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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

02
Jul19

Aquilo que nos faz felizes #1

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Nunca pensei ser bailarina nem seguir dança em qualquer momento da minha vida, não tenho o talento nem o empenho dos bailarinos, mas desde muito pequena que comecei a dançar. 

Comecei no Ballet Clássico com 4 anos e aí me mantive numa escola ligada à Royal Academy of Dance até aos 15/16 anos. Sempre gostei muito de ballet e da disciplina que este me deu, mas muitas vezes quis desistir. Porque, sejamos sinceros, há alturas, que mesmo nós sendo pequenas, não queremos ir duas vezes por semana às aulas de ballet, não queremos aturar a professora a dizer para esticarmos o pé, para levantarmos o queixo, para apertarmos o barriga, para sermos graciosas... não nos apetece. Apetece ficar em casa a brincar (quando somos pequenas) ou sair com os nossos amigos (quando somos adolescentes), essa é a verdade. Mas, felizmente (e digo-o hoje com toda a convicção, sou muito grata por isso) os meus pais nunca me deixaram desistir. Porque era algo que me fazia bem e, eu que nunca fui NADA ligada ao desporto, precisando de algo que não me deixasse ficar parada, o ballet era uma opção que, maioritariamente, me dava alegria. Mais que não me deixar parada, deu-me muitas competências enquanto crescia e que hoje utilizo sem sequer me aperceber que, muito provavelmente, ganhei essas mesmas competências enquanto fazia ballet desde pequena. 

Depois de acabar o Ballet podia facilmente ter deixado a dança de lado, mas não, ainda experimentei hip hop (deus senhor, para isto é que eu não tenho mesmo jeitinho nenhum!), e outros géneros mas, com 17 anos entrei para o mundo da dança jazz e para o grupo onde me mantenho até hoje. Sim, até hoje, com 30, continuo a ter aulas todas as semanas, a participar em espectáculos todos os anos e a dançar (pior ou melhor que a idade já pesa e já é tudo mais dificil ahaha), a reservar as sextas-feiras para a minha família da dança. Há anos que os meus amigos e família sabem que não contam comigo à sexta, porque as sextas são da dança e de mais ninguém.

Muita gente não entende como é que continuo nestas andanças, mas a explicação é muito muito simples. Devemos fazer aquilo que nos faz feliz, e apesar de não ter um especial talento, de não ser a melhor ou de não ter o empenho que muitos têm, eu sou muito feliz a dançar e a ter aulas com aquelas pessoas. 

Dá-me gozo ver que ao longo dos anos os miudos que conhecemos com 6 ou 7 anos já têm 16 ou 17 e estão homens e mulheres feitos. Dá-me gozo ir aos casamentos das minhas colegas de dança (que se tornaram, inevitavelmente, amigas), deixa-me feliz dançar ao lado de uma delas grávida e no ano a seguir subir ao palco a bebé dela, deixa-me feliz saber que conseguimos seguir com as nossas vidas adultas e continuarmos a ter aquele escape das sextas à noite, onde voltamos a ser apenas miúdas que gostam de dançar. 

Dá-me gozo (e muitos nervos) subir ao palco duas noites seguidas para fazer um espectáculo com não sei quantos colegas e miúdos, até me dá gozo passar a semana seguinte exausta de cansaço e dores no corpo (porque, mais uma vez, uma pessoa já não tem 20 anos ahah). 

Isto para vos dizer que: façam aquilo que vos dá gozo, que vos faz feliz. Não liguem se disserem que já não têm idade para isto ou aquilo, que não fica bem, que não entendem porque é que continuam.

Façam o que vos faz feliz e sejam realmente felizes a fazê-lo. Vale a pena e a recompensa é maior do que se imagina. (e quem verdadeiramente gosta de nós, apoia-nos e não questiona porque é que ainda fazemos isso, fica simplesmente feliz por nós - e eu tenho a sorte de ter os bons do meu lado, que me continuam a aturar, a ir aos espectáculos, a ver os videos, a ver as fotos e essas coisas todas). 

F. 

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