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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

22
Out18

DUAS COLHERADAS E DUAS DE TRETA PELO MEIO, se possível!

quatro de treta e um bebé

 

WhatsApp Image 2018-10-22 at 21.17.02.jpeg

 

Poluição sonora. É isto. Falta de respeito e consciência social.
Chego a um restaurante. Sento-me. Chega o empregado. Pergunta uma, duas, três vezes... qualquer coisa que eu não entendo. Porque não ouço. Porque não consigo ler através dos lábios. E ele tenta, simpaticamente, alterar a voz.
Aos berros, pergunta se já escolhemos. Aos berros, eu peço-lhe para ele aguardar mais um pouco. E, aos berros, peço o meu menu.

Fico o jantar/almoço todo a, apenas, abanar a cabeça para quem me acompanha. Não falo. Não se fala.
Com o pouco que falo rebento com os decibéis e chego cá fora, no fim de tudo, rouca. Cheia de dores de cabeça e com vontade de ir para casa repousar. Um programa que seria agradável para descontrair quantas vezes acaba por ser um tormento?
Isto porque há sempre aquelas almas que se juntam em jantares de família para festejar os aniversários do avôzinho e fazem da sala do restaurante, a sala de sua casa. Melhor era impossível.
Crianças a correr pelas mesas, o 40° da mesa a falar com o 1° da outra ponta. A mãe a chamar a atenção aos miúdos. As adolescentes, histéricas, a comentar o “boy mais giro lá da escola”. Os bebés aos gritos - esses com desconto, claro. O avôzinho a perguntar 1001 vezes se já todos escolheram, enquanto vai soltando um “olhaaaaa, tu aí Mila, já escolheste mais o teu home?”. E repete o processo pela mesa toda.
Quando penso que tudo vai acalmar após os pedidos dos menus, eis que chega a comida, e lá anda esta para um lado e para o outro. “Prova aqui”, “prova ali”. Comida pelo ar, pelos mais novos, e mais uns quantos berros para chamar atenção.
No fim de tudo, pensamos “ufa, de barriguinha cheia já devem acalmar mais um bocadinho”. E vêm os Parabéns. Em tom BEM alto! Altíssimo, diria. Capaz de rebentar um qualquer tímpano. Até o mais calejado. E envolvem toda a sala do restaurante com palmas.
Depois lá vem - qual cereja no topo do bolo - o “e-fé-re -á” (https://youtu.be/fbs5jtESfz8)
E no fim ainda vêm as criancinhas com o “e que seja feliz, e que parta o nariz”.
Serei eu a intolerante?
Sugiro aos restaurantes que, após festejos destes, na continha que apresentam tragam logo a farmácia para ver se uma pessoa consegue fazer - de pé - o caminho até ao carro sem chamar o INEM. Exagero, não é!?
Até não é, sabem!? Porque isto a correr bem, anima a B. para fazermos ensaio para um concerto de techno music, assim que chega a casa.
Confesso que saio pouquíssimas vezes para jantar fora. Agora com a B., menos ainda e, apesar de ter cuidado, por vezes, ainda me deparo (como aconteceu este fim de semana) com situações destas.

Ufa! Haja paciência!!

Bons jantares/almoços, de preferência silenciosos.


S.

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