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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

04
Mar19

Era uma vez #3

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Não, não venho falar-vos do Carnaval, o Carnaval é muito giro porque me dá um feriado e uma oportunidade de não ir trabalhar, mas fica-se por aí no que a mim me diz respeito.

Venho falar-vos do livro da Michelle Obama que acabei de ler este fim de semana.

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Comecei este livro no dia 1 de Fevereiro e acabei-o no dia 2 de Março. Sim, demorei um mês a lê-lo, não porque não seja maravilhoso, porque é, mas porque infelizmente não tive grande tempo durante o mês de Fevereiro. No entanto, não o queria ter lido de outra forma, sinceramente. Foi tão bom ler um bocadinho todos os dias, inspirar-me um bocadinho todos os dias, especialmente numa altura em que precisava tanto de inspiração. Quem me conhece bem sabe que eu queria ler este livro assim que ouvi falar dele, andava há meses a dizer que queria o livro, que tinha que o comprar, que o ia adorar. Pois bem, assim que tive oportunidade comprei-o e peguei logo nele.

Estava tão entusiasmada que assim que o abri e comecei a folheá-lo, peguei no telemóvel e tive que escrever logo sobre ele, sobre o que pensei quando lhe dediquei os primeiros minutos de atenção que cuidado, que cuidado que devem ter tido com este livro… A primeira folha, normalmente branca, tem fotos da Michelle ainda “anónima” como uma pelicula de filme, traz um marcador (livros que trazem marcadores próprios dos livros são amor e chegam-me mais depressa ao coração), e assim que cheguei ao prefácio senti um entusiasmo que não sentia há meses por livro nenhum! Não sei se é muito bom ter tantas expectativas (normalmente não é!) mas por outro lado é uma sensação que só quem adora livros vai compreender. Pronto. Esta review iria começar assim. E eu estava mesmo entusiasmada, porque depois de ler o prefácio voltei a partilhar (no momento) Ok, eu estava entusiasmada com a ideia de ler o livro, mas agora que li o prefácio estou mega entusiasmada! Como é que meia dúzia de folhas de um prefácio me fizeram saltar para dentro do livro como se estivesse ao lado de uma amiga a ouvi-la contar uma história?”.

Não sei, eu costumo dizer que todos os livros são bons ou maus para nós dependendo muito da altura em que os lemos. Quando pegamos num livro e não estamos a gostar, mais vale não continuar. Fechem o livro, passem para outro. Depois voltem a tentar noutra altura, uma altura que vos mostrará outra faceta do livro. E digo isto porque já peguei em livros que estava a detestar, pousei, meses ou anos depois voltei a pegar e adorei. E estou a dizer-vos isto porque acho que li o livro da Michelle na altura certa. Não havia altura melhor. Juntou-se a fome com a vontade de comer como diz a minha mãe. Adorei este livro não só porque ele é bom, mas porque o li na altura certa.

Dito isto, eu sempre gostei da família Obama, independentemente de me identificar ou não com a política, sempre gostei deles. Sempre gostei da Michelle e dos projectos que ela fez crescer enquanto primeira dama. Mas a verdade é que não sabia nada sobre ela, nem sobre os Obama no geral, diga-se. Aliás, a meio do livro eu escrevi (mais uma vez ahah) Há um mês atrás provavelmente teria dito “gosto muito da Michelle Obama” mas sem saber muito bem porquê. Sabia que sempre gostei dela, da imagem que ela passou, daquilo que parecia ser. Hoje digo que “gosto muito da Michelle Obama” com mais conhecimento do porquê. Este livro fez-me entender porque é que eu e meio mundo gostamos dela e ela é, claramente, uma inspiração, especialmente para nós, meninas e mulheres.

Afinal de contas ela é uma mulher como todas as outras. Aliás, muito provavelmente muitas de nós fomos mais privilegiadas do que ela, enquanto crescíamos.

O livro está dividido em três partes Becoming…Eu, Nós e Mais. Enquanto ela fala dela, e da infância dela, é tão interessante como ela subtilmente demonstra o racismo que sempre existiu e dá-nos conta como tantas vezes as pessoas podiam ter outras vidas e não têm, não porque não tentam, mas porque nunca lhes é dada a oportunidade. No nós, obviamente que ela fala da relação dela com o Obama, que nem sempre foi um mar de rosas, como as relações de todas as pessoas! E no Mais fala da Casa Branca e de como foi toda aquela experiência. Provavelmente, muitos sabem de muita coisa que está no livro que eu não sabia, mas para mim foi surpreendente que a Michelle tenha chumbado no exame da ordem dos advogados da primeira vez (o que cá seria o exame da ordem pelo menos), que só tenha conseguido ter a Malia e  Sasha (que se chama Natasha, curiosamente) através de inseminação artificial, que a “primeira-família” tem 100 mil dólares para gastar em mobiliário para decorar a Casa Branca quando lá chegam mas eles não usaram esse dinheiro! Que apesar de terem empregados, roupa lavada e tudo e mais alguma coisa, a comida são eles que pagam, no final do mês chega a conta da comida, não lhes é oferecida. Que as janelas da Casa Branca não podem ser abertas. Que a Michelle e uma das miúdas esgueiraram-se de Casa na noite em que passou a ser permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, só para poderem ver a bandeira colorida nas paredes da Casa Branca. Que àquela famosa varanda (que tanto apareceu em Scandal – a Truman Balcony) eles não podem ir quando querem, nem como querem – se quiserem ir à varanda têm que avisar os serviços secretos e estes vão ter que parar o trânsito da rua, afastar todas as pessoas, porque ficam especialmente vulneráveis na Varanda e não podem ter as pessoas do lado de lá das grades. Tanta coisa que eu não sabia e adorei saber. Foi tão bom ler o que a Michelle disse, é tão bom saber que ela fez a diferença na vida de tanta gente.

Ri, chorei, sorri e emocionei-me com o livro. Acho que é um livro super bem escrito. E um livro que considero uma inspiração. Fico mesmo muito feliz por tê-lo comprado, por pertencer agora à minha estante e sei que é dos livros que vai ser sempre especial para mim, porque realmente me inspirou.

Vocês já leram? Querem ler? Digam-me! E já agora que estamos no início do ano ainda (Março ainda só é o 3º de 12 meses!) sugiram-nos livros! Eu realmente sou um bocadinho viciada e gosto de falar de livros, mas as minhas outras três de treta também vão lendo aqui e ali, por isso às vezes mesmo que eu não aproveite algumas sugestões uma delas pode aproveitar!

 

F.

Ah, uma nota interessante. Lembram-se de eu falar das revisões de livros? Pois bem, este livro teve dois revisores. E quando vi no início, comentei com a C. (que partilha esta coisa dos livros comigo) e ela até comentou que provavelmente um tinha revisto uma parte e outro outra, para ele poder sair mais depressa e não distar muito da publicação nos EUA. Pois, agora que cheguei ao fim do livro partilho da opinião dela. Isto porque a terceira parte do livro tem algumas gralhas, gralhas que realmente se notam e não se notaram no restante livro, por isso só posso achar que uma parte do livro foi revisto por um revisor um bocadinho mais cuidado e o restante por outro, que claramente deixou passar bastantes coisas. Achei interessante porque foi a primeira vez que dei conta de um livro, que tenha lido, com dois revisores.

 

Ah 2! (que é como quem diz p.s.2) Eu fui uma das pessoas que dizia que era tão bom que a Michelle se candidatasse à presidência em 2020 (Scandal, hello? Ahah), mas ao longo do livro percebi que isso não ia acontecer, à medida que fui sabendo mais sobre ela e que ela me foi contando (sim, parece que ela está a falar connosco, e então?) mais sobre a visão dela do mundo da politica, achei que não era para ela e bem…no fim do livro ela expressa claramente que não, não vai candidatar-se. Quando li isto até me ri porque pensei mesmo, pois, era o que eu pensava.

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