urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe quatro de treta e um bebé! &quot;Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado.&quot; – Oscar Wilde LiveJournal / SAPO Blogs quatro de treta e um bebé 2020-03-30T13:42:31Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:30538 2020-03-30T14:15:00 A História que estamos a viver 2020-03-30T13:42:31Z 2020-03-30T13:42:31Z <p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p> <p style="text-align: justify;">Já pararam para pensar que, neste preciso momento, estamos a viver um momento histórico que, daqui a uns anos, estará nos livros de todos os miúdos que tiverem o privilégio (sim é um privilégio) de estar nas suas escolas a aprender sobre o mundo?</p> <p style="text-align: justify;">Crescemos todos a ler sobre a I e a II Guerras Mundiais, a Guerra Fria, a Revolução Francesa, o 25 de Abril e tantos outros acontecimentos que nunca sequer pensamos fazer parte (ok, claro que os nossos pais fizeram parte do 25 de abril, alguns dos nossos avós talvez tivessem passado pela II Guerra Mundial) mas com a evolução do mundo e com tudo o que hoje temos, com tudo acessivel a o todos, alguma vez vos tinha passado pela cabeça viver os dias de hoje? Na minha não tinha passado, de certeza.</p> <p style="text-align: justify;">E sim, vivemos a história quando apareceram os telemóveis, e a internet, e o mIRC. Quando deixamos de usar o telefone de fio da PT (em que para ter internet o telefone tinha que ser desligado) e passamos a usar aqueles queridos tijolos com teclas e antenas. Passamos pela história quando deixamos de ter que escrever uma mensagem com nao sei quantos caracteres e com abreviaturas (só para não gastarmos duas mensagens, porque isso equivalia a um gasto extra de dinheiro!), quando deixamos de enviar postais aos amigos e passámos a tirar fotografias com o telemóvel. Estamos a viver história, quando os glaciares do ártico estão a derreter, quando a barreira de corais da Austrália está a ser diminuida a olhos vistos, vivemos história quando o Barack Obama foi eleito. Mas em 2020, a maior parte de nós está em casa. De quarentena. Num estado de emergência. Estado esse que os nossos pais já passaram, é verdade, em novembro de 1975, mas que, se calhar, não deixou as marcas que este estado deixará. Estamos a viver história, porque estamos em casa. </p> <p style="text-align: justify;">Se calhar isto vai servir (e acredito mesmo que sim, ao contrário da<a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/assim-que-tiver-tempo-prometo-30854" rel="noopener"> M.</a>) para sairmos desta fase melhores pessoas. Sermos mais bondosos e mais tolerantes. Podemos aproveitar estes tempos, em que o que não nos falta é tempo, para falarmos com aqueles amigos dos quais nos fomos afastando, mas ainda gostamos tanto. Podemos aproveitar este tempo, para pedir desculpa a alguém que tenhamos magoado, mesmo sem querer. Podemos aproveitar para pensar no que podemos melhorar, e aprender a não dar tudo por garantido. Há duas semanas, alguém achava que sair para ir à farmacia ou ao supermercado era das poucas coisas que podiamos fazer fora de casa?</p> <p style="text-align: justify;">Alguém, há um mês atrás, achou que ia ter tempo de ler os livros que tem na estante há anos, de ver as séries que se acumulavam? de passar tempo com os filhos, de os ajudar a estudar, de os ver crescer?</p> <p style="text-align: justify;">Alguém, há um mês atrás, pensou que podia passar o dia a trabalhar de pijama em casa, cabelo apanhado e make up free? not me. </p> <p style="text-align: justify;">E não, estes não são tempos risonhos, não são tempos felizes, são tempos de medo, de receio, de incerteza, mas é um tempo histórico e podemos tirar o melhor partido dele e aproveitar para sair deste estado pessoas mais fortes, melhores, e com mais vontade de viver, de fazer pelos outros e de fazer pelo mundo.</p> <p style="text-align: justify;">Mas não nos esqueçamos que temos que puxar por nós neste tempo tão difícil. Temos que ser fortes e ultrapassar o medo (tão fácil falar...), temos que acreditar que daqui a uns meses podemos voltar a ter uma vida normal, mas não como antes, um bocadinho como eu acredito que possa ser, mais conscientes, mais tolerantes, mais bondosos, mais cuidadosos, mas novamente tão felizes com o simples acto de podermos ir trabalhar para os nossos escritórios, almoçar com os amigos num bom restaurante, sair para uma aula de dança ou ir ao ginásio. Mas para já, vamos pensar em quão priviligiados somos, ou pelo menos, a maioria de nós, pelos dias que podemos ficar em casa, ou podemos trabalhar de casa, porque temos uma casa, ou temos uma família connosco que é isso mesmo, uma família, e pensemos naqueles que: 1. não podem ficar em casa porque precisam estar a combater isto na linha da frente, quer para nos curar quer para que as coisas continuem a chegar a nossa casa, possamos continuar a fazer as nossas compras e o nosso lixo; 2. aqueles que, efectivamente, não têm casa; 3. aqueles que, apesar de estarem em casa, têm também em casa os seus agressores ou aqueles que tanto mal lhes fazem. </p> <p style="text-align: justify;">Vamos agradecer, enquanto podemos, todas as coisas boas que continuamos a ter, apesar de tudo o que se passa. </p> <p style="text-align: justify;">E vamos esperar que, quando a pandemia aparecer nos livros de história dos nossos filhos, possamos pensar nela como algo distante e do qual conseguimos sair com o minimo de sequelas possível... E que fez as pessoas e o mundo crescer. </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Deixo-vos um video - que vi no instagram da <a href="https://www.instagram.com/coconafralda/" rel="noopener">cocónafralda</a> - que tanto nos mostra como Portugal é incrível e nos relembra que nós portugueses, também somos. </p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/70tcUNgd8IM" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p>Can't Skip Hope.</p> <p style="text-align: left;">F. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:30854 2020-03-25T21:07:00 Assim que tiver tempo, prometo. 2020-03-25T21:30:50Z 2020-03-25T21:32:30Z <div style="text-align: justify;">Há uns meses atrás a F. escrevia-nos sobre <em><a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/o-tempo-27225" rel="noopener">o tempo</a></em>, sobre como "<em>ele</em>" passa e nem nos apercebemos disso. Escrevia-nos sobre como passamos <em>o tempo</em> a desejar que chegue um determinado dia e quando esse dia chega, automaticamente passamos a desejar um outro. E está tão certa!</div><br /><div style="text-align: justify;">Nunca arranjamos <em>tempo</em> para estar, para usufruir, para desfrutar. Ou porque temos muito trabalho, ou porque estamos cansados ou porque hoje não dá e amanhã não apetece. A família, os amigos, acabam por se encaixar nas horas vagas que não existem, de uma vida sempre agitada, com <em>tempo</em> contado para coisa nenhuma, coisa essa que é sempre prioritária. Damo-nos conta que passamos mais <em>tempo</em> com pessoas que não nos dizem nada ou que nos dizem muito pouco, com pessoas mesquinhas, de quem nem gostamos, ou até a fazer algo que não nos satisfaz. Porque para isso há<em> tempo</em>, porque isso é o que tem que ser, a isso somos obrigados. E fazemos, e vamos, e (sobre)vivemos aquilo que chamamos de vida, sonhando com um determinado dia, momento ou pessoas.</div><br /><div style="text-align: justify;">De amanhã não passa. No próximo fim de semana é que é. No próximo ano não há desculpas. Nas próximas férias, da próxima vez, assim que tiver tempo, na próxima encarnação. Fica para a próxima, prometo!</div><br /><div style="text-align: justify;">E de repente, chega um tal vírus que nos obriga a ter <em>tempo</em>. Um <em>tempo</em> imposto. Que nos condena à prisão, sem direito a visitas e que o único contacto permitido é através de videochamadas. E de repente, todos temos <em>tempo</em>. Através de uma pequena câmara, arranjamos formas de tomar café ou jantar com as pessoas que nos são queridas. Arranjamos <em>tempo</em> para ir ao ginásio, jogar cartas ou, simplesmente, estar à conversa. Os filmes parece-nos aborrecidos, os livros cansativos, as redes sociais uma seca. Porque o que gostamos mesmo é de pessoas. De estar com pessoas. E foi preciso um tal vírus aparecer, para nos darmos conta disso mesmo. Um tal vírus que nos mudou as perspetivas e diz-se por aí, que assim que esse vírus nos abandonar, o mundo jamais será o mesmo. As relações pessoais jamais serão as mesmas.  </div><br /><div style="text-align: justify;">E de repente, esse tal vírus vai embora. Felizmente, voltaremos à nossa rotina diária. Aos trabalhos que nos tiram <em>tempo</em> e energia, às coisas que nem gostamos assim tanto, mas que tem que ser. E as prioridades que durante estes tempos de quarentena estabelecemos, desaparecerão novamente. Ficarão para mais tarde. Para outra altura. Para quando houver <em>tempo</em>. </div><br /><div style="text-align: justify;">Diz-se, por aí, que esse tal vírus veio mudar as pessoas. Diz-se por aí e diz-se mal. </div><br /><div style="text-align: justify;">Durante a estadia desse tal vírus, as pessoas fizeram aquilo que fazem sempre. Esperar por um dia que não aquele. E quando esse dia chegar, esperarão por outro. E outro. E outro. Até que não hajam mais dias por que esperar. </div><br /><div style="text-align: justify;"> </div><br /><div style="text-align: justify;">M.</div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:30423 2020-03-19T16:46:00 Carta ao Papá 2020-03-19T16:56:38Z 2020-03-19T17:02:59Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 260px; padding: 10px 10px;" title="16AC12F1-D4D3-4612-868D-2459AEC063F4.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P04189863/21731710_2iV1m.jpeg" alt="16AC12F1-D4D3-4612-868D-2459AEC063F4.jpeg" width="260" height="167" /></p> <p><span style="font-size: 14pt;">Olá </span><em style="font-size: 14pt;"><strong>Papá</strong></em><span style="font-size: 14pt;">!</span></p> <p style="text-align: left;">Este é só o segundo ano que festejo contigo o <span style="text-decoration: underline;"><em>Dia do Pai</em></span>, mas as diferenças são tantas...<br />Hoje acordei e pude encher-te de mimo, abraços, beijos, e cantigas. <br />Hoje pude sentir-te com tempo para me ouvires, para cantares comigo, para brincares comigo, para tomares o pequeno almoço comigo, para almoçares sem pressas comigo, para me adormeceres na minha sesta. <br />E que bom que foi!<br />Senti que o fazias com tempo, sem nunca olhares para o relógio, sem te ver stressado e preocupado com o escritório, sem atenderes o telefone, sem pegares na toga e saíres a correr. Que bom, que bom!! <br />Acordei da sesta e qual não foi o meu espanto estavas lá, a perguntar-me o que queria lanchar. Brincaste comigo durante a tarde. Senti-te feliz. Fizeste-me feliz. Que bom que é ter-te comigo. <br />Pode ser sempre assim? <br />Explicaram-me que estávamos de quarentena por causa de um vírus. <br />Não entendo bem e não sei do que se trata mas acho que eles nos querem bem. <br />Vocês disfarçam mas parecem preocupados. Contudo, o meu balanço é sempre o mesmo. Estou agora com vocês como nunca estive desde o dia em que nasci. <br />Obrigada COVID-19!!</p> <p style="text-align: left;"><img title="0B9E6F29-7D51-4C86-AAC3-E9987C3E93FF.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3d17e482/21731708_tkUvJ.jpeg" alt="0B9E6F29-7D51-4C86-AAC3-E9987C3E93FF.jpeg" width="487" height="720" /></p> <p style="text-align: left;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:29969 2020-03-14T10:28:00 Carta à COVID-19 2020-03-14T10:31:41Z 2020-03-15T10:49:41Z <p><span style="font-size: 14pt;">Querida (?) COVID-19, </span></p> <p>Qual <strong><em>Wanderlust</em></strong>, qual quê?<br />Decidiste ceder à tua vontade súbita e forte de viajar e quiseste envolver-nos a todos.<br />Não achas que é egoísmo a mais fechar um mundo inteiro para te ver passar? Queres esplanadas vazias, centros comerciais mais airosos, escolas fechadas, serviços parados, ruas desertas para te passeares à vontade. Não é egoísmo a mais? Pensa que o egoísmo determinou também que os museus, espaços públicos, praias, parques, estabelecimentos de diversão fossem encerrados e nem tu podes deles tirar proveito. Vemos-te passar de forma arrogante e a incomodar todos os que tranquilamente seguiam a sua vida, ao ritmo habitual. Chegaste determinada a perturbar o quotidiano e os costumes de cada nação. Ninguém te disse que a beleza da viagem está no que adquires e "bebes" culturalmente dos outros? COVID-19, continua a tua viagem discretamente, de forma serena e tranquila, ao som daqueles que te vão "acolhendo" sem te impores demasiado. <br />Tira o máximo proveito desta viagem e faz com que ninguém dê por ti.<br />A torcer para que a tua viagem termine rápido,<br />S.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:29754 2020-02-10T18:01:00 Serviço Público - com a participação especial de Paola Solarevicz 2020-02-10T18:07:24Z 2020-02-11T09:39:34Z <p style="text-align: justify;"><em>Um agradecimento especial às pessoas com mau gosto. Sem elas este artigo não teria sido possível.</em></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Há uns tempos, escrevia-vos sobre aquelas coisas que me impediam de apaixonar por um homem, por mais lindo que ele fosse. Falava-vos da altura, da voz, da data de nascimento e até da bagagem. Por mero lapso, não referi o mau gosto. Mas hoje escrevo-vos para corrigir esse lapso, e fazer “serviço público”. Porque entendo que ao contrário da altura, da voz, da data de nascimento ou da bagagem, o mau gosto pode moldar-se, corrigir-se, educar-se. Ou pelo menos quero acreditar que sim.  </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Numa “conversa de café” com a Paola Solarevicz, uma verdadeira entendida no tema, falávamos do mau gosto. Do mau gosto em geral, embora nos focássemos, essencialmente, no mau gosto dos homens. Da falta de noção ou de espelho. Falávamos da surpresa, do impacto, do bater de frente com alguém com mau gosto e da sensação de “facada no peito” quando nos cruzamos com homem que tem tanto de bonito como de mau gosto.</p> <p style="text-align: justify;">Dizia-me ela que adorava homens com bom gosto, que se sabem vestir e, mais ainda, sabem adaptar o que vestir à ocasião. Por sua vez, quando se cruzava com homens vestidos como autênticas “árvores de natal” não consegue evitar o beicinho a tremer, a pupila a dilatar e a lágrima a espreitar no canto do olho, pronta para verter, de <em>tamanha</em> desilusão com o mundo.</p> <p style="text-align: justify;">Poluição visual. Dizia ela que se tratava de uma poluição visual. E devia ser crime, da mesma forma que a poluição ambiental o é.</p> <p style="text-align: justify;">Assim, e de forma a contribuir para um mundo melhor, deixo-vos <em>infra</em> as dicas de Paola Solarevicz, sobre o que <strong>não vestir, nem em casa</strong>.</p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Manga cava preta, com calças de ganga e sapatilhas básicas.</span></p> <p style="text-align: justify;">Acrescento que manga cava só por si, nunca! Não é para usar, em situação nenhuma, com coisa nenhuma. Nem com calças de ganga, nem com outra coisa qualquer. Nem na rua, no passeio de domingo a tarde, ou no ginásio. Exceciona-se a utilização para prática de modalidades desportivas como o basquetebol ou o voleibol de praia. Mas como referido, apenas e só nessas duas modalidades.</p> <p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Roupas justas</span></p> <p style="text-align: justify;">Jamais! A não ser que vá participar numa prova de danças de salão ou salto em trampolim, é fugir das roupas justas a sete pés. Cruzar-nos com um homem que decidiu sair de casa com a roupa do filho mais novo, não é de todo atrativo.</p> <p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Calças “tomara que caia”</span></p> <p style="text-align: justify;">Tipo os tops das mulheres, mas numa versão masculina. Traduz-se naquela peça de roupa, que deveria estar na cintura, mas que, por se ter comprado o número acima, estão constantemente a ameaçar cair. A mais recente versão deste modelo, implica que as mesmas sejam justas em baixo, imaginamos nós que seja para que, caso caiam, não fiquem pelo caminho.</p> <p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Camisa aberta até ao umbigo</span></p> <p style="text-align: justify;">Ou até um pouco mais acima. Se não aperta mais, não é porque não é para apertar, é porque o tamanho não era esse. A situação piora se tiverem o fio no pescoço.</p> <p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Fatos não cintados</span></p> <p style="text-align: justify;">Aquela máxima de que um homem compra um fato uma vez e depois usa o mesmo fato para sempre, porque os fatos são todos iguais e nas fotografias de casamento não se vai notar já não se aplica. Os anos passaram, os fatos mudaram, os cortes também. Usar umas calças de fato largas em baixo? Não. Deitem fora.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Nas palavras sábias de Paola Solarevicz, “quando os olhos não sabem para onde olhar, significa que tudo está mal ali”. A mesma, refere ainda que “não há mal nenhum em evidenciar o corpo, desde que o mau gosto não se evidencie primeiro”. Dito isto, é um facto: a elegância conquista. E a falta dela também…</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">M.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:29482 2020-02-04T20:00:00 Mulherzinhas 2020-02-04T21:41:52Z 2020-02-04T21:41:52Z <p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p> <p style="text-align: justify;">Bem-vindo Fevereiro! Fevereiro é o mês da nossa S., por isso só pode ser um bom mês.</p> <p style="text-align: justify;">Eu cá comecei o mês no cinema, a ver o filme Mulherzinhas. </p> <p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que o livro Mulherzinhas da Louisa May Alcott é dos meus preferidos! (Aliás já falei dele aqui no blog.) É um clássico tão bom de ler que, para mim, nem parece clássico. É daqueles livros que já li mais de uma vez e continuo sempre a descobrir coisas novas e continua a afectar-me sempre de forma diferente. Tenho várias edições deste livro e já vi o filme de 1994 dezenas de vezes.</p> <p style="text-align: justify;">Mas vamos por partes!</p> <p style="text-align: justify;">Para aqueles mais distraidos que não sabem sobre o que tratam os livros/filmes, falamos da história da família March. O Mulherzinhas é passado durante época da guerra civil americana, entre 1861 e 1865. Está família é constituída por quatro irmãs, a Meg, a Jo, a Beth e a Amy. Vivem com a mãe e o pai está na guerra. Com a partida do pai para a guerra esta família enfrenta dificuldades económicas mas juntas conseguem superar as dificuldades e a si mesmas e fortalecer-se enquanto família. Enquanto no mulherzinhas estas quatro irmãs aprendem a crescer e a lidar consigo e com os outros, no Boas Esposas, 3 anos depois do fim do Mulherzinhas, estas já são adultas e têm que conviver com a perda, com escolhas, casamentos e uma vida diferente daquela que estavam habituadas, mas pela qual vão lutar e saberão ser felizes. </p> <p style="text-align: justify;">Em Portugal, a história da família March é dividida em dois livros, o Mulherzinhas - Livro 1, e o Boas Esposas - Livro 2. Efectivamente, o Boas Esposas é a segunda parte do Mulherzinhas, 3 anos depois do fim do primeiro livro. Mas, muitos países há em que estes dois livros são vendidos como um só! </p> <p class="sapomedia images"><div id="qpHUlT1585643238" class="ink-carousel"><ul class="stage"><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li></ul><nav style="position: static;" id="qpHUlT1585643238-pagination" class="ink-navigation half-top-space"><ul class="pagination chevron"></ul></nav></div> </p> <p style="text-align: justify;">Depois destes dois, há ainda (mas não traduzido para português) o Little Men e o Jo's Boys. (Estes são uma continuação do Mulherzinhas e do Boas Esposas, mais centrado noutras personagens desta história, das quais não vou falar para não dar detalhes/spoilers da primeira história!)</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 340px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Little-Men-Jo-s-Boys.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb6179e6a/21682918_ePvGO.jpeg" alt="Little-Men-Jo-s-Boys.jpg" width="340" height="340" /></p> <p style="text-align: justify;">Posso-vos dizer que ainda não li estes dois livros mas, já os encomendei na wook (por 3€!!!! os dois, juntos! nota-se muito o entusiasmo?!) e, assim que chegarem pegarei neles!</p> <p style="text-align: justify;">Pronto, passando agora para os filmes e as séries. (ou só filmes, porque apesar de já existirem várias séries e de eu ter uma ou duas guardadas, ainda não peguei!).</p> <p style="text-align: justify;">Estes livros já foram objecto de várias séries e de filmes ao longo dos anos. Posso dizer que o mais conhecido é, sem dúvida, o filme de 1994.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 650px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="e0ebc653-5d82-49b7-8515-b6f6ba8fcf18_1.b5bcf1a39ae" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcc1867fb/21682919_cBy9I.jpeg" alt="e0ebc653-5d82-49b7-8515-b6f6ba8fcf18_1.b5bcf1a39ae" width="650" height="650" /></p> <p style="text-align: justify;">E, eu, posso dizer que é dos meus filmes de eleição. Já o vi imensas vezes. Sempre que dou conta que está a dar na TV fico a ver, pelo que, estava muito colada a esta versão a estas personagens.</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lWn4h2YLxGA" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">É muito fácil comparar todas as personagens e, foi justamente o que fiz durante todo o filme. Mas acho que não devia. Distam 15/16 anos entre os dois filmes, é mais do que natural que haja diferenças e são muito bem vindas! </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">A questão é que, como gosto tanto dos livros e do filme que conhecia, ia com expectativas altas e demasiado pormenorizadas e claro, fui logo surpreendida nos primeiros minutos.</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">Mas já lá vamos...</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">Assim que soube que ia estrear um novo filme do Mulherzinhas, e vi que era com a Emma Watson (que eu adoro) disse logo que tinha que ir ver ao cinema! Acompanhada ou sozinha mas iria vê-lo! Por isso, assim que estreou, 3 amigas vieram fazer-me uma visita a Viseu e lá fomos nós ver um filmes que todas tinhamos tanta curiosidade.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 220px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="733034.gif" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc21827e3/21682925_zotVa.png" alt="733034.gif" width="220" height="317" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Para começar, a fotografia deste filme é maravilhosa! Este filme conta a história da família March entre um passado recente e o presente, saltita de umas cenas para as outras, mas acho que tem uma capacidade de o fazer de forma acertada e subtil. </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">O filme está muito bem feito, tem as cenas importantes, talvez uma ou outra de forma diferente do que eu esperava (estava muito colada à versão de 1994, como vos disse) mas, agora pensando nisso, acho mesmo que está um filme bem conseguido! Aliás, é um dos filmes nomeados para melhor filme nos Óscares!</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Falando das personagens...</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 389px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="jo.JPG" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B34187d69/21682951_IWYED.jpeg" alt="jo.JPG" width="389" height="574" /></p> <p style="text-align: justify;">Ah Saoirse.. como mereces levar o óscar de melhor actriz para casa! (não me venham já perguntar se já vi os outros filmes nomeados e a prestação das outras actrizes. Não vi, mas acho que a Saoirse está MARAVILHOSA neste filme) É a minha Jo preferida. Gostei mesmo muito dela neste filme.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 422px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="meg.JPG" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb4179dea/21682959_VZK0f.jpeg" alt="meg.JPG" width="422" height="617" /></p> <p style="text-align: justify;">Emma Watson como Meg. Meg é a mais velha das 4 irmãs. Eu adoro a Emma, mesmo! Foi uma das grandes razões por querer logo ver este filme e apesar de a achar lindamente, como sempre, não sei explicar mas acho que faltou alguma coisa. Continuo a não a ver como Meg. Não acho que tenha sido muito convincente neste papel. Em termos comparativos acho que a Meg de 1994 é mais Meg que a Emma. Senti realmente que faltava ali alguma coisa, ou que se calhar nao combinava com ela. Não sei explicar. </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 486px; padding: 10px 10px;" title="beth.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be4186ecb/21682965_nz1cT.jpeg" alt="beth.jpg" width="486" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">Eliza Scanlen, como Beth, a irmã número 3, aquela que tem a saúde mais fragil, a que mais gosta de música. Não conhecia esta actriz e acho que esteve muito bem. Sinto que esta versao de 2019 não mostrou grande coisa da Beth, nao nos fez conhece-la e quase nos esquecemos que ela está ali. Nisso o filme de 1994 dá-lhe mais atenção, chama-nos mais a atenção. E a Beth é aquela irmã que todos nós precisavamos mais de ser!</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 422px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="amy.JPG" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3b1803f5/21682969_mA7BP.jpeg" alt="amy.JPG" width="422" height="624" /></p> <p style="text-align: justify;">Florence Pugh, como Amy, a irmã mais nova. O filme de 1994 tem duas actrizes a fazer de Amy. Uma mais novinha, enquanto criança e outra mais velha ja nos seus 20 anos. Aqui a Florence faz as duas idades da Amy, enquanto adolescente e enquanto adulta. Dei-me conta agora que a Florence está nomeada para melhor actriz secundária. E pensando bem, talvez mereça mesmo. Disse várias vezes no dia em que vi o filme que esta Amy era a minha preferida. Para quem já leu os livros sabe bem que a Amy sendo a mais nova é a mais mimada, é a mais orgulhosa e acaba por ser um bocadinho irritante. Esta versão de 2019 traz-nos uma Amy tudo isto mas ao mesmo tempo nada irritante. Disse mesmo "Esta Amy é muito menos irritante que as outras, sem dúvida". Acho que é uma actriz do caraças esta Florence e, fez-me gostar muito da Amy, coisa que não tinha acontecido anteriormente!</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 210px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="laurie.JPG" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7f18c9bf/21682972_GkWJY.jpeg" alt="laurie.JPG" width="210" height="359" /></p> <p style="text-align: justify;">O Laurie não podia ser mais diferente da versão de 1994. E se acho que em termos de actuação este talvez me encha mais as medidas, gostei mais deste no papel de Laurie, por outro lado não acho que seja assim tão adequado para este papel. A verdade é que durante todo o filme este Laurie me pareceu um miúdo. Mesmo miúdo. Não o tinha com um ar tão infantil. E mesmo quando passamos para a fase mais adulta deles, ele continua exactamente igual. Não sei, eu gostei dele, mas ao mesmo tempo não gostei. </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="tia march.JPG" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0718079a/21682978_yk7uT.jpeg" alt="tia march.JPG" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Meryl Streep como a Tia March, a tia que nenhuma das raparigas gosta muito, excepto a Amy. Mas a tia rezingona e ao mesmo tempo com saídas que nos fazem rir. Como sempre óptima, a Meryl.</p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="laura dern.JPG" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0c177821/21682979_YpOEy.jpeg" alt="laura dern.JPG" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Laura Dern como a mãe das quatro irmãs. Quando ela apareceu e, comparando com a versão de 1994, pareceu-me novinha, mas depois pensei que realmente parecem todos muito mais novos nesta versão que na anterior. No entanto, não deixei de a adorar no papel de Marmee, talvez até mais do que na versão de 1994, mas talveeez tenha ideia que a versão de 1994 é mais aproximada a do livro. Não sei, eu gostei muito desta Marmee. </p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="maxresdefault.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5817e139/21682983_AD37p.jpeg" alt="maxresdefault.jpg" width="960" height="540" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">E provavelmente a maior e mais surpreendente personagem desta versão de 2019 foi Friedrich Bhaer, digamos que este era bem mais novo que a versão de 1994, muito mais atrativo, nada a ver com o seu antecessor. Gostei desta nova versão do professor, até porque claro, se coaduna mais com a Jo, mas não achei muito fidedigno ao livro. Mas enfim, para os olhos foi melhor, sem dúvida. </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">E isto tudo para dizer, vão ao cinema, vão ver este filme. </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/K5u_60e7jpQ" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: left;">Vale a pena. Eu vou, de certeza, vê-lo mais vezes.</p> <p style="text-align: center;">Mas sabem o que vale mesmo a pena também? Lerem os livros!!</p> <p style="text-align: left;">F. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:29292 2020-01-27T23:12:00 Não cantarás 2020-01-27T23:48:56Z 2020-01-28T22:45:16Z <p style="text-align: justify;">Estava outro dia num qualquer convívio quando tive a seguinte epifania: <strong>talvez seja uma bênção eu não saber cantar.</strong></p> <p style="text-align: justify;">Não para mim, para os outros. E daí talvez um pouco para mim, ao não me obrigar a viver em exílio.</p> <p style="text-align: justify;">Talvez se trate daqueles <em>males</em> que vêm por <em>bem</em>.</p> <p style="text-align: justify;">Adoro música. Há épocas em que gosto de descobrir, noutras de recorrer aos clássicos; dias em que não saio daquelas duas canções, dias mais variados; fases em que ninguém me tira o reggaeton, fases em que não largo o rock.</p> <p style="text-align: justify;">Toda a minha vida quotidiana se desenrola com uma banda sonora dentro da minha cabeça. Por vezes é tão intrínseco, que nem dou por ela, e só me apercebo quando já estou a enjoar daquela música sem saber bem porquê.</p> <p style="text-align: justify;">Tantas outras vezes, dou por mim a trautear. Com sorte, não está a sair muito som e só parece que estou a ter um ataque do miocárdio e espasmos na boca. Com azar, está mesmo a fazer barulho.</p> <p style="text-align: justify;">Mas trautear é um mero prólogo do cantar, uma benesse em comparação.</p> <p style="text-align: justify;">É que eu gosto mesmo de cantar. Nem estou a falar das caras estranhas e expressões excessivas; <em>do mal, o menos</em>.</p> <p style="text-align: justify;">Gosto de cantar.</p> <p style="text-align: justify;">Ou algo semelhante.</p> <p style="text-align: justify;">Fazer barulhos? ... Gritar com alguma melodia? …</p> <p style="text-align: justify;">São imensas as situações em que uma música me vem à cabeça, ou porque aquela frase me fez lembrar uma letra, ou porque aquele tema está mesmo bem retratado numa canção, ou porque se aplicaria mesmo bem aquele refrão.</p> <p style="text-align: justify;">São inúmeras as vezes em que me apetece responder com uma música ou parte da sua letra, ou reagir apenas com som, com uma melodia de uma canção. Bem, são várias as vezes em que o faço (<em>e às vezes me arrependo</em>). “<em>Não estás a ver como é a música? É aquela assim</em>” – e começo a cantar; como é que alguém haveria de adivinhar o que era <em>isso</em>?!</p> <p style="text-align: justify;">Talvez seja uma bênção que eu não saiba cantar.</p> <p style="text-align: justify;">Imagino que, soubesse eu cantar ou tivesse eu uma voz naturalmente bonita a cantar, deixaria de apenas falar.</p> <p style="text-align: justify;">Responderia a 99% das conversas em música, fosse ela inventada ou a adaptar letras e melodias existentes. Sim, sim, quando digo que gosto de cantar, não é necessariamente algo que exista. E é sempre. Desde o leite com cereais ao abrir o email; “<em>tu vais para o spam, querias tu ter um recibo de leitura e não to vou dar, lixo, lixo, lixo, já obtive essa informação</em>”. Mas a cantar. (<em>estão a ver aquele clip do Marshall a estudar Direito?</em>)</p> <p style="text-align: justify;">Algo me diz que isso não funcionaria bem em sociedade, nem a nível social e de convívio, nem a nível profissional, imagino.</p> <p style="text-align: justify;">Lembro-me de uma célebre revista Fórum Estudante, há muitos anos atrás, que me destroçou com um: “<em>não cantarás</em>”. Andava eu a aprender a tocar guitarra (talvez seja também uma dádiva que nunca tenha dominado o instrumento) nesta fase, feliz da vida, quando o horóscopo da revista quanto ao meu signo tinha por título “<em>não cantarás</em>” e seguia a dizer “<em>não, ninguém te quer ouvir cantar noite feliz</em>” (só a música que andava a cantar em <em>loop</em>).</p> <p style="text-align: justify;">Foi das coisas mais cruéis que já li. Terá talvez sido aí que pus definitivamente de lado qualquer esperança de soar algo melhor do que um animal a ser torturado. Quer dizer, só podia ser a maneira do Universo de chamar à atenção, através de uma revista para estudantes. Foi duro. Mais ainda quando na minha família, ao invés de destroçados, ficaram até um pouco aliviados.</p> <p style="text-align: justify;">Prefiro pensar que é pelo melhor.</p> <p style="text-align: justify;">Não estaria preparada para saber cantar. Talvez não tenha a responsabilidade suficiente para conseguir lidar com esse poder. Ia exagerar, tenho a certeza que ia exagerar. Não ia conseguir cantar só um bocadinho. Já assim, bem sei o que custa. É, talvez seja melhor assim.</p> <p style="text-align: justify;">Talvez seja uma bênção não saber cantar.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">P.S.: Imagino que seria algo parecido com isto:</p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://ytcropper.com/embed/Lq5e2f7693769cf/loop/noautoplay/" width="320" height="180" frameborder="0" style="width: 320px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">(filme "Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História" e o bode que só consegue falar se for a cantar)</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">R.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:29050 2020-01-20T12:25:00 “Deu-me para isto” 2020-01-20T12:33:21Z 2020-01-20T12:34:28Z <p class="sapomedia images"><img style="width: 622px; padding: 10px 10px;" title="8E20551A-290C-4EA5-809A-AC050D8287DE.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd718bc50/21671583_5hlsZ.jpeg" alt="8E20551A-290C-4EA5-809A-AC050D8287DE.jpeg" width="622" height="720" /></p> <p><span style="font-size: 14pt;">19 de Janeiro, 22 horas, Porto, Sá da Bandeira e gargalhada farta. </span></p> <p>Estava o cenário montado para me sentar confortavelmente a “fazer o jeito” à Pipoca Mais Doce.<br />E lá estava ela com o habitual humor que torna sempre todos nós, em geral, mais interessantes. <br />Descontraída, embora tivesse partilhado que não saiu da casa de banho nos últimos tempos, e com uma capacidade incrível de “falar sozinha” sempre com piada foi o que ressaltou de 2h de espectáculo.<br />Não desiludiu. E quando me ia ajeitando na cadeira para assistir a mais umas quantas horas, eis que ela termina com “obrigada, Porto!”.<br />No final lá tive que gramar com a Pipoca que insistiu para que tirasse uma foto agarradinha a ela. Bem, imaginem, fiz o esforço e voilá (risos). Uma simpatia, por acaso. <br />Casa esgotadíssima, de resto o que aconteceu em 24 dos seus 26 espectáculos. <br />Para quem já a viu: qual a vossa hora “segura” para chegar a casa e não ter que, mesmo com 4 mortais e sem ar, aceder a pedidos?<br />Ela voltará, por isso não percam.<br />Com humor,<br />S.</p> <p> </p> <p>#humor #rir #pipoca #pipocamaisdoce #teatro #teatrosadabandeira #porto #fodeibos "agoradeumeparaisto</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:28660 2020-01-10T16:17:00 Ano Novo, Leituras Novas 2020-01-10T16:23:42Z 2020-01-10T16:23:42Z <p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p> <p style="text-align: justify;">Bom Ano! Que tenham um 2020 e uma década nova muito feliz!</p> <p style="text-align: justify;">Ora bem, (já dizia o RAP na musica da comercial <img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_LOL.png" width="32" height="32" />) hoje vamos falar sobre as leituras de 2019 e sobre as aspirações de 2020!</p> <p style="text-align: justify;">Para mim, 2019, quando comparado com 2018, foi um ano muito fraquinho em leituras. Em 2018 li 30 livros, o que fez com que em 2019 tivesse como meta os mesmos 30 livros. O problema é que só consegui chegar aos 23, sendo que 4 deles foram infantis por isso quase não contam. </p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 794px; padding: 10px 10px;" title="b1.JPG" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B96188d3f/21658362_LobRZ.jpeg" alt="b1.JPG" width="794" height="543" /></p> <p style="text-align: justify;">Curiosamente estes dois livros que aparecem na imagem foram dos meus preferidos do ano. O livro infantil do David Litchfield é maravilhoso. Tem uma ilustração de emocionar e fui muito feliz a ler este livrinho!<br />o Diz-me quem sou da Julia Navarro é um livrão. É maravilhoso, é um daqueles de 1000 páginas que parece que tem 300 de tão fácil de ler que é! Já fui comprar mais livros dela, porque se forem todos comos dois dela que li, são bons de certeza!</p> <p style="text-align: justify;">Fui falando ao longo do ano das minhas leituras, <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-5-25252" rel="noopener">aqui</a>, <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-4-20087" rel="noopener">aqui</a> e <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-3-17012" rel="noopener">aqui</a>! por isso já sabem que dos meus livros preferidos, além desses dois foi o Becoming, da Michelle Obama e o Robot em Fuga do Peter Brown. Além dos que partilhei aqui gostei muito do <a href="https://www.goodreads.com/book/show/42323797-nas-brumas-da-noite" rel="noopener">Nas Brunas da Noite da Sandra Byrd</a>, mesmo muito. Adoro livros de epóca, livros que retratam epócas que nao conheço e onde gostava de ir 'passear', por isso o <a href="https://www.goodreads.com/book/show/44777620-noiva-de-uma-ilha-distante" rel="noopener">segundo dela</a> está definitivamente nos meus próximos a comprar! </p> <p style="text-align: justify;">Outro que adorei, não desilude nunca, foi o <a href="https://www.goodreads.com/book/show/44284931-the-truth-pixie-goes-to-school" rel="noopener">The Truth Pixie Goes do School,</a> do Matt Haig. Já sabem que adorei o <a href="https://www.instagram.com/p/BrpbVILH6gQ/" rel="noopener">primeiro</a> e o segundo não foi excepção. Tenho pena que só haja na língua original, em inglês, porque acho que era um livro que todos deviam ler, miúdos e graúdos. Mas, um livro do mesmo autor já traduzido para português é o MARAVILHOSO <a href="https://www.goodreads.com/book/show/33124195-um-rapaz-chamado-natal" rel="noopener">Um Rapaz Chamado Natal</a>. Basicamente esta é a história do Pai Natal. E desengane-se quem acha que esta é uma história fácil e sem sofrimento. É uma historia complexa, bonita e cheia de magia mas é um livro que vale tanto a pena ler... O <a href="https://www.goodreads.com/book/show/36575356-a-rapariga-que-salvou-o-natal" rel="noopener">Segundo</a> já é meu, e no próximo natal nao me escapa! </p> <p style="text-align: justify;">Chegados ao fim de mais um ano de leituras, é tempo de definir novas metas para 2020. Neste novo ano o meu objectivo são 20 livros. O tempo tem escasseado e preciso dividir o tempo dos livros com o tempo das séries (já sabem que sou viciada não é?). Por outro lado já tenho um trabalho tão desgastante, psicologicamente, que só me tem apetecido aqueles livros leves e fáceis de ler, mas vamos lá ver o que o novo ano me reserva em termos de livros. Pelo menos não vou ser demasiado ambiciosa e vamos ver se pelo menos os 20 consigo!</p> <p style="text-align: justify;">Para já, comecei o ano com um livro de um autor turco (nunca tinha lido nenhum autor turco), <a href="https://www.goodreads.com/book/show/8385968-o-museu-da-inoc-ncia" rel="noopener">Orhan Pamuk, O Museu da Inocência</a>. Este autor ganhou o prémio nobel da literatura. Por isso, só coisas boas: autor desconhecido, galardoado, e sobre um país e uma cidade cujo interesse cresce a olhos vistos. Depois conto-vos o que achei!</p> <p style="text-align: justify;">E vocês, definem objectivos de leitura para o ano? Se sim contem-me quantos livros planeiam ler!</p> <p>F. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:28804 2020-01-06T09:32:00 Resoluções de Ano Novo. 2020-01-06T09:36:54Z 2020-01-06T22:09:46Z <p style="text-align: justify;">Na viragem do ano que agora terminou, dizia-vos eu que <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/querido-2019-acredita-e-entra-com-12222" rel="noopener">adorava resoluções de ano novo</a>. E que apesar de não acreditar verdadeiramente nelas, nunca deixava passar as doze badaladas sem a companhia das uvas passas e o respetivo desejo.</p> <p style="text-align: justify;">Odeio uvas passas e não sou fã de champanhe (!), mas todos os anos, no dia 31 de dezembro, preparo, sem exceção, as 12 uvas passas (que envolve a árdua tarefa de encontrar as doze uvas mais pequenas para que o sacrifício seja também ele mais pequeno ou, pelo menos, mais fácil de superar) e à meia noite estendo a mão ao champanhe. Cumpro religiosamente o que manda a tradição. Peço um desejo por cada uva passa e brindo ao novo ano, ao que aí vem. Brindo ao ano que passou e fecho o tal ciclo.</p> <p style="text-align: justify;">Assim que terminam as doze baladas termina também o ritual. Nunca mais penso nos desejos! E no final do novo ano que acabou de chegar recomeço tudo de novo. Literalmente.</p> <p style="text-align: justify;">Não penso nos desejos que fiz no ano anterior. Não faço um balanço do que pedi ou daquilo a que me comprometi. O mais certo é nem saber o que pedi no ano anterior.</p> <p style="text-align: justify;">Não sei se o drama dos 30 (e um, já sei) chega a este ponto, mas este ano foi diferente. Dias antes do final do ano, do nada, dei por mim a pensar nas minhas resoluções para o ano 2019. Lembro-me (e desta vez tão bem) que todas tinham algo em comum: mudança. Mudança radical. De vida, de cidade, de emprego, de amor. Mudar tudo. Não que tudo estivesse mal, não estava, mas porque a minha vida precisava de ser agitada e nada melhor que a mudança (radical) para isso.</p> <p style="text-align: justify;">Recordo-me, ainda, de ter pensado que mudar tudo era muita coisa e que talvez não fosse possível num só ano. Priorizar era difícil, queria todas da mesma forma. Talvez porque queria que todas estivessem interligadas.</p> <p style="text-align: justify;">Sem que disso me tivesse apercebido, durante o ano de 2019 ocorreram essas mudanças. Talvez como nos anos anteriores, aqueles em que não fiz balanço. Não da forma que as imaginei, não com a tal agitação que previ. Mas chego ao fim do ano com tanto. Com mais do que desejei à meia noite do dia 1 de janeiro de 2019. E estou tão grata por isso. Contudo, a vida andou, rodou, mudou e eu… eu nem dei por isso. E continuo a querer mais e mais e mais.</p> <p style="text-align: justify;">No dia 31 de dezembro, voltei a pedir 12 desejos. Voltaram a ter a mudança no centro. Algumas vinham do ano anterior, porque a mudança não foi suficiente, outras são novas, porque os anos passam, a coisas mudam, mas continuo inconformada.</p> <p style="text-align: justify;">Feliz 2020.</p> <p style="text-align: justify;">M.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Ps.: Ainda não foi este ano que fui a NY. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:28286 2019-12-15T19:38:00 Que mal fiz eu a Deus? 2019-12-15T19:52:14Z 2019-12-15T19:52:14Z <p>Olá pessoas!</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Não, não vamos falar de coisas más e o título não é para levar à letra! Vamos falar sim de cinema, mais concretamente de um filme que fui ver esta semana. </p> <p style="text-align: justify;">Que Mal Fiz Eu a Deus, Agora?</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 220px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="729509.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gda178c68/21645778_jG8DB.jpeg" alt="729509.jpg" width="220" height="316" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">É uma comédia francesa que estreou dia 05 de dezembro! </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que eu não sou a maior fã de comédias. Não acho grande piada à maior parte das comédias, americanas então é rarissimo ver. Mas as comédias francesas... é impossivel não gostar!</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Confesso que fui ver este filme porque já tinha viste o Que Mal Fiz Eu a Deus? e ADOREI. </p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 219px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="490769.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G8a178710/21645779_phcm6.jpeg" alt="490769.jpg" width="219" height="271" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Ri-me TANTO mas tanto, que chorei a rir.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">É tão bom o primeiro filme que, naturalmente, o segundo ficou um bocadinho aquém das expectativas. Não é tão bom como o primeiro. Não me ri nem metade do que ri no primeiro. Mas é um bom filme. É um filme que entretém muito bem. Que dá para rir. E para quem, como eu, gosta de saber o que é feito daquelas personagens, é optimo voltar a vê-las. </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">O Christian Clavier e a Chantal Lauby são magníficos. Óptimos actores. </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Aconselho. Se querem passar bons momentos, rir e esquecer o mundo lá fora, esta é uma comédia imperdivel, nos seus filmes 1 e 2. </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Vejam! Vão ao cinema, vejam em casa, mas aproveitem e divirtam-se!</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Deixo-vos os trailers de ambos os filmes:</p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TEh9KdmSZNU" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YazllrviMM4" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> <p class="sapomedia images">F. </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:28035 2019-12-09T08:43:00 O lado de fora. 2019-12-09T08:48:45Z 2019-12-09T08:48:45Z <p style="text-align: justify;">O coração acelera e o nervosismo fala mais alto. Num ato irrefletido olho para as minhas mãos que balançam sem parar. Sem que me aperceba disso um braço cruza e o outro vai à boca como se fosse roer as unhas. E eu que nem roo as unhas. Apoio o corpo numa perna e depois noutra. Respiro fundo. Junto as duas mãos como se pedisse ajuda<u> </u>divina. E eu que nem acredito no divino. Ando para um lado. Depois para o outro. Dou por mim a fletir as pernas e volto a colocar-me direita. Pulo e controlo-me. Volto a dar um salto. E depois outro. E paro. Respiro fundo. E recomeço. Sem que dê por isso. Mais uma vez. E outra e outra e mais outra. Até que o apito final se faz soar no pavilhão. E o ritmo cardíaco tenta voltar ao normal, a respiração acalma e as mãos balançam cada vez menos. Não percebes como, nem porque. A adrenalina entrou em dose superior aquela que entra quando estás lá. E saí de forma mais lenta. </p> <p style="text-align: justify;">Foram, quase, duas horas a jogar na pior das posições. A mais difícil. A do lado de fora.</p> <p style="text-align: justify;">M.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:27886 2019-12-01T19:55:00 O jantar de natal de empresa (do ponto de vista de uma principiante) 2019-12-01T19:58:40Z 2019-12-01T19:58:40Z <p style="text-align: justify;">Este natal vou ter o meu primeiro <em>grande</em> jantar de empresa.</p> <p style="text-align: justify;">Já passei por jantares de trabalho, durante o tempo de estágio; um deles num bom restaurante, com a família dos <em>chefes</em>, pago pelos ditos cujos, outro deles, do lado oposto, uma refeição informal entre pessoas que trabalham juntas. Já fui convidada em jantares de empresas em que alguns dos funcionários terminaram na rua a expelir tudo o que acabavam de ingerir, numa mistura perigosa entre álcool e insatisfação.</p> <p style="text-align: justify;">Vale sempre o truque do costume: <em>sorrir e acenar</em>.</p> <p style="text-align: justify;">Lidar com os que nem sequer fazem um esforço, os que não se calam, os absolutamente inadequados, os de que efetivamente gostamos mas com quem não conseguimos falar.</p> <p style="text-align: justify;">A linha ténue que separa o divertirmo-nos do ser socialmente adequado a um ambiente <em>mais ou menos</em> profissional.</p> <p style="text-align: justify;">Este ano, pela primeira vez, participo num jantar de uma empresa maior, um jantar cuidadosamente planeado e organizado.</p> <p style="text-align: justify;">Mais, um jantar com tema.</p> <p style="text-align: justify;">Pior, com bar aberto.</p> <p style="text-align: justify;">Antes de mais, decidir o que vestir e tudo o que com isso anda de mãos dadas: comprar, pedir emprestado, planear e escolher.</p> <p style="text-align: justify;">Cometer o erro de deixar antever alguma dúvida, e a sugestão amigável passar a conselho não solicitado.</p> <p style="text-align: justify;">Ter a certeza absoluta de que alguém irá criticar, ou não fosse passatempo habitual ir ver as fotos dos anos passados e largar aquela frustraçãozinha em críticas algo generalizadas, sempre numa ótica de heteroavaliação, claro.</p> <p style="text-align: justify;">Decidir que, acima de tudo, queremos sentir-nos bem. Decidir que, já que no dia-a-dia a escolha recai sobre peças mais casuais, queremos ir com algo que nos assente bem e tenha algum efeito <em>uau</em>. Mas que também queremos estar confortáveis e seguras, até porque convém ser simpáticos durante o jantar, e se já vamos ter que usar aquele sorriso amarelo de vez em quando, não será fácil ter que o fazer se estivermos a agonizar com dores nos pés ou preocupados com a racha do vestido.</p> <p style="text-align: justify;">Tentar balançar entre o <em>too little</em> com o <em>too much</em>, afinal de contas, esta não é propriamente a minha praia.</p> <p style="text-align: justify;">E, depois de tudo, a preparação mental. Para ser um ser sociável e simpático, estar à vontade, mas não à vontadinha, confiante, mas não armante.</p> <p style="text-align: justify;">Preparar a parte social: trabalhar os músculos faciais para o sorriso, a mente para ignorar as boquinhas, os olhos para não mostrar as críticas que fazemos à empresa ou aos <em>chefes</em> durante a semana, lembrar de ter sempre um copo na mão para ninguém chatear, mas de lembrar que estamos, afinal de contas, num ambiente <em>semi</em> profissional, e que não queremos acabar a noite de gatas.</p> <p style="text-align: justify;">No meio disto tudo, esperar que seja minimamente divertido! Esquecer que <em>aquilo</em> nos chateou e desmotivou ou que <em>aquela</em> costuma ser insuportável, e tentar aproveitar.</p> <p style="text-align: justify;">Estreitar laços, conversar, partilhar ideias, motivar, e, quem sabe, descobrir <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/as-pessoas-26994" target="_blank" rel="noopener">pessoas que vão deixar saudades, um dia, quando partirmos para outra etapa</a>.</p> <p style="text-align: justify;">E, no final, voltar ao trabalho. Abanar a cabeça ao pensar no <em>stress</em> e planeamento que exigiu uma única noite, cruzar os dedos e esperar que não tenham feito ou dito nada desapropriado, e voltar ao que efetivamente estamos lá para fazer: trabalhar.</p> <p style="text-align: justify;">Com certeza estão também vocês na época dos jantares de natal, incluindo os da empresa.</p> <p style="text-align: justify;">Algum conselho para uma principiante?</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">R.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:27619 2019-11-24T13:27:00 “Paital”: Fujam! 2019-11-24T13:32:52Z 2019-11-24T13:32:52Z <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 573px; padding: 10px 10px;" title="5FD7DA1A-B5ED-45E0-A44B-15700594A691.jpeg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B43173f41/21625181_0yiCb.jpeg" alt="5FD7DA1A-B5ED-45E0-A44B-15700594A691.jpeg" width="573" height="669" /></p> <p>Eis que “abriu” a época natalícia e estamos oficialmente tramados e condenados a ficar com os miúdos em casa!!!!<br />Eu adoro o Natal o que ajuda a ter estofo para lidar com tudo isto mas digo-vos que não é fácil!<br />Ora bem: “Benedita, queres ir à rua?” <br />- “queres!”, responde ela, assertivamente.<br />Penso, bem vou só ali então fazer umas comprinhas e já volto.<br />Entro no supermercado, penso que entrei na TOYSRUS e enquanto (quase) pontapeio os brinquedos para chegar ao fiambre, tenho a Benedita a por a mão em tudo o que é brinquedo e a dizer “queres, queres”. <br />Explico-lhe que apesar de estar tudo entusiasmado, o Natal é só mais para a frente.<br />E ela continua sem querer perceber “queres, queres bebé...panda...queres”.<br />Respondo: sim, filha, eu percebi mas por agora é só fiambre mesmo (risos).<br />Entre puxões lá a trago para junto de mim, quase, quase a chegar ao fiambre... Ups, mais uma secção natalícia, agora o “paital” em todo o lado. E “queres, queres, queres,...”<br />Lá a enrolo mais um bocado sempre com a treta do “ai que lindo! É, depois vemos isso, agora temos que ir”.<br />E ela, persistente: “paital, gio, queres”.<br />Ainda bem que ela não tem (ainda) grande léxico e argumentação. Teremos alturas piores. Para o ano nem saio de casa.<br />Pensam vocês, coitada da S., ainda não comprou o fiambre. Isso!!!!!<br />Mas vá, depois de algum esforço lá encontro o fiambre e coloco mais umas coisas no cesto. Dirijo-me a caixa e penso “ufa, que alívio, tenho o que quero e a miúda já sossegada!”.<br />NÃO!!!! Ainda travo uma batalha com as pantufas, pijamas e babygrows alusivos ao Natal.<br />Venço-a e sigo em frente a achar-me a Super Mãe.<br />Chego à caixa... e não é que o “gajo” está lá de novo?<br />“Paital, paital!”, alerta-me a B..<br />Respondo com ar desinteressado e despercebido: “diz, filha!?”.<br />Diz-me ela: “mais, mais, paital, paital”.<br />E continua o senhor de barbas, agora em chocolate, a “enfernizar-me” a vida!<br />Já pensei fazer um acordo com ele, o que acham?<br />Ele aparecer só mesmo dia 25 de Dezembro? Ali uma horinha e depois transformar-se em fumo e desaparecer!! Que tal?<br />Quem mais trava esta batalha?<br />Com paciência e de pazes feitas com Pai Natal porque o adoro,<br />S.</p> <p> </p> <p><div id="qpzjOx1585643238" class="ink-carousel"><ul class="stage"><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li></ul><nav style="position: static;" id="qpzjOx1585643238-pagination" class="ink-navigation half-top-space"><ul class="pagination chevron"></ul></nav></div> </p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:27225 2019-11-15T12:05:00 O tempo 2019-11-15T12:13:08Z 2019-11-15T12:13:08Z <p>Olá pessoas,</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Na semana passada a M. fez anos. Entrou nos 31 e, entre as quatro, relembrámos que há um ano atrás estávamos todas juntas a festejar os 30.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 960px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="IYRX5959.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5217609d/21615672_EbH0E.jpeg" alt="IYRX5959.jpg" width="960" height="643" /></p> <p style="text-align: justify;">Partilhámos entre nós esta foto. Uma foto do dia dos festejos dos 30. E o curioso é que como eu disse, passou 1 ano. Um ano. Como é que passou um ano desde que estivemos a festejar os anos da M.? Se me dissessem que tinham passado dois meses, eu acreditava.</p> <p style="text-align: justify;">Como é que nessa foto a nossa B. ainda era um bebé de colo e agora até já caminha?</p> <p style="text-align: justify;">Como é que ainda ontem estávamos a pensar no natal do ano passado e já estamos outra vez no natal?</p> <p style="text-align: justify;">É só a mim que esta passagem do tempo assusta? É que eu, genuinamente, não dei pelo ano passar. Coisas que se fizeram, coisas que se disseram, para mim foram no mês passado, não no ano passado.</p> <p style="text-align: justify;">Como é que passamos a semana a querer que seja sexta, o mês a querer que seja fim do mês, o ano a querer que seja ou aniversario, ou natal, ou férias, mas depois quando damos conta já foi?</p> <p style="text-align: justify;">Não tenho memória que há anos atrás tivesse sido assim. Não tenho memória que o tempo passasse tão depressa como nos últimos anos. E se por um lado é bom, tudo passa, o bom e o mau (felizmente este último). Por outro lado, não estamos a deixar escapar momentos, pessoas, neste passar do tempo que nos parece um nada, mas é muito? Facilmente passamos meia dúzia de meses sem falar ou ver alguém e parece que foi ontem que falámos e vimos. Acho que connosco acontece isso. E por um lado isso é bom. No nosso caso podiamos até estar o ano inteiro sem nos vermos, mas quando estamos as 4 juntas parece que estamos todos os dias. </p> <p style="text-align: justify;">E lá está, se por um lado já não estamos juntas há um par de meses, parece que estivemos ontem.</p> <p style="text-align: justify;">Não sei se faz grande sentido o que disse, mas sei que esta coisa do tempo passar enquanto piscamos os olhos assusta um bocadinho. Quando dermos conta a B. já não é um bebé, já quer andar por aqui a escrever também.</p> <p style="text-align: justify;">E isso vai ser muito giro de ver…</p> <p>F.</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:26994 2019-11-11T11:16:00 Às pessoas. 2019-11-11T11:37:40Z 2019-11-11T12:12:56Z <div dir="auto" style="text-align: justify;">Andei por Coimbra, Porto, Gaia, Guarda e, por fim, Lisboa. Todas estas mudanças de cidades estiveram associadas a mudanças profissionais. E as mudanças profissionais levaram à alteração, não só, do local de trabalho, da cidade, da casa, mas também das Pessoas. Pessoas que conheci nesses novos lugares, que me facilitaram a integração, com quem criei laços e desenvolvi amizades que até hoje perduram, apesar da distância, dos horários e das dificuldades em arranjar tempo, num tempo que não corre mas voa. De todas as vezes, e por causa das pessoas, as mudanças profissionais fizeram-me sentir aquele sabor agridoce. No fundo, e apesar de todas as promessas para que isso não aconteça, sabemos que há sempre alguém que fica para trás. E não é porque não sejamos amigos, ou sejamos menos amigos. Não é porque não queiramos ou não façamos o esforço. É porque é assim, porque, por vezes, torna-se difícil que duas vidas tão distantes se cruzem.</div><br /><div dir="auto" style="text-align: justify;"> </div><br /><div style="text-align: justify;">Não tenho dúvidas de que o que faz um lugar são as pessoas. E se fui feliz em cada uma desses lugares, se recordo com nostalgia, foi, e é, graças às pessoas. De Coimbra trouxe os "vamos apenas tomar café", do Porto as "quatro de treta", de Gaia os treinos às 7h da manhã. Da Guarda a proximidade.</div><br /><div style="text-align: justify;"> </div><br /><div style="text-align: justify;">Lisboa é diferente. Cheguei, há dois anos, àquela cidade que me foi apresentada como a cidade de onde tantos fogem pela confusão, pelo tamanho, pelo trânsito e pelas pessoas que se cruzam na rua (ou no elevador) sempre com passo apressado, sem tempo para um "bom dia". Cheguei e encontrei uma cidade cheia de luz, onde raramente chove e as temperaturas são bastantes agradáveis. Deparei-me com pessoas simpáticas e sorriso fácil. Com vizinhos afáveis, sempre com tempo para o tal bom dia. Conheci quem rapidamente se transformou em Amigo, e me faz sentir em casa. Os laços, esses, criaram raízes profundas. São e dão suporte. Seguram. Aparam as quedas. Um dia, quando me despedir de Lisboa, levar-la-ei comigo, tal como trago Vila Praia de Âncora no coração. Uma ao lado da outra. Tão longe, tão distantes, tão diferentes, mas tão "casas", as duas.</div><br /><div style="text-align: justify;"> </div><br /><div style="text-align: justify;">Hoje, termino mais uma etapa do meu percurso profissional. Pela primeira vez, não há mudança de cidade, de casa, de pessoas. Desta vez, não há sentimentos agridoce, nem despedidas, nem promessas de que vamos combinar jantares todos os meses, ou de dois em dois, ou uma vez por ano. E estou tão feliz por isso!</div><br /><div style="text-align: justify;"> </div><br /><div style="text-align: justify;">M.</div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:26824 2019-11-02T16:23:00 Amor entre rivais 2019-11-02T16:33:22Z 2019-11-02T16:33:22Z <p style="text-align: justify;">Sou portista desde pequenina. Sócia desde 1994.</p> <p style="text-align: justify;">Desde pequena que vou ao estádio, tenho cachecóis e t-shirts, grito os golos do Porto e festejo as vitórias nos aliados.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 566px; padding: 10px 10px;" title="037c619b-a59e-44ad-a2e5-6b4211a2adf7.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf8179f93/21600178_bAq2q.jpeg" alt="037c619b-a59e-44ad-a2e5-6b4211a2adf7.jpg" width="566" height="720" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Como portista que sou, estou também habituada a vencer desde pequenina.</p> <p style="text-align: justify;">Desde pequena que fui habituada uma certa competição com os da outra trupe. E não apenas por serem, tantos deles, um tanto ao quanto arrogantes, que não se conseguem aturar quando, ao fim de tantos anos de derrotas, lá ganham qualquer coisa, mas porque são, efetivamente, o nosso maior rival. Aqui entre nós que ninguém nos ouve (especialmente a F.), já sabemos que, pelo menos desde que esta geração se lembra, as grandes competições pendem quase sempre entre dois clubes.</p> <p style="text-align: justify;">A acrescer, sou portuense desde pequenina. Sou bairrista pela minha cidade, e o meu clube é o clube da minha cidade (desculpe-me o axadrezado). Sempre torci o nariz à centralização, a ter 90% de notícias da outra cidade no telejornal, a ouvir o tempo para a capital, a ver o trânsito apenas para a capital, como se, fora daí, nada se passasse. Isso também se vê no futebol, nas reações diferentes às vitórias do meu clube nos jornais, sites desportivos, telejornais, e outros que tal, a ter programas da manhã dedicamos àquela vitória esporádica dos vermelhos mas ter, anos a fio, apenas um cantinho dedicado à vitória dos azuis.</p> <p style="text-align: justify;">Como ferrenha desde pequenina, sempre disse, de nariz empinado, que não namoraria com um <em>daqueles</em> do outro clube.</p> <p style="text-align: justify;">Quis o destino, em tom jocoso, que me aparecesse à frente o J. E eu, feita inocente, não me lembrei de lhe perguntar o clube antes de me apaixonar. E, depois, já não fui a tempo.</p> <p style="text-align: justify;">Quis o destino, gozando comigo, que, contrariando aquilo a vinha habituada desde pequenina, desde que namoramos que o clube dele ganha mais do que o meu.</p> <p style="text-align: justify;">Tentando ver o lado positivo da coisa, ao fim ao cabo, ninguém é perfeito, menos mal que o defeito do J. é tão fácil de descobrir.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="0830af44-e093-42b2-84d0-3c95c8524161.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0b176ba1/21600180_Veum0.jpeg" alt="0830af44-e093-42b2-84d0-3c95c8524161.jpg" width="960" height="720" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Por outro lado, quando era pequenina, não fazia ideia do que seria <em>um Famalicão</em>. Tão pouco sabia, como a maior parte das pessoas só veio a descobrir no ano passado, que Famalicão teria um clube de futebol. Tão pouco imaginava, tal como a maior parte das pessoas só se foi apercebendo quando o Famalicão chegou e se manteve no primeiro lugar, que seria um clube capaz de ser competitivo na primeira liga.</p> <p style="text-align: justify;">Aí sim, descobri a melhor parte do futebol. O prazer de torcer pela mesma equipa que a pessoa que está ao nosso lado.</p> <p style="text-align: justify;">Aí, o destino quis compensar-me e ser bom para mim, dando-me a oportunidade de torcer, com o J., por um clube azul e branco. E que bom que é! (<em>não é, J., e pode ser mais do que um jogo por jornada assim, se tu quiseres…</em> - numa derradeira tentativa de o convencer)</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="bbc5ebc1-8fa5-4093-9409-5fe2d9d6383d.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1617a41d/21600181_urWVq.jpeg" alt="bbc5ebc1-8fa5-4093-9409-5fe2d9d6383d.jpg" width="960" height="425" /></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Hipocrisias à parte, e como, para um ganhar, o outro terá de perder, confesso que eu torço principalmente pelo meu clube mas um bocadinho também pelo clube que está a jogar contra o meu rival, pelo menos enquanto a luta pelo primeiro lugar for tão acesa como nos últimos anos. Contudo, podemos fazer isso tudo e ter respeito uns pelos outros, que o respeitinho é muito importante, e, acreditem em nós, é possível. Especialmente porque sem o nosso clube ganhar, de pouco importa o outro perder, pelo que o que o clube deveria fazer é preocupar-se consigo e o seu jogo, e, quanto aos outros, bem, estar <em>macagar</em>.</p> <p style="text-align: justify;">Nem sempre é fácil, nem sempre é tranquilo, duas vezes por ano futebolístico, pelo menos, a nossa amizade é posta à prova, um fica sempre mais feliz do que o outro no final do ano. Felizmente, o J. não é tão ferrenho quanto eu, e conseguimos, para já, sobreviver e até gostar de ver futebol em conjunto.</p> <p style="text-align: justify;">Resta-me a esperança de que o azul e branco do Famalicão se entranhe tanto que expulse o vermelho de dentro dele, e uma rapariga pode ter esperança, certo?!</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">R.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:26617 2019-10-26T00:06:00 Mais um!! 2019-10-25T23:07:00Z 2019-10-25T23:42:06Z <p>Ora vamos a isso: mais um.<br />Mais um casamento de amigos. Mais uma festa até de manhã. Mais uma união que testemunhamos cheios de orgulho e mais umas quantas lágrimas - <em>sim, eu sou daquelas que chooooorrrraaaa, choooorraaaa-!</em><br />Amanhã a Benedita fará a sua estreia na passadeira vermelha: tem a missão (<em>espero que não impossível</em>) de levar as alianças. <br />Neste momento faz o seu sono de beleza (<em>já lhe disse que mais bela é impossível mas ela é persistente!</em>); mal sabe o que a espera.<br />O casamento de amigos é sempre um privilégio e quando mais chegados, mais especial se torna. É o caso de amanhã: Casa uma das melhores! Estou tão feliz!!<br />Dispensava a rotina matinal de “<strong><em>cabeleireirÓmaquilhagem</em></strong>” mas para se ir em “<em>bom</em>” vale tudo. <br />Uma mulher sofre!! Mas há quem não tenha grandes preocupações.<br />Perguntei há pouco: <em>Tiago</em>, já tens tudo pronto? <br />Resposta: sim, amanhã de manhã, vou a lavandaria buscar o fato.<br />Por um lado, gabo-lhes a sorte. Por outro, ou são <em><strong>lindos-assim-memo-lindos</strong></em> (como o meu!!!!) ou também não têm muito por onde melhorar. <br />Não me vejo a casar assim neste modelo tradicional mas adoro as festas dos outros.<br />Amanhã há mais UM GRANDE DIA e fica mais perto o dia em que chegará mais um sobrinho!</p> <p>A delirar,<br />S.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:26297 2019-10-16T23:49:00 Os meus amores pequeninos (parte 2) 2019-10-16T22:49:55Z 2019-10-16T22:49:55Z <p style="text-align: justify;">Não imaginava o que seria o amor de tia.</p> <p style="text-align: justify;">Ser tia nunca foi uma ambição minha, tão pouco um plano, um desejo, sequer uma eventualidade pensada.</p> <p style="text-align: justify;">Como já vos contei, fui filha única até aos 19 anos, <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/os-meus-amores-pequeninos-parte-1-8194" target="_blank" rel="noopener">quando nasceu a S.</a></p> <p style="text-align: justify;">Não ter irmãos significava não ter nada do que vem associado à irmandade; mormente, significava não ter sobrinhos.</p> <p style="text-align: justify;">Naturalmente, após nascer a S., sobrinhos não foi, de todo, uma ideia que tivéssemos contemplado. Afinal de contas, a S. acabou de fazer 9 anos, pelo que espero que não me dê essa novidade durante muito, muuuuiiiito tempo.</p> <p style="text-align: justify;">Talvez em relação aos meus primos, a relação mais próxima desse género, os meus <em>brothers from another mother</em>, ainda imaginasse vir a ser tia, mas, novamente, nada de muito pensado, planeado, ou sequer ambicionado.</p> <p style="text-align: justify;">Surge o J. e com ele traz não um, não dois, não três, mas quatro irmãos. Ainda assim, sobrinhos, nem pensá-los.</p> <p style="text-align: justify;">Passam uns anos e nasce o A. Uns anos depois, nasce o D.</p> <p style="text-align: justify;">E heis que dou por mim uma tia babada.</p> <p style="text-align: justify;">Sim, sim, tia. A irmã é do J., mas os sobrinhos são <em>nossos</em>.</p> <p style="text-align: justify;">Fosse o J. diferente, fosse eu diferente, ou fossemos <em>nós</em> diferentes, e até poderia nem ser assim. Mas não somos; somos assim. A loucura da minha família já é dele, e a loucura da família dele já é minha. Vejam lá que o J. já merece ser individualizado no discurso de agradecimento dos 80 anos da minha avó M. (e olhem que foi um momento muito solene!).</p> <p style="text-align: justify;">De entre tantas coisas boas que o J. trouxe à minha vida (ele próprio incluído), trouxe-me também dois amores pequeninos.</p> <p style="text-align: justify;">Descobri recentemente este novo sentimento, o amor de tia – e tão bom que é.</p> <p style="text-align: justify;">Sim, sou daquelas tias babadas que fala dos sobrinhos como se tivessem acabado de ganhar a bola de ouro, ou um óscar, ou o nobel da paz. Daquelas que se baba a ver os vídeos e as fotografias das peripécias dos pequenos. Mesmo daquelas que volta e meia diz “<em>sabes que os meus sobrinhos fazem isto e aquilo</em>”.</p> <p style="text-align: justify;">É que, não é por serem <em>meus</em>, mas são, efetivamente, os sobrinhos mais fofos de todo o universo.</p> <p style="text-align: justify;">Ser tia, descobri eu, é algo de fabuloso.</p> <p style="text-align: justify;">Ser tia é ter a oportunidade de ser uma figura de referência, é poder ser um porto de abrigo, uma amiga que é mais do que isso, e, quando os pais nos permitem e nos incluem da forma inclusiva como a irmã do J. o fez, a possibilidade de, junto dos pais, participar ativamente na vida de bebés/crianças/jovens/adultos que, não sendo nossos, <em>o são</em>.</p> <p style="text-align: justify;">É ser uma companheira de aventuras e brincadeiras, ser aquele adulto que, como o Panda, é fixe. Ser, como o J. gosta de dizer, “<em>os tios malucos</em>” (ou, como eu prefiro, “<em>os tios favoritos</em>”).</p> <p style="text-align: justify;">Mas também estar pronta para se for preciso ser o adulto que diz “<em>não, isso não</em>”.</p> <p style="text-align: justify;">É que isto de ser tia não é só folia, também é responsabilidade!</p> <p style="text-align: justify;">É perceber que somos importantes para aqueles seres tão pequeninos, entender que eles sentem a nossa falta, que nos estranham e ressentem se ficamos ausentes, que a nossa validação é importante e que o nosso apoio pode ser decisivo.</p> <p style="text-align: justify;">Quanto ao nosso grupo, a S. contemplou-nos com a felicidade de sermos <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/nasceu-a-benedita-e-o-blog-271" target="_blank" rel="noopener"><em>tias emprestadas</em> da nossa B.</a>, pelo que de tudo faremos também para tornar a vida da pequena B. mais feliz, com essa benesse e bem-vinda responsabilidade que nos foi atribuída.</p> <p style="text-align: justify;">Tive a sorte de ter tios e tios-avós fabulosos que marcaram, e continuam a marcar, a minha vida de uma forma muito positiva e muito importante.</p> <p style="text-align: justify;">Espero poder vir a, de certa forma, retribuir, tudo o que recebi enquanto sobrinha, como tia.</p> <p style="text-align: justify;">Até lá, e sempre enquanto mo permitirem, espero poder ser uma presença positiva na vida destes meus amores pequeninos.</p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="3.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0a17b387/21584878_C0KRz.jpeg" alt="3.jpg" width="960" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">R.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:26057 2019-10-10T15:22:00 Direito de Resposta de Hezalel ao texto "O meu anjo da guarda abandonou-me!" 2019-10-10T15:45:26Z 2019-10-10T16:16:05Z <p style="text-align: justify;">"<em>Tem direito de resposta nas publicações periódicas qualquer pessoa singular ou coletiva, organização, serviço ou organismo público, bem como o titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público, que tiver sido objeto de referências, ainda que indiretas, que possam afetar a sua reputação e boa fama</em>", art. 24.º, n.º 1 da Lei da Imprensa (Lei 2/99, de 13 de janeiro).</p> <p style="text-align: justify;">Era desta forma que começava a carta que me foi dirigida, e que <em>infra</em> transcrevo, enviada pelo meu <em>querido</em> anjo da guarda, exigindo a publicação da mesma neste blog, que até então tinha algum nível nos artigos publicados. </p> <p style="text-align: justify;">Li e reli o artigo <em>supra</em> citado. Acho que conseguia arranjar justificação plausível para não o fazer. Desde logo, e sem entrar nos pormenores da reputação ou boa fama, o meu anjo da guarda não se trata de uma pessoa, organização, serviço ou organismo público, nem me parece ser titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público. No máximo será responsável por mim, função que desempenha, digamos, com algum desdém! Mas enfim! Revirando os olhos, enquanto encolho os ombros,  e sob protesto, decidi ceder ao seu "pedido" e acreditar que, desta forma, a partir de hoje, as coisas mudam e as paz prevalece entre nós. Torçamos por isso. Que esta exposição pública não seja em vão. Ou que, pelo menos, me permita pedir uma indemnização...por danos morais.</p> <blockquote> <p style="text-align: justify;">"<em>Queridos leitores, </em></p> <p style="text-align: justify;"><em><a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/o-meu-anjo-da-guarda-abandonou-me-24228" rel="noopener">Ao contrário do que foi aqui publicado, a 16 de agosto de 2019</a>, durante estes quase 31 anos (sim, Ela diz 30, mas são quase 31) sempre exerci as minhas funções com total empenho e dedicação. Efetivamente estou cansado, (afinal quem é que trabalha 31 anos, sem paragens, e não se cansa? Nem os anjos!) mas nunca o meu cansaço foi sinónimo de desleixo. </em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Dou por mim, por vezes, a tentar perceber que mal terei feito numa outra vida, para que me tivesse calhado Esta pessoa na rifa. Quando levanto esta questão em grupo, é-me respondido, cada vez com menos convicção, que os grandes desafios são entregues apenas àqueles com capacidades para os superar. </em>Cliché!<em> Mas ainda assim, acreditando que merecia melhor, aceitei o desafio e em momento algum me desligo da Pessoa ingrata de quem sou o anjo da guarda. Se bem que mesmo que tentasse, acho que a campainha do perigo tocava. </em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Durante estes 31 anos, e por mais difícil que seja, nunca A abandonei. Recordo-me, por exemplo, de quando concorreu à faculdade. Andava numa época em que só via séries criminais, e no momento da candidatura, deixou Direito e Coimbra em 2.º opção e concorreu para Ciências Criminais, no Porto. Acham que foi fácil, retirar-lhe uma décima da média para que não entrasse em Ciências Criminais? Mesmo assim, teimosa, entrou em Direito a pensar na especialização em Penal. Especializou-se em Imobiliário e nunca, ao longo destes anos, trabalhou em Penal por opção. </em></p> <p style="text-align: justify;"><em>E a paixão platónica pelo rapaz mais feio que alguma vez viram? Foi duro, desgastante e obrigou-me a trabalhar em conjunto com o anjo da guarda do tal rapaz, para lhe encontrarmos uma namorada e dessa forma esperar que Ela não se atrevesse a chegar perto. Para que tenham alguma noção, o meu colega ainda hoje se emociona quando relembrar o momento em que finalmente encontramos a tal namorada, e diz, entre lágrimas, que nunca conseguirá retribuir essa ajuda.</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>A lista é extensa e infinita. E ainda agora, enquanto vos escrevo, Ela está a tentar desviar-se do percurso. Contudo, contra tudo e contra todos (ou talvez só contra ela própria), continuo cá, firme e forte. Com 1,80 e corpo musculado. E totalmente disponível caso algum de vocês, caro leitores, pretender me contratar.</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Tenho experiência nas mais variadas áreas, podem acreditar. E sucesso em tudo onde meti a mão. Basta olhar para Ela. Sou trabalhador e não desisto. Se não desisti dela, acreditem, não desistirei de vocês.</em></p> <p style="text-align: justify;"><em>Hezalel, o verdadeiro Anjo da Guarda.</em>"</p> </blockquote> <p style="text-align: justify;">M.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:25725 2019-10-04T19:46:00 As mentiras que contamos na vida adulta 2019-10-04T18:50:44Z 2019-10-04T18:50:44Z <div dir="auto" style="text-align: justify;">Desde pequenos que nos ensinam a não mentir.</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Claro está que uma interpretação restritiva desde logo nos diz que o que se quer proibir são as grandes mentiras, e não aquelas mentirinhas pequenas que não fazem mal a ninguém, as chamadas “ <em>white</em> <em>lies</em>”.</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Atenção, estão a falar com uma pessoa que não só não gosta de mentir, como não o sabe fazer, por isso acreditem quando vos digo que estas mentiras não são as “ <em>mentiras más</em>”.</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Contudo, todos nós, desde pequeninos, acabamos por recorrer àquela mentirinha pequena, aquela omissão oportuna, aquele engano inocente, aquela frase que dita daquela maneira não é bem mentira, aquela desculpa.</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Só que as mentirinhas da criança são bem diferentes daquelas da vida adulta.</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;"> </div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Quando erámos pequenos, as mais famosas eram as “ <em>já arrumei o quarto</em>” como sinónimo para “<em>atirei tudo para dentro do armário</em>”, a “<em>já lavei os dentes</em>”,  “<em>arruma tu hoje, que eu arrumo amanhã</em>”; o meu favorito, “<em>já vou</em>”; o “<em>esqueci-me da caderneta</em>” (aliás, o “<em>esqueci-me</em>” como sinónimo para “<em>não quis fazer</em>”); o "não me dói nada"; ou, o mais popular de todos, o “<em>não fui eu</em>”.</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;"> </div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Na vida adulta, quando já ninguém nos obriga a arrumar o quarto ou a lavar os dentes, as mentirinhas que contamos tornam-se muito diferentes, várias vezes inconscientes, e na sua maioria, contadas a nós próprios.</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;"> </div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">As mais habituais:</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- amanhã não vou sair tão tarde;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- ao menos para a semana as coisas vão acalmar;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- quando chegar o próximo mês vou ter muito mais tempo livre;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- vamos marcar qualquer coisa;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- fiquei sem bateria;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- li e concordo com os termos de utilização;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- não engordei, estou só inchada, de certeza que o problema é ainda não ter ido à casa de banho hoje;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- estas calças encolheram na máquina;</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- ele/ela é assim, mas vai mudar</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Este mês gastei demais, mas no próximo vou de certeza compensar</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Respondi-te mas esqueci-me de carregar enviar (apesar de, na verdade, isto me acontecer mais vezes do que gostava de admitir)</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Já vou a caminho</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Nem gostava assim tanto dele/dela</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Já o/a esqueci</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Isto não é muito calórico</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Não vi a tua chamada</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Só mais 5 minutos</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Ainda tenho tempo, faço isso amanhã</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Já tenho planos</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Deve ter ido para a caixa de spam</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Respondi mas não tinha a internet ligada</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">- Não foi muito caro<br /><br /></div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">E, a pior de todas, “<em>as coisas vão melhorar</em>”. Essa é a mais nefasta, pois as coisas só melhoram quando nos aprecebemos de que estamos a mentir; as coisas não mudam só porque sim, e só melhoram quando tu mudas a tua atitude, ou mudas as coisas.<br /><br /></div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Mentimos aos outros, em grande parte das vezes, porque, como ouvi dizer outro dia, "não somos ricos o suficiente para podermos dizer o que achamos". Também para tentar libertar da pressão que nos colocam para não falhar, para responder logo, para estar sempre presente.<br /><br /></div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Mentimos a nós próprios para nos alegrar, para não desesperarmos, para criar alguma esperança, para nos permitir fazer algo que sabemos que não devemos fazer, para nos sentirmos melhor connosco próprios.<br /><br /></div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">E vocês, que mentirinhas costumam dizer?<br /><br /></div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">Verdadeiramente,</div> <div dir="auto" style="text-align: justify;">R.</div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:25575 2019-09-29T20:53:00 Siim, siim, siiiiiiiiiiimmmm!!! 2019-09-29T19:59:07Z 2019-09-29T20:06:07Z <p>13.08.2019, Rio de Janeiro, Real<br />Gabinete Português de Leitura.<br />Numa das tardes desta viagem de quase 3 semanas, aproveitando o sol envergonhado, decidimos passear pelo centro da cidade.<br />Pelas 15h, após petiscarmos na emblemática pastelaria/confeitaria Colombo uns deliciosos pastéis de camarão e catupiry, caminhamos a pé em direção ao Real Gabinete.</p> <p><div id="qpMZB01585643239" class="ink-carousel"><ul class="stage"><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li></ul><nav style="position: static;" id="qpMZB01585643239-pagination" class="ink-navigation half-top-space"><ul class="pagination chevron"></ul></nav></div>              </p> <p><em>                        -Colombo-</em></p> <p>Entramos. Lindo. Imponente. Colossal. E a partir de então: mágico.<br />Sentamo-nos nas mesas e, de repente, <em>mi</em> -actual- <em>novio</em> começa a ler um trecho de um livro onde o Autor estava loucamente apaixonado pela sua namorada... porém, percebi logo depois, que muito nervoso também. E porquê?<br />Porque o Autor do livro era ele e a privilegiada (de quem até então estava a ter inveja) era eu.<br />Eis que vem o pedido e eu já só via toda a gente a minha volta a chorar também e a fotografar. Eu? Lavada em Lágrimas; quanta emoção! Foi lindo! Foi memorável! <br />Estamos juntos há quase 16 anos e seremos eternos namorados.<br />Com amor e brilho nos olhos,<br />S.</p> <p><div id="qpMLqL1585643239" class="ink-carousel"><ul class="stage"><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li></ul><nav style="position: static;" id="qpMLqL1585643239-pagination" class="ink-navigation half-top-space"><ul class="pagination chevron"></ul></nav></div> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:25252 2019-09-19T14:56:00 Era uma vez #5 2019-09-19T14:36:34Z 2019-09-19T15:46:10Z <p>Olá pessoas!</p> <p style="text-align: justify;">Começaram a semana com boa música e podia dizer que acabam a semana com bons livros. Mas nem é que os livros não sejam bons, mas é que hoje AINDA só é quinta feira! ja há dois dias que podia ser sexta! </p> <p style="text-align: justify;">continuando...<br /><br />Pois é, hoje voltamos aos livros! Este ano tem sido uma desgraça em termos de leitura! Bem pus a meta de 30 livros, mas ainda só li 16???</p> <p style="text-align: justify;">Eu leio de tudo, já sabem, mas sou um bocadinho leitora de épocas. Ou seja, no verão gosto de ler histórias leves, clichês, fáceis de ler, que não me obriguem a grandes emoções ou a grandes pensamentos. Em estações como o Outono/Inverno gosto de coisas mais sérias, de livros maiores, de histórias mais emotivas. Atenção que um livro de verão pode ser emotivo, pode ser muito bom, mas é diferente ler um romance típico, ao pé da praia, do que ler um livro sobre a segunda guerra mundial! Bem, manias. Eu tenho algumas ahah</p> <p style="text-align: justify;">Posto isto, venho falar-vos dos livros que li este verão!</p> <p style="text-align: justify;">Começo com o “Diz-me quem sou” da Sophie Kinsella.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="11.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8818b3c2/21560244_qiRIL.jpeg" alt="11.jpg" width="250" height="371" /></p> <p>É o quarto livro que leio dela. Normalmente os livros dela arrancam-me gargalhadas e são super giros mas, infelizmente, desta vez não aconteceu isso. É um livro que se lê bem, fácil, mas não foi um livro especialmente divertido. E eu dos livros da Sophie estou sempre a espera de divertimento. Por isso, se procuram isso, nesta autora, provavelmente não é neste livro que o vão encontrar!</p> <p> </p> <p style="text-align: justify;">Depois li “A verdade que nos une” da Sarah Pekkanen.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="2.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1717fab4/21560245_Yv1Yb.jpeg" alt="2.jpg" width="250" height="386" /></p> <p style="text-align: justify;">Esta era uma autora desconhecida para mim, até há uns anos ter ganho um passatempo e o prémio ser um livro dela “Dias de Paixão”. Ia sem a menor expectativa e a verdade é que me surpreendeu. Escrita fácil, bom texto e livro de verão bastante aceitável. Assim, comprei este, a sinopse intrigou-me, e sendo o segundo livro dela já ia com mais expectativas. Não obstante não ser propriamente um livro de verão passado em praias paradisíacas ou em pequenos recantos escondidos no mundo, num misto de aromas e cheiros de verão, é um livro interessante. Não é genial, mas é giro. Faz-nos entender um bocadinho as pessoas. É um género de policial muio muito levezinho, mas leu-se bem!</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Já depois das férias peguei no “A Magia das Pequenas Coisas” da Sarah Addison Allen.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="3.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bca17b0af/21560247_YAPZn.jpeg" alt="3.jpg" width="250" height="374" /></p> <p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que eu gosto muito de mundos de magia e tudo o que tenha que ver com o tema. E sabe tmbém que tenho os livros todos da Sarah publicados em Portugal. Se são livros wow? Não são. Mas são livros tão bonitos e simples. São aqueles romances previsíveis, é verdade, mas tem personagens cativantes, tem sítios mágicos e claro tem magia propriamente dita, que dá um toque especial a cada livro. Por isso, não, este não me desiludiu. Não é o meu preferido mas também não é o que menos gostei. A história é bonita, tem conteúdo e deixa-nos a querer ler sempre mais. O que quer dizer que o próximo dela irá lá para casa certamente! Se estão à procura de histórias com personagens muito simpáticas, a viver num local pequeno, com boa comida e magia a mistura, são os livros desta autora.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Tendo acabado o da Sarah pus-me a olhar para a estante e vi que tinha 3 livros da Jude Deveraux, de duas amigas minhas, há mais de um ano, parados na estante por ler. Por isso, decidi pegar nos dois que acabam a trilogia (e continuam a coleção Edilean), “Estranhos ao Luar” e “Mascaras ao Luar”. A coleção Edilean tem 8 livros publicados em Portugal. Fala sobre histórias de pessoas da marcante cidade de Edilean, nos Estados Unidos, na Virgínia. Uma pequena cidade, onde todos se conhecem e onde são praticamente todos família, ou não tivessem a cidade sido fundada por 7 famílias há centenas de anos e essas ainda aí permanecessem.</p> <p style="text-align: justify;">Ora os livros da Jude são muito fáceis de ler. Tem histórias mesmo giras e o melhor é que, como é uma coleção, sabemos das personagens de uns e de outros livros em todos os livros. As personagens principais do primeiro livro são referidas nestes por exemplo. E eu gosto disso, de saber o que é feito de personagens de livros passados. O Estranhos ao Luar e o Mascáras ao luar são o 2 e 3 livros de uma trilogia dentro da coleção. Fala, cada um, da história de três amigas. Jecca, Kim e Sophie. O livro da Jecca eu já o tinha lido o ano passado, a história dela e do Dr. Tris (que nos é apresentado em livros passados) primo da Kim.</p> <p style="text-align: justify;">O Estranhos ao Luar é a história da Kim e do Travis.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="4.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B821736e8/21560259_H99lE.jpeg" alt="4.jpg" width="250" height="377" /></p> <p style="text-align: justify;">Começa muito bem este livro, a premissa é muito interessante, vai tudo muito bem, até se aproximar o fim. Então aí, parece que a Jude se lembrou que tinha que acabar o livro e há acontecimentos em catadupa, mal explicados e acabados em 2/3 paginas. Não gosto disso. Foi muito apressado. Eu sei que por exemplo o Russel teria que ser apresentado para entrar no livro da Sophie, mas era escusado espremer a historia dele em duas páginas com acontecimentos nada plausíveis, não e? é. Mas pronto. </p> <p style="text-align: justify;">Quanto ao Mascaras ao Luar,</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 483px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="5.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7f182ef1/21560261_Cy6h6.jpeg" alt="5.jpg" width="483" height="720" /></p> <p style="text-align: justify;">Lemos a história da Sophie e de Reede (o irmão de Kim). A premissa também era bastante interessante mas mais uma vez, ela é demasiado rápida em algumas coisas, acaba por tirar um bocadinho o amor próprio a algumas personagens e isso chateia-me. Não foi tão brusca a finalizar como no anterior mas mesmo assim não fiquei híper satisfeita.</p> <p style="text-align: justify;">No entanto, há uma coisa que liga os livros da Jude que vai para além da Jude, ou seja, a pobre da autora não tem nada com isso, mas sim a editora portuguesa que a publica. A revisão! SENHORES. É de bradar aos céus. Já era má nos outros, mas agora que li estes, o Estranhos ao Luar está cheio de gralhas, mas o Máscaras ao Luar é desesperante! A meio do livro só me apeteceu chamar a revisora e bater-lhe com o livro na cabeça! É ridículo!! Eu sei que a Quinta Essência poe cá fora livros que nem pão quente, mas é mesmo necessário editar livros tão mal revistos? Não acho que seja! Além das gralhas (que já irritam que baste), da revisora achar que misturar brasileiro com português é ok (porque enfim, nos percebemos não é?) o que é que lhe deu para não reparar que numa página a Sophie e o Reede se tratam por você, na seguinte por tu, na outra por você e passam assim o livro todo? Tirou-me do sério este livro, a sério que sim. A Jude não tem culpa, claro, mas apetece-me muito avisa-la (ou à equipa dela, oviamente) que os livros dela em Portugal estão a ser assassinados, porque a Quinta Essência acha que a revisão dos textos não é importante o suficiente e pode ir de qualquer maneira, porque enfim, as pessoas compram, não e? Pois, não é. Eu de cada vez que vejo que os livros são da quinta essência (ou editoras parceiras) abro sempre para ver quem é o revisor. Se for alguém q eu já sei que revê pessimamente já não o vou comprar com tanta facilidade, leio emprestado, como fiz com estes. Enfim. Foi mais uma revoltazinha para corroborar o ultimo <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/o-flagelo-das-revisoes-de-livros-6462" rel="noopener">post</a> que escrevi sobre isto.</p> <p style="text-align: justify;">Avancei para um livro juvenil. Sim não condenem já. Tenho 30 anos e leio livros infantis, juvenis, infanto-juvenis e tenho muito orgulho. Há livros para crianças/jovens absolutamente maravilhosos e sinceramente há muitas pessoas que iam ganhar muito se os lessem. Estive a ler os dois livros do Peter Brown, a Robot Selvagem e a Robot em Fuga. São dois dos livros que tinha cá em casa emprestados, e tinha intenção de ler só a Robot Selvagem e depois mais para a frente a Robot em fuga. Mas não resisti. Adorei a Robot Selvagem.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="7.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd9184cc8/21560273_EdCYy.jpeg" alt="7.jpg" width="250" height="367" /></p> <p style="text-align: justify;">Acho que vai ser daqueles livros que vou dar a todos os miúdos que tenho próximos, quando a idade for apropriada. É um livro tão bem escrito. A história de uma robot numa ilha selvagem e a forma como ela convive com os animais e vice-versa e depois a robot já numa cidade, numa quinta, a querer voltar para a ilha e para a família e amigos que fez. Meu deus que livros maravilhosos. Livros que nos ensinam tanto e já somos crescidos, o que fará aos miúdos? Dao-nos belas lições em relação a família, amigos, ambiente, futuro. Gostei TANTO de ler. E por incrível que pareça é um livro que tem tanto de bonito e sério como de divertido. Aconselho a toda a gente. Com uma revisão maravilhosa, pela fábula (da 20|20), não se vao arrepender! Miudos e graúdos! Se lerem digam-nos no insta ou aqui! Vale mesmo a pena!</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="8.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0617ee98/21560277_zMMNl.jpeg" alt="8.jpg" width="250" height="366" /></p> <p style="text-align: justify;">Na loucura, peguei em mais um livro da Jude. Desta vez o Contigo para a eternidade.</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="6.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B65183317/21560278_16iYR.jpeg" alt="6.jpg" width="250" height="375" /></p> <p class="sapomedia images">Dos três que lida Jude este foi o meu preferido. A história não é apressada com os outros e gostei mesmo bastante dos personagens principais e do romance entre eles. Ok Ok, este é um daqueles livros dela que mete fantasmas e coisas nada plausiveis, mas eu não me importo nada! Alias, este é o terceiro de uma trilogia. As noivas de Nantucket.Já tinha lido os outros dois e tinha gostado por isso já estava a espera do tipo de livro e de gostar o suficiente dele!</p> <p class="sapomedia images">A revisão deixa, mais uma vez a desejar, mas não tanto como os outros dois pareceu-me!</p> <p class="sapomedia images"> </p> <p style="text-align: justify;">E assim termino estas minhas leituras de verão. Acho que o verão deve ficar ainda por bastante tempo, no que ao calor diz respeito (para mal dos meus pecados) mas vamos ficar por aqui.</p> <p style="text-align: justify;">Qualquer dia voltamos com os livros,</p> <p style="text-align: justify;">(para já pus-me a ler o livro da Sandra Byrd, da TopSeller, Nas Brumas da Noite. 85 páginas lidas e já promete bastante!!)</p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 250px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="9.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf7181e45/21560281_lzlWz.jpeg" alt="9.jpg" width="250" height="378" /></p> <p style="text-align: justify;">Até lá contem-me o que andam a ler e sugiram-me livros!</p> <p style="text-align: justify;">F.</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:24963 2019-09-16T19:46:00 Deixa-te levar pela música. #2 2019-09-16T19:25:42Z 2019-09-16T19:27:49Z <p style="text-align: justify;">Há uns tempos escrevi-vos sobre <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/deixa-te-levar-pela-musica-12953" rel="noopener">músicas que dizem tudo</a>. Que <em>nos</em> dizem tudo, que foram escritas para nós. </p> <p style="text-align: justify;">Hoje, partilho convosco uma música que, apesar de não "<em>dizer tudo</em>", de forma inexplicável me levanta a moral. </p> <p style="text-align: justify;">Afinal, a música é um estado de espírito. E se em vez de ouvirmos música de acordo com o nosso estado de espírito, optarmos por ouvir a música de acordo com o estado de espírito que queremos ter? A partir daí é só nos deixar levar! </p> <p style="text-align: justify;">Partilho convosco, aquela música que não me deixe não sorrir, e que, por muito que tente ficar quieta, o meu corpo mexe, e rodopia, e balança... </p> <p> </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vIEiiae3fl0?feature=oembed" width="640" height="360" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">Boa semana! Cheia de boas energias.<img style="width: 32px; height: 32px;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_HEART.png" width="32" height="32" /></p> <p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">M.</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:24597 2019-09-05T21:50:00 Quarter-life crisis, já dizia o John Mayer (ou não tão quarter assim) 2019-09-05T21:03:39Z 2019-09-05T21:03:39Z <p style="text-align: justify;">Olá pessoas,</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">Quando é que sabem que o trabalho que fazem todos os dias já não vos faz feliz?</p> <p style="text-align: justify;">Como é que sabem que não foram feitas para aquele trabalho?</p> <p style="text-align: justify;">Como é que sabem que, se calhar, não é esta a vida que querem?</p> <p style="text-align: justify;">Quando é que ganham coragem para mudar?</p> <p style="text-align: justify;">Como é que se ganha coragem para mudar?</p> <p style="text-align: justify;">Se tens coragem para mudar, mas não tens meios financeiros para isso, como é que mudas?</p> <p style="text-align: justify;">Já alguma vez fizeram alguma destas perguntas a vocês mesmos?</p> <p style="text-align: justify;">Já alguma vez se viram numa situação em que até gostam de várias coisas no vosso trabalho, mas odeiam tanto outras que se calhar não compensa o bom?</p> <p style="text-align: justify;">Já se imaginaram a deixar o trabalho para o qual estudaram anos a fio, queimaram dinheiro, anos, tempo, e tentar outra coisa totalmente diferente?</p> <p style="text-align: justify;">E saberem que não estão no caminho certo, mas também não sabem qual é o certo?</p> <p style="text-align: justify;">Tenho pensado muito nisto ultimamente, mas não chego a grandes conclusões. Porque me sinto muito confusa, não sei a maioria das respostas a estas perguntas. Mas sei que o trabalho que há um ano atrás me realizava, hoje não o faz.</p> <p style="text-align: justify;">Eu antes costumava dizer que a segunda-feira era só um dia de semana como outro qualquer, eu queria, claro, um fim de semana de no mínimo três dias, mas era ok ir trabalhar na mesma. Neste momento só quero que a semana acabe e nunca comece, será este um indicador?</p> <p style="text-align: justify;">Mas olho e penso, querer mudar não será demonstrar ingratidão por todo o esforço que fizeram por ti ao longo dos anos para estares onde estás hoje?</p> <p style="text-align: justify;">Penso que, provavelmente, queria mudar o trabalho que faço, mas se calhar não queria mudar a vida que tenho, será compatível?</p> <p style="text-align: justify;">Não sei, isto se calhar hoje é um post um bocadinho esquizofrénico. Perguntas retóricas ou não. Partilhem connosco as vossas experiências e as vossas mudanças! Pode ser que nos inspirem!</p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;">F.</p>