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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

10
Out19

Direito de Resposta de Hezalel ao texto "O meu anjo da guarda abandonou-me!"

quatro de treta e um bebé

"Tem direito de resposta nas publicações periódicas qualquer pessoa singular ou coletiva, organização, serviço ou organismo público, bem como o titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público, que tiver sido objeto de referências, ainda que indiretas, que possam afetar a sua reputação e boa fama", art. 24.º, n.º 1 da Lei da Imprensa (Lei 2/99, de 13 de janeiro).

Era desta forma que começava a carta que me foi dirigida, e que infra transcrevo, enviada pelo meu querido anjo da guarda, exigindo a publicação da mesma neste blog, que até então tinha algum nível nos artigos publicados. 

Li e reli o artigo supra citado. Acho que conseguia arranjar justificação plausível para não o fazer. Desde logo, e sem entrar nos pormenores da reputação ou boa fama, o meu anjo da guarda não se trata de uma pessoa, organização, serviço ou organismo público, nem me parece ser titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público. No máximo será responsável por mim, função que desempenha, digamos, com algum desdém! Mas enfim! Revirando os olhos, enquanto encolho os ombros,  e sob protesto, decidi ceder ao seu "pedido" e acreditar que, desta forma, a partir de hoje, as coisas mudam e as paz prevalece entre nós. Torçamos por isso. Que esta exposição pública não seja em vão. Ou que, pelo menos, me permita pedir uma indemnização...por danos morais.

"Queridos leitores, 

Ao contrário do que foi aqui publicado, a 16 de agosto de 2019, durante estes quase 31 anos (sim, Ela diz 30, mas são quase 31) sempre exerci as minhas funções com total empenho e dedicação. Efetivamente estou cansado, (afinal quem é que trabalha 31 anos, sem paragens, e não se cansa? Nem os anjos!) mas nunca o meu cansaço foi sinónimo de desleixo. 

Dou por mim, por vezes, a tentar perceber que mal terei feito numa outra vida, para que me tivesse calhado Esta pessoa na rifa. Quando levanto esta questão em grupo, é-me respondido, cada vez com menos convicção, que os grandes desafios são entregues apenas àqueles com capacidades para os superar. Cliché! Mas ainda assim, acreditando que merecia melhor, aceitei o desafio e em momento algum me desligo da Pessoa ingrata de quem sou o anjo da guarda. Se bem que mesmo que tentasse, acho que a campainha do perigo tocava. 

Durante estes 31 anos, e por mais difícil que seja, nunca A abandonei. Recordo-me, por exemplo, de quando concorreu à faculdade. Andava numa época em que só via séries criminais, e no momento da candidatura, deixou Direito e Coimbra em 2.º opção e concorreu para Ciências Criminais, no Porto. Acham que foi fácil, retirar-lhe uma décima da média para que não entrasse em Ciências Criminais? Mesmo assim, teimosa, entrou em Direito a pensar na especialização em Penal. Especializou-se em Imobiliário e nunca, ao longo destes anos, trabalhou em Penal por opção. 

E a paixão platónica pelo rapaz mais feio que alguma vez viram? Foi duro, desgastante e obrigou-me a trabalhar em conjunto com o anjo da guarda do tal rapaz, para lhe encontrarmos uma namorada e dessa forma esperar que Ela não se atrevesse a chegar perto. Para que tenham alguma noção, o meu colega ainda hoje se emociona quando relembrar o momento em que finalmente encontramos a tal namorada, e diz, entre lágrimas, que nunca conseguirá retribuir essa ajuda.

A lista é extensa e infinita. E ainda agora, enquanto vos escrevo, Ela está a tentar desviar-se do percurso. Contudo, contra tudo e contra todos (ou talvez só contra ela própria), continuo cá, firme e forte. Com 1,80 e corpo musculado. E totalmente disponível caso algum de vocês, caro leitores, pretender me contratar.

Tenho experiência nas mais variadas áreas, podem acreditar. E sucesso em tudo onde meti a mão. Basta olhar para Ela. Sou trabalhador e não desisto. Se não desisti dela, acreditem, não desistirei de vocês.

Hezalel, o verdadeiro Anjo da Guarda."

M.

03
Jan19

Muda de vida, se tu não vives satisfeito

quatro de treta e um bebé

Às vezes, é tão simples quanto isso.

 

Nas palavras de António Variações, “muda de vida, se tu não vives satisfeito (…), estás sempre a tempo de mudar (…), não deves viver contrafeito”; “olha que a vida não, não é nem deve ser, como um castigo que tu terás de viver”.

 

Volta e meia vemos por aí histórias de pessoas que tornaram o seu passatempo num modo de vida, seja a viajar, seja a cozinhar, seja a criar o que quer que seja, e parecem-nos histórias inalcançáveis, de falácias, um “pôr-do-sol patrocinado por uma bebida qualquer” (sim, estou a sentir-me musical!).

 

Atenção, as redes sociais enganam, e a vida seja de quem for não é perfeita, tudo o que é apresentado deu trabalho, esconde suor, lágrimas, espero que não sangue. Mas dizem que é possível viver a fazer o que se gosta.

 

No meu caso concreto, não fui abençoada com um qualquer dote extraordinário, não tenho particular jeito para as artes ou para a bola, um look arrebatador sem qualquer esforço, os meus pais não me ofereceram um ferrari como prenda pela primeira comunhão, não venho de uma longa linhagem de ilustres advogados, não tenho uma qualquer cadeira de poder com o meu nome, não fui apadrinhada por um qualquer líder partidário, nem alvo de intervenção divina. Notem, não critico qualquer situação. O que vos quero dizer é que não há, nem nunca houve, um percurso mais ou menos delineado pelas circunstâncias da minha vida em concreto. Tão pouco vos posso garantir que o teria seguido, sabem que gosto de fazer as coisas à minha maneira. Mas, talvez, se o houvesse, seria, pelo menos, mais óbvio qual o caminho a seguir. Antes houvesse uma bola de cristal e soubesse de antemão o que me esperava se fosse para a direita, ou se fosse para a esquerda.

Nunca me senti totalmente confortável com a ideia de escolher um caminho, fechar as outras portas e olhar em frente. Por outro lado, sempre senti alento nas palavras dos Led Zeppelin, “yes, there are two paths you can go by, but in the long run, there’s still time to change the road you’re on”.

 

A pergunta que devemos fazer a nós próprios é “o que é que é verdadeiramente importante?”.

 

Não fazemos esta pergunta vezes suficientes, quiçá por medo de a fazer, quiçá por medo da resposta. Pode ser medo da resposta pelo que ela nos pode dizer, porque não o queremos dizer em voz alta, não o queremos admitir. Maioritariamente, porém, será medo da resposta pelo que ela implica. É que, tendo a resposta, não temos desculpa para não agirmos em prol dela.

 

O que é que é verdadeiramente importante? Qual é a nossa prioridade, neste exato momento da nossa vida? É a curto, a médio, ou a longo prazo? É algo palpável, comprar aquilo, amealhar aquela quantia, dar apoio àquela pessoa, subir de cargo, aguentar até à reforma, a casa de sonho? Ou é algo mais genérico, queremos conforto, estabilidade, ou, ao invés, adrenalina, estamos focados naquela relação, naquela pessoa, ou, então, em nós próprios, é uma fase de autodescoberta, queremos construir aquilo, alcançar aqueloutro. Vá, eu sei que vocês sabem qual é a vossa resposta a esta pergunta, se a quiserem saber. Não me digam que não houve qualquer faísca aí dentro. Eu sei qual é a minha resposta, pelo menos aqui e agora.

 

É com base nessa resposta que eu escolho olhar para o caminho que percorro e é essa resposta a base da minha perspetiva; o meu lugar, neste momento, é compatível com a minha prioridade? Se não for, por muito que nos forcemos, não vamos estar bem, porque sabemos que, pelo menos de acordo com este critério, não é aqui que devemos estar. Não, não me digam que as coisas não são assim, que temos de fazer sacrifícios. Pelo contrário, fazemos sacrifícios por causa dessa resposta, por causa dessa prioridade. Se assim não o for, então, se calhar, devem repensar a resposta, e enfrentá-la.

 

Ano novo, vida nova. Sim, sim, eu estou perfeitamente ciente de que nada mudou entre as 23h59 do dia 31 de dezembro e as 00h01 do dia 1 de janeiro. Vou contar-vos como olho para a passagem de ano.

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Há uns anos atrás publiquei esta imagem, que caracteriza aquilo que eu sinto (além de demonstrar o meu domínio exímio do software paint). Chegamos ao final do ano cansados. O ano deu o que tinha a dar, enchemos o copo (não o dos apaixólicos), demos o nosso melhor, demos tudo o que tínhamos. Ano, a culpa não é tua! Tu tentaste, eu sei. Mas, agora, vem aí outro. Um ano com a inocência e a ingenuidade que o outro já não poderia mais oferecer. Vem aí todo confiante, de peito cheio, e tu, ano passado, a olhar para ele jocosamente, como quem pensa “se tu soubesses o que te esperava, não empinavas tanto o nariz”. Mas é assim que ele vem, e nós deixamo-nos embriagar por aquela aura de firmeza de que tudo vai correr bem e, como nos diz a M., acreditar é o importante. No último fôlego, já em queda, o ano passado ainda estica a mão e, como equipa, passa o testemunho ao novo ano, já pronto para entrar no ringue.

 

Por isso, no dia 1 de janeiro, respiro fundo, encho os pulmões de ar e deito-o cá para fora com toda a pujança, sacudo o que de mau o ano transato trouxe, arregaço as mangas (figurativamente, como é óbvio, afinal é inverno), e digo para mim própria “vamos lá”.

 

E voltamos onde começamos. “Muda de vida se tu não vives satisfeito”. Sim, às vezes é mesmo tão simples quanto isso.

 

Tão simples quanto um salto de fé. Uma fé não religiosa, não numa entidade sobrenatural, não no destino, não no que pode vir a acontecer. Fé em ti. Em ti e na resposta que deste. Dá um salto de fé e dá tudo de ti para que tudo corra pelo melhor. Se não correr, pelo menos no dia 31 de dezembro vais estar exausta, saturada, mas vais saber que deste tudo, e vais ter a confiança de que estás no caminho certo, porque te deixaste de desculpas e estás a lutar pelo que é verdadeiramente importante.

 

Vamos lá.

 

R.

31
Dez18

Querido 2019... acredita e entra com tudo!

quatro de treta e um bebé

Poderia estar a contar-vos que me encontrava sentada num banco qualquer do aeroporto, pronta a embarcar para Nova Iorque e que, ao que tudo indicava, a próxima vez que vos escrevesse contar-vos-ia que os meus desejos se tinham realizado. Mas não. Posso adiantar-vos já o fim. Não estou em Nova Iorque, nem vou embarcar nas próximas horas. Não verão fotos no instagram de Times Square, nem da minha mão com o anel e o hashtag #shesaidyes. Nem verão um sem fim de fotos românticas, pirosas e sem critério, que iria partilhar convosco, influenciada pelo momento.

 

Não sei bem quando é que esta ideia de ser pedida em casamento na passagem de ano em Nova Iorque surgiu. Mas, com certeza, não estava numa das minhas uvas passas na meia noite do dia 1 de janeiro de 2018. Pois bem, pelo sim, pelo não, estará, com toda a certeza, logo à noite, numa das minhas uvas passas da meia noite do primeiro dia de 2019. E quem sabe se o post que poderia estar a escrever hoje, não escrevo daqui a um ano. Podem incluir esse desejo numa das vossas uvas passas, se faz favor? Sempre ouvi dizer que a união faz a força.

 

Tenho uma amiga que no final de cada conversa cujo tema é “vida” me diz: “pensamento positivo, pensamento muitooo positivo que isso, por si só, atrai coisas positivas”. Efetivamente ela tem sempre razão: acreditar é o primeiro passo para que as coisas aconteçam. Por isso, a primeira resolução para 2019 é acreditar sempre!

 

Acreditar que o Benfica vai ser campeão no futebol e o Famões no voleibol. Que o meu treinador me vai deixar ser distribuidora, que vou visitar os 5 continentes, que me vai sair o euromilhões. Que vou a Nova Iorque no final do próximo ano.

 

Há uns anos escrevia que adorava resoluções de ano novo. E adoro. Não por acreditar verdadeiramente nelas (e se calhar é por isso que ainda não me saiu o euromilhões, apesar de todos os anos comer uma uva passa por ele), mas porque permitem que quem as faz feche um ciclo e inicie um novo. Logo, à meia noite, tudo o que aconteceu em 2018 fica ali. É como se fosse possível fragmentar a vida. Mais um ano que se inicia. Um Novo Ano onde tudo é possível. Como no ano anterior. Deixar de fumar, viver uma vida mais saudável, ser mais feliz, ajudar os outros, trabalhar mais (ou menos), começar a acreditar. Como no ano anterior.  Onde as pessoas se comprometem a tudo, como no ano anterior. Mas desta vez é diferente. Como no ano anterior. Não, porque este ano é "o ano"! Que seja. Como no ano anterior. Feliz 2019! Que entre com tudo. E acreditem!

O que fazer no ano novo em Nova York em 2018 Brook

M.

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