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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

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"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

15
Fev19

Celebre-se o amor

quatro de treta e um bebé

Quis a distribuição dos dias que me calhasse escrever no afamado dia 14 de fevereiro, ou seja, no dia dos namorados.

 

Acontece, porém, que, chegada a hora, dei por mim a optar por namorar, ao invés de me sentar a escrever. Contudo, e dada a ocasião, certezas tenho de que me vão conseguir compreender e, quiçá, inocentar.

 

Afinal, no dia dos namorados, ou dia de São Valentim, celebramos o amor. E, se este argumento não vos convencer, sempre poderemos tentar novamente no dia 12 de junho, que é quando se comemora este dia no Brasil!

 

De qualquer forma, o tema não é propriamente estranho ao blog, especialmente quando temos alguém que trata o Cupido por tu e até criou um crowdfunding com vista ao casamento de sonho (#somostodosTEAMMARIA).

 

As origens da celebração do dia, pelo menos de acordo com o nosso amigo google, remontaram a Roma Antiga e festejos em honra de Juno, uma deusa associada à fertilidade e ao casamento. Claro que, anunciemos muito estas origens e vejam grande parte dos casais lembrarem-se que, afinal, tinham-se esquecido daqueles planos importantes e que, se calhar, será melhor festejar noutro dia, pelo sim, pelo não. Como tantas vezes na história, chega a altura em que a igreja católica se decide apropriar de uma festa pagã, sempre é mais fácil e muito mais prático do que ter que inventar novas festas (lembrem-se que, na altura, ainda não existia a rádio comercial…). Coloca-se um “São” em jeito de prefixo e a tónica no casamento, entendendo o departamento de marketing da igreja que teria mais sucesso e que sempre seria mais consistente com a teoria católica do casamento antes da fertilidade.

 

Só que o casamento não paga o sustento dos comerciantes. Imaginem lá aqueles restaurantes cheios de casais e sorrisos, se sequer imaginassem que, lá em cima, os nomes deles estão a ser apontados para potenciais casamentos. Até lhes podia cair mal a comida, ou, pior, engasgarem-se. E nós também não queremos isso. Nem isso, nem perder a oportunidade de lucrar qualquer coisita. Agora anunciem que, na verdade, o estão a fazer em celebração da deusa do casamento e da fertilidade, e imaginem o caos.

 

Então, vamos lá abrilhantar a coisa. Chamemos-lhe o dia dos namorados. Melhor, proclamem o dia do amor! Amor em geral. Pode ser pelos amigos e familiares. Pode ser pelos animais de estimação. Pela vida no seu todo. O amor, ponto. Não dá para ficar muito mais genérico do que isto.

 

Uns coraçõezitos, um vermelho que chame bem à atenção, umas camufladas sugestões de prendas, as subtis dicas de lembranças para quem se esqueceu, e voilá! Isto tudo porque, afinal, o amor é isso mesmo, certo?

 

Talvez já desconfiem, mas não sou grande entusiasta da data. Já me conhecem, não gosto do tem de ser, forçarem-me a celebrar o amor, já viram isto? Se não o celebrasse durante todo o ano, pouco sentido faria apregoá-lo neste dia, não concordam? E, por muito sensível que seja à causa do combate à baixa natalidade, não tenho qualquer interesse direto e pessoal em honrar a deusa do casamento e da fertilidade, pelo menos, não para já. Por isso, pouca importância têm para mim datas como esta. O que tem importância, isso sim, é o amor. E, esse, eu trato de lembrar e cuidar durante todo o ano.

 

E o J., claro, o meu comprimido de sanidade mental. E aí é consensual, qualquer oportunidade de, juntos, nos celebrarmos, e de celebrarmos o amor, é uma estupenda oportunidade. Por isso, apesar de tudo, lá vamos nós, de braço dado, pelo meio dos coraçõezitos, de todo o vermelho, para os restaurantes atafulhados de casais de todos os tipos e feitios, e, entre risos e olhares, lá vamos lamentando os tolos que só celebram o amor uma vez por ano.

 

Com amor,

R.

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