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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

20
Set18

A contratação do ano na televisão portuguesa

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Das quatro de treta, eu sou aquela que mais vê televisão, que mais gosta de televisão. Cresci a ver televisão. Sempre tive televisão em quase todas as divisões da casa, incluindo o quarto. Adormeço todos os dias com a TV ligada (com o temporizador, para que esta se desligue sozinha passado um tempo, relaxem, não fica ligada a noite toda!). Falando um bocadinho de mim e deste gosto pela TV, adoro novelas (sim, vejo todas ahah nem que seja o início e o fim), gosto de programas de culinária (Masterchef, hello?), gosto de concursos de cultura geral, gosto de ver programas de dança, sei lá, gosto de televisão, pronto. E, não tenho problema ou preconceito nenhum, em dizer que gosto. Ontem vi a entrevista da Cristina Ferreira na SIC (quem não viu, não é?). Quando foi noticiado que a Cristina iria para a SIC, uma amiga minha partilhou, o link, no nosso grupo do WhatsApp para eu ver, porque disse que eu “a adorava”. Gosto dela, não a adoro. Não sei até que ponto podemos adorar alguém que não conhecemos ou que vemos na TV. De qualquer forma, não cresci com a Cristina. Vejo nela uma boa profissional e uma mulher de trabalho. Uma mulher que em tudo o que se mete tem sucesso. Acredito que ela é uma inspiração para todas as profissionais que querem alcançar o sucesso e para todas as crianças/adolescentes, em especial todas as meninas que estão agora, a crescer, a vê-la na TV. Eu cresci com a Catarina Furtado, nutro pela Catarina uma admiração, aquela que se nutre quando crescemos a admirar uma pessoa que vemos na TV. Mas acho que a Cristina Ferreira é merecedora de admiração e de ser inspiração para as muitas meninas que se estão a tornar mulheres a observá-la e, para muitas que como eu, a encontramos já adultas mas que somos capazes de admirar, pela tenacidade, pelo foco, pelo sucesso. E este sucesso é feito à base de quê? Eu creio que é base de trabalho. Podemos chegar a muito lado sem ser pelos nossos pés, mas ficar lá, ter sucesso e permanecer numa posição que faz a diferença? Isso só é possível com esforço, trabalho e dedicação. E um bocadinho de sorte, provavelmente, vá.

Muito se tem falado desta contratação. A contratação do ano na televisão portuguesa. Acima de tudo, tem-se falado, não porque a Cristina vai deixar a casa onde era rainha, não porque vai deixar o Goucha ou o Teixeira, mas sim porque a Cristina vai ganhar o que, toda a gente, considera balúrdios. São merecidos? A SIC acha que sim. Se não, não lhos dava a ganhar. E não vamos ser ingénuos, nem achar que o que lhe pagam ao final do mês é pela bonita cara dela. A Cristina Ferreira e a marca Cristina movem multidões. Mas não move só pessoas. No dia em que foi anunciada a mudança da TVI para a SIC a Media Capital desceu 14% na bolsa de valores e o grupo Impresa subiu 6%. Como calculam, não é coincidência, foi o efeito Cristina. Caramba, a moça mexe com a bolsa, com o mercado, é natural que seja a contratação do ano. É natural que a SIC (uma empresa privada) estivesse a tentar contratá-la, há muito. Se acho os valores baixos ou altos? Não me cabe dizê-lo. Mas se, no meu trabalho, eu tivesse oportunidade de ganhar o mesmo que ela, obviamente que aceitava. Não vamos ser hipócritas, todos nós achamos que merecemos mais e melhor. Todos nós queremos ter aumentos. E é para isso que temos que lutar, é para termos melhores salários e melhores condições de trabalho. Não para quem os tem ficar pior. Se podemos ter inveja? Podemos, pois claro, somos humanos. Mas por que não ter uma inveja boa? Aquela que nos faz trabalhar mais e inspirar-nos para tentar ser melhor?

Ontem a Cristina frisou um ponto importante. Ela é mulher e ganha mais que muitos homens, na mesma profissão que ela. Exacto. Será que estaríamos a falar do dinheiro que ela ganha se ela fosse um ele? Será que falamos do que muitos jogadores ganham, do que muitos empresários ganham? Dessas contratações falam e revoltam-se? Provavelmente não. E, se não, a questão é, porquê?

Podemos gostar mais ou menos da profissional Cristina Ferreira, podemos ver mais ou menos televisão, posso nem ver a maior parte dos programas que ela faz. Mas acredito, francamente, que a SIC vai passar a ter audiências muito maiores do que tinha sem a Cristina. A SIC vai ganhar muito dinheiro com a Cristina Ferreira. E não é pelo facto da SIC não ter excelentes profissionais, que posso/podemos até gostar muito mais que a Cristina Ferreira. Mas a Cristina Ferreira é o Cristiano Ronaldo ou o Tony Carreira da televisão. Deles também podemos nem sequer gostar, mas temos que admitir, ambos sempre moveram pessoas, sonhos, esperanças e… dinheiro.

F.

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