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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

28
Mar19

Bloqueio criativo

quatro de treta e um bebé

Lanço o papel branco em cima da mesa e saco da caneca, pronta para desbravar em prosa, linha a linha, um conteúdo interessante para o meu post no blog. Porém, a tinta não escorre, a ideia não surge, as palavras não saem.

 

Bem, na verdade, abro um novo documento word, mas vocês entendem a ideia.

 

Eis que surge, perante mim, o temível, o terrorífico, o impiedoso… writer’s block.

 

Dizendo de outra forma, não sai qualquer texto! Contudo, dizê-lo desta forma não soa tão bem, pois não? Chamemos-lhe um bloqueio criativo. Não, não é a segunda frase que custa a escrever, é mesmo a primeira que não aparece.

 

Confessei este meu desespero produtivo à M., cuja resposta me deixou bem mais tranquila: “estamos umas autênticas escritoras, isto só acontece às escritoras!

 

Querem ver que a árida época que atravesso, fonte da minha preocupação, é, afinal, nem mais nem menos do que a prova, em si mesma, da nossa qualidade de escritoras?

 

Esta fase infrutífera nada passa, afinal, do que uma mera praxe das mentes criativas, um ritual de passagem, a derradeira prova de sobrevivência criativa?

 

É que, se o é, então garanto-vos, há aqui escritora, porque esta conversa foi já há umas semanas e, à semelhança do resto do país, a seca mantem-se por estes lados.

 

Eu tenho ideias, tenho uma lista delas, temas que quero trazer para o blog, experiências que quero partilhar, histórias que quero contar. Sucede que, página aberta, as palavras não fluem, não surgem no cérebro, quanto mais nas pontas dos dedos. É uma sensação estranha, de que as ideias estão lá ao longe, gosto delas e acho que vão dar bons posts, mas estão longe, e eu estou completamente desconectada delas, como se a ponte que conectava a ilha das ideias à página do post tivesse temporariamente fechada para obras.

 

Não sei quanto tempo demorarão as ditas cujas, contudo, por hoje, escapo-me sorrateiramente com um post sobre não conseguir escrever um post

 

Para já, chamo-lhe um writer’s block, porque o estrangeirismo é sempre mais chique, e procuro refúgio na teoria da M., até descobrir como o magicamente curar.

 

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Vela: https://whiskeyriversoap.com/products/a-candle-for-writers-block

 

R.

21
Mar19

Astória

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Já foram ao Astória, no Hotel Intercontinental no Porto? Não? Então leiam este post porque tenho a certeza que vão querer ir.

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Fui lá num destes sábados, ao Brunch. Digo-vos já que gostei muito. Já fui a alguns Brunchs pelo que, posso fazer algumas comparações e dizer com alguma certeza que este é um bom Brunch.

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Se é bom presume-se que é porque se come bem, mas perguntam vocês, ah e tal um brunch num dos hotéis mais caros do porto, provavelmente vou ter que vender um rim para la ir não? Pois, aí é que está, não! Achei um preço bastante razoável para o sitio onde estava! Paguei 26€ porque escolhi o Brunch que não incluía bebidas. Mas como podem ver na foto, ao fundo, têm três tipo de Brunch, que também incluem espumante à discrição (not for me ahah).

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Diferentemente dos outros brunchs onde já fui, o que mais me chamou a atenção foram os doces. Tão bonitos, com tão bom aspecto e tão bons… mas já lá vamos.

É um brunch self-service pelo que podemos escolher e servir-nos as vezes que quisermos. Têm pratos de pequeno almoço, diversos tipos de pão, ovos, tomates, salsichas, bacon, gnochi de cogumelos, entre outros; têm pratos quentes (no dia era feijoada à transmontana e bacalhau com grelos no forno); têm saladas com muitas variedades; tem queijos, tem presuntos, tem bastante diversidade.

Se quisermos podemos ainda pedir da cozinha mini cheeseburguers ou minipregos com queijo de cabra. Eu pedi o mini cheeseburguer e posso dizer-vos que pedi dois, tão saborosos que eram!

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Das sobremesas também tinham imensa variedade, tinham tarte de limão, tinham tiramisu, tinham mini bolas de Berlim, pasteis de natas, bolos de arroz, tinha cupcakes, tinham um bolo do dia com caramelo salgado (não me recordo do nome!), tinham mousse, tinham ene coisas. Também podíamos pedir da cozinha panquecas, e bem, quem provou diz que são das melhores de sempre de tão boas que são (para a próxima as panquecas não me escapam!!).

É um brunch com alguma variedade, com comida muito saborosa.

A decoração da sala é super agravel.

Os funcionários são muito atenciosos.

O Ambiente é realmente relaxante e muito acolhedor.

Sem duvida alguma que voltarei lá e desta vez acho que começo pelas sobremesas ahahah

F.

18
Mar19

conversas despreocupadas

quatro de treta e um bebé

- Já ouviste falar daqueles novos programas de TV, de domingo à noite?

- Sim.

- Achas aquilo normal?

- Não tenho nada contra.

- Como não tens nada contra?

- Porque haveria de ter?

- Achas normal o que se está ali a fazer? A forma como as mulheres estão a ser expostas, humilhadas. O estereótipo que se defende. É chocante. Não percebo como é que nos dias de hoje isso é permitido. E percebo, menos ainda, como é que as mulheres não se revoltam contra isso. Enquanto mulher sinto-me humilhada, rebaixada. Andamos anos e anos a lutar por direitos, ainda agora assinalámos o 8 de Março, esforçamo-nos pela igualdade, e depois é isto. Permite-se isto. E ainda se chocam com os casos de violência doméstica. Com as mortes. Com as decisões do juiz. É isto que se fomenta com este tipo de programas.

- Não estou a perceber...

- Como não estás a perceber? O que se passa naqueles programas é inadmissível, as mulheres são expostas, como se numa montra estivessem, e os homens (ou as mães, o que ainda é pior), escolhem aquelas que melhor se adequam aos seus caprichos (ou dos filhos).

- Hum. Estou a ver... Essas mulheres foram obrigadas a estar lá ou estão por vontade própria?

- Não!!! Aquilo é um concurso. Candidataram-se. Mas a questão não é essa...

- Então estás a dizer-me que foi opção delas estar ali e sabiam para o que iam?

- Sim, mas...

- Mas não podem escolher se colocar numa montra porque socialmente isso não é aceite? Isso não faz muito sentido.

- Não é nada disso. Elas podem escolher ser o que quiserem. Mas já viste aquilo que se fomenta? Que os homens escolhem as mulheres com base na imagem, se sabem cozinhar, se tem filhos, se já foram casadas... No fundo é como se aquilo fosse uma entrevista de emprego. Fazem 50 mil perguntas, ridículas, como, por exemplo, se é virgem, mas o que tem eles a ver com isso? Agora uma mulher para ser ideal tem que ser imaculada, saber cozinhar, cuidar da casa, planear ter filhos? O que é isto??

- E a mulher tem que ser ideal?

- Ah?

- Sim, tu disseste “a mulher para ser ideal tem que”. A minha pergunta é “tem que haver uma mulher ideal?”. Ideal para quê? O que é ser ideal?

- A questão não é essa. Naqueles programas fomenta-se um determinado estereótipo. Defende-se que a mulher tem que ser de determinada forma para ser escolhida.

- Ok, eu já percebi essa parte. Mas essas mulheres não estão lá porque querem?

- Estão, mas...

- E não tem o direito de escolher estar ali, daquela forma?

- O que? Fomentar estereótipos?

- Então vamos por partes: Nós queremos ser livres, queremos ter direitos, liberdade, fazer o que queremos, pensar como entendemos, seguir o caminho que escolhermos, sem que haja ninguém a impedir-nos disso, simplesmente porque somos mulheres, certo?

- Sim.

- Defendemos o fim dos estereótipos, do caminho demarcado, a ideia da mulher como uma máquina de fazer filhos, ou a dona de casa, submissa às ordens do marido, ou do pai.

- Claro.

- Mas a mulher não pode querer participar em programas de televisão, onde há homens que as escolhem, seja para o que for, nos critérios que assim entenderem?

- O quê?

- Estou muito confusa. Afinal, as mulheres podem ser tudo, exceto aquilo que as outras mulheres acham que não podem ser.

- Não é nada disso. Mas...

- Sabes o que a minha mãe sempre fez questão de deixar claro lá em casa? Que por lá "reinava" a democracia... a democracia dela.

 

Ainda bem que a democracia dela me ensinou que liberdade é, também, aceitar que os outros pensem de forma diferente da minha. E não os julgar por isso.

 

M.

14
Mar19

Bom dia e boas séries #4

quatro de treta e um bebé

Gosto de mistério, de investigações, suspeições, estratagemas. Faz sentido que o meu género favorito seja o thriller, o criminal, o policial, tanto em livros como em séries e filmes (e, bem, direito, pelo menos na parte académica).

 

A última série que vi prendeu-me desde o trailer. A descrição era cativante, mas corria o risco de ser igual a tantas outras tramas do género. Não foi. Foi melhor nalguns aspetos, talvez pior noutros, diferente, de forma geral.

 

YOU

 

Primeiro pormenor que me prende: a narração. A voz profunda do protagonista a narrar a sua prespetiva. De repente, sentimo-nos dentro da série. O enredo vai despertando a curiosidade. Queremos saber mais. Queremos ver o que vai acontecer.

 

Quando lemos a descrição é difícil não nos vir à cabeça a série Stalker, de 2014. Seria de esperar que eu tivesse visto essa série, certo? Pois, tentei. Mas, essa, confesso que foi daquelas que mexeu comigo, que me incomodou, que me conseguiu deixar nervosa. Por um lado, quer dizer que deve ser uma boa série, caso contrário não teria esse impacto, não conseguiria que, nessa noite, desse por mim de coração acelerado por entre o escuro da minha casa. Agora que falo nisso, um dia destes sou capaz de voltar a pegar nessa série, um dia enquanto houver sol e bastante luz em casa, claro.

 

A You não nos assusta, não nos torna paranoicos. Porém, prende-nos, coloca-nos em bicos de pé de expetativa, dá-nos vontade de voltar pelo episódio seguinte.

 

Um dos aspetos que mais gosto é, como referi, a narração pela voz da personagem principal, se bem que essa voz é mais presente nos episódios iniciais, e que senti essa falta mais para o final.

 

As personagens são interessantes, daquela maneira imperfeita. A leitura mais acertada, a mais perspicaz, vem de um bêbado violento. As pessoas caem nos mesmos erros, entram voluntariamente na cova do lobo e chamam-lhe azar, atraem o que lhes faz mal, quer as ”boas”, quer as “más”. Pensamos “mas que raio estás a fazer?”. E acabamos por não gostar particularmente de nenhuma personagem em especial, ou torcer por nenhuma personagem, simplesmente acompanhar o desenrolar da história com uma curiosidade algo perversa. Pelo menos, foi assim comigo.

 

 

A par desta série, no grupo das mais recentes, há outras duas, que nada têm a ver entre si.

 

 

THE RESIDENT

 

Com toda a honestidade, 75% da minha motivação para ver esta série é o Matt Czuchry, e isso é assim tão mau?

 

É uma série relativamente simples, que não faz pensar em demasiada, é leve dentro do possível para uma série hospitalar, com personagens agradáveis e, na sua maioria, atraentes.

 

Não tem grandes pormenores ou detalhes técnicos, o que, do meu ponto de vista, acaba por ser algo positivo, apesar de poder tornar a série algo mais fútil ou menos correta quanto a essa parte. Por outro lado, não tem a promiscuidade das habituais séries passadas em hospitais, nem nos obriga a decorar que a meia-irmã daquela casou com o tio do outro, que morreu, enrolou-se com o vizinho da tia, que morreu, correu o hospital todo e acabou por se apaixonar pelo primo em terceiro grau da meia-irmã da mãe que afinal era a tia.

 

Já vos disse que as personagens principais são o Matt Czuchry e a Emily VanCamp?

 

 

 

GOD FRIENDED ME

 

A premissa é engraçada.

 

Um ateu com um podcast sobre, muito basicamente, ser ateu, cujo pai é padre, recebe um pedido de amizade de uma conta com o nome de “Deus”, que lhe vai enviando pedidos de amizade.

 

Cada pedido de amizade revela-se uma oportunidade de ajudar essa mesma pessoa, sempre de forma diferente, sempre uma história diferente.

 

Pelo meio, o ateu reconcilia-se com o pai e, ao que parece, torna-se mais agnóstico do que ateu, descobre que gosta de ajudar pessoas, e encontra o amor.

 

Ou seja, felizes para sempre. Todos os episódios acabam com um final feliz, um super-ateu que ajuda pessoas e espalha o amor, uma família que se reconcilia, personagens completamente equilibradas que encaram de forma extremamente balançada todas as lições de vida que vão aprendendo.

 

Se tem grande conteúdo ou profundidade? Nem por isso. Se é credível? Definitivamente não, e nem sequer estou a falar da possibilidade de receber um pedido de amizade divino. Contudo, sejamos sinceros, qual foi a última série que viram com finais felizes? De vez em quando sabe bem, para desanuviar, ver algo sem questionar qual será a próxima surpresa ou a próxima carnificina.

 

 

 

Neste seguimento, aconselham alguma série deste género, leve, sem demasiadas complicações?

 

Vejam mais desta rubrica: 1, 2, 3.

 

R.

11
Mar19

SUPERGIROETALECOISO

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!!
Ora bem, hoje escrevo para vos falar de ... futebolage!!!! Ah, esperem, se calhar hoje não é boa ideia!
Ok, ok, hoje não! Vou ali comer um pastel de nata e já volto. Melhor, dois! Chega para todos!!!
Bem, vou falar-vos da minha dieta. Sim, da minha dieta!!!
Preciso de emagrecer 15kg! Sim, leram bem, não me enganei. QUIN-ZE!! Assim: QUIN-ZE!
Alguém dá uma ajudinha?
Primeiro passo que aqui a “Je” deu: inscrever-se no ginásio. A S-É-R-I-O! Eu sei, eu sei. É falta de gosto e de ideias para gastar o tempo e dinheiro mas deu-me para isto. Estou a fazer de conta que levo isto a sério! Pelo menos, já paguei um ano. Assim pode ser que a coisa funcione. A decisão passava por emagrecer mas sem andar com peles atreladas a bater no chão... só assim para evitar que pegue moda e fique SUPERGIROETALECOISO e depois em vez de ficar conhecida por escrever no quatrodetretaeumbebe fique conhecida por esta proeza!
Acham bem?
Hoje deu-me para fazer pouco de mim!! Haja alguém que arrisque!!
Ora bem, então dizia eu que já paguei um ano no ginásio. Com direito a plano físico e nutricionista. É, a sério. Eles estão todos empenhados. Tal como eu... tal como eu gostava de estar!!!
Entrei lá uma vez, fiz o meu treino e no fim pensei: fácil!
No dia seguinte, a caminho do escritório engoli isso tudo e mais qualquer coisa, quando ao descer as escadas me falharam as perninhas e contei as escadas em 1(pum)4! Lição: nunca subestimes um treino. Isto posto, estou super motivada (mentira). Estou gorda, isso sim. Mas com imensa vontade de ficar magra. Não chega? Então venham daí essas sugestões.
Aceitam-se dicas decentes para esta caminhada!
E obrigada, sei que estão a torcer por mim.
No verão falamos!!!!

(Atentem que não disse de que ano! Não cobrem!!)

Sem gordices (com muita pena),

S.

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07
Mar19

Uma escapadela para... #1

quatro de treta e um bebé

COVILHÃ.

 

Há algo melhor do que uma boa escapadela para descansar e recarregar energias? Eu e o J. adoramos fugir durante uns dias, desconectar dos telemóveis, redes sociais, horários e pressões e, simplesmente, estar.

 

Quando escolhemos o nosso destino, costumamos ter em conta três fatores principais: a acessibilidade da localização (sendo uma escapadela, o tempo é para ser aproveitado no local, e procuramos não gastar mais na viagem do que na estadia em si); o preço (mais uma vez, é uma escapadela, sim, queremos aproveitar, mas se puder manter os dois rins agradeço, por isso há que estar atentos às promoções que vão surgindo); e, finalmente, a piscina (para fugir à realidade, a piscina é um must-have, interior e aquecida nas épocas de frio, e o jacuzzi é a cereja no topo de um belo bolo de relax). OK, admito, quatro fatores: o pequeno-almoço (estamos em Portugal, a maior parte dos nossos hotéis oferece pequenos almoços de sonho, e escapadela que é escapadela inclui o mítico “pequeno almoço de hotel”).

 

Esta escapadela aconteceu em outubro de 2017, em plena época trágica de incêndios, pelo que o caminho até lá foi marcado por estradas cortadas e nuvens de fumo aflitivas, que espalhavam o terror que se sentia um pouco por todo o país.

 

Escolhemos passar essa altura, a do aniversário do J., no Puralã - Wool Valley Hotel & SPA em Covilhã.

 

O Puralã é um hotel que preenche todos os nossos requisitos obrigatórios e que se distingue pelo seu conceito, que se identifica com a zona onde se insere e uma das suas produções identificativas: a lã.

 

Além de uma pequena zona de exposição, todo o hotel ostenta e enaltece a lã, assim como os quartos.

 

 

Como não poderia deixar de ser para a nossa escapadela ideal, o hotel oferece uma piscina interior aquecida bastante agradável, numa sala semi-envidraçada, e um pequeno jacuzzi.

 

 

O local dispõe também de um ginásio, que nós fazemos sempre questão de visitar, não vá ter qualquer tipo de efeito psicológico que magicamente equivalha ao exercício físico.

 

O hotel tem ainda um serviço de spa que, apesar de não termos aproveitado, não deixou de suscitar curiosidade quanto à massagem principal que é anunciada, uma massagem de corpo inteiro com a aplicação, através de lã, de um óleo quente biológico à base de azeite extra virgem da beira baixa.

 

Como de costume, enchemos a barriga com um bom pequeno almoço, que nos permite tornar o almoço uma refeição mais ligeira.

 

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O dia é dedicado inteiramente ao relaxamento e a aproveitar a companhia um do outro, bem como, claro, a piscina.

 

Ao jantar, seguimos a nossa intuição, também conhecida por gula, e tentámos sempre conhecer restaurantes da zona.

 

Assim foi também nesta escapadela (exceto no dia de anos do J., por o Benfica jogava para a Champions e quis o satírico destino que me apaixonasse por um benfiquista…).

 

Numa das noites, escolhemos por ir conhecer a Taberna a Laranjinha, talvez o restaurante mais aclamado na internet e nas redes sociais.

 

Apesar de o serviço de atendimento à mesa ter deixado algo a desejar, a comida compensou. Pelo que tínhamos lido na nossa pesquisa pela internet, encontramos a Taberna praticamente vazia, o que, a par do mau atendimento, estranhámos. Regozijamo-nos com algumas tapas, das quais são, manifestamente, de salientar, os cogumelos salteados e a chouriça assada.

 

 

Numa outra noite, experimentamos a pizzaria Mamma Mia. Gostámos do espaço, do preço baixo e da simpatia do atendimento à mesa, mas desgostámos da antipatia da chefe de cozinha, por algum motivo de que já não nos lembramos.

 

Desta vez, deduzo que a fome seria muita e, como ainda não havia um blog para o qual eventualmente iria escrever, a comida foi devorada na íntegra antes que qualquer fotografia fosse tirada.

 

A escapadela serviu o seu propósito, o de relaxar, estarmos juntos, apreciarmos a companhia um do outro, espairecer e recarregar baterias. No geral, gostámos bastante do hotel e de Covilhã, pelo que aconselhamos! 

 

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Partilhem as vossas dicas de escapadelas connosco!

 

Já a sonhar com a próxima piscina aquecida,

 

R.

 

04
Mar19

Era uma vez #3

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Não, não venho falar-vos do Carnaval, o Carnaval é muito giro porque me dá um feriado e uma oportunidade de não ir trabalhar, mas fica-se por aí no que a mim me diz respeito.

Venho falar-vos do livro da Michelle Obama que acabei de ler este fim de semana.

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Comecei este livro no dia 1 de Fevereiro e acabei-o no dia 2 de Março. Sim, demorei um mês a lê-lo, não porque não seja maravilhoso, porque é, mas porque infelizmente não tive grande tempo durante o mês de Fevereiro. No entanto, não o queria ter lido de outra forma, sinceramente. Foi tão bom ler um bocadinho todos os dias, inspirar-me um bocadinho todos os dias, especialmente numa altura em que precisava tanto de inspiração. Quem me conhece bem sabe que eu queria ler este livro assim que ouvi falar dele, andava há meses a dizer que queria o livro, que tinha que o comprar, que o ia adorar. Pois bem, assim que tive oportunidade comprei-o e peguei logo nele.

Estava tão entusiasmada que assim que o abri e comecei a folheá-lo, peguei no telemóvel e tive que escrever logo sobre ele, sobre o que pensei quando lhe dediquei os primeiros minutos de atenção que cuidado, que cuidado que devem ter tido com este livro… A primeira folha, normalmente branca, tem fotos da Michelle ainda “anónima” como uma pelicula de filme, traz um marcador (livros que trazem marcadores próprios dos livros são amor e chegam-me mais depressa ao coração), e assim que cheguei ao prefácio senti um entusiasmo que não sentia há meses por livro nenhum! Não sei se é muito bom ter tantas expectativas (normalmente não é!) mas por outro lado é uma sensação que só quem adora livros vai compreender. Pronto. Esta review iria começar assim. E eu estava mesmo entusiasmada, porque depois de ler o prefácio voltei a partilhar (no momento) Ok, eu estava entusiasmada com a ideia de ler o livro, mas agora que li o prefácio estou mega entusiasmada! Como é que meia dúzia de folhas de um prefácio me fizeram saltar para dentro do livro como se estivesse ao lado de uma amiga a ouvi-la contar uma história?”.

Não sei, eu costumo dizer que todos os livros são bons ou maus para nós dependendo muito da altura em que os lemos. Quando pegamos num livro e não estamos a gostar, mais vale não continuar. Fechem o livro, passem para outro. Depois voltem a tentar noutra altura, uma altura que vos mostrará outra faceta do livro. E digo isto porque já peguei em livros que estava a detestar, pousei, meses ou anos depois voltei a pegar e adorei. E estou a dizer-vos isto porque acho que li o livro da Michelle na altura certa. Não havia altura melhor. Juntou-se a fome com a vontade de comer como diz a minha mãe. Adorei este livro não só porque ele é bom, mas porque o li na altura certa.

Dito isto, eu sempre gostei da família Obama, independentemente de me identificar ou não com a política, sempre gostei deles. Sempre gostei da Michelle e dos projectos que ela fez crescer enquanto primeira dama. Mas a verdade é que não sabia nada sobre ela, nem sobre os Obama no geral, diga-se. Aliás, a meio do livro eu escrevi (mais uma vez ahah) Há um mês atrás provavelmente teria dito “gosto muito da Michelle Obama” mas sem saber muito bem porquê. Sabia que sempre gostei dela, da imagem que ela passou, daquilo que parecia ser. Hoje digo que “gosto muito da Michelle Obama” com mais conhecimento do porquê. Este livro fez-me entender porque é que eu e meio mundo gostamos dela e ela é, claramente, uma inspiração, especialmente para nós, meninas e mulheres.

Afinal de contas ela é uma mulher como todas as outras. Aliás, muito provavelmente muitas de nós fomos mais privilegiadas do que ela, enquanto crescíamos.

O livro está dividido em três partes Becoming…Eu, Nós e Mais. Enquanto ela fala dela, e da infância dela, é tão interessante como ela subtilmente demonstra o racismo que sempre existiu e dá-nos conta como tantas vezes as pessoas podiam ter outras vidas e não têm, não porque não tentam, mas porque nunca lhes é dada a oportunidade. No nós, obviamente que ela fala da relação dela com o Obama, que nem sempre foi um mar de rosas, como as relações de todas as pessoas! E no Mais fala da Casa Branca e de como foi toda aquela experiência. Provavelmente, muitos sabem de muita coisa que está no livro que eu não sabia, mas para mim foi surpreendente que a Michelle tenha chumbado no exame da ordem dos advogados da primeira vez (o que cá seria o exame da ordem pelo menos), que só tenha conseguido ter a Malia e  Sasha (que se chama Natasha, curiosamente) através de inseminação artificial, que a “primeira-família” tem 100 mil dólares para gastar em mobiliário para decorar a Casa Branca quando lá chegam mas eles não usaram esse dinheiro! Que apesar de terem empregados, roupa lavada e tudo e mais alguma coisa, a comida são eles que pagam, no final do mês chega a conta da comida, não lhes é oferecida. Que as janelas da Casa Branca não podem ser abertas. Que a Michelle e uma das miúdas esgueiraram-se de Casa na noite em que passou a ser permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, só para poderem ver a bandeira colorida nas paredes da Casa Branca. Que àquela famosa varanda (que tanto apareceu em Scandal – a Truman Balcony) eles não podem ir quando querem, nem como querem – se quiserem ir à varanda têm que avisar os serviços secretos e estes vão ter que parar o trânsito da rua, afastar todas as pessoas, porque ficam especialmente vulneráveis na Varanda e não podem ter as pessoas do lado de lá das grades. Tanta coisa que eu não sabia e adorei saber. Foi tão bom ler o que a Michelle disse, é tão bom saber que ela fez a diferença na vida de tanta gente.

Ri, chorei, sorri e emocionei-me com o livro. Acho que é um livro super bem escrito. E um livro que considero uma inspiração. Fico mesmo muito feliz por tê-lo comprado, por pertencer agora à minha estante e sei que é dos livros que vai ser sempre especial para mim, porque realmente me inspirou.

Vocês já leram? Querem ler? Digam-me! E já agora que estamos no início do ano ainda (Março ainda só é o 3º de 12 meses!) sugiram-nos livros! Eu realmente sou um bocadinho viciada e gosto de falar de livros, mas as minhas outras três de treta também vão lendo aqui e ali, por isso às vezes mesmo que eu não aproveite algumas sugestões uma delas pode aproveitar!

 

F.

Ah, uma nota interessante. Lembram-se de eu falar das revisões de livros? Pois bem, este livro teve dois revisores. E quando vi no início, comentei com a C. (que partilha esta coisa dos livros comigo) e ela até comentou que provavelmente um tinha revisto uma parte e outro outra, para ele poder sair mais depressa e não distar muito da publicação nos EUA. Pois, agora que cheguei ao fim do livro partilho da opinião dela. Isto porque a terceira parte do livro tem algumas gralhas, gralhas que realmente se notam e não se notaram no restante livro, por isso só posso achar que uma parte do livro foi revisto por um revisor um bocadinho mais cuidado e o restante por outro, que claramente deixou passar bastantes coisas. Achei interessante porque foi a primeira vez que dei conta de um livro, que tenha lido, com dois revisores.

 

Ah 2! (que é como quem diz p.s.2) Eu fui uma das pessoas que dizia que era tão bom que a Michelle se candidatasse à presidência em 2020 (Scandal, hello? Ahah), mas ao longo do livro percebi que isso não ia acontecer, à medida que fui sabendo mais sobre ela e que ela me foi contando (sim, parece que ela está a falar connosco, e então?) mais sobre a visão dela do mundo da politica, achei que não era para ela e bem…no fim do livro ela expressa claramente que não, não vai candidatar-se. Quando li isto até me ri porque pensei mesmo, pois, era o que eu pensava.

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