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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

27
Jan20

Não cantarás

quatro de treta e um bebé

Estava outro dia num qualquer convívio quando tive a seguinte epifania: talvez seja uma bênção eu não saber cantar.

Não para mim, para os outros. E daí talvez um pouco para mim, ao não me obrigar a viver em exílio.

Talvez se trate daqueles males que vêm por bem.

Adoro música. Há épocas em que gosto de descobrir, noutras de recorrer aos clássicos; dias em que não saio daquelas duas canções, dias mais variados; fases em que ninguém me tira o reggaeton, fases em que não largo o rock.

Toda a minha vida quotidiana se desenrola com uma banda sonora dentro da minha cabeça. Por vezes é tão intrínseco, que nem dou por ela, e só me apercebo quando já estou a enjoar daquela música sem saber bem porquê.

Tantas outras vezes, dou por mim a trautear. Com sorte, não está a sair muito som e só parece que estou a ter um ataque do miocárdio e espasmos na boca. Com azar, está mesmo a fazer barulho.

Mas trautear é um mero prólogo do cantar, uma benesse em comparação.

É que eu gosto mesmo de cantar. Nem estou a falar das caras estranhas e expressões excessivas; do mal, o menos.

Gosto de cantar.

Ou algo semelhante.

Fazer barulhos? ... Gritar com alguma melodia? …

São imensas as situações em que uma música me vem à cabeça, ou porque aquela frase me fez lembrar uma letra, ou porque aquele tema está mesmo bem retratado numa canção, ou porque se aplicaria mesmo bem aquele refrão.

São inúmeras as vezes em que me apetece responder com uma música ou parte da sua letra, ou reagir apenas com som, com uma melodia de uma canção. Bem, são várias as vezes em que o faço (e às vezes me arrependo). “Não estás a ver como é a música? É aquela assim” – e começo a cantar; como é que alguém haveria de adivinhar o que era isso?!

Talvez seja uma bênção que eu não saiba cantar.

Imagino que, soubesse eu cantar ou tivesse eu uma voz naturalmente bonita a cantar, deixaria de apenas falar.

Responderia a 99% das conversas em música, fosse ela inventada ou a adaptar letras e melodias existentes. Sim, sim, quando digo que gosto de cantar, não é necessariamente algo que exista. E é sempre. Desde o leite com cereais ao abrir o email; “tu vais para o spam, querias tu ter um recibo de leitura e não to vou dar, lixo, lixo, lixo, já obtive essa informação”. Mas a cantar. (estão a ver aquele clip do Marshall a estudar Direito?)

Algo me diz que isso não funcionaria bem em sociedade, nem a nível social e de convívio, nem a nível profissional, imagino.

Lembro-me de uma célebre revista Fórum Estudante, há muitos anos atrás, que me destroçou com um: “não cantarás”. Andava eu a aprender a tocar guitarra (talvez seja também uma dádiva que nunca tenha dominado o instrumento) nesta fase, feliz da vida, quando o horóscopo da revista quanto ao meu signo tinha por título “não cantarás” e seguia a dizer “não, ninguém te quer ouvir cantar noite feliz” (só a música que andava a cantar em loop).

Foi das coisas mais cruéis que já li. Terá talvez sido aí que pus definitivamente de lado qualquer esperança de soar algo melhor do que um animal a ser torturado. Quer dizer, só podia ser a maneira do Universo de chamar à atenção, através de uma revista para estudantes. Foi duro. Mais ainda quando na minha família, ao invés de destroçados, ficaram até um pouco aliviados.

Prefiro pensar que é pelo melhor.

Não estaria preparada para saber cantar. Talvez não tenha a responsabilidade suficiente para conseguir lidar com esse poder. Ia exagerar, tenho a certeza que ia exagerar. Não ia conseguir cantar só um bocadinho. Já assim, bem sei o que custa. É, talvez seja melhor assim.

Talvez seja uma bênção não saber cantar.

 

 

P.S.: Imagino que seria algo parecido com isto:

(filme "Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História" e o bode que só consegue falar se for a cantar)

 

R.

20
Jan20

“Deu-me para isto”

quatro de treta e um bebé

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19 de Janeiro, 22 horas, Porto, Sá da Bandeira e gargalhada farta. 

Estava o cenário montado para me sentar confortavelmente a “fazer o jeito” à Pipoca Mais Doce.
E lá estava ela com o habitual humor que torna sempre todos nós, em geral, mais interessantes.
Descontraída, embora tivesse partilhado que não saiu da casa de banho nos últimos tempos, e com uma capacidade incrível de “falar sozinha” sempre com piada foi o que ressaltou de 2h de espectáculo.
Não desiludiu. E quando me ia ajeitando na cadeira para assistir a mais umas quantas horas, eis que ela termina com “obrigada, Porto!”.
No final lá tive que gramar com a Pipoca que insistiu para que tirasse uma foto agarradinha a ela. Bem, imaginem, fiz o esforço e voilá (risos). Uma simpatia, por acaso.
Casa esgotadíssima, de resto o que aconteceu em 24 dos seus 26 espectáculos.
Para quem já a viu: qual a vossa hora “segura” para chegar a casa e não ter que, mesmo com 4 mortais e sem ar, aceder a pedidos?
Ela voltará, por isso não percam.
Com humor,
S.

 

#humor #rir #pipoca #pipocamaisdoce #teatro #teatrosadabandeira #porto #fodeibos "agoradeumeparaisto

10
Jan20

Ano Novo, Leituras Novas

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

Bom Ano! Que tenham um 2020 e uma década nova muito feliz!

Ora bem, (já dizia o RAP na musica da comercial ) hoje vamos falar sobre as leituras de 2019 e sobre as aspirações de 2020!

Para mim, 2019, quando comparado com 2018, foi um ano muito fraquinho em leituras. Em 2018 li 30 livros, o que fez com que em 2019 tivesse como meta os mesmos 30 livros. O problema é que só consegui chegar aos 23, sendo que 4 deles foram infantis por isso quase não contam. 

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Curiosamente estes dois livros que aparecem na imagem foram dos meus preferidos do ano. O livro infantil do David Litchfield é maravilhoso. Tem uma ilustração de emocionar e fui muito feliz a ler este livrinho!
o Diz-me quem sou da Julia Navarro é um livrão. É maravilhoso, é um daqueles de 1000 páginas que parece que tem 300 de tão fácil de ler que é! Já fui comprar mais livros dela, porque se forem todos comos dois dela que li, são bons de certeza!

Fui falando ao longo do ano das minhas leituras, aquiaqui e aqui! por isso já sabem que dos meus livros preferidos, além desses dois foi o Becoming, da Michelle Obama e o Robot em Fuga do Peter Brown. Além dos que partilhei aqui gostei muito do Nas Brunas da Noite da Sandra Byrd, mesmo muito. Adoro livros de epóca, livros que retratam epócas que nao conheço e onde gostava de ir 'passear', por isso o segundo dela está definitivamente nos meus próximos a comprar! 

Outro que adorei, não desilude nunca, foi o The Truth Pixie Goes do School, do Matt Haig. Já sabem que adorei o primeiro e o segundo não foi excepção. Tenho pena que só haja na língua original, em inglês, porque acho que era um livro que todos deviam ler, miúdos e graúdos. Mas, um livro do mesmo autor já traduzido para português é o MARAVILHOSO Um Rapaz Chamado Natal. Basicamente esta é a história do Pai Natal. E desengane-se quem acha que esta é uma história fácil e sem sofrimento. É uma historia complexa, bonita e cheia de magia mas é um livro que vale tanto a pena ler... O Segundo já é meu, e no próximo natal nao me escapa! 

Chegados ao fim de mais um ano de leituras, é tempo de definir novas metas para 2020. Neste novo ano o meu objectivo são 20 livros. O tempo tem escasseado e preciso dividir o tempo dos livros com o tempo das séries (já sabem que sou viciada não é?). Por outro lado já tenho um trabalho tão desgastante, psicologicamente, que só me tem apetecido aqueles livros leves e fáceis de ler, mas vamos lá ver o que o novo ano me reserva em termos de livros. Pelo menos não vou ser demasiado ambiciosa e vamos ver se pelo menos os 20 consigo!

Para já, comecei o ano com um livro de um autor turco (nunca tinha lido nenhum autor turco), Orhan Pamuk, O Museu da Inocência. Este autor ganhou o prémio nobel da literatura. Por isso, só coisas boas: autor desconhecido, galardoado, e sobre um país e uma cidade cujo interesse cresce a olhos vistos. Depois conto-vos o que achei!

E vocês, definem objectivos de leitura para o ano? Se sim contem-me quantos livros planeiam ler!

F. 

06
Jan20

Resoluções de Ano Novo.

quatro de treta e um bebé

Na viragem do ano que agora terminou, dizia-vos eu que adorava resoluções de ano novo. E que apesar de não acreditar verdadeiramente nelas, nunca deixava passar as doze badaladas sem a companhia das uvas passas e o respetivo desejo.

Odeio uvas passas e não sou fã de champanhe (!), mas todos os anos, no dia 31 de dezembro, preparo, sem exceção, as 12 uvas passas (que envolve a árdua tarefa de encontrar as doze uvas mais pequenas para que o sacrifício seja também ele mais pequeno ou, pelo menos, mais fácil de superar) e à meia noite estendo a mão ao champanhe. Cumpro religiosamente o que manda a tradição. Peço um desejo por cada uva passa e brindo ao novo ano, ao que aí vem. Brindo ao ano que passou e fecho o tal ciclo.

Assim que terminam as doze baladas termina também o ritual. Nunca mais penso nos desejos! E no final do novo ano que acabou de chegar recomeço tudo de novo. Literalmente.

Não penso nos desejos que fiz no ano anterior. Não faço um balanço do que pedi ou daquilo a que me comprometi. O mais certo é nem saber o que pedi no ano anterior.

Não sei se o drama dos 30 (e um, já sei) chega a este ponto, mas este ano foi diferente. Dias antes do final do ano, do nada, dei por mim a pensar nas minhas resoluções para o ano 2019. Lembro-me (e desta vez tão bem) que todas tinham algo em comum: mudança. Mudança radical. De vida, de cidade, de emprego, de amor. Mudar tudo. Não que tudo estivesse mal, não estava, mas porque a minha vida precisava de ser agitada e nada melhor que a mudança (radical) para isso.

Recordo-me, ainda, de ter pensado que mudar tudo era muita coisa e que talvez não fosse possível num só ano. Priorizar era difícil, queria todas da mesma forma. Talvez porque queria que todas estivessem interligadas.

Sem que disso me tivesse apercebido, durante o ano de 2019 ocorreram essas mudanças. Talvez como nos anos anteriores, aqueles em que não fiz balanço. Não da forma que as imaginei, não com a tal agitação que previ. Mas chego ao fim do ano com tanto. Com mais do que desejei à meia noite do dia 1 de janeiro de 2019. E estou tão grata por isso. Contudo, a vida andou, rodou, mudou e eu… eu nem dei por isso. E continuo a querer mais e mais e mais.

No dia 31 de dezembro, voltei a pedir 12 desejos. Voltaram a ter a mudança no centro. Algumas vinham do ano anterior, porque a mudança não foi suficiente, outras são novas, porque os anos passam, a coisas mudam, mas continuo inconformada.

Feliz 2020.

M.

 

Ps.: Ainda não foi este ano que fui a NY. 

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