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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

24
Set18

Sou do tempo...

quatro de treta e um bebé

 

 

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 Que saudades tenho da minha infância. Tão feliz que fui. 

Relembro o "ar livre" como algo saudável, como o sítio onde me reunia com amigos para brincar "só mais 5 minutos".

Vivia numa moradia com um enorme terraço e todos os dias, antes e depois do jantar, chamava os vizinhos e juntos brincávamos até os pais nos chamarem.
Tínhamos hora marcada: após a chegada a casa e até ao jantar; e logo após o jantar e até ouvir "meninos, amanhã há escola, é hora de ir dormir!".
Que bom que era!!
Jogávamos futebol, às bonecas, ao esconde-esconde, ao mata, à macaca, pião, caçadinha, quarto escuro, camaleão.... QUE SAUDADES!!!
Os mais novos perante isto diriam: "ah? O que é que ela disse?"
Sim, miúdos, a vida é muito mais do que um quadrado de luz que toca até se desligar e que funciona só com o passar do dedo.
Sei que nos tempos que correm - com tristeza minha - os miúdos não brincam na rua, não chamam os vizinhos para uma caçadinha e têm o quarto como o sítio mágico em que tudo acontece isolados do mundo!!
Dão primazia as PlayStation, gameboy, tabletes, smartphones, ... e - diga-se- vão se tornando cada vez mais "bichinhos do mato".
Os próprios pais alimentam isso, porque assim sempre podem ir, descansadamente, ao Facebook, Instagram, falar uma hora com uma amiga e ver a telenovela sem interrupções.
Porém, anos mais tarde, dos pais desses mesmos filhos ouvimos: "o meu filho fuma há 1 ano e eu não sabia"; "o meu filho tem uma tatuagem e nunca desconfiei";
Vivemos rodeados de tecnologias e todos reconhecemos o seu valor, contudo, não devemos esquecer as relações pessoais, aquelas que verdadeiramente nos alimentam.

A sociedade quase o impõe, pela oferta massiva; contudo, e enaltecendo aquilo que somos e o que esperamos do outro, devemos todos potenciar as relações pessoais, o diálogo, o toque, o "olhos nos olhos".

Não é tarefa fácil, eu sei, mas devíamos todos reflectir sobre isto. Criamos pessoas e com elas aquilo que esperamos da sociedade, precisamente aquela em que nos inserimos e a quem tudo exigimos!

 

S.

 

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