que ela faz falta a muito boa gente (ofereço-a, se quiserem).
 
[ por favor, abram num novo separador com este link antes de continuarem a ler o texto ]
 
Tudo isto para vos dizer que ponderei novamente (e melhor), e de acordo com a minha consciência, acabo de lançar o desafio #somostodosTEAMMARIA.

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 #somostodosTEAMMARIA, é um crowdfunding que tem como objetivo angariar fundos para que o meu namorado me leve a Nova Iorque na Passagem de Ano.

 
Parece-me legítimo. E é totalmente verdadeiro. 
Na verdade, nem é por mim, é por ele.
 
Em contrapartida, sacrifico-me eu, e comprometo-me perante vós, a reportar tudo o que se passará durante esse período. E até partilhar convosco o vídeo do pedido... e sem simulações!
 
É um crowdfunding totalmente genuíno e não pretende camuflar qualquer outra intenção que não a verdadeira: ser pedida em casamento, na passagem de ano, em Nova Iorque, com anel estilo Kate Middleton.
 
Criei o meu projeto em PPL | Crowdfunding Portugal, e contava acrescentar aqui o link, porque sei que estão ansiosos por contribuir para esta boa causa. Mas dizem eles que demoram dois dias a analisar o meu pedido... precisam de verificar a legitimidade do mesmo (?). Mas há dúvidas? 
 
De qualquer forma, dar-vos-ei novidades em breve! Posso contar convosco? 
 
[ façam o favor de fechar o novo separador ]
 
M.
 
04
Fev19

A adaptação do Cupido.

quatro de treta e um bebé
Ao longo dos anos foi necessário adaptar a maior parte das profissões (se não todas). A invasão das novas tecnologias levou a que "novos" e "velhos" tivessem que aprender a trabalhar com elas, e viver com elas, a depender delas, e a gostar tanto delas. De uma forma ou de outra, todos tiveram que aprender, se adaptar e trabalhar de forma diferente. Hoje, todos estamos contentes por as novas tecnologias terem entrado nas nossas vidas.
 
A profissão do Cupido não foi exceção. Lá vão os tempos em que um menino (quando ainda não se falava em exploração infantil), cujas ferramentas de trabalho eram umas asas e uma flecha, andava por aí, a percorrer o mundo, à procura dos pares ideais, atirando-lhes flechas que os trespassavam, mas não matavam (ou matavam lentamente, muito lentamenteeee, mas nunca nenhum Cupido foi condenado por isso).
Era uma profissão exigente. Muito exigente, na verdade. Não se exigia qualificação para exercer a função, mas exigia-se mira, muita mira! Todavia, não era essa a maior dificuldade, ou exigência: a verdadeira dificuldade estava em encontrar os tais pares ideais. As caras metade. Os compatíveis. E eram percorridos quilómetros e quilómetros em vão.
 
Não sei se por erros de recrutamento, ou se por cansaço que impedia uma mira exímia, a verdade é que conseguimos encontrar várias falhas do Cupido.
 
Pois bem, graças à evolução e as novas tecnologias, estes erros já não acontecerão mais.
 
Hoje, o Cupido dispõe de um conjunto de ferramentas que lhe permitem não precisar de asas, não correr o mundo, podendo, contudo, continuar a lançar flechas só por diversão. Já não é um menino. É um adulto, com formação superior. E cursos de "coaching". Dá-se preferência aos "coach de relacionamentos", mas não é requisito essencial.
Hoje, não é o Cupido que percorre quilómetros, a vaguear nas alturas. São os, chamar-lhe-emos, Candidatos ao Amor que se sinalizam. Se inscrevem. E se põe quietinhos para que o Cupido não atire a flecha ao lado.
Hoje, é através de uma câmara que o Cupido faz (tão bem, como se vê) o seu trabalho.
À distância, após analisar os CV's dos candidatos, juntando aqueles que melhor se entenderão, e sentado num cadeirão para que se sinta confortável, acompanha, todo um processo a que chamam de encontro.
 
Assim, a quem anda por aí  à espera que o Cupido faça o trabalho dele, desistam.
Casamento à primeira vista, Carro do amor, First Date, Quem quer namorar com um agricultor?, são as melhores hipóteses que têm para conseguir encontrar o verdadeiro amor. E nem é difícil escolher (podem sempre se inscrever em todos).
 
Caprichem no CV e fiquem quietinhos para que flecha não passe ao lado no momento em que se baixam para atar os atacadores. E Boa Sorte. 
 
M.

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01
Fev19

Malas feitas e um saco de felicidade

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Decidimos iniciar este ano da melhor maneira possível: para além da atituda positiva, vamos concretizar um sonho.

 

Pegar nas malas e mudar de vida, pelo menos durante uma semana.

 

Viajar sempre foi uma vontade constante dos dois, e Roma o destino de sonho do J.

 

Havia uma época, quando ainda era uma miúda, que viajava com a minha mãe todos os anos, o normal era isso mesmo, conhecíamos o mundo, vários hotéis, outras culturas, experiências, pessoas.

Agora, viajar é cada vez menos frequente, ou porque há menos tempo (benditas as férias do secundário que, de tão grandes, passavam a correr, e nem sabíamos a sorte que tínhamos), ou porque é difícil conciliar horários, ou porque, simplesmente, é demasiado caro.

Excetuando o tempo de ERASMUS na Alemanha, e algumas idas ali ao país vizinho, os últimos anos não foram marcados por viagens.

Viajarmos a dois vem sendo um plano nosso já muito falado e desejado, até porque esta será a nossa primeira viagem para fora do país juntos (creio que o passeio desde a Lageosa até passar a fronteira não contará…).

 

Pois bem, porque somos donos da nossa vida, e porque merecemos e queremos a felicidade, decidimos concretizar este sonho.

A vida passa num ápice, em janeiro dizemos que não dá jeito, em fevereiro não há dinheiro, em março estamos sobrecarregados de trabalho, e quando damos por ela, passou a vida e nada fizemos. Se fazemos sacrifícios, se trabalhamos, se lutamos, é exatamente para isto, para sermos felizes e concretizarmos sonhos.

 

Deixei a preparação do roteiro a cargo do J., afinal, ele é que é o entendido em tudo o que a Roma diz respeito. Eu levo a câmara, a vontade de comer, o amor, e um saco cheio de felicidade, para deixar lá e encher de volta.

 

Só não consegui livrar-me da tarefa de que menos gosto: a mala.

Quer dizer, eu faço a mala com grande facilidade e tranquilidade, desde que me deixem levar tudo quanto tenho no armário. Posso? Está bem que está frio, mas também devia levar esta t-shirt, para o caso de estar calor. Gosto tanto desta camisola que a tenho que levar, pode ser que tenha a oportunidade de a vestir. Será que devia levar um vestido? Pronto, sei que é altamente improvável usar aquela peça de roupa, mas devia levá-la, pode ser que me apeteça. “Só para o caso”.

A seguir, a frustração e a birra típica do “não tenho nada para vestir”.

Depois, acabo a enfiar a roupa do costume na mala. Sim, enfiar é a palavra própria. Atenção, é óbvio que a roupa vai dobrada, não sou nenhuma selvagem. Dobrada e enfiada para o fundo da mala. E sacos de plástico, muitos sacos de plástico, para separar tudo o que não seja roupa, e para trazer a roupa suja, claro.

Vem a segunda onda de frustração, desta vez porque “não vou conseguir levar tudo”. Braços cruzados e “pronto, vou ter que andar nua”.

Felizmente, o J. é tipo pro a fazer malas e, que nem um jogo de tetris, lá vai pondo uma camisola para um lado, as calças para outro, os camisolões de cabeça para o ar. Hipnotiza os fechos, eu salto lá para cima (confesso, a minha parte favorita), e eis uma mala feita!

 

Estamos cheios de vontade de nos aventurarmos e partirmos à descoberta desta icónica cidade.

Mais tarde, daqui por uns posts, contar-vos-ei tudo!

 

Temos viajantes por aí? Contem-nos os vossos hábitos pré-viagem!

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Foto: https://www.instagram.com/a_luisa_castro/?hl=pt

R.

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