urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebequatro de treta e um bebé!"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar WildeLiveJournal / SAPO Blogsquatro de treta e um bebé2020-09-20T11:15:55Zurn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:364682020-09-20T12:00:00Vamos lá fazer um bocadinho de serviço público2020-09-20T11:15:55Z2020-09-20T11:15:55Z<p style="text-align: justify;">Olá pessoas, </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O post hoje vai servir para ajudar aquelas alminhas mais confusas ou distraidas na forma como colocar a máscara.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra vez? ainda? É mesmo preciso um post destes?</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem pessoas, eu achava que não realmente. Meio ano depois, com tanto acesso à televisão e à internet, já era das pessoas saberem colocar, usar e tirar uma máscara. Mas não sabem. Palavra que não. E não, não estou a falar de pessoas muito idosas, com algumas dificuldades. Estou a falar de pessoas novas, com todas as capacidades e mais algumas para saberem fazê-lo. </p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro ponto (não necessariamente que ver com a forma de colocação da mascara): se usam máscaras cirúrgicas descartáveis, ela são descartáveis por um motivo. Para deitar fora pessoas - no caixote do lixo, não no chão por favor. Não é suposto usar uma máscara descartável dias seguidos!!! </p>
<p style="text-align: justify;">Segundo ponto: Se usam máscaras de pano/tecido o que for, máscaras laváveis, elas são laváveis por algum motivo! tal como as descartaveis são para deitar fora - reitero, no caixote do lixo, não no chão - as laváveis são para lavar entre utilizações. Não é suposto usar uma mascára lavável dias seguidos sem lavar, está bem?</p>
<p style="text-align: justify;">Terceiro ponto: as mascáras não se usam debaixo do nariz. É suposto as mascaras taparem a boca e o nariz. </p>
<p style="text-align: justify;">Quarto ponto: não tirem as mascáras para falarem. Sim, todos nós ficámos mais surdos com o uso da máscara. Sim, mais surdos. Curiosamente todos nós nos munimos da leitura dos lábios e nem sabiamos. Maaaas, isso não é desculpa para tirar a máscara quando falam, está bem? </p>
<p style="text-align: justify;">Quinto ponto: não andem sempre a mexer na máscara senhores! as mascáras são para colocar, usar e retirar. não é para estar sempre a por e a tirar, a ajeitar, a fazer trinta por uma linha e nunca desinfectar as mãos enquanto o fazem. </p>
<p style="text-align: justify;">5 pontos importantes e essenciais. Deixo-vos aqui umas imagens úteis que vos podem ajudar nisto da máscara. Tomem atenção. É facil e é uma questão de hábito. Ninguém é mais que ninguém. </p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="uso-mascaras.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B16171ad9/21906935_W9e7P.jpeg" alt="uso-mascaras.jpg" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="image.png" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2d17dc6f/21906936_KmZnl.png" alt="image.png" /></p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="1.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3d182f6b/21906937_urZbi.jpeg" alt="1.jpg" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Pode ser chato, incómodo, mas não é assim tão dificil.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Façam lá o esforço.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Será que é esta semana que eu não vou precisar de dizer a ninguém 'ponha a máscara'?</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">F. </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:360872020-09-01T23:17:00Vão buscar as pipocas #12020-09-01T22:23:20Z2020-09-01T22:23:20Z<p style="text-align: justify;">Para quem ainda está de férias (ou, pelo menos, <em>em mood de férias</em>) ou simplesmente devora filmes <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-8-35508" target="_blank" rel="noopener">como a F. devora livros</a>, trazemos algumas sugestões!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Desta vez, escolhi filmes que combinam o prazer cinematográfico com a minha já assumida paixão por música.</p>
<p style="text-align: justify;">Como este meu gosto não é novidade, <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/take-1-9349" target="_blank" rel="noopener">já vos tinha falado</a> do <em>Mamma Mia</em> e do <em>A star is born / Assim nasce uma estrela</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo-vos agora três outras recomendações:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>THE GREATEST SHOWMAN</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Com um elenco deste calibre, o entusiasmo era grande. Contudo, cerca de dois anos depois da estreia, além de ainda maior expetativa, tinha algum receio de me vir a dececionar. Isso não aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme é inspirado pela história de P. T. Barnum, uma personagem algo excêntrica, carismática, obcecado com o espetáculo, o entretenimento, com o fantástico e o maravilhar o público, o empresário e <em>showman</em> nato que terá ficado conhecido como criador do circo moderno.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é um daqueles filmes que tem a capacidade de nos fazer imergir, de nos levar para aquela história e aquela realidade. Neste caso, a realidade é feita de sonhos, luzes, música e espetáculo. Claro que é possível ver na história real de Barnum aspetos negativos, mas tratemos o filme pelo que ele é, entretenimento, e escolhamos ver a parte boa, inspirar-nos a perseguir sonhos, apreciar as nossas peculiaridades e deixar-nos levar pela magia e imaginação.</p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/kkjhqJ55I1I?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.imdb.com/title/tt1485796/?ref_=nv_sr_srsg_0" target="_blank" rel="noopener">IMDB</a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ALADDIN</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sou fã assumida da <em>Disney</em> e adoro deixar-me levar pelas histórias imersivas, de fantasia, de finais felizes e inspiração.</p>
<p style="text-align: justify;">Vá, este todos nós conhecemos e dispensa apresentações.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme está muito bem conseguido, muito fiel à produção original. O génio, apesar de todas as limitações que não ser animação acarreta, é maravilhosamente interpretado pelo Will Smith, aliás, não imaginaria outra pessoa a desempenhar tão bem este papel. Pode não mudar tantas vezes de forma e de tamanho e fazer todas aquelas brincadeiras impossíveis com um corpo humano, mas continua a ser um génio carismático, atrevido e provocador, que consegue captar toda a nossa atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Além das canções originais e da história primitiva, o filme atual conta com uma atualização aos tempos modernos. A Jasmine dos tempos modernos canta uma canção original escrita de propósito para o filme (<em>Speechless</em>) e assume um papel muito mais assertivo, menos submisso, de afirmação e <em>empowerment</em>. Um pouco de <em>girl power</em> só podia trazer coisas boas.</p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eGLSPyGszjo?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.imdb.com/title/tt1227762/?ref_=nv_sr_srsg_0" target="_blank" rel="noopener">IMDB</a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>YESTERDAY</strong></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma daquelas comédias românticas levezinhas, para ver para relaxar e animar um pouco o dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginem um mundo onde ninguém se lembra dos <em>The Beatles</em>, exceto um músico não sucedido.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginem nunca ter ouvido, antes de hoje, todos os clássicos que influenciaram gerações de artistas de todos os tipos musicais. E, de repente, um tipo sai-se com um <em>Yesterday</em>, um <em>Hey Jude </em>(<em>Hey Dude</em> no filme) ou um <em>All you need is love</em>. Se grande parte de nós não consegue resistir a cantarolar aos primeiros acordes, imaginem o que é só vocês se lembrarem de algo que sabem que tem este tipo de potencial. Acredito mesmo que aquelas mesmas músicas, lançadas no dia de hoje, com mais ou menos impacto considerando tudo o que mudou desde então, iriam ser na mesma marcantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da boa música, o filme ainda dá para umas boas gargalhadas.</p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6uqvgPm8U4c?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.imdb.com/title/tt8079248/?ref_=fn_al_tt_1" target="_blank" rel="noopener">IMDB</a></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Na <em>watchlist</em> deste tipo de filmes tenho <em>Rocketman</em>, <em>Blinded by the light</em> e <em>Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E vocês, gostam deste tipo de filmes? Que sugestões têm para nos dar?</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Boas sessões e <em>sing-alongs</em>!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">R.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:355082020-08-22T09:39:00Era uma vez #82020-08-22T09:24:47Z2020-08-22T09:25:54Z<p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Desde o ultimo post as leituras têm sido muitas? No meu caso e uma vez que estou a ler (novamente ahah) o Harry Potter o Cálice de Fogo e as suas 750 páginas, só consegui ler outros dois livros para além desse este mês. </p>
<p style="text-align: justify;">E vamos lá ver, eu sabia que iamos ter um <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-6-34367" rel="noopener">problema</a> quanto aos livros da Collen Hoover. Pois é, aproveitei as promoções de verão e comprei o 9 de novembro dela. </p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 469px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="500x.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bca17fdd2/21885695_81EH1.jpeg" alt="500x.jpg" width="469" height="720" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Comecei num sábado e li uns dois capitulos. Até aí tudo bem. O problema é que lhe voltei a pegar no domingo e só descansei quando o acabei, no mesmo domingo. Segundo livro que leio dela e segundo livro que leio, praticamente, num dia. E eu podia dizer que é um livro sensacional, com uma história brutal. Mas não é. Já li livros melhores, com histórias mais verosimeis, melhor escritos. Mas a Colleen tem o dom de nos deixar curiosos. Tem o dom de fazer personagens mesmo apelativas, em especial as personagens principais masculinas. Tem o dom de acabar um capitulo e ser impossivel não começar o proximo para saber mais. Tal como aconteceu com o <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-6-34367" rel="noopener">confesso </a>cheguei ao fim do livro sem saber muito bem o que dizer dele. A adorar o Ben, a achar que a história é gira, que ha ali um clima de tensão e até de suspense, mas sem saber se gostei mesmo mesmo pela história ou se gostei porque li tudo num dia. Os livros da Colleen deixam-me sempre com uma sensação estranha, mas acabo sempre a pensar no proximo que vou comprar e ler. E se for esse o objectivo dela: conseguido!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">O outro livro que li foi a Troca da Nicky Pellegrino.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 479px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="500x (1).jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2f171e0b/21885706_8o7F2.jpeg" alt="500x (1).jpg" width="479" height="720" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">É o tipico livro de verão, para ler num dia de praia e quando procuramos um livro levezinho. É um livro mediano. Nada de extraordinário mas cumpre o objectivo, entretém e deixou-me com imensa vontade de voltar a Itália e desta vez passar lá uma temporada. Os livros da Nicky também me dão sempre fome e vontade de cozinhar, por isso se alguém estiver com falta de inspiração ou de vontade para por mãos à obra, já sabem, a Nicky Pellegrino é uma boa autora para isso. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">E quando acabar de ler o Harry Potter começo por ler qual destes livros? </p>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;">
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="transferir (1).jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B72185634/21885710_rsvdz.jpeg" alt="transferir (1).jpg" /> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="transferir.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd2173c1d/21885711_4LLGK.jpeg" alt="transferir.jpg" /> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 166px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="500x (2).jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P06172a86/21885713_SUa4y.jpeg" alt="500x (2).jpg" width="166" height="260" /></p>
<p> </p>
<p> Até às proximas leituras.</p>
<p> </p>
<p>F. </p>
</div>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:350872020-08-18T18:06:00Herrar é umano, mas á herros e erros.2020-08-18T17:34:16Z2020-08-19T08:40:50Z<p>Espantem-se: continuo naquela fase de apelo ao amor. No mês passado alertei-vos para quando <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/o-amor-e-as-coxas-de-frango-34137" rel="noopener">devem ativar o sinal verde</a>, mesmo que seja manualmente. Este mês vou mais longe e faço <em>serviço público</em>.</p>
<p>Uma mensagem cheia de erros ortográficos é algo que dá cabo de qual relação (acrescentem este ponto à lista de <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/esquisitices-18941" rel="noopener">ativação automática do sinal vermelho</a>). Assim, e aproveitando o momento (raro), deixo-vos uma lista de palavras que devem constar do vosso vocabulário, para que as usem no momento certo. Reitero: <span style="text-decoration: underline;">no momento certo</span>. E em caso de dúvida, consultem este artigo. Sem medo. As vezes que fizerem falta. E lembrem-se: uma cara bonita não é tudo, principalmente a partir do momento que abre a boca... ou mexe os dedos. </p>
<ol>
<li><strong>“Há” e “à”</strong></li>
</ol>
<p>Há: verbo haver - exemplo prático (ep): <em>há muito tempo que não te vejo</em>.</p>
<p>À: preposição - ep: <em>estou à tua espera</em>.</p>
<ol start="2">
<li><strong>“Haver” e “a ver”</strong></li>
</ol>
<p>Haver: verbo - ep: <em>se continuas a chorar assim por ele, vai haver uma enchente na cidade</em>.</p>
<p>A ver: afinidade (ou não) entre duas coisas - ep: <em>isto não ter nada a ver contigo</em>.</p>
<ol start="3">
<li><strong>“Haja” e “aja”</strong></li>
</ol>
<p>Haja: verbo haver - ep: <em>haja paciência para as tuas crises de ciúmes</em>. </p>
<p>Aja: verbo agir - ep: <em>se ele quer salvar a nossa relação, é bom que aja imediatamente</em>.</p>
<p>(neste caso, deixo-vos um truque: se der para substituir pela palavra existir, então é com h)</p>
<ol start="4">
<li><strong>“Aparte” e “à parte”</strong></li>
</ol>
<p>Aparte: imperativo do verbo “apartar” (que quer dizer separar ou desviar) ou um substantivo masculino (que significa um comentário isolado, como se fosse um parêntese em um discurso) - ep: <em>sempre que discutimos o assunto do casamento, ele não consegue manter sua linha de raciocínio e faz apartes desnecessários o tempo todo</em>.</p>
<p>À parte: que já está ou vai ser separado - ep: <em>Ele quer ter uma conversa comigo à parte de toda a gente</em>.</p>
<ol start="5">
<li><strong>“Perca” e “perda”</strong></li>
</ol>
<p>Perda: substantivo - ep: <em>ele é uma perda de tempo</em>.</p>
<p>Perca: verbo - ep: <em>não perca tempo com ele</em>.</p>
<ol start="6">
<li><strong>“Comprimento” e “cumprimento”</strong></li>
</ol>
<p>Cumprimento: saudação - ep: <em>apresento-lhe os meus mais sinceros cumprimentos</em>.</p>
<p>Comprimento: medida - ep: <em>aquilo tem 1 palmo de comprimento</em>.</p>
<p>Espero, sinceramente, que vos ajude. E se prenderem a vossa cara metade, graças a este artigo ou, pelo menos, não a perderem, por favor, enviem-me uma mensagem. Morrerei feliz, sabendo que contribuí para um mundo melhor.</p>
<p> </p>
<p>M. </p>
<p> </p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Errata</span></strong>: Onde se lê "Herrar é umano, mas á herros e erros", deverá ler-se: "Errar é humano, mas há erros e erros". </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:350062020-08-14T22:20:00Dolce Far Niente2020-08-14T21:25:35Z2020-08-14T21:25:35Z<p style="text-align: justify;">Pausar. É importante viver, aproveitar, arriscar, descobrir, viajar, festejar, contudo, é também essencial pausar.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Fazer um intervalo no turbilhão em que se transforma a nossa vida, respirar fundo, assimilar, recarregar baterias, colocar em perspetiva e traçar o rumo para a onda seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Este vírus veio alterar a nossa forma de estar, especialmente com os outros, com repercussões em inúmeros aspetos da nossa vida, de forma mais ou menos marcante. As férias não são exceção.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mim, férias em tempos de pandemia significou férias sem idas a cafés ou bares, sem as jantaradas do costume, menos tempo dentro de casa dos amigos e família, menos viagens para lugares desconhecidos. No entanto, significou mais conversas à janela, mais visitas no terraço e varanda, mais passeios a pé, e, afinal, mais pausas.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta minha última semana de férias, passei-a na <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/ha-sitios-assim-23844" target="_blank" rel="noopener">Aldeia</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos meus lugares especiais, e que tem a particularidade de ser um sítio onde apanho apenas resquícios de rede (Vodafone Espanha) e pequenos vislumbres de Wi-Fi. A dificuldade de comunicação com o mundo exterior tem as suas vantagens e desvantagens, como tudo. Se, por um lado, me custa não comunicar com os meus, não ter acesso a notícias e redes sociais, e não poder aproveitar o tempo livre para fazer pesquisas, planear compras, comparar preços ou organizar <em>emails</em>, por outro, esta lacuna força-nos a cortar com o vício do telemóvel e o constante fluxo de comunicações e informações com que somos bombardeados e, simplesmente, <em>estar</em>, sem distrações.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprendi que quando não temos tempo para fazer o que quer que seja, damos redobrado valor ao fazer nada.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante uma semana, finalmente, desliguei. Desliguei do trabalho, como tanto precisava. Desliguei do constante “<em>tenho que fazer aquilo</em>”. Sinto que o mundo atual tem o condão de nos fazer sentir culpados por simplesmente descansar e fazer nada. Nunca deram por vocês, sentados em casa a relaxar, e a ser assolados com o pensamento “<em>finalmente tenho tempo livre, devia aproveitar para fazer algum plano</em>”, “<em>tão cedo não tenho tempo de ver um filme, convém mesmo que seja agora</em>”, “<em>já que estou livre, não posso simplesmente ficar parada em casa</em>”?</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, qual é o mal de um pouco de ociosidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Passeei, conversei, arrumei, descobri, estive com amigos e família. Mas também descansei, parei, estive sem fazer coisa alguma.</p>
<p style="text-align: justify;">Li um livro, como não lia há anos (livros de direito não contam). Lia imenso antes da universidade – completamente ao contrário da maré, lia quando ler não era considerado <em>cool</em> e deixei de ler quando um livro na mão me daria um ar de mulher adulta e culta. Perdi o hábito de ler durante a Universidade, ou melhor, ler tanto para o curso fez-me perder o prazer de ler apenas por ler, de forma despreocupada. Apercebi-me quando comecei a ler Gabriel García Márquez e dei por mim a tentar fazer o resumo mental, com o impulso de ir buscar um bloco para ir tirando notas da árvore genealógica e principais aspetos, como se estivesse a estudar para um exame. Fiquei extremamente contente e descansada por saber que consegui desligar o cérebro analítico o suficiente para voltar a apreciar uma leitura, por mero prazer.</p>
<p style="text-align: justify;">Vi filmes – atenção, inteiros, e no plural. Comédias românticas, os chamados romances de cordel, tipicamente concebidos para contar uma história leve, sem grande exigência cerebral, sem necessidade de raciocínio lógico ou sequer atenção desmesurada. Daqueles que se vê por distração pura, apenas pelo entretenimento, e que esquecemos passado pouco tempo. E que bem que soube, dar-me ao luxo de ver um filme leve, que não vai ensinar nada, acrescentar nada, não é propriamente de grande qualidade, mas que cumpre o propósito de aligeirar a realidade e distrair.</p>
<p style="text-align: justify;">Passeei pela Aldeia, em família, como fazíamos antigamente, antes de me querer dividir com outros amigos, antes de sentir necessidade de ir conhecer outros pontos de interesse em redor, das noites ocupadas em cafés e em festas. Lembrámos com carinho aqueles nossos passeios, em que erámos quatro em vez de três. Revisitamos ruas de que já não nos lembramos. Andámos ao pôr-do-sol. Contámos histórias, lembrámos pessoas, revisitámos locais, em plenas noites quentes de verão.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Claro que, entre as quatro mulheres do blog, este verão já teve um pouco de tudo: aventuras (especialmente com a nossa aventureira M.), descobertas, passeios, cumprimento de tradições, grandes novidades (se ainda não sabem, vão já espreitar o <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/12-janeiro-de-2021-34619" target="_blank" rel="noopener">último <em>post</em> da S.</a>), novas leituras (vejam as <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/era-uma-vez-6-34367" target="_blank" rel="noopener">4 novas sugestões da especialista F.</a>), muito trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Este ano e estas férias foram, sem dúvida, diferentes das do ano anterior e diferentes daquilo que havia previsto.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, adaptando-nos e aproveitando aquilo que as contrariedades acabam por proporcionar, redescobri o prazer do <em>dolce far niente</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E vocês, como estão a aproveitar o vosso verão e as vossas merecidas férias?</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">R.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:346192020-08-08T12:19:001,2... Janeiro de 20212020-08-08T11:21:28Z2020-08-08T11:24:15Z<p class="sapomedia images"><img style="width: 576px; padding: 10px 10px;" title="6D7D1A61-1FED-4A17-BE99-CBAAA77FA024.jpeg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1b18d848/21876193_00Ljd.jpeg" alt="6D7D1A61-1FED-4A17-BE99-CBAAA77FA024.jpeg" width="576" height="720" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Já havíamos programado a chegada de mais um rebento ao nosso seio familiar. Gostávamos de pouca diferença entre eles para que sejam próximos em idade, brincadeiras, escola. <br /></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Nada garante que, por tal, sejam mais próximos do que com mais ou menos diferença. Mas, a nosso ver, a escolha foi pensada e assente naqueles pressupostos. Esperamos estar certos e torcemos para que sejam companheiros para a vida. </span></p>
<p>Tememos a altura pela pandemia que atravessamos, mas isso não foi impedimento. </p>
<p>Completamente abençoada, chega-nos a notícia em 13 de Maio. A Benedita teria então um parceiro/a para a vida (assim esperamos) e todos nós a felicidade de mais um bebé nas nossas vidas. Não há melhor que a ingenuidade dos mais novos e a capacidade que têm de, vezes sem conta, com as suas atitudes e gestos nos mostrarem o lado puro de tudo - que, por sermos adultos e com tudo o que isso implica, já quase esquecemos que existe. </p>
<p>Ficamos radiantes e a rebentar de felicidade. À Benedita contamos de forma informal sem dar demasiada importância e sem tornar o acto demasiado solene. Quisemos que soubesse mas que não entendesse tal como o acontecimento do ano. Afinal, no seu pequeno universo, ela é rainha e não queremos que, pelo menos durante os próximos 9 meses, sinta que a coroa já não é só sua.</p>
<p>Aqui e ali e, de resto, sempre que podemos, dizemos-lhe para partilhar com o/a mano/a as coisas boas que ela tem, quer seja um pedaço de kinder, quer seja um brinquedo que recebeu. </p>
<p>Cresceu assim e, verdade seja dita, partilha sempre. Oferece sempre aos próximos um bocadinho do que tem, e agradece sempre. <br />Sinto que estamos no bom caminho.</p>
<p>Fazemos muito por isso. <br />Pergunta sempre pelo/a mano/a, verbaliza que o/a quer em casa para brincar com ele/a e enche -o/a de beijos e miminhos.</p>
<p>Aos pouquinhos e a respeitar o espaço de todos, creio que se estão a tornar próximos.</p>
<p>Sem forçar nada. Dou o mesmo colo e se dou menos porque não posso, nunca invoco o/a mano/a.</p>
<p>Janeiro está quase aí e espero que todos nós, e principalmente a Benedita, recebamos este bebé com o maior carinho e amor.<br /><br />Estamos, assim, em contagem decrescente para o nascimento e para sentir na pele que amor de mãe não se dividirá, antes pelo contrário, multiplicará.</p>
<p>Com esperança,</p>
<p>S.</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:343672020-07-26T23:31:00Era uma vez #72020-07-27T17:49:11Z2020-08-02T21:50:20Z<p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">E estes dias de calor insuportáveis? muitos banhos em praias ou piscinas?</p>
<p style="text-align: justify;">Por aqui utiliza-se o pouco tempo livre que se tem a ler livros e a esquecer o calor. Diz o goodreads que já completei o meu desafio de 2020, ou seja, que já li 20/20 dos livros que me tinha proposto. Mas a bem dizer dois foram infantis por isso não contam e na pratica falta-me 1 e um pedacinho (que já estou a acabar o que estou a ler agora). </p>
<p style="text-align: justify;">Mas hoje vou falar-vos dos ultimos 4 livros que li. </p>
<p style="text-align: justify;">Comecei o mês de junho a ler o Jardim Secreto. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 318px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="1.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf9177987/21867011_U3zJ8.jpeg" alt="1.jpg" width="318" height="466" /></p>
<p style="text-align: justify;">Vi, algures entre fevereiro e março o trailer do filme que se baseia neste livro e assim que o vi soube que tinha que ler o livro. Depois de ver esta maravilhosa capa da fábula, tive que o colocar em lista. Como tenho as melhores amigas do mundo, este foi um dos livros que me foi oferecido nos anos e não perdi tempo, peguei logo nele!</p>
<p style="text-align: justify;">O livro é um infanto juvenil mas que, na minha opinião, devia ser lido por todos os adultos. É tão tão bem escrito, tão bem traduzido, tem uma história tão bonita. Temos lições valiosas neste livro. Gostei mesmo muito. Tanto que já comprei outro livro da autora!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Continuei o mês de junho com um livro escolhido por vocês no instagram! </p>
<p style="text-align: justify;">Apartamento Partilha-se da Beth O'leary.</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="2.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9118010e/21867584_BfSrY.jpeg" alt="2.jpg" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Este também foi um presente de aniversário e já tinha ouvido falar tanto dele que estava super curiosa. É um livro bem levezinho, daqueles que são um bocadinho previsíveis mas tão agradaveis de ler. De forma leve fala de situações muito sérias como condenações sem provas ou violência psicológica, mas de uma forma tão interessante que apesar de ser um livro leve, que trata destes temas de forma também leve, consegue chamar-nos a atenção para algo que por norma é muito pesado. É uma leitura mesmo gira, o Leon é maravilhoso (outro como o Owen ali em baixo, ahah) e aconselho a todos que queiram passar um bom bocado!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Acabei o mês de julho a ler o 3º do Harry Potter, ou aliás, a reler, mas desse não vale a pena falar. É maravilhoso, como todos os outros!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">O mês de julho começou com o Confesso da Colleen Hoover.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 309px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="3.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb118e54f/21867587_MwLrs.jpeg" alt="3.jpg" width="309" height="475" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Bom, já ouvi falar TANTO da Colleen Hoover, especialmente no Book Gang da Helena Magalhães que tive que ir ver as sinopses dos livros da autora. O problema é que de caras nenhum me interessou o suficiente para comprar. Até que numa das minhas passagens pelo youtube e, imitando a minha amiga Cat, acabei a ver um video com as personagens principais deste livro que, aparentemente foi transformado em série nos EUA. Ora bem, pareceu-me bem interessante, então lá fui eu reler a sinopse e decidi-me: tinha que ler. Foi isso mesmo, encomendei, ele chegou e eu peguei. Pois bem.. peguei, li um capitulo na sexta feira e continuei no sábado. Quando dei por mim tinha acabado o livro a meio da tarde de sábado e nem dei muito bem conta como. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">A série (que eu depois de ler o livro fui espreitar) é terrivel. Mas o livro... não sei bem como descrever. Não é um livro extraordinário. Não é dos melhores livros que já li mas é impossivel pousa-lo. Precisamos saber o que acontece a seguir. Quais são os segredos, como é que acaba. Não sei explicar mas eu só o larguei quando acabei. Senti mesmo necessidade de saber tudo ali e naquele momento. A história prende, é interessante, o Owen é uma personagem maravilhosa (daqueles de serem razão para uma pessoa ficar solteira para sempre, ahah porque owens e outros que tais nao existem), e a escrita é muito fluida e fácil. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">A verdade é que já comprei outro livro da autora e, se for como o Confesso, se me prender tanto como este vamos ter um problema, porque a Collen tem IMENSOS livros. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Tendo em conta que li o Confesso num só dia, no inicio do mês, continuámos o início do mês com mais leituras, desta vez com o Aqui entre nós da Jane Fallon. Outro presente de aniversário. Um livro sobre o qual tinha imensa curiosidade. </p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 317px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="4.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc51722ad/21867594_ZAkgE.jpeg" alt="4.jpg" width="317" height="475" /></p>
<p style="text-align: justify;">O único problema é que não gostei nada deste livro. Se forem ler a sinopse já vão ficar com uma ideia do livro, porque a sinopse faz um belo resumo de todo o livro. Não acho que este livro tenha história nenhuma. Arrasta-se durante imensas páginas. As personagens não sao 'gostáveis'. Senti um bocadinho de dificuldade em terminá-lo, mas sabia que tinha o que fazer. O tema não me puxou minimamente, só me apetecia distribuir chapadas pela maioria dos personagens, foi mesmo mesmo aborrecido. Provavelmente eu esperava outra coisa e a culpa não é do livro, mas eu não recomendo. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto estou a (re)ler o 4º do Harry Potter, o Cálice de Fogo, faltam-me 100 e poucas páginas para acabar, pelo que o mês de julho terminará com este livro, que eu adoro!! </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">As vossas leituras como é que vão? </p>
<p style="text-align: justify;">F. </p>
<p> </p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:341372020-07-20T09:24:00O amor e as coxas de frango. 2020-07-20T09:59:36Z2020-07-20T09:59:36Z<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Há uns tempos escrevia-vos sobre aquelas coisas que <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/esquisitices-18941" rel="noopener">nos fazem ativar o sinal vermelho</a> quando conhecemos alguém que nos desperta, à partida, algum interesse. </span><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Aos mais esquecidos, falava-vos do tom de voz, da data de nascimento ou da bagagem. Consigo ir mais longe (e mais ao pormenor), mas acredito que seja algo sobre o qual, no geral, partilhamos a mesma opinião.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Contudo, e porque não devemos, de todo, focar-nos apenas nas coisas más, decidi partilhar convosco aqueles pontos que nos fazem ativar o sinal verde. E se não ativar de forma automática, devemos fazê-lo de forma manual. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Para o efeito, fiz uma análise de mercado. Que é como quem diz perguntei àquelas pessoas que me são mais próximas o que lhes fazia ativar o sinal verde. As resposta foram todas dentro do mesmo, algumas exatamente iguais, até nas vírgulas. O sorriso, a simpatia e o humor dominaram o pódio de respostas. O olhar ficou, por muito pouco, em quarto lugar. Um número muito reduzido fez referência às nádegas, às coxas, e ao <em>six pack</em>. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Quase que vos consigo ler o pensamento. Ao fazerem uma retrospetiva percebem que se enquadram nesta amostra, que se traduz como bastante representativa da sociedade. <em>Cliché!</em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Chamar-lhe-emos <em>cliché.</em> Efetivamente todos gostávamos de encontrar alguém com um sorriso bonito, simpático, com um humor que nos cative e um olhar que nos prende. Se a isso se puder juntar um conjunto de características físicas do nosso agrado é a cereja no topo do bolo. Mas é realmente isso que ativa o sinal verde? Com quantas pessoas já nos cruzamos assim? E por quantas pessoas já nos apaixonamos sem que tivessem cumprido esses requisitos? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">A minha pesquisa entrou num beco sem saída. Não encontrei nada de novo, de concreto ou palpável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Até que, determinado dia, fui convidada para um jantar, cuja ementa era frango do churrasco.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Desde miúda sou obrigada a partilhar a minha parte favorita do frango: a coxa. E é traumatizante. Nenhuma outra parte do frango vale a pena. Frango é coxa. Ponto. De qualquer forma, são cerca de 30 anos a partilhar essa parte, e apesar de nunca me ter habituado a isso, é algo com que já lido com alguma naturalidade (e tristeza).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Como vos dizia, fui convidada para o tal jantar e fiz <em>shotgun</em> a uma das coxas. Apesar de estar habituada a partilhar, nunca me habituei a não ficar com uma para mim. Pelo menos uma. Ao meu <em>shotgun</em> obtenho a resposta que posso ficar com todas, pois prefere a parte do peito. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Meu deus! Os meus olhos brilharam, o coração palpitou, as borboletas esvoaçaram alegremente dentro do meu estômago. O sinal verde ativou <em>automaticamente</em>. Afinal, há algo mais importante do que aquela pessoa não cobiçar as coxas do frango? </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">Naquele momento percebi que afinal existem determinadas características, que não são <em>cliché </em>e, que nos fazem ativar o tal sinal verde. Definitivamente, há pessoas que não devemos deixar fugir: as que não gostam da mesma parte do frango que nós. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: tahoma, arial, helvetica, sans-serif;">M.</span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:338392020-07-11T16:09:002 anos de Benedita 2020-07-11T15:11:51Z2020-07-11T15:11:51Z<p><span style="font-size: 14pt;">Passou a voar. Voar como quem diz, 05.07.2018, e de repente, 05.07.2020.</span></p>
<p>Tão crescida, tão linda, tão meiga, tão feliz, tão malandra, tão “carneirinha”, tão doce, tão mau feitio (por vezes), tão alegre, tão sorridente, tão MINHA. <br />Sonhei muito com isto, mas estou como diz o Papá: “és muito mais do que sonhada”.<br />Recordo as vezes em que te dei colo e tu, sossegada e carinhosamente, me retribuíste com olhares, com “rugidos”, com mimos leves e com beicinhos.<br />Hoje és muito independente e só consigo ter-te assim sossegadinha, para mim, por mais de 30 segundos quando adormeces. Aí, olho-te com ternura e encho-te de mimo. Tão bom!<br />Em Setembro começa uma nova etapa, a escolinha espera-te, e com ela os amigos, a educadora, as auxiliares, as regras, a partilha, as diferenças, os horários, ... enfim, um mundo novo.<br />És curiosa, muito sociável, amante das brincadeiras e traquina o suficiente para iniciares esta etapa com grande sorriso e determinação.<br />24 meses cheios de tudo, de alguns receios, preocupações mas acima de tudo cheios de muita alegria. Completas a casa e todos os lugares onde estás. Menina alegre e feliz, gostamos todos muito de ti.</p>
<p><div id="qpxAdL1601360173" class="ink-carousel"><ul class="stage"><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li></ul><nav style="position: static;" id="qpxAdL1601360173-pagination" class="ink-navigation half-top-space"><ul class="pagination chevron"></ul></nav></div>
</p>
<p> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:335722020-06-23T11:58:00A morte de George Floyd vista pela M. vs. vista pelo Mundo. 2020-06-23T11:07:31Z2020-06-23T11:07:31Z<p style="text-align: justify;">Recentemente, o Mundo ficou chocado com a morte de George Floyd. Um desconhecido que, ao que tudo indica, tentou trocar uma nota falsa numa loja, motivo pelo qual foi detido, e posteriormente, já sob a custódia da Polícia, acabou por falecer. De acordo com as imagens que nos chegaram, um polícia excedeu os limites (da sua função e da vida), e sem que disso se desse conta, acabou por asfixiar George.</p>
<p style="text-align: justify;">Independentemente, de como as coisas se passaram, do que levou ao excesso de medidas, ou à falta de noção do polícia, vejo um homem que matou outro homem. Está mal, é crime, deve ser julgado, condenado, levado a cumprir essa pena e é isto. "Simples" assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquele homem deve ser julgado porque matou outro homem. As circunstâncias, os excessos, as intenção, isso tudo será valorado em tribunal por quem de direito. E consequentemente, também lhe será aplicada a pena devida. </p>
<p style="text-align: justify;">Se com esta morte se quer passar uma mensagem ao mundo, a mensagem deverá ser de que <span style="text-decoration: underline;"><strong>é errado alguém matar outro alguém</strong></span>. Ponto. </p>
<p style="text-align: justify;">Mas há algo que não ainda não referi: George Floyd é negro e o Polícia é branco!</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, este facto que ocultei desde o início altera substancialmente a história. Já não estamos perante um homem que matou outro homem: estamos perante um "branco que matou um preto". E isto já é racismo, não é homicídio. Isto já leva a manifestações, campanhas, vigílias, e um sem fim de coisas em que invocamos a luta contra o racismo. </p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, na minha humilde opinião racismo é isto: é esquecer que se perdeu a vida de uma pessoa, e se lembra antes que um branco matou um preto, ou um preto matou um branco, ou um cor de rosa matou um roxo. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">M.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:333302020-06-16T21:46:00Os prós e contras do distanciamento social2020-06-16T20:49:01Z2020-06-16T20:49:01Z<p style="text-align: justify;">Esqueçamos por uns momentos que o distanciamento social é uma das medidas essenciais para quebrar cadeias de transmissão, travar a disseminação do vírus e com isto ajudar a diminuir o número de infetados, de doentes com complicações e sequelas, em última análise, de mortes, o que é um assim para um grande pró.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tenham também em conta que regressei há pouco tempo ao escritório e que trabalho num <em>open space</em> com cerca de 50 pessoas, o que também pode ter afetado um bocadinho a minha reflexão.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que o povo português é um povo afável, de toque, de contacto, de proximidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Venham aqui para os meus lados, para o Norte, e multipliquem o que acabei de afirmar por 10.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">De um dia para o outro, o afastamento físico salva vidas (<em>vá lá que não encontraram correlação entre a transmissão do vírus e os palavrões, valha isso aos nortenhos</em>).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tem que se lhe diga, isto do afastamento social.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">É, naturalmente, uma adaptação. Sem a pancadinha nas costas a felicitar, a palmada no braço de desaprovação, o toque de incentivo no ombro, a brincadeira de bater nas costas quando alguém tosse ou se engasga, o passar ligeiro da mão no braço a demonstrar afeto, a cotovelada para chamar a atenção, e todos os gestos que quase involuntária e inconscientemente fazíamos como forma de expressão, passamos a ter que usar muito mais as palavras.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Deixamos de nos cumprimentar com dois beijinhos de cada vez que nos vimos, o que considero um dos grandes avanços sociais que a pandemia nos trouxe. Malta, há quanto tempo vos digo que dar dois beijinhos, às vezes mais do que uma vez ao dia, é só desnecessário e pouco higiénico? Estão a ver, a DGS concorda. Claro que costumo argumentar que um pequeno abraço é uma forma de cumprimento de alguém de quem gostamos muito melhor, e essa opção ficou também arredada.</p>
<p style="text-align: justify;">Cultivemos o pequeno aceno com a cabeça, de longe a minha forma favorita de cumprimento em distanciamento social, com todas as suas variações e nuances. Viemos a descobrir que um aceno de cabeça também pode demonstrar desprezo, indiferença, alegria, carinho, solidariedade, uma semi vénia de admiração, ou até, para os mais arrojados, algum <em>flirt</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A falta de abraços é, efetivamente, uma perda. Afinal, quem é que, como o Olaf, não gosta de um abraço caloroso de vez em quando? Especialmente daqueles com quem já não estamos há mais tempo, e que, efetivamente, nos fazem falta.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Tentemos ver o lado positivo. Os cheiros deixam de ser um problema. A pelo menos um metro e meio de distância fica bem mais difícil cheirar aquele hálito depois de almoço, aquele perfume nauseabundo (<em>que bom, poder sentir o nosso próprio perfume!</em>), aquele suor de quem acabou de correr uma maratona apesar de não ter saído da cadeira.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Surge, contudo, um outro problema. O distanciamento social é péssimo para os segredos. Como é que é suposto cochichar a, pelo menos, um metro e meio de distância? Senti que este ponto é particularmente impactante, especialmente em <em>open spaces</em> e copas com mais pessoas. Não há sussurro que suporte tal distância. Das duas uma, ou nos tornamos mestres em ler lábios, ou efetivamente vamos ter de abdicar de bastante coscuvilhice.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">O distanciamento veio ainda complicar as reprimendas. Sabem aquela chamada de atenção discreta, aquela crítica sem maldade, o avisar do erro para que a pessoa vá corrigir antes dos restantes darem conta? Pois… Tal como os segredos, o mais provável é que os restantes oiçam. Vá lá que vivemos na maravilhosa era dos emails e telefones, e o distanciamento trouxe o pró de não se ter de falar sempre presencialmente, não nos termos de deslocar a cada assunto (ainda que não tenha evitado as reuniões de equipa presenciais) e ajudou a redescobrir e apreciar todos os meios digitais.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que, apesar de adorar abraços e mimos dos que me são mais queridos, aprecio bastante a minha bolha social. O dito <em>personal space</em>, que ganha todo um outro significado nesta época. Tenho apreciado bastante almoçar em distanciamento social, com uma mesa só para mim, muito mais silenciosamente, sem tanta pressão para socializar entre garfadas, e muito maior respeito e civismo ao usar o micro-ondas, aceder ao frigorifico, escolher mesa, movimentar entre os espaços. O maior silêncio (dentro dos limites de um <em>open space</em>) é definitivamente um pró. É que nós, nortenhos, somos espalhafatosos, é um facto, pelo que se poderia pensar que o barulho iria aumentar ao subir o volume para contrabalançar a distância. Sucede que, como já vimos, o distanciamento é péssimo para a bisbilhotice.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Certo é que, nestes dias de regresso físico ao escritório, já me agarraram a mão, ajeitaram a echarpe, afagaram o braço, e se debruçaram para um pequeno mexerico.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Outro contra a apontar é que fica um pouco difícil esconder a reação quando nos quebram a nossa, agora clinicamente recomendável, bolha social. As expressões variam entre um misto de surpresa, nojo, culpa, arrependimento, pânico, o (dentro do possível) discreto passo atrás e a súbita vontade de tomar banho com desinfetante.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, como vos disse, uma adaptação!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Sinto que alguns comportamentos se modificaram, atualizaram, alguns de forma mais permanente, outros ainda tomados de forma deliberada e consciente. Sinto também, todavia, que na esmagadora maioria dos nortenhos continua a residir uma espécie de Olaf que, no dia em que finalmente receber a vacina, vai correr para a rua (e para o escritório) para dar dois beijinhos, um abraço, uma pancadinha nas costas, uma palmada no braço, um toque no ombro, bater nas costas, afagar o braço, dar uma cotovela.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E vocês, que têm a dizer sobre a vossa experiência com o distanciamento social?</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">R.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:331612020-06-01T20:53:00Barriga Vazia não conhece alegria #52020-06-01T20:01:04Z2020-06-01T20:01:04Z<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Olá pessoas!</span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em fase de desconfinamento, venho-vos sugerir dois espaços, em Viseu, dos quais gosto muito. O <a href="https://www.facebook.com/carla.rio.94/" rel="noopener">Vintage Bistrô</a>, um restaurante mega giro e onde se come super bem. E a <a href="https://www.instagram.com/_velvetpastry_/" rel="noopener">Velvet</a> um género de pastelaria com uma selecção especifica de doces e que enfim, tem "só" as melhores pavlovas que já comi, eu e outras pessoas com a mesma opinião. </span></p>
<p>Começo pelo <a href="https://www.instagram.com/vintagebistroviseu/" rel="noopener">Vintage</a>.</p>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;"><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B86170573/21823331_2QLDo.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B651887ef/21823332_uZ6VP.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6d188d68/21823333_ZAJnQ.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bec17387e/21823334_FKCg4.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B711749ac/21823335_ecE6d.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be217802b/21823336_ZALho.jpeg" /></div>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;"> </div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">É uma hamburgueria, no centro de Viseu, com uma decoração gira e onde toda a gente é super simpática. A comida é óptima, óptimos hamburguers, maravilhosas francesinhas, pratos do dia que vão desde arroz de polvo, a bacalhau com natas ou tantas outras coisas, sempre deliciosas. O preço-qualidade é muito bom e até as sobremesas são mesmo boas - melhor mousse de lima da vida! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><br />Actualmente estão abertos, com menor capacidade de lugares (claro está) e servem em take-away, também! Se passarem por Viseu passem por lá, não se vão arrepender! Espreitem o <a href="https://www.instagram.com/vintagebistroviseu/" rel="noopener">instagram</a> deles e vejam fotos do espaço e da comida! </span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">E bom, eu acho que logo a seguir não vão conseguir passar pela <a href="https://www.instagram.com/_velvetpastry_/" rel="noopener">Velvet,</a> já que vão estar totalmente satisfeitos com o Vintage maaas, por que não ao lanche? É imperdível. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Tem, como disse em cima, as melhores pavlovas. Apresentei as pavlovas e uma das minhas amigas mais exigentes, no que a doces diz respeito, e até ela diz que são as melhores que já provou! </span></p>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;"><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B94188d27/21823315_ZlnB6.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5e17e94d/21823316_j0bH2.jpeg" /></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Fazem sobremesas tão bonitas que até dá pena comer, mas quando comemos esquecemos logo a pena toda ahah</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Os macarons são os muito bons, pouco doces e super subtis. Eu sou muito esquisita neste doce e os de lá, gosto muito!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">E este ano encomendei lá o meu bolo de aniversário e, senhores! que delícia que era! De comer e chorar por mais, palavra. Era maravilhoso e o mais lindo!</span></p>
<div style="max-width: 900px; padding: 10px; margin: 10px auto; display: grid; grid-template-columns: repeat(auto-fill, minmax(300px, 1fr)); grid-gap: 20px; align-items: normal;"><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7617d3a8/21823317_y15IV.jpeg" /><img style="padding: 0px; max-width: 100%;" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf11895a9/21823318_j0bTI.jpeg" /></div>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 540px; padding: 10px 10px;" title="WhatsApp Image 2020-06-01 at 20.39.04.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3418cbd4/21823321_B64T0.jpeg" alt="WhatsApp Image 2020-06-01 at 20.39.04.jpeg" width="540" height="720" /></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Actualmente além de estar aberta ao público também faz entregas no distrito de Viseu. Passem pelo <a href="https://www.instagram.com/_velvetpastry_/" rel="noopener">instagram</a> deles e vejam se vos fazem entregas em casa. Nem precisei sair de casa para receber o meu bolo de aniversário! </span></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Estes são dois dos meus sítios preferidos em Viseu. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Passem por cá e não se esqueçam de lá ir, não se vão arrepender! </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">F. </span></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:327962020-05-23T15:08:00Bom dia e boas séries #52020-05-23T14:59:34Z2020-05-23T14:59:34Z<p style="text-align: justify;">Precisamos de boa disposição e de séries que nos façam sentir bem!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Há dias e alturas em que, mais do que uma série interessante, intrigante, com um complexo enredo, que nos faz pensar e com a qual acabamos até por aprender alguma coisa, precisamos simplesmente de uma série que nos faça sorrir!</p>
<p style="text-align: justify;">Temos os clássicos, claro: HIMYM (a minha favorita, mesmo que nem sempre seja para sorrir, como <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/bom-dia-e-boas-series-2-2222" target="_blank" rel="noopener">já vos contei</a>), Friends (a favorita do J.), The Big Bang Theory, Seinfeld, Scrubs, Two And A Half Men.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos os clássicos de animação: The Simpsons (melhor de sempre), Family Guy, American Dad, South Park, Futurama.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos ainda aquelas séries que passam em <em>loop</em> na Fox Comedy e que todos acabamos por apanhar e ficar a ver: Modern Family, Two Broke Girls, Brooklyn Nine-Nine.</p>
<p style="text-align: justify;">Gosto muito da The Bold Type (a F. já a recomendou <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/bom-dia-e-boas-series-1-751" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>) e da Baby Daddy (já falei dela <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/bom-dia-e-boas-series-2-2222" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>)!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, descobri estas séries para levantar o ânimo, sorrir, rir, soltar umas gargalhadas (e esquecer, por um pouco, o mundo lá fora e a fase crítica que atravessamos).</p>
<p style="text-align: justify;">Recomendo-vos para passar um bom bocado!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ZOEY'S EXTRAORDINARY PLAYLIST</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A série acompanha uma mulher que, de um dia para o outro, começa a ouvir os pensamentos das pessoas à sua volta, como música. E não simplesmente como uma canção, mas com direito a danças, coreografias, e verdadeiros espetáculos ao estilo do teatro musical! Para mim, que adoro música, divirto-me imenso a vê-la, rio-me, canto, fico bem-disposta! É a melhor forma de explicar o que muitas vezes se passa dentro da minha cabeça: é isto, um número musical, com canções, danças, coreografias, luzes, tudo a que se tem direito. Além do mais, não conheço outra série deste género; apesar de tocar nalguns pontos já mais conhecidos, creio que nenhuma outra série decorre desta forma.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo-vos um mini-clip de uma das primeiras músicas da série:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.imdb.com/title/tt10314462/?ref_=nv_sr_srsg_3" target="_blank" rel="noopener">IMDB</a></p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KA1apIydaYU?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UPLOAD</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A premissa da série é interessante, um pós-vida no mundo digital, em que a tua consciência é guardada e transferida para uma realidade virtual. Não tentem entender tudo a 100%, como é que se processa, o que é que é verosímil ou não, nem foquem nos pequenos erros ou detalhes. Pensem só que é possível, e é assim. Os telemóveis funcionam praticamente da mesma forma, pelo que, tendo perdido a vida e sido transferido para um mundo virtual, continuas a falar perfeitamente com os teus contactos (e sem problemas de rede!), manténs algumas sensações e é possível a qualquer pessoa visitar-te, com o equipamento de realidade virtual e fatos de sensações para uma experiência imersiva. A tua realidade virtual e a quantidade de benefícios e experiências de que podes usufruir dependem, à semelhança de tantos jogos, do dinheiro que puderes investir, havendo conteúdos <em>premium</em> que podes desbloquear. Acresce-lhe ainda o detalhe de ter algum mistério e uma trama a desvendar. Tudo dito, vejam apenas pelo que se vai passando e vão acabar por se rir e achar piada às várias personagens e às suas aventuras (<em>plus</em>, o Robbie Amell é bem agradável à vista).</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.imdb.com/title/tt7826376/?ref_=tt_sims_tt" target="_blank" rel="noopener">IMDB</a></p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/SXys2yHrRio?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GOOD OMENS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Confesso que esta é batota, uma vez que ainda está na <em>watchlist</em> e não nas vistas. O J. recomendou-ma, essencialmente, por ser muito divertida e repleta de bons atores e boas <em>performances</em>, especialmente as duas personagens principais. Retrata uma amizade improvável entre um anjo e um demónio, que, para sua surpresa, e cada um à sua maneira, se acabam por afeiçoar ao nosso Mundo. Proporciona boas gargalhadas, com um humor diferente do habitual, imprevisível, e acompanhada por boas músicas, só razões para ver.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://www.imdb.com/title/tt1869454/?ref_=nv_sr_srsg_0" target="_blank" rel="noopener">IMDB</a></p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-5Ka2J-5a5A?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>
<p>E vocês, que séries costumam ver para descontrair e levantar o humor?</p>
<p> </p>
<p>R.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:327012020-05-19T11:38:00Época Balnear 20202020-05-19T10:47:54Z2020-05-19T10:47:54Z<p style="text-align: justify;">A abertura da época balnear nunca foi digna de uma abertura com "pompa e circunstância", pelo simples facto de, se assim entedêssemos, podermos estender a toalha na areia em pleno mês de dezembro, e com a exceção da pneumonia ou da hipotermia, mais ninguém queria saber disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Este ano, o Covid-19 veio por-nos a todos a ansiar pela tal abertura da época balnear. E as medidas governamentais que se pretendem implementar, para que o regresso às praia seja o mais seguro possível, colocou-nos em frente à TV, a ouvir com bastante atenção, para percebermos se em vez de acordarmos às cinco da manhã para conseguirmos estender a toalha o mais perto possível da água, não temos que passar lá a noite para garantir que temos lugar no areal. Tipo fila para marcação de consulta no centro de saúde. Nada de novo.</p>
<p style="text-align: justify;"><br />Ao que a mim diz respeito, admito estar super entusiasmada com a época balnear 2020. Pela primeira vez, desde que me lembro, posso chamar a policia quando aquela família com 20 pessoas, chegar à praia às onze da manhã e montar a barraca (literalmente) no metro quadrado que sobrou ao meu lado. Estou em êxtase só pela possibilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Há anos que anseio que apareça uma nuvem bem carregada, em cima deles, do tamanho desse metro quadrado, e que comece a chover torrencialmente, só ali. Ou então que a onda do mar, faça um pequeno desvio, naquele metro quadrado, e leve todas as suas coisas. Obrigada Covid.</p>
<p style="text-align: justify;">Também prevejo que, este ano, seja possível resolver o problema daquelas criaturas (adultos e crianças, entenda-se!) que passam a correr junto à minha toalha. A minha solução passará por tossir ou espirrar, com todas as minhas forças, no momento em que por ali passam. Acredito que não voltem a passar e prefiram dar a volta à praia, mesmo que essa volta seja de 10 km. Obrigada Covid.</p>
<p style="text-align: justify;"><br />Não deixa de ser incrível como é necessário que apareça um tal vírus para que as regras de bom senso sejam cumpridas. E por esse motivo, estou grata.</p>
<p style="text-align: justify;"><br />Aproveito este post, para vos informar, queridos leitores, que, para aqueles que não consigam passar a noite na praia e dessa forma garantir o seu lugar, na minha casa, em Vila Praia de Âncora, tenho um terraço onde cabem cerca de 10 pessoas (garantindo as devidas distâncias de segurança), disponível para alugar. Para além do sossego do vosso metro quadrado, garantimos uma bacia onde podem molhar os pés e refrescar-se. Tem vista para o mar. Mais informações por MP. </p>
<p style="text-align: justify;"><br />M.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:324922020-05-07T22:06:00Era uma vez #62020-05-07T21:14:09Z2020-05-07T21:14:09Z<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Então e essas leituras? Já está tudo em dia, com esta quarentena? <br />Por aqui não está em dia, longe disse, mas vai bem melhor que em igual periodo do ano passado!</p>
<p style="text-align: justify;">A primavera já chegou, o Estado de Emergência já nos deixou, maaas estamos em estado de calamidade e parece que já vai começar a chover no fim de semana de novo, por isso, tudo em casa que ainda não é altura de andar no passeio! E não têm nada para fazer? Leiam!</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje digo-vos o que andei a ler nestes quatro meses do ano e o que pretendo ler no mês de maio! </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 540px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="WhatsApp Image 2020-05-06 at 16.31.12.jpeg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6f17d357/21799883_d6U5k.jpeg" alt="WhatsApp Image 2020-05-06 at 16.31.12.jpeg" width="540" height="720" /></p>
<p style="text-align: justify;">Podem encarar isto como sugestões!</p>
<p style="text-align: justify;">Na foto falta <a href="https://www.instagram.com/p/B7JW1v1JlnW/" rel="noopener">um livro, o primeiro que li em 2020</a>, mas como era emprestado já voltou à sua dona. </p>
<p style="text-align: justify;">Ora bem, o Dois Anos e Uma Eternidade é um livro super giro e super rapido de ler. É pequenino, tem 200 e tal páginas e diz-nos como os livros e uma livraria podem fazer a diferença na vida de uma pessoa!</p>
<p style="text-align: justify;">O Boas Esposas é a sequela do Mulherzinhas. Em alguns países o livro em vez de Boas Esposas chama-se Mulherzinhas Parte 2. Quem viu o <a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/mulherzinhas-29482" rel="noopener">filme</a> já sabe a história deste livro, uma vez que sem o Boas Esposas o filme nunca ficaria completo. E... como sabem eu adoro o Mulherzinhas, por isso o Boas Esposas foi só delicioso de ler logo a seguir a ter ido ao cinema ver o filme! Vale bem a pena! </p>
<p style="text-align: justify;">O Mulheres Sem Nome desiludiu-me um bocadinho, mas é só porque eu achava que ia ler um livro um bocadinho diferente. Nao achei que fosse o tipo de livro que é. No entanto, gostei muito de o ler. Primeiro porque gosto muito de ler sobre as 1ª e 2ª guerra mundial e depois porque isto foca a historia de 3 mulheres, duas delas reais, nessa época entre a Alemanha, a Polónia e a França. São tres visões completamente diferentes de uma época horrivel da história do mundo, mas bom de ler. </p>
<p style="text-align: justify;">O Anexos da Rainbow Rowell, peguei porque gostei muito da sinopse. É autora de vários livros bem conhecidos e achei que me iria divertir muito. Nao foi bem o que aconteceu, é giro de ler, é facil de ler, mas nao é assim tão divertido, nao me entusiasmou por ali além. </p>
<p style="text-align: justify;">Já o Comércio Respeitável da Philippa Gregory entusiasmou-me MUITO. Nunca tinha lido sobre a escravatura. É estranho, mas ao ler o livro é que me apercebi disso. E este livro falo sobre a escravatura em inglaterra no século XIX. Eu adoro os livros da Philippa, já não é novidade nenhuma. Mas é um livro tão fácil e bom de ler. A única coisa que me chateou um bocadinho foi o final. Deixou demasiado à nossa imaginação e eu prefiro quando a autora nos diz como ficaram as personagens! </p>
<p style="text-align: justify;">O Dez anos depois já o tinha cá há um bom tempo para ler. É da autora do Big Little Lies, que deu lugar à serie com a Nicole Kidman, a Reese Whitherspoon e a Shailene Woodley e o tema pareceu-me interessante. Acertei. O livro é super giro e super bem escrito. Apesar de ser um bocadinho previsivel nao achei nada monotono nem cansativo, achei realmente interessante. Tanto que já quero o Big Little Lies, até porque só vi tipo 2 episodios da série, por isso, vamos ler o livro primeiro!</p>
<p style="text-align: justify;">O Harry Potter dispensa apresentações, certo? Peguei nele, novamente. É a segunda vez que o leio. Mas estava a precisar daqueles livros que são o comfort food mas dos livros sabem? o Harry Potter é isso para mim. E confirmei, mais uma vez, ADORO. </p>
<p style="text-align: justify;">Julia Quinn e o primeiro livro do quarteto Smythe-Smith. Quem me conhece sabe que li e tenho todos os livros dos Bridgerton. A Júlia é daquelas escritoras óptimas, que nos dá livros que lemos num ápice e que nos faz rir e desaparecer do nosso mundo por umas horas. Já não lia nada dela desde 2017, acho, e tinha cá este livro há imenso tempo. Achei que era hora de voltar. E que saudades tinha destes livros. A Honoria e o Marcos foram um casal maravilhoso de acompanhar. O próximo já está pronto a ser lido e o 3º já está na lista para ser comprado!</p>
<p style="text-align: justify;">E a última leitura do mês de Abril foi a Educação de Eleanor. E ora bem... toda a gente adorou este livro. As minhas amigas que leram o livro adoraram, por isso, quando o comprei, tinha a certeza que também o ia adorar. Mas não foi bem assim.. custou-me imenso a entrar no livro, já ia a metade e ainda nao sentia vontade de lhe voltar a pegar, nao voltava a pensar nele, nada.. achei muito previsivel, achei um bocadinho monótono, entendi muitas coisas e compadeci-me de outras tantas em relação à Eleanor, mas para mim é so um 3 estrelas. Nao consegui encontrar o fascínio que a maioria encontrou. A única coisa que me surpreendeu e que me fez querer saber mais é contada nas últimas páginas do livro e não dão absolutamente nenhuma importancia a esse aspecto, isso chateou-me um bocadinho. Mas pronto, o giro dos livros é isto, uns gostarem e outros não. Se toda a gente gostasse do mesmo, o mundo tombava. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">E pronto, já estamos em Maio, é o mês do meu aniversário, e isso é sinonimo de livros! (sim, eu sou uma pessoa demasiado fácil de agradar, é so oferecerem-me livros!) Por isso, vou ver se leio estes três livros e talvez um livrinho dos que cá chegarem a casa a meio do mês! ahah</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 960px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="WhatsApp Image 2020-05-06 at 16.31.13.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B441754e7/21799894_CZY45.jpeg" alt="WhatsApp Image 2020-05-06 at 16.31.13.jpeg" width="960" height="720" /></p>
<p style="text-align: justify;">Já ando a ler A Mulher com Sete Nomes e estou a adorar! Depois conto-vos sobre este livro!</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo do Harry Potter (que tem a capa mais maravilhosa!!), mês de aniversário merece o segundo da coleção conforto, não é?</p>
<p style="text-align: justify;">E em terceiro, espero ler o segundo da Julia Quinn que, desta vez, acompanhará a história do irmão mais velho da Honoria.</p>
<p style="text-align: justify;">E por aí? Contem-me o que têm lido ou o que vao querer ler este mês. </p>
<p style="text-align: justify;">F. </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:321992020-05-01T19:28:00Oh Costa, aposta!2020-05-01T18:29:50Z2020-05-01T18:36:32Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 213px; padding: 10px 10px;" title="89F1B88E-DE30-4D0F-9655-CA7A78F10993.jpeg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0a189604/21793455_WptK9.jpeg" alt="89F1B88E-DE30-4D0F-9655-CA7A78F10993.jpeg" width="213" height="320" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Olá a todos, em especial, desta vez às meninas. Hoje escrevo-vos em pura ação de solidariedade e para informar que enviei ao Sr. Primeiro Ministro, em nome de todas as leitoras e em sua homenagem, as medidas que considero adequadas ao combate à </span><em style="font-size: 14pt;"><strong>COVID-19</strong></em><span style="font-size: 14pt;">.</span></p>
<p>Associem-se a esta causa e se for caso disso partilhem, criem petição, façam o que entenderem. <br /><em><strong>#juntassomosmaisfortes</strong></em>.</p>
<p>Aqui ficam as sugestões para o “<em>Sô Costa</em>”:</p>
<p>- fechar praias porque há alerta vermelho de baleias (como eu) a darem à costa.<br />- oferecer plano de nutrição pago pelo Estado para dieta em 12 meses. <br />- ficar 12 meses em casa sendo apenas permitidas deslocações aos SPAS da área de residência se não for possível o tratamento no domicílio.<br />- criação de linha de apoio 24h para entrega de tudo e mais alguma coisa. <br />- aulas com PT no domicílio.<br />- oferta de 5000,00€ para pequenos mimos de vestuário e calçado.<br />- pagamento da totalidade da mensalidade das creches.<br />- inscrição gratuita em colónias de férias com tudo pago para os miúdos.<br />- pagamento da mensalidade da Netflix e HBO.<br />- manicure/ esteticista/ cabeleireiro ao domicílio e gratuito.<br />- subsídio de 2000€ mensais para ajudar a suportar despesas básicas e durante os 12 meses.<br />- disponibilização da chave do Euromilhões em boletim próprio e certificado com prémio de 15M.</p>
<p>São algumas que julgo essenciais, sem pedir muito e que entendo que o Orçamento de Estado aguenta. <br />Estou a torcer (mas ao mesmo tempo, certa) de que isto colherá o voto favorável de todos os deputados. <br />Alguém com mais sugestões para eu meter a cunha ao “<em>Sô Costa</em>”?</p>
<p>A sonhar acordada,</p>
<p>S.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:318042020-04-22T23:05:00Raios partam as pessoas, em geral. 2020-04-22T22:05:41Z2020-04-22T22:05:41Z<p style="text-align: justify;">Odeio pessoas. Acho que não é novidade para vocês, creio que já o referi por aqui uma ou outra vez, talvez de forma mais subtil. Não é desde sempre. É desde que acabei o curso e comecei a trabalhar com pessoas. Este ódio intensificou-se quando entrei na área do retalho. As pessoas fazem as coisas mais incríveis para obter vantagens (a maior parte das vezes, insignificantes). Partilho convosco, a título de exemplo, uma situação caricata de um cliente que pretendia receber uma avultada indemnização, por danos morais, pelo atraso na entrega de uma encomenda <em>online</em>. Alegava que tal atraso (de um dia) lhe trouxera vários transtornos, nomeadamente problemas conjugais e insónias. Para mim, era claro que a pessoa em questão tinha vários transtornos, mas daí a ser responsabilidade da empresa que eu representava, isso já era duvidoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se tirar vantagens indevidas ou aproveitar-se dos outros é algo intrínseco ao ser humano. Gosto de acreditar que não. Contudo, todos os dias, nas mais diversas situações, me deparo com algo que refuta a minha crença.</p>
<p style="text-align: justify;">Devido a um vírus que já todos conhecemos tão bem (pelo menos de nome) e que tem como principal objetivo espalhar-se, contaminar e matar pessoas, entramos em Estado de Emergência e consequentemente fomos aconselhados a ficar em casa. Combatíamos, desta forma, um vírus invisível, como lhe chamamos, e garantimos a salvaguarda do bem mais precioso, a vida. A nossa e a dos outros. </p>
<p style="text-align: justify;">Este combate acarreta consequências económicas e financeiras, como se sabe, pelo que o estado social é obrigado a intervir e apoiar aqueles que ficam mais fragilizados.</p>
<p style="text-align: justify;">E é neste momento que as campainhas da ganância das pessoas toca e os euros saltam à vista, como os cifrões nos olhos do Tio Patinhas. Cada um começa a perguntar, a si próprio, de que forma vai conseguir obter mais vantagens. Assim, a par das <em>"milhentas"</em> publicações nas redes sociais, tentando mostrar o seu lado humano, de apoio, disponível, onde partilham a revolta contra os que aumentam os preços das máscaras ou impingem serviços ou cobram valores àqueles que deixaram de ter fontes de rendimento ou contra o estado (que não apoia verdadeiramente, que não chega, que não ajuda), planeiam uma forma de obter vantagens. De ganhar dinheiro!</p>
<p style="text-align: justify;">"<em>Sabe </em>Sôtôra<em>, com isto de termos que fechar tudo e mandar os trabalhadores para casa não está fácil. Acabamos por entrar em </em>lay-off<em>. Mas agora estou com um problema</em>".</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginem vocês que o estado não cobre os salários dos funcionários que não tem contrato, que não estão inscritos na segurança social. Corrupto esse estado!</p>
<p style="text-align: justify;">E o funcionário em <em>lay-off</em> que se recusa a trabalhar em segredo? Só quer viver às custas dos outros, calaceiro!</p>
<p style="text-align: justify;">E esse maldito estado que não permite que se fechem as portas e se despeça toda a gente, assim sem mais? Fascistas!</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como naquele exemplo caricato, também aqui não me restam duvidas de que há alguém corrupto, calaceiro e, quiçá, fascista. Só não sei se, tal como no exemplo, eu e quem me contacta estamos de acordo sobre quem será essa pessoa. </p>
<p style="text-align: justify;">M.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:313722020-04-13T16:31:00O post que nunca pensei escrever: treino em casa2020-04-13T15:47:30Z2020-04-13T15:47:30Z<p style="text-align: justify;">A situação atual de confinamento e isolamento social não é fácil e poderá haver uma certa tendência para a letargia ou a falta de motivação.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, para quem está em casa e tem essa oportunidade, poderá ser a altura certa para tentar alterar alguns hábitos ou simplesmente aderir aos benefícios da prática de exercício física – <em>ora aqui está um post que nunca pensei escrever</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Acreditem que se eu consigo, qualquer pessoa consegue (a sério, literalmente <em>qualquer pessoa</em>)! Motivem-se uns aos outros (obrigada L., apesar de te insultar de cada vez que tenho que fazer agachamentos), partilhem as vossas experiências, façam um registo para acompanhar a vossa evolução, façam aulas em conjunto, ou simplesmente experimentem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda para mais depois da Páscoa, bem sei que não resistiram aos bolos e chocolates!</p>
<p style="text-align: justify;">Acima de tudo, poderá ser uma boa prática para quebrar a monotonia e fazer-vos sentir um pouco melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto vindo de uma pessoa cuja frase mais repetida durante os exercícios é “<em>porra, não me gozem, ninguém faz isto por gosto</em>”! Mas a verdade é que sei que fará bem à minha saúde física, é uma forma de ocupar o tempo, uma forma de poder comer com menor peso na consciência, e uma oportunidade para <em>testar </em>os tais benefícios.</p>
<p style="text-align: justify;">De entre as várias vantagens de um estilo de vida mais ativo, quem sabe enumera: melhoramento geral das condições de saúde e combate de algumas doenças, perda de peso, aumento dos níveis de energia, controlo da ansiedade, aumento da autoestima, melhoramento do sono (e, em dias de isolamento, a importante ocupação do tempo e da mente).</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, deixamos aqui algumas sugestões de páginas e canais e respetivos links, onde podem encontrar aulas e treinos, tão variados que com certeza encontrarão algo para vocês, seja qual for a vossa motivação, quer sejam normalmente ativos e queriam só algum treino para acompanhar, quer não estejam habituados ao exercício (<em>eu!</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">Graças à internet, temos à nossa disposição treinos curtos ou mais longos, dicas de pausas ativas, aulas direcionadas para crianças e para seniores, treinos adaptados, exercícios de maior ou menor intensidade, professores diferentes, vários estilos, e a esmagadora maioria sem precisar de qualquer tipo de material para além do que temos em casa.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Ficam aqui as nossas sugestões:</p>
<p style="text-align: justify;">– Centro de Desporto da Universidade do Porto (<a href="https://www.facebook.com/DesportoU.Porto/" target="_blank" rel="noopener">facebook </a>e <a href="https://www.youtube.com/channel/UCLe8nBPaSMRK9_ZB7IxkYKw/featured" target="_blank" rel="noopener">youtube</a>) – pausas ativas, treinos para crianças e seniores, vários estilos, geralmente acessíveis e com boa disposição;</p>
<p style="text-align: justify;">– Fitness Hut (<a href="https://www.facebook.com/FitnessHutOficial/" target="_blank" rel="noopener">facebook</a>) – quatro aulas por dia útil, duas ao sábado e domingo, usando materiais que temos em casa (garrafa, toalhas, cadeiras), de intensidade variada;</p>
<p style="text-align: justify;">– Holmes Place (<a href="https://www.facebook.com/HolmesPlacePt/" target="_blank" rel="noopener">facebook </a>e <a href="https://www.youtube.com/user/HolmesPlacePt/videos" target="_blank" rel="noopener">youtube</a>) – vários treinos e aulas, incluindo meditação, além de dicas e receitas;</p>
<p style="text-align: justify;">– Breathe Sport Fitness (<a href="https://www.facebook.com/breathesportfitness/" target="_blank" rel="noopener">facebook</a>) – várias aulas em direto;</p>
<p style="text-align: justify;">– Go Gym (<a href="https://www.facebook.com/gogymporto/" target="_blank" rel="noopener">facebook</a>) – desafios diários, várias aulas, algumas mais intensas, e dicas;</p>
<p style="text-align: justify;">– Gaia SportCenter (<a href="https://www.facebook.com/gaiasportcenter/" target="_blank" rel="noopener">facebook</a>) – plano semanal de uma ou duas aulas por dia útil em direto.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Além destas páginas, o youtube oferece uma enormidade de aulas e treinos variados, como as do <a href="https://www.youtube.com/user/valeoclub/videos" target="_blank" rel="noopener">ValeoClub </a>com vídeos curtos de “<em>dance fitness workout</em>” (confesso que gosto das músicas), a <a href="https://www.youtube.com/channel/UC7JxP9x8mnEesBQk-WEMpWA" target="_blank" rel="noopener">Playdance </a>também com aulas e coreografias (a música ajuda à motivação), ou ainda a <a href="https://www.youtube.com/user/popsugartvfit" target="_blank" rel="noopener">Popsugar </a>com várias aulas.</p>
<p style="text-align: justify;">Podem ainda aderir aos já populares treinos em direto no instagram da <a href="https://www.instagram.com/helenacoelhooo/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">Helena Coelho</a> e do <a href="https://www.instagram.com/ptpauloteixeira/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">Paulo Teixeira</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Partilhem connosco a vossa experiência, se também estão a tentar tornar este isolamento mais ativo, bem como as páginas e sugestões que conhecerem!</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">R.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(acreditem, estou tão incrédula como vocês por um post destes ser da minha autoria!)</em></p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:310832020-04-09T23:42:00Um dia (horas) de uma Advogada em Quarentena2020-04-09T22:48:09Z2020-04-09T22:55:30Z<p><span style="font-size: 14pt;">Filha de 20 meses acorda, vamos lá mudar fralda, dar o leite, vestir robe, calçar meias e por no canal Panda.</span></p>
<p>Trimmmm, trimmm, toca o telefone:<br />Empresa: "<em>Temos um caso urgente: trabalhador não vem trabalhar desde dia 09/03/2020. Queremos despedi-lo".</em><br />Ao fundo (na minha casa) ouço "<em>para o teu amigo panda, para o meu amigo panda, lalalalalalala...."</em><br />Respondo: "<em>mas o trabalhador não avisou? Nem nenhum familiar?"</em><br />Panda:<em> "olhó dragão, olhó dragão ..."</em><br />A minha sanidade mental cai a pique. <br />E lá vem a miúda que acabou de comer: "<em>mamã, queijinho, queres?"</em><br />Respondo: <em>"estou ao telefone..."</em><br />Miúda: "<em>queres, queeeeres...."</em><br />Peço uns instantes para (sem som) dar 4 berros.<br />Recomeço <em>"sim, por favor..."</em><br />Benedita, <em>"mais, mais".</em><br />Do outro lado: "<em>mas então é para avançar, porque repare, ele faltou, não veio, não é, desde dia 09/03, e ele sabe bem o que está a fazer, isto é só uma desculpa, não podemos ter contemplações, ele já queria isto há muito, não podemos ficar parados, ele goza connosco, ele pensa que faz o que quer, mas connosco não, temos que agir, agir rápido, faça isso o quanto antes como quem diz já para enviarmos já. Os correios estão a funcionar? Temos q enviar pelo correio? Ou vamos lá a casa dele? Ai, a casa não dá... não é? E melhor não. Ele pode nem estar em casa. Repare, se está infectado pode nem estar, mas não vai estar, ele quer é umas férias, assim é que se está bem. Não facilite Dra, temos que agir já, ....</em> bla bla bla bla bla bla!<br />Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!<br />Socorro!<br />Enquanto isso a Benedita já testou os cabos da Nos, já escondeu 3 comandos, já tirou a cabeça a 3 bonecos, já se pôs na lareira, já tirou o robe, as meias, o tótó, já foi à cozinha, já abriu as especiarias, já tirou o cabo do computador, já foi buscar os meus óculos, já foi, já foi, já foi..... <br />alguém me ajude que eu ainda não passei das 10h da manhã!?<br />Alguém?<br />Estou quase a COVID(ar) o CORONA para um café íntimo, assim mesmo daqueles íntimos para ver se depois fico em isolamento.</p>
<p>Sugestões para isto melhorar?</p>
<p>Grata!</p>
<p>Com alerta vermelho de intolerância,</p>
<p>S.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:305382020-03-30T14:15:00A História que estamos a viver2020-03-30T13:42:31Z2020-04-01T11:31:30Z<p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Já pararam para pensar que, neste preciso momento, estamos a viver um momento histórico que, daqui a uns anos, estará nos livros de todos os miúdos que tiverem o privilégio (sim é um privilégio) de estar nas suas escolas a aprender sobre o mundo?</p>
<p style="text-align: justify;">Crescemos todos a ler sobre a I e a II Guerras Mundiais, a Guerra Fria, a Revolução Francesa, o 25 de Abril e tantos outros acontecimentos que nunca sequer pensamos fazer parte (ok, claro que os nossos pais fizeram parte do 25 de abril, alguns dos nossos avós talvez tivessem passado pela II Guerra Mundial) mas com a evolução do mundo e com tudo o que hoje temos, com tudo acessivel a o todos, alguma vez vos tinha passado pela cabeça viver os dias de hoje? Na minha não tinha passado, de certeza.</p>
<p style="text-align: justify;">E sim, vivemos a história quando apareceram os telemóveis, e a internet, e o mIRC. Quando deixamos de usar o telefone de fio da PT (em que para ter internet o telefone tinha que ser desligado) e passamos a usar aqueles queridos tijolos com teclas e antenas. Passamos pela história quando deixamos de ter que escrever uma mensagem com nao sei quantos caracteres e com abreviaturas (só para não gastarmos duas mensagens, porque isso equivalia a um gasto extra de dinheiro!), quando deixamos de enviar postais aos amigos e passámos a tirar fotografias com o telemóvel. Estamos a viver história, quando os glaciares do ártico estão a derreter, quando a barreira de corais da Austrália está a ser diminuida a olhos vistos, vivemos história quando o Barack Obama foi eleito. Mas em 2020, a maior parte de nós está em casa. De quarentena. Num estado de emergência. Estado esse que os nossos pais já passaram, é verdade, em novembro de 1975, mas que, se calhar, não deixou as marcas que este estado deixará. Estamos a viver história, porque estamos em casa. </p>
<p style="text-align: justify;">Se calhar isto vai servir (e acredito mesmo que sim, ao contrário da<a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/assim-que-tiver-tempo-prometo-30854" rel="noopener"> M.</a>) para sairmos desta fase melhores pessoas. Sermos mais bondosos e mais tolerantes. Podemos aproveitar estes tempos, em que o que não nos falta é tempo, para falarmos com aqueles amigos dos quais nos fomos afastando, mas ainda gostamos tanto. Podemos aproveitar este tempo, para pedir desculpa a alguém que tenhamos magoado, mesmo sem querer. Podemos aproveitar para pensar no que podemos melhorar, e aprender a não dar tudo por garantido. Há duas semanas, alguém achava que sair para ir à farmacia ou ao supermercado era das poucas coisas que podiamos fazer fora de casa?</p>
<p style="text-align: justify;">Alguém, há um mês atrás, achou que ia ter tempo de ler os livros que tem na estante há anos, de ver as séries que se acumulavam? de passar tempo com os filhos, de os ajudar a estudar, de os ver crescer?</p>
<p style="text-align: justify;">Alguém, há um mês atrás, pensou que podia passar o dia a trabalhar de pijama em casa, cabelo apanhado e make up free? not me. </p>
<p style="text-align: justify;">E não, estes não são tempos risonhos, não são tempos felizes, são tempos de medo, de receio, de incerteza, mas é um tempo histórico e podemos tirar o melhor partido dele e aproveitar para sair deste estado pessoas mais fortes, melhores, e com mais vontade de viver, de fazer pelos outros e de fazer pelo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não nos esqueçamos que temos que puxar por nós neste tempo tão difícil. Temos que ser fortes e ultrapassar o medo (tão fácil falar...), temos que acreditar que daqui a uns meses podemos voltar a ter uma vida normal, mas não como antes, um bocadinho como eu acredito que possa ser, mais conscientes, mais tolerantes, mais bondosos, mais cuidadosos, mas novamente tão felizes com o simples acto de podermos ir trabalhar para os nossos escritórios, almoçar com os amigos num bom restaurante, sair para uma aula de dança ou ir ao ginásio. Mas para já, vamos pensar em quão privilegiados somos, ou pelo menos, a maioria de nós, pelos dias que podemos ficar em casa, ou podemos trabalhar de casa, porque temos uma casa, ou temos uma família connosco que é isso mesmo, uma família, e pensemos naqueles que: 1. não podem ficar em casa porque precisam estar a combater isto na linha da frente, quer para nos curar quer para que as coisas continuem a chegar a nossa casa, possamos continuar a fazer as nossas compras e o nosso lixo; 2. aqueles que, efectivamente, não têm casa; 3. aqueles que, apesar de estarem em casa, têm também em casa os seus agressores ou aqueles que tanto mal lhes fazem. </p>
<p style="text-align: justify;">Vamos agradecer, enquanto podemos, todas as coisas boas que continuamos a ter, apesar de tudo o que se passa. </p>
<p style="text-align: justify;">E vamos esperar que, quando a pandemia aparecer nos livros de história dos nossos filhos, possamos pensar nela como algo distante e do qual conseguimos sair com o minimo de sequelas possível... E que fez as pessoas e o mundo crescer. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Deixo-vos um video - que vi no instagram da <a href="https://www.instagram.com/coconafralda/" rel="noopener">cocónafralda</a> - que tanto nos mostra como Portugal é incrível e nos relembra que nós portugueses, também somos. </p>
<p class="sapomedia videos"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/70tcUNgd8IM" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Can't Skip Hope.</p>
<p style="text-align: left;">F. </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:308542020-03-25T21:07:00Assim que tiver tempo, prometo.2020-03-25T21:30:50Z2020-03-25T21:32:30Z<div style="text-align: justify;">Há uns meses atrás a F. escrevia-nos sobre <em><a href="https://quatrodetretaeumbebe.blogs.sapo.pt/o-tempo-27225" rel="noopener">o tempo</a></em>, sobre como "<em>ele</em>" passa e nem nos apercebemos disso. Escrevia-nos sobre como passamos <em>o tempo</em> a desejar que chegue um determinado dia e quando esse dia chega, automaticamente passamos a desejar um outro. E está tão certa!</div><br /><div style="text-align: justify;">Nunca arranjamos <em>tempo</em> para estar, para usufruir, para desfrutar. Ou porque temos muito trabalho, ou porque estamos cansados ou porque hoje não dá e amanhã não apetece. A família, os amigos, acabam por se encaixar nas horas vagas que não existem, de uma vida sempre agitada, com <em>tempo</em> contado para coisa nenhuma, coisa essa que é sempre prioritária. Damo-nos conta que passamos mais <em>tempo</em> com pessoas que não nos dizem nada ou que nos dizem muito pouco, com pessoas mesquinhas, de quem nem gostamos, ou até a fazer algo que não nos satisfaz. Porque para isso há<em> tempo</em>, porque isso é o que tem que ser, a isso somos obrigados. E fazemos, e vamos, e (sobre)vivemos aquilo que chamamos de vida, sonhando com um determinado dia, momento ou pessoas.</div><br /><div style="text-align: justify;">De amanhã não passa. No próximo fim de semana é que é. No próximo ano não há desculpas. Nas próximas férias, da próxima vez, assim que tiver tempo, na próxima encarnação. Fica para a próxima, prometo!</div><br /><div style="text-align: justify;">E de repente, chega um tal vírus que nos obriga a ter <em>tempo</em>. Um <em>tempo</em> imposto. Que nos condena à prisão, sem direito a visitas e que o único contacto permitido é através de videochamadas. E de repente, todos temos <em>tempo</em>. Através de uma pequena câmara, arranjamos formas de tomar café ou jantar com as pessoas que nos são queridas. Arranjamos <em>tempo</em> para ir ao ginásio, jogar cartas ou, simplesmente, estar à conversa. Os filmes parece-nos aborrecidos, os livros cansativos, as redes sociais uma seca. Porque o que gostamos mesmo é de pessoas. De estar com pessoas. E foi preciso um tal vírus aparecer, para nos darmos conta disso mesmo. Um tal vírus que nos mudou as perspetivas e diz-se por aí, que assim que esse vírus nos abandonar, o mundo jamais será o mesmo. As relações pessoais jamais serão as mesmas. </div><br /><div style="text-align: justify;">E de repente, esse tal vírus vai embora. Felizmente, voltaremos à nossa rotina diária. Aos trabalhos que nos tiram <em>tempo</em> e energia, às coisas que nem gostamos assim tanto, mas que tem que ser. E as prioridades que durante estes tempos de quarentena estabelecemos, desaparecerão novamente. Ficarão para mais tarde. Para outra altura. Para quando houver <em>tempo</em>. </div><br /><div style="text-align: justify;">Diz-se, por aí, que esse tal vírus veio mudar as pessoas. Diz-se por aí e diz-se mal. </div><br /><div style="text-align: justify;">Durante a estadia desse tal vírus, as pessoas fizeram aquilo que fazem sempre. Esperar por um dia que não aquele. E quando esse dia chegar, esperarão por outro. E outro. E outro. Até que não hajam mais dias por que esperar. </div><br /><div style="text-align: justify;"> </div><br /><div style="text-align: justify;">M.</div>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:304232020-03-19T16:46:00Carta ao Papá2020-03-19T16:56:38Z2020-03-19T17:02:59Z<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 260px; padding: 10px 10px;" title="16AC12F1-D4D3-4612-868D-2459AEC063F4.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P04189863/21731710_2iV1m.jpeg" alt="16AC12F1-D4D3-4612-868D-2459AEC063F4.jpeg" width="260" height="167" /></p>
<p><span style="font-size: 14pt;">Olá </span><em style="font-size: 14pt;"><strong>Papá</strong></em><span style="font-size: 14pt;">!</span></p>
<p style="text-align: left;">Este é só o segundo ano que festejo contigo o <span style="text-decoration: underline;"><em>Dia do Pai</em></span>, mas as diferenças são tantas...<br />Hoje acordei e pude encher-te de mimo, abraços, beijos, e cantigas. <br />Hoje pude sentir-te com tempo para me ouvires, para cantares comigo, para brincares comigo, para tomares o pequeno almoço comigo, para almoçares sem pressas comigo, para me adormeceres na minha sesta. <br />E que bom que foi!<br />Senti que o fazias com tempo, sem nunca olhares para o relógio, sem te ver stressado e preocupado com o escritório, sem atenderes o telefone, sem pegares na toga e saíres a correr. Que bom, que bom!! <br />Acordei da sesta e qual não foi o meu espanto estavas lá, a perguntar-me o que queria lanchar. Brincaste comigo durante a tarde. Senti-te feliz. Fizeste-me feliz. Que bom que é ter-te comigo. <br />Pode ser sempre assim? <br />Explicaram-me que estávamos de quarentena por causa de um vírus. <br />Não entendo bem e não sei do que se trata mas acho que eles nos querem bem. <br />Vocês disfarçam mas parecem preocupados. Contudo, o meu balanço é sempre o mesmo. Estou agora com vocês como nunca estive desde o dia em que nasci. <br />Obrigada COVID-19!!</p>
<p style="text-align: left;"><img title="0B9E6F29-7D51-4C86-AAC3-E9987C3E93FF.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3d17e482/21731708_tkUvJ.jpeg" alt="0B9E6F29-7D51-4C86-AAC3-E9987C3E93FF.jpeg" width="487" height="720" /></p>
<p style="text-align: left;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:299692020-03-14T10:28:00Carta à COVID-192020-03-14T10:31:41Z2020-03-15T10:49:41Z<p><span style="font-size: 14pt;">Querida (?) COVID-19, </span></p>
<p>Qual <strong><em>Wanderlust</em></strong>, qual quê?<br />Decidiste ceder à tua vontade súbita e forte de viajar e quiseste envolver-nos a todos.<br />Não achas que é egoísmo a mais fechar um mundo inteiro para te ver passar? Queres esplanadas vazias, centros comerciais mais airosos, escolas fechadas, serviços parados, ruas desertas para te passeares à vontade. Não é egoísmo a mais? Pensa que o egoísmo determinou também que os museus, espaços públicos, praias, parques, estabelecimentos de diversão fossem encerrados e nem tu podes deles tirar proveito. Vemos-te passar de forma arrogante e a incomodar todos os que tranquilamente seguiam a sua vida, ao ritmo habitual. Chegaste determinada a perturbar o quotidiano e os costumes de cada nação. Ninguém te disse que a beleza da viagem está no que adquires e "bebes" culturalmente dos outros? COVID-19, continua a tua viagem discretamente, de forma serena e tranquila, ao som daqueles que te vão "acolhendo" sem te impores demasiado. <br />Tira o máximo proveito desta viagem e faz com que ninguém dê por ti.<br />A torcer para que a tua viagem termine rápido,<br />S.</p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:297542020-02-10T18:01:00Serviço Público - com a participação especial de Paola Solarevicz2020-02-10T18:07:24Z2020-02-11T09:39:34Z<p style="text-align: justify;"><em>Um agradecimento especial às pessoas com mau gosto. Sem elas este artigo não teria sido possível.</em></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Há uns tempos, escrevia-vos sobre aquelas coisas que me impediam de apaixonar por um homem, por mais lindo que ele fosse. Falava-vos da altura, da voz, da data de nascimento e até da bagagem. Por mero lapso, não referi o mau gosto. Mas hoje escrevo-vos para corrigir esse lapso, e fazer “serviço público”. Porque entendo que ao contrário da altura, da voz, da data de nascimento ou da bagagem, o mau gosto pode moldar-se, corrigir-se, educar-se. Ou pelo menos quero acreditar que sim. </p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Numa “conversa de café” com a Paola Solarevicz, uma verdadeira entendida no tema, falávamos do mau gosto. Do mau gosto em geral, embora nos focássemos, essencialmente, no mau gosto dos homens. Da falta de noção ou de espelho. Falávamos da surpresa, do impacto, do bater de frente com alguém com mau gosto e da sensação de “facada no peito” quando nos cruzamos com homem que tem tanto de bonito como de mau gosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Dizia-me ela que adorava homens com bom gosto, que se sabem vestir e, mais ainda, sabem adaptar o que vestir à ocasião. Por sua vez, quando se cruzava com homens vestidos como autênticas “árvores de natal” não consegue evitar o beicinho a tremer, a pupila a dilatar e a lágrima a espreitar no canto do olho, pronta para verter, de <em>tamanha</em> desilusão com o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Poluição visual. Dizia ela que se tratava de uma poluição visual. E devia ser crime, da mesma forma que a poluição ambiental o é.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, e de forma a contribuir para um mundo melhor, deixo-vos <em>infra</em> as dicas de Paola Solarevicz, sobre o que <strong>não vestir, nem em casa</strong>.</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Manga cava preta, com calças de ganga e sapatilhas básicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Acrescento que manga cava só por si, nunca! Não é para usar, em situação nenhuma, com coisa nenhuma. Nem com calças de ganga, nem com outra coisa qualquer. Nem na rua, no passeio de domingo a tarde, ou no ginásio. Exceciona-se a utilização para prática de modalidades desportivas como o basquetebol ou o voleibol de praia. Mas como referido, apenas e só nessas duas modalidades.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Roupas justas</span></p>
<p style="text-align: justify;">Jamais! A não ser que vá participar numa prova de danças de salão ou salto em trampolim, é fugir das roupas justas a sete pés. Cruzar-nos com um homem que decidiu sair de casa com a roupa do filho mais novo, não é de todo atrativo.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Calças “tomara que caia”</span></p>
<p style="text-align: justify;">Tipo os tops das mulheres, mas numa versão masculina. Traduz-se naquela peça de roupa, que deveria estar na cintura, mas que, por se ter comprado o número acima, estão constantemente a ameaçar cair. A mais recente versão deste modelo, implica que as mesmas sejam justas em baixo, imaginamos nós que seja para que, caso caiam, não fiquem pelo caminho.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Camisa aberta até ao umbigo</span></p>
<p style="text-align: justify;">Ou até um pouco mais acima. Se não aperta mais, não é porque não é para apertar, é porque o tamanho não era esse. A situação piora se tiverem o fio no pescoço.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;">Fatos não cintados</span></p>
<p style="text-align: justify;">Aquela máxima de que um homem compra um fato uma vez e depois usa o mesmo fato para sempre, porque os fatos são todos iguais e nas fotografias de casamento não se vai notar já não se aplica. Os anos passaram, os fatos mudaram, os cortes também. Usar umas calças de fato largas em baixo? Não. Deitem fora.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Nas palavras sábias de Paola Solarevicz, “quando os olhos não sabem para onde olhar, significa que tudo está mal ali”. A mesma, refere ainda que “não há mal nenhum em evidenciar o corpo, desde que o mau gosto não se evidencie primeiro”. Dito isto, é um facto: a elegância conquista. E a falta dela também…</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">M.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:quatrodetretaeumbebe:294822020-02-04T20:00:00Mulherzinhas2020-02-04T21:41:52Z2020-02-04T21:41:52Z<p style="text-align: justify;">Olá pessoas!</p>
<p style="text-align: justify;">Bem-vindo Fevereiro! Fevereiro é o mês da nossa S., por isso só pode ser um bom mês.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu cá comecei o mês no cinema, a ver o filme Mulherzinhas. </p>
<p style="text-align: justify;">Quem me conhece sabe que o livro Mulherzinhas da Louisa May Alcott é dos meus preferidos! (Aliás já falei dele aqui no blog.) É um clássico tão bom de ler que, para mim, nem parece clássico. É daqueles livros que já li mais de uma vez e continuo sempre a descobrir coisas novas e continua a afectar-me sempre de forma diferente. Tenho várias edições deste livro e já vi o filme de 1994 dezenas de vezes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas vamos por partes!</p>
<p style="text-align: justify;">Para aqueles mais distraidos que não sabem sobre o que tratam os livros/filmes, falamos da história da família March. O Mulherzinhas é passado durante época da guerra civil americana, entre 1861 e 1865. Está família é constituída por quatro irmãs, a Meg, a Jo, a Beth e a Amy. Vivem com a mãe e o pai está na guerra. Com a partida do pai para a guerra esta família enfrenta dificuldades económicas mas juntas conseguem superar as dificuldades e a si mesmas e fortalecer-se enquanto família. Enquanto no mulherzinhas estas quatro irmãs aprendem a crescer e a lidar consigo e com os outros, no Boas Esposas, 3 anos depois do fim do Mulherzinhas, estas já são adultas e têm que conviver com a perda, com escolhas, casamentos e uma vida diferente daquela que estavam habituadas, mas pela qual vão lutar e saberão ser felizes. </p>
<p style="text-align: justify;">Em Portugal, a história da família March é dividida em dois livros, o Mulherzinhas - Livro 1, e o Boas Esposas - Livro 2. Efectivamente, o Boas Esposas é a segunda parte do Mulherzinhas, 3 anos depois do fim do primeiro livro. Mas, muitos países há em que estes dois livros são vendidos como um só! </p>
<p class="sapomedia images"><div id="qpKvCO1601360173" class="ink-carousel"><ul class="stage"><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li><li style="list-style: none;" class="slide all-100 align-center"><img class="lazyload-item" src="" /></li></ul><nav style="position: static;" id="qpKvCO1601360173-pagination" class="ink-navigation half-top-space"><ul class="pagination chevron"></ul></nav></div>
</p>
<p style="text-align: justify;">Depois destes dois, há ainda (mas não traduzido para português) o Little Men e o Jo's Boys. (Estes são uma continuação do Mulherzinhas e do Boas Esposas, mais centrado noutras personagens desta história, das quais não vou falar para não dar detalhes/spoilers da primeira história!)</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 340px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Little-Men-Jo-s-Boys.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb6179e6a/21682918_ePvGO.jpeg" alt="Little-Men-Jo-s-Boys.jpg" width="340" height="340" /></p>
<p style="text-align: justify;">Posso-vos dizer que ainda não li estes dois livros mas, já os encomendei na wook (por 3€!!!! os dois, juntos! nota-se muito o entusiasmo?!) e, assim que chegarem pegarei neles!</p>
<p style="text-align: justify;">Pronto, passando agora para os filmes e as séries. (ou só filmes, porque apesar de já existirem várias séries e de eu ter uma ou duas guardadas, ainda não peguei!).</p>
<p style="text-align: justify;">Estes livros já foram objecto de várias séries e de filmes ao longo dos anos. Posso dizer que o mais conhecido é, sem dúvida, o filme de 1994.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 650px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="e0ebc653-5d82-49b7-8515-b6f6ba8fcf18_1.b5bcf1a39ae" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcc1867fb/21682919_cBy9I.jpeg" alt="e0ebc653-5d82-49b7-8515-b6f6ba8fcf18_1.b5bcf1a39ae" width="650" height="650" /></p>
<p style="text-align: justify;">E, eu, posso dizer que é dos meus filmes de eleição. Já o vi imensas vezes. Sempre que dou conta que está a dar na TV fico a ver, pelo que, estava muito colada a esta versão a estas personagens.</p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lWn4h2YLxGA" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">É muito fácil comparar todas as personagens e, foi justamente o que fiz durante todo o filme. Mas acho que não devia. Distam 15/16 anos entre os dois filmes, é mais do que natural que haja diferenças e são muito bem vindas! </p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">A questão é que, como gosto tanto dos livros e do filme que conhecia, ia com expectativas altas e demasiado pormenorizadas e claro, fui logo surpreendida nos primeiros minutos.</p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">Mas já lá vamos...</p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: justify;">Assim que soube que ia estrear um novo filme do Mulherzinhas, e vi que era com a Emma Watson (que eu adoro) disse logo que tinha que ir ver ao cinema! Acompanhada ou sozinha mas iria vê-lo! Por isso, assim que estreou, 3 amigas vieram fazer-me uma visita a Viseu e lá fomos nós ver um filmes que todas tinhamos tanta curiosidade.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 220px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="733034.gif" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc21827e3/21682925_zotVa.png" alt="733034.gif" width="220" height="317" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Para começar, a fotografia deste filme é maravilhosa! Este filme conta a história da família March entre um passado recente e o presente, saltita de umas cenas para as outras, mas acho que tem uma capacidade de o fazer de forma acertada e subtil. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">O filme está muito bem feito, tem as cenas importantes, talvez uma ou outra de forma diferente do que eu esperava (estava muito colada à versão de 1994, como vos disse) mas, agora pensando nisso, acho mesmo que está um filme bem conseguido! Aliás, é um dos filmes nomeados para melhor filme nos Óscares!</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Falando das personagens...</p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><img style="width: 389px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="jo.JPG" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B34187d69/21682951_IWYED.jpeg" alt="jo.JPG" width="389" height="574" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ah Saoirse.. como mereces levar o óscar de melhor actriz para casa! (não me venham já perguntar se já vi os outros filmes nomeados e a prestação das outras actrizes. Não vi, mas acho que a Saoirse está MARAVILHOSA neste filme) É a minha Jo preferida. Gostei mesmo muito dela neste filme.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 422px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="meg.JPG" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb4179dea/21682959_VZK0f.jpeg" alt="meg.JPG" width="422" height="617" /></p>
<p style="text-align: justify;">Emma Watson como Meg. Meg é a mais velha das 4 irmãs. Eu adoro a Emma, mesmo! Foi uma das grandes razões por querer logo ver este filme e apesar de a achar lindamente, como sempre, não sei explicar mas acho que faltou alguma coisa. Continuo a não a ver como Meg. Não acho que tenha sido muito convincente neste papel. Em termos comparativos acho que a Meg de 1994 é mais Meg que a Emma. Senti realmente que faltava ali alguma coisa, ou que se calhar nao combinava com ela. Não sei explicar. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 486px; padding: 10px 10px;" title="beth.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be4186ecb/21682965_nz1cT.jpeg" alt="beth.jpg" width="486" height="720" /></p>
<p style="text-align: justify;">Eliza Scanlen, como Beth, a irmã número 3, aquela que tem a saúde mais fragil, a que mais gosta de música. Não conhecia esta actriz e acho que esteve muito bem. Sinto que esta versao de 2019 não mostrou grande coisa da Beth, nao nos fez conhece-la e quase nos esquecemos que ela está ali. Nisso o filme de 1994 dá-lhe mais atenção, chama-nos mais a atenção. E a Beth é aquela irmã que todos nós precisavamos mais de ser!</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 422px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="amy.JPG" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3b1803f5/21682969_mA7BP.jpeg" alt="amy.JPG" width="422" height="624" /></p>
<p style="text-align: justify;">Florence Pugh, como Amy, a irmã mais nova. O filme de 1994 tem duas actrizes a fazer de Amy. Uma mais novinha, enquanto criança e outra mais velha ja nos seus 20 anos. Aqui a Florence faz as duas idades da Amy, enquanto adolescente e enquanto adulta. Dei-me conta agora que a Florence está nomeada para melhor actriz secundária. E pensando bem, talvez mereça mesmo. Disse várias vezes no dia em que vi o filme que esta Amy era a minha preferida. Para quem já leu os livros sabe bem que a Amy sendo a mais nova é a mais mimada, é a mais orgulhosa e acaba por ser um bocadinho irritante. Esta versão de 2019 traz-nos uma Amy tudo isto mas ao mesmo tempo nada irritante. Disse mesmo "Esta Amy é muito menos irritante que as outras, sem dúvida". Acho que é uma actriz do caraças esta Florence e, fez-me gostar muito da Amy, coisa que não tinha acontecido anteriormente!</p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 210px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="laurie.JPG" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7f18c9bf/21682972_GkWJY.jpeg" alt="laurie.JPG" width="210" height="359" /></p>
<p style="text-align: justify;">O Laurie não podia ser mais diferente da versão de 1994. E se acho que em termos de actuação este talvez me encha mais as medidas, gostei mais deste no papel de Laurie, por outro lado não acho que seja assim tão adequado para este papel. A verdade é que durante todo o filme este Laurie me pareceu um miúdo. Mesmo miúdo. Não o tinha com um ar tão infantil. E mesmo quando passamos para a fase mais adulta deles, ele continua exactamente igual. Não sei, eu gostei dele, mas ao mesmo tempo não gostei. </p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="tia march.JPG" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0718079a/21682978_yk7uT.jpeg" alt="tia march.JPG" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Meryl Streep como a Tia March, a tia que nenhuma das raparigas gosta muito, excepto a Amy. Mas a tia rezingona e ao mesmo tempo com saídas que nos fazem rir. Como sempre óptima, a Meryl.</p>
<p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="laura dern.JPG" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0c177821/21682979_YpOEy.jpeg" alt="laura dern.JPG" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">Laura Dern como a mãe das quatro irmãs. Quando ela apareceu e, comparando com a versão de 1994, pareceu-me novinha, mas depois pensei que realmente parecem todos muito mais novos nesta versão que na anterior. No entanto, não deixei de a adorar no papel de Marmee, talvez até mais do que na versão de 1994, mas talveeez tenha ideia que a versão de 1994 é mais aproximada a do livro. Não sei, eu gostei muito desta Marmee. </p>
<p class="sapomedia images"><img style="width: 960px; padding: 10px 10px;" title="maxresdefault.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5817e139/21682983_AD37p.jpeg" alt="maxresdefault.jpg" width="960" height="540" /></p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">E provavelmente a maior e mais surpreendente personagem desta versão de 2019 foi Friedrich Bhaer, digamos que este era bem mais novo que a versão de 1994, muito mais atrativo, nada a ver com o seu antecessor. Gostei desta nova versão do professor, até porque claro, se coaduna mais com a Jo, mas não achei muito fidedigno ao livro. Mas enfim, para os olhos foi melhor, sem dúvida. </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p>
<p class="sapomedia images" style="text-align: justify;">E isto tudo para dizer, vão ao cinema, vão ver este filme. </p>
<p class="sapomedia videos" style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/K5u_60e7jpQ" width="560" height="315" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: left;">Vale a pena. Eu vou, de certeza, vê-lo mais vezes.</p>
<p style="text-align: center;">Mas sabem o que vale mesmo a pena também? Lerem os livros!!</p>
<p style="text-align: left;">F. </p>