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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

08
Mai19

Um marido, uma filha e uma casa

quatro de treta e um bebé

E não é que uma pessoa agora é que dá valor à “mamã” que fazia tudo e tudo (e ainda reclamávamos)?
Pois é. A vida de casa é ligeiramente diferente. Diga-se: totalmente. Antes chegava a casa, descalçava-me enquanto percorria o caminho para o sofá, às vezes adormecia até ao jantar e acordava já a mesa estava posta e o jantar na mesa, enquanto soava ao fundo uma voz doce e terna: “está pronto, come, pelo menos, alguma coisa”.
Agora é parecido. Chego a casa, carregada com a filha ao colo, depois de ter ido às compras, entro, arrumo tudo, ponho a miúda a ver a milagrosa BabyTv durante uns minutos, o papá prepara a água do banho, eu dou um jeitinho a tudo, ponho o pijama, chego-lhe creme, visto -a, ponho a sopa a aquecer, sento-a na cadeira, dou-lhe a sopa, entretanto o T. já vai fazendo o jantar. Eu continuo no “mais uma colher”, depois vem a hora do mimo. Encosta, rebola, brinca, puxa cabelo e adormece. Jantar pronto, mesa posta. Vamos jantar. Jantamos. Benedita acorda, abre a pestana, quer brincar, lá vamos nós dar o litro mais um bocadinho (porque o dia de trabalho até foi brando - mentira!). 21h30. Fazer o leite, mudar a fralda, deitar a Benedita, dar-lhe o leite, e por fim... a magia acontece: ela adormece e só acorda de manhã.
Na maioria das vezes, adormeço com ela! Outras, ainda venho para o sofá com o T. acompanhar os 1001 programas de futebol e receber mimo. Outras venho escrever para vocês que desesperam por um post (riso).
Posto isto, e contas feitas: apesar do descrito, não há coisa melhor do que a nossa família e o amor que nela se vê crescer de dia para dia.
É tão bom. É tão nosso.
Beijinhos,
S.

10
Set18

Carta da B. ao Papá

quatro de treta e um bebé

20 de novembro 2017.

Durante umas horas, eu e mamã tivemos um segredo só nosso.
Era hora de almoço, depois de uma manhã de trabalho com a mamã no escritório, quando lhe disse que estava ansiosa e te queria anunciar a minha chegada. Queria fazê-lo de forma marcante e, simultaneamente, ternurenta.

Pedi-lhe que te fosse comprar um presente meu para ti.
Foi então que, numa ardósia, a giz, te escrevi: "Adoro-te, Papá!" como o maior amor que tinha na ponta dos dedos.

E logo ali, quando te anunciamos e te vi de lágrima no olho e cheio de emoção, soube que não podia escolher melhor para mim. 

Tão apaixonado e ainda não me conhecias. Tão meigo e tão dócil com a mamã. 

Foram tantas as vezes que me acariciaste, e tantas as que me segredavas ao ouvido quando estava eu, ainda, na barriga da mamã.
Vezes houve em que a mama já dormia e nós ficávamos à conversa e no mimo; só nós!
Não sabes o quanto isso me fazia feliz!
Gosto tanto de ti, Papá!

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 No dia 05.07.2018, timidamente, cheguei e, logo me apelidaste de "princesa".

Na barriga já sentia o melhor de ti, sem saber que, a partir do momento em que me pegaste nos braços, tudo daí em diante seria, ainda, melhor.
Adoro quando cantas para mim, quando me acalmas nos teus braços, quando me adormeces e quando enches esse sorriso de baba só de olhar pra mim.

Tão bons esses momentos e tão nossos.
No dia 20 de novembro "soube que era amor para a vida toda".
Da tua princesa, 
Benedita ❤️

 

 

 

 

 

31
Jul18

Nenuco Real

quatro de treta e um bebé

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Desde cedo que todos enalteciam em mim o ar maternal.
Contam os "meus" que tratava os nenucos como se meus filhos fossem. Sentava-os à mesa, colocava-lhes babete, dava-lhes massa pelo único orifício que tinham, mudava-lhes a fralda. Quando tive varicela, eles também tiveram. Cuidei deles como cuidavam de mim.
Levava-os à praia, aplicava-lhes protector, não os expunha ao sol e levava-os ao mar, explicando-lhes que a bandeira estava amarela e que só poderiam molhar os pés!
Levava-os ao colo da minha mãe, dizendo "vai à avó"!
Passei pela gravidez colocando um balão debaixo dos meus vestidos.
Este era o meu mundo encantado...aquele que, apesar de embebido em fantasia, para mim, era o mais real de todos.
Adorava sentir que cuidava de alguém, que alguém dependia de mim, que alguém se confortava com o amor que lhes dava. Isso era ser mãe.
Já crescida, quando me perguntavam: e se te saísse o Euromilhões o que compravas? Eu respondia: nada. Era mãe de 4/5 filhos.
Hoje, tenho o NENUCO REAL.
A minha boneca preferida chegou, e é tão, tão bom. Melhor do que o que alguma vez projectei.
Ser mãe antes dos 30 era a minha meta. E aconteceu.
Hoje, com 29 anos, sinto que este ser tão pequenino chegou para dar sentido ao lado maternal que sempre esteve em mim tão evidente. Hoje com mais sentido. Hoje mais real. Hoje melhor.
A B. enche-me o coração e faz -me sentir outra pessoa. Mais completa, mais realizada e mais segura.

 

Bem-vinda B.

 

Com amor,

 

S.

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