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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

25
Jul19

Barriga Vazia não conhece alegria #4

quatro de treta e um bebé

 Olá pessoas!

 

Chegou o verão (ou se calhar não, visto que me parece que o S. Pedro nos vai trocar as voltas nos proximos dias) e eu já tive a sorte de gozar umas (merecidas) férias por terras algarvias. 
Felizmente, tenho a sorte, de todos os anos ir passar uns dias até às praias de Portimão e ter uns dias de "sopas e descanso", que é como quem diz, bolas de berlim e praia. E sim, podia vir falar-vos das bolas de berlim da Laidinha, que enfardei diariamente, ou da bolacha americana, ou do meu imenso gosto por fazer de lagarto na toalha, ao sol, mas não, venho falar-vos de um restaurante na Praia da Rocha.

 

É um restaurante italiano, que fica na Av. Tomás Cabreira, mesmo na avenida principal da Rocha, atrás do Casino. 

É um restaurante com alguns anos mas que nunca desilude. É o La Dolce Vita. 

E nunca desilude, porquê? Pois, porque a comida é sempre saborosa, o restaurante é agradavel, os funcionários sao simpaticos e a qualidade-preço é muito apetecivel. 

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Mas vamos lá falar do que comi quando lá fui jantar a semana passada!

De entrada um maravilhoso pão de alho. Mega fininho, mega estaladiço. Adorei! Mandamos vir as versões com e sem queijo e eu confesso que gosto mais da "sem queijo", mas são ambas as versões muito boas!

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De prato principal escolhemos os Cannelloni, a Lasanha e a Pizza Tropical. 


 

A Pizza, mega fininha e estaladiça também, super saborosa e enorme. A lasanha absolutamente maravilhosa, cheia de molho de tomate como eu gosto e os Cannelloni com um sabor tão bom e tão diferente da lasanha. Ficamos fãs!

As porções são mais que generosas! Tão generosas que não fomos capazes de pedir sobremesa, nem experimentar os seus gelados... nessa noite! Porque voltamos no dia a seguir só para os gelados, e quem comeu diz que são muito bons, cremosos, artesanais e que vale a pena! Não são realmente como em Itália, mas será que algum dia vou encontrar, por cá, gelados tão bons como comi em Itália? (nunca vou esquecer aquele maravilhoso gelado de pessego que lá comi, nem eu nem quem estava comigo, pois não meninas?!). 

 

Mas bem, este post serve para vos sugerir este restaurante muito simpático se por acaso ainda forem para terras algarvias, mais concretamente Portimão, este Verão. Passem por lá e comam bem!

 

F.

 

Ah! Boas Férias para quem ainda vai de férias e força nisso para quem, como eu, já voltou ao trabalho! 

18
Jul19

Aos colegas de trabalho.

quatro de treta e um bebé

Com a passagem dos anos, e a evolução inerente, substituímos os colegas da escola, aqueles que eram também os nossos amigos e com quem passávamos a maior parte do nosso tempo, pelos colegas de trabalho.

Na altura, e no geral, o que nos fazia levantar todos os dias para ir para a escola eram as pessoas. As conversas, os jogos de futebol nos intervalos, as risadas nos momentos mais inoportunos. A nossa vida desenrolava-se, essencialmente, durante aquele tempo, com aquelas pessoas. Com quem crescemos, aprendemos e nos moldamos. Talvez nunca tenhamos pensado nisso (eu, pelo menos, só estou a pensar agora) mas hoje, somos o que somos, seguimos os caminhos que seguimos, muito graças aos nossos colegas de escola e àquilo que vivemos com eles ou por causa deles. E eles a mesma coisa. São o que são, também, por nossa causa. E pela forma como interviemos nas suas vidas.

Agora, já mais crescidos e com perspetivas sobre as relações pessoais bem diferentes das da altura, passamos a maior parte do nosso tempo com os colegas de trabalho. E ao contrário daquela época, ninguém fica feliz por acordar todos os dias e ir para um espaço onde estão os nossos colegas de trabalho. Exceto eu!!

Ao contrário dos tempos da escola, já não é no local de trabalho que estão os nossos amigos. Ou até estão, pelo menos alguns, mas não é lá que nos gostamos de encontrar. Até porque o pão com chocolate e o leite achocolatado foram substituídos por minis e amendoins, e ainda não conseguimos perceber o porquê de essas duas coisas não estarem disponíveis nas máquinas de vending no nosso local de trabalho.

Sem dispersar, uma vez que as minis e os amendoins já me levaram os pensamentos para outros lados, eu devo ser das poucas pessoas (se não a única) que continua a acordar todos os dias com vontade de ir para o meu local de trabalho por causa das pessoas. Sou, sem dúvida, uma privilegiada por privar, todos os dias, com seres tão... puros.

Preocupam-se comigo como ninguém. Zelam pela minha vida. Acrescentam-lhe a pitada de sal que ela precisa. Agitam-na.
Arranjam-me namorado quando percebem que é isso que me faz falta e terminam essa mesma relação quando percebem que me está a fazer mal. Mandam-me de férias para aliviar as ideias e mudam-me de casa porque entendem que a minha já não corresponde às minhas necessidades, que eles tão bem conhecem. Arranjam-me encontros e mantém-se ao longe a assistir, apenas para se certificarem que tudo corre bem. Garantem que chego a horas ao trabalho e confirmam que não me atraso na hora de saída. E tudo isso sem eu saber. Para que não me sinta em dívida,  para que não sinta a obrigação de retribuir.

Há alturas em que me pergunto se conseguem ter tempo para gerir a vida deles, que, imagino eu, também precisa de algum cuidado. Chego a sentir remorsos por não conseguir responder na mesma medida, de retribuir da mesma forma. E sinto ainda mais remorsos, por saber que mesmo que tentasse não conseguiria, sequer, chegar perto daquilo que fazem por mim. Dou por mim, todas as noites, antes de adormecer, a agradecer a Deus (e logo eu que nem acredito em Deus!) o facto de os ter colocado na minha vida. E a pedir para colocar alguém como eles na vida deles próprios.

Depois tenho os outros. Os que para além de colegas de trabalho são também meus amigos. Com quem passo imenso tempo, principalmente se na nossa companhia estiver a tal mini e os amendoins. Que me convidam para jantar em casa deles, que fazem questão de me ter nos momentos importantes como aquele em que decidem dizer "sim" ao "felizes para sempre", ou me ligam em euforia a dizer que vão ser pais. Com quem passo horas a fio a falar da minha vida, ou da deles, que conhecem os meus medos e os meus sonhos. Que sabem os meus segredos e partilham comigo os deles. Os que não me importo de fazer quilómetros só para estar à conversa, para rir nos momentos mais inoportunos ou jogar futebol nos intervalos.


É pá! Mas estes... estes não chegam nem aos calcanhares dos outros. E que pena!

M.

13
Jul19

Falar ou não falar

quatro de treta e um bebé

Falar ou não falar – uma questão mais ancestral que os dinossauros.

 

Se acham a frase da autoria de Shakespeare emblemática, esta é ainda mais icónica.

Falar demais ou falar de menos são os riscos que se correm. Todos conhecemos exemplos dos dois casos.

Aquela pessoa a quem pensávamos ser indiferentes, porque nunca nos disse nada, aquela que sofria em silêncio, porque nunca se abriu a ninguém, aquela que, por orgulho, receio, ou até preguiça, nunca disse como se sentia.

Do outro lado, aquela pessoa que nunca se cala, que nos faz doer os tímpanos, que nos diz que a roupa nos fica mal sem que perguntemos, que nos conta ao pormenor o que fez no dia anterior, mesmo quando é inapropriado.

No meio, a procura pelo equilíbrio.

Obviamente que, conseguindo alcançá-lo, a resposta certa é o equilíbrio. No entanto, sejamos realistas e tiremos o equilíbrio da equação. A ter que pender para um dos lados, falar ou não falar?

Durante muito tempo, optei pela segunda hipótese.

Já nos ensinava o Bambi, "se não tens nada simpático para dizer, não digas nada".

Fala apenas quando o que tens a dizer for mais valioso que o silêncio, ou, como alegam que disse Eurípedes, "fala se tens palavras mais fortes do que o silêncio, ou então guarda silêncio", ou ainda, como atribuem a Pitágoras, "se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te".

Por tudo isto, aliado a algumas inseguranças e ansiedade social, remetia-me ao silêncio. Desde que me deixassem em paz e não me chateassem, nem ouviam a minha voz. 

Só que algo não estava a bater certo. 

Desde logo, sentia alguma inquietude, sentia algo dentro de mim que queria sair. Afinal de contas, tenho um cérebro hiperativo, com tanto para dizer e tanto para partilhar… 

Por outro lado, percebi algo que me assustou. Vi que as pessoas não tinham bem noção do que significavam para mim. Que as pessoas não me entendiam porque não sabiam que eu estava mal, porque eu não dizia.

A partir de certa altura, dei uma volta de 180°, mudei de lunetas, e passei a ver as coisas de uma maneira diferente.

Decidi falar. Que raio, tantas palavras são ditas por tanta gente com tão pouco para dizer, e eu, aqui calada, com ideias tão bem mais interessantes. É que, quando optas por não falar, corres o risco de abarcar também palavras bem mais fortes, belas e importantes do que o silêncio.

 

Então, passei a falar. Entendi também outra coisa que, até então, me tinha passado ao lado: é que as outras pessoas também passaram pela mesma indagação, e estão tão preocupadas com a perceção que as outras pessoas têm de si que ficam sem tempo para te julgar por falares.

Descobri também o poder das palavras. O poder de magoar, claro, mas também de curar, de ajudar, de salvar. 

Passei de lobo solitário a animal social (porque os humanos são prós em metáforas animais). 

Passei a ser a pessoa que não tem medo de quebrar o silêncio, a que não tem medo do que as pessoas vão achar das minhas palavras, a dar o corpo às balas com piadas e disparates.

Passei, igualmente, a abrir um pouco a porta à maneira como me sinto, a partilhar mais os meus medos, anseios, preocupações e desejos.

Dei por ela de que aquele cliché é, efetivamente, verdade: quando olhamos para trás, aquilo de que mais nos arrependemos é do que não fizemos, e não do que fizemos - ou dissemos, neste caso.

Com o passar do tempo, adotei um novo mote. Mais vale dizer a mais do que dizer a menos. Como diz o meu John Mayer, "it's better to say too much, than never to say what you need to say".

Não quero deixar nada por dizer. Quero que as pessoas que são importantes para mim o saibam.

Passei a dizer mais vezes "gosto de ti". Passei a dizer "tenho saudades de ti", e até "preciso de ti". A mandar mensagens só para dizer "pensei em ti". A agradecer mais, a dizer "desculpo-te", a pedir ajuda. Mas não só, passei a dizer também "magoaste-me", "estou triste", "sinto-me frágil", "não concordo contigo", "o que fizeste não me parece certo".

 

 

E são posts como o desta semana que me fazem ter a certeza de que fiz a escolha certa. A vida é curta, passa a correr, e, de repente, gosta de nos lembrar disso. Por isso, se for para escolher, façam-no rápido, enquanto têm tempo. Não queiram levar as palavras convosco quando partirem, aí já não adianta de nada. Eu já decidi que prefiro arrepender-me de ter falado, do que de não o ter feito. Se concordam comigo, falem. Não deixem passar muito tempo, digam o que sentem, especialmente se for algo que pode fazer a diferença de forma positiva na vida de alguém. Curem, salvem, partilhem a bondade através das palavras. Falem.

 

R.

09
Jul19

Até sempre

quatro de treta e um bebé

Olá a todos!


Hoje escrevo-vos depois de um dia difícil. Pelas 11h estava no funeral do pai de uma colega do escritório. Tinha 50 anos e deixou-nos após um jogo de futebol. Assim, sem mais. O jogo terminou, a equipa tinha ganho, a alegria apoderava-se de todos eles, porém e quando se encontrava no balneário para tomar banho, sentou-se... e partiu.


Hoje o dia foi de reflexão. Somos tão pequeninos. Hoje, por diversas vezes, me questionei sobre aquilo que somos e o que cá fazemos. Na verdade, vivemos permanentemente sob “bomba relógio” e estamos definitivamente na mão do destino sem que este nos dê sinal ou confidencie os seus intentos. É estranho. Assustador. Sufocante. Deve custar muito despedirmo-nos de alguém com um “até já” que se transforma em minutos num “até sempre saudoso”. É uma dor muito grande. E faz-nos pensar que podemos tentar controlar tudo, mas acabamos sempre nas mãos do mesmo. Daquele que tudo tem pensado para nós mas que guarda segredo. É difícil conceber que somos “nada”, porém não é difícil perceber que há tanto para dar valor, tanto para aproveitar, tanto para viver enquanto cá estamos.
Isto faz-nos perceber que as adversidades à nossa volta são caminho apenas para desbravar e nunca um verdadeiro entrave ou o fim da linha.


A todos os que de alguma forma se identificam com este texto, o meu sincero abraço.


Com amor,
S.

02
Jul19

Aquilo que nos faz felizes #1

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Nunca pensei ser bailarina nem seguir dança em qualquer momento da minha vida, não tenho o talento nem o empenho dos bailarinos, mas desde muito pequena que comecei a dançar. 

Comecei no Ballet Clássico com 4 anos e aí me mantive numa escola ligada à Royal Academy of Dance até aos 15/16 anos. Sempre gostei muito de ballet e da disciplina que este me deu, mas muitas vezes quis desistir. Porque, sejamos sinceros, há alturas, que mesmo nós sendo pequenas, não queremos ir duas vezes por semana às aulas de ballet, não queremos aturar a professora a dizer para esticarmos o pé, para levantarmos o queixo, para apertarmos o barriga, para sermos graciosas... não nos apetece. Apetece ficar em casa a brincar (quando somos pequenas) ou sair com os nossos amigos (quando somos adolescentes), essa é a verdade. Mas, felizmente (e digo-o hoje com toda a convicção, sou muito grata por isso) os meus pais nunca me deixaram desistir. Porque era algo que me fazia bem e, eu que nunca fui NADA ligada ao desporto, precisando de algo que não me deixasse ficar parada, o ballet era uma opção que, maioritariamente, me dava alegria. Mais que não me deixar parada, deu-me muitas competências enquanto crescia e que hoje utilizo sem sequer me aperceber que, muito provavelmente, ganhei essas mesmas competências enquanto fazia ballet desde pequena. 

Depois de acabar o Ballet podia facilmente ter deixado a dança de lado, mas não, ainda experimentei hip hop (deus senhor, para isto é que eu não tenho mesmo jeitinho nenhum!), e outros géneros mas, com 17 anos entrei para o mundo da dança jazz e para o grupo onde me mantenho até hoje. Sim, até hoje, com 30, continuo a ter aulas todas as semanas, a participar em espectáculos todos os anos e a dançar (pior ou melhor que a idade já pesa e já é tudo mais dificil ahaha), a reservar as sextas-feiras para a minha família da dança. Há anos que os meus amigos e família sabem que não contam comigo à sexta, porque as sextas são da dança e de mais ninguém.

Muita gente não entende como é que continuo nestas andanças, mas a explicação é muito muito simples. Devemos fazer aquilo que nos faz feliz, e apesar de não ter um especial talento, de não ser a melhor ou de não ter o empenho que muitos têm, eu sou muito feliz a dançar e a ter aulas com aquelas pessoas. 

Dá-me gozo ver que ao longo dos anos os miudos que conhecemos com 6 ou 7 anos já têm 16 ou 17 e estão homens e mulheres feitos. Dá-me gozo ir aos casamentos das minhas colegas de dança (que se tornaram, inevitavelmente, amigas), deixa-me feliz dançar ao lado de uma delas grávida e no ano a seguir subir ao palco a bebé dela, deixa-me feliz saber que conseguimos seguir com as nossas vidas adultas e continuarmos a ter aquele escape das sextas à noite, onde voltamos a ser apenas miúdas que gostam de dançar. 

Dá-me gozo (e muitos nervos) subir ao palco duas noites seguidas para fazer um espectáculo com não sei quantos colegas e miúdos, até me dá gozo passar a semana seguinte exausta de cansaço e dores no corpo (porque, mais uma vez, uma pessoa já não tem 20 anos ahah). 

Isto para vos dizer que: façam aquilo que vos dá gozo, que vos faz feliz. Não liguem se disserem que já não têm idade para isto ou aquilo, que não fica bem, que não entendem porque é que continuam.

Façam o que vos faz feliz e sejam realmente felizes a fazê-lo. Vale a pena e a recompensa é maior do que se imagina. (e quem verdadeiramente gosta de nós, apoia-nos e não questiona porque é que ainda fazemos isso, fica simplesmente feliz por nós - e eu tenho a sorte de ter os bons do meu lado, que me continuam a aturar, a ir aos espectáculos, a ver os videos, a ver as fotos e essas coisas todas). 

F. 

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