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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

10
Out19

Direito de Resposta de Hezalel ao texto "O meu anjo da guarda abandonou-me!"

quatro de treta e um bebé

"Tem direito de resposta nas publicações periódicas qualquer pessoa singular ou coletiva, organização, serviço ou organismo público, bem como o titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público, que tiver sido objeto de referências, ainda que indiretas, que possam afetar a sua reputação e boa fama", art. 24.º, n.º 1 da Lei da Imprensa (Lei 2/99, de 13 de janeiro).

Era desta forma que começava a carta que me foi dirigida, e que infra transcrevo, enviada pelo meu querido anjo da guarda, exigindo a publicação da mesma neste blog, que até então tinha algum nível nos artigos publicados. 

Li e reli o artigo supra citado. Acho que conseguia arranjar justificação plausível para não o fazer. Desde logo, e sem entrar nos pormenores da reputação ou boa fama, o meu anjo da guarda não se trata de uma pessoa, organização, serviço ou organismo público, nem me parece ser titular de qualquer órgão ou responsável por estabelecimento público. No máximo será responsável por mim, função que desempenha, digamos, com algum desdém! Mas enfim! Revirando os olhos, enquanto encolho os ombros,  e sob protesto, decidi ceder ao seu "pedido" e acreditar que, desta forma, a partir de hoje, as coisas mudam e as paz prevalece entre nós. Torçamos por isso. Que esta exposição pública não seja em vão. Ou que, pelo menos, me permita pedir uma indemnização...por danos morais.

"Queridos leitores, 

Ao contrário do que foi aqui publicado, a 16 de agosto de 2019, durante estes quase 31 anos (sim, Ela diz 30, mas são quase 31) sempre exerci as minhas funções com total empenho e dedicação. Efetivamente estou cansado, (afinal quem é que trabalha 31 anos, sem paragens, e não se cansa? Nem os anjos!) mas nunca o meu cansaço foi sinónimo de desleixo. 

Dou por mim, por vezes, a tentar perceber que mal terei feito numa outra vida, para que me tivesse calhado Esta pessoa na rifa. Quando levanto esta questão em grupo, é-me respondido, cada vez com menos convicção, que os grandes desafios são entregues apenas àqueles com capacidades para os superar. Cliché! Mas ainda assim, acreditando que merecia melhor, aceitei o desafio e em momento algum me desligo da Pessoa ingrata de quem sou o anjo da guarda. Se bem que mesmo que tentasse, acho que a campainha do perigo tocava. 

Durante estes 31 anos, e por mais difícil que seja, nunca A abandonei. Recordo-me, por exemplo, de quando concorreu à faculdade. Andava numa época em que só via séries criminais, e no momento da candidatura, deixou Direito e Coimbra em 2.º opção e concorreu para Ciências Criminais, no Porto. Acham que foi fácil, retirar-lhe uma décima da média para que não entrasse em Ciências Criminais? Mesmo assim, teimosa, entrou em Direito a pensar na especialização em Penal. Especializou-se em Imobiliário e nunca, ao longo destes anos, trabalhou em Penal por opção. 

E a paixão platónica pelo rapaz mais feio que alguma vez viram? Foi duro, desgastante e obrigou-me a trabalhar em conjunto com o anjo da guarda do tal rapaz, para lhe encontrarmos uma namorada e dessa forma esperar que Ela não se atrevesse a chegar perto. Para que tenham alguma noção, o meu colega ainda hoje se emociona quando relembrar o momento em que finalmente encontramos a tal namorada, e diz, entre lágrimas, que nunca conseguirá retribuir essa ajuda.

A lista é extensa e infinita. E ainda agora, enquanto vos escrevo, Ela está a tentar desviar-se do percurso. Contudo, contra tudo e contra todos (ou talvez só contra ela própria), continuo cá, firme e forte. Com 1,80 e corpo musculado. E totalmente disponível caso algum de vocês, caro leitores, pretender me contratar.

Tenho experiência nas mais variadas áreas, podem acreditar. E sucesso em tudo onde meti a mão. Basta olhar para Ela. Sou trabalhador e não desisto. Se não desisti dela, acreditem, não desistirei de vocês.

Hezalel, o verdadeiro Anjo da Guarda."

M.

18
Jul19

Aos colegas de trabalho.

quatro de treta e um bebé

Com a passagem dos anos, e a evolução inerente, substituímos os colegas da escola, aqueles que eram também os nossos amigos e com quem passávamos a maior parte do nosso tempo, pelos colegas de trabalho.

Na altura, e no geral, o que nos fazia levantar todos os dias para ir para a escola eram as pessoas. As conversas, os jogos de futebol nos intervalos, as risadas nos momentos mais inoportunos. A nossa vida desenrolava-se, essencialmente, durante aquele tempo, com aquelas pessoas. Com quem crescemos, aprendemos e nos moldamos. Talvez nunca tenhamos pensado nisso (eu, pelo menos, só estou a pensar agora) mas hoje, somos o que somos, seguimos os caminhos que seguimos, muito graças aos nossos colegas de escola e àquilo que vivemos com eles ou por causa deles. E eles a mesma coisa. São o que são, também, por nossa causa. E pela forma como interviemos nas suas vidas.

Agora, já mais crescidos e com perspetivas sobre as relações pessoais bem diferentes das da altura, passamos a maior parte do nosso tempo com os colegas de trabalho. E ao contrário daquela época, ninguém fica feliz por acordar todos os dias e ir para um espaço onde estão os nossos colegas de trabalho. Exceto eu!!

Ao contrário dos tempos da escola, já não é no local de trabalho que estão os nossos amigos. Ou até estão, pelo menos alguns, mas não é lá que nos gostamos de encontrar. Até porque o pão com chocolate e o leite achocolatado foram substituídos por minis e amendoins, e ainda não conseguimos perceber o porquê de essas duas coisas não estarem disponíveis nas máquinas de vending no nosso local de trabalho.

Sem dispersar, uma vez que as minis e os amendoins já me levaram os pensamentos para outros lados, eu devo ser das poucas pessoas (se não a única) que continua a acordar todos os dias com vontade de ir para o meu local de trabalho por causa das pessoas. Sou, sem dúvida, uma privilegiada por privar, todos os dias, com seres tão... puros.

Preocupam-se comigo como ninguém. Zelam pela minha vida. Acrescentam-lhe a pitada de sal que ela precisa. Agitam-na.
Arranjam-me namorado quando percebem que é isso que me faz falta e terminam essa mesma relação quando percebem que me está a fazer mal. Mandam-me de férias para aliviar as ideias e mudam-me de casa porque entendem que a minha já não corresponde às minhas necessidades, que eles tão bem conhecem. Arranjam-me encontros e mantém-se ao longe a assistir, apenas para se certificarem que tudo corre bem. Garantem que chego a horas ao trabalho e confirmam que não me atraso na hora de saída. E tudo isso sem eu saber. Para que não me sinta em dívida,  para que não sinta a obrigação de retribuir.

Há alturas em que me pergunto se conseguem ter tempo para gerir a vida deles, que, imagino eu, também precisa de algum cuidado. Chego a sentir remorsos por não conseguir responder na mesma medida, de retribuir da mesma forma. E sinto ainda mais remorsos, por saber que mesmo que tentasse não conseguiria, sequer, chegar perto daquilo que fazem por mim. Dou por mim, todas as noites, antes de adormecer, a agradecer a Deus (e logo eu que nem acredito em Deus!) o facto de os ter colocado na minha vida. E a pedir para colocar alguém como eles na vida deles próprios.

Depois tenho os outros. Os que para além de colegas de trabalho são também meus amigos. Com quem passo imenso tempo, principalmente se na nossa companhia estiver a tal mini e os amendoins. Que me convidam para jantar em casa deles, que fazem questão de me ter nos momentos importantes como aquele em que decidem dizer "sim" ao "felizes para sempre", ou me ligam em euforia a dizer que vão ser pais. Com quem passo horas a fio a falar da minha vida, ou da deles, que conhecem os meus medos e os meus sonhos. Que sabem os meus segredos e partilham comigo os deles. Os que não me importo de fazer quilómetros só para estar à conversa, para rir nos momentos mais inoportunos ou jogar futebol nos intervalos.


É pá! Mas estes... estes não chegam nem aos calcanhares dos outros. E que pena!

M.

16
Abr19

Que se f*da.

quatro de treta e um bebé

Domingos à noite são sinónimos de livros, filmes e/ou séries. Sem exceção. A depressão pré-segunda-feira, obriga-me a dedicar a coisas que gosto e que não faço, normalmente por falta de tempo. Coisas essas que deveria ter começado a fazer no sábado, às 9h, e que acabei por ocupar com outras coisas, a maior parte delas sem jeito nenhum (na verdade, nunca sem jeito nenhum, porque não fazer nada e dormir até às 15h tem todo o jeito, é essencial e sabe tãooooo bem). Na verdade, os domingos à noite funcionam como forma de recuperar o tempo perdido do fim de semana, de forma calma e tranquila para que passe devagar, m-u-i-t-o-d-e-v-a-g-a-r, como se conseguisse atrasar a chegada do dia seguinte. Acaba por ter o efeito contrário. Desde logo porque quando estamos a fazer algo que gostamos o tempo parece que voa. E se esse algo que gostamos é feito a um domingo à noite, já foi!

 

Este domingo, dediquei-me a um livro que já me tinha sido oferecido há algum tempo:

 

“A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da”.

 

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Não deixa de ser irónico que esse livro me tenha sido oferecido pela pessoa que mais me fez conjugar o dito verbo, das mais diversas formas possíveis e imaginárias, durante o último ano. Talvez eu não estivesse a ser subtil sempre que o pronunciei e como tal a pessoa achou por bem deixar-me  a dica. Está registado.

 

Dizia-vos eu então, que ontem comecei a ler esse livro. Ainda não tenho uma opinião formada sobre o mesmo, já que apenas li algumas dezenas de páginas. Todavia, desde a primeira página que me encontro em longos debates com o Autor. Se bem que depois de cada contra-argumento que utilizo penso... "que se f*da". Acho que já aprendi alguma coisa. A relevar... depois de falar. Bem, talvez não tenha aprendido nada. Oh! Que se f*da!

 

Autor: "Nós só procuramos aquilo que não temos."

M.: Efetivamente só costumo procurar aquilo que não tenho. Ou porque perdi, ou porque não me lembro onde guardei, mas o mais provável é que esteja a procura de algo que alguém tirou do sitio sem me avisar. Quando não encontro, encolho os olhos e faço uma de duas coisas:

1- Mamãaaaaa, viste as minhas sapatilhas?

2- "que se f*da, quando a minha mãe chegar pergunto-lhe onde as escondeu".

 

Autor: "Achamos que a felicidade consiste no alcançar aquilo que idealizamos e esse é o nosso grande erro, a felicidade consiste na busca, no caminho até alcançar."

M.: Sinto que a minha vida foi um erro. Fui tão feliz quando alcancei coisas que idealizei e nada feliz em alguns dos percursos que tive que percorrer até lá chegar. Afinal fiz tudo ao contrário, fui feliz nos momentos errados. Penitencio-me por isso... mas que se f*da.

 

Autor: "A felicidade não é não ter problemas, é resolver os problemas que temos."

M.: Se tenho um problema e o resolvo, fico sem ele. E se fico feliz com a resolução é porque fico feliz sem o referido problema. Então a felicidade é ter problemas resolvidos. Se estão resolvidos já não são um problema. Certo? Bom, "que se f*da".

 

Autor: "O desejo de termos experiências positivas é, por si só, uma experiência negativa, e paradoxalmente, o facto de aceitarmos experiências negativas, é, por sua vez, uma experiência positiva."

M.: Diria que o desejo ter experiências negativas ao invés de experiências positivas está ligado a escolhas de índole e gosto pessoal, que se podem traduzir (ou não) na prática do sadomasoquismo. E se assim for, se optarmos pela prática do sadomasoquismo, parece-me que esta frase fará todo o sentido. Caso contrário... que se f*da.

 

Subtileza nunca foi o meu forte. Prometo que trabalharei nessa parte daqui para a frente. Porque saber dizer "que se f*da", eu já sei.

 

O ser humano é demasiado confuso. Complica. É estranho. Atrai problemas. Mas depois há os que abusam. Que se f*da.

 

M.

 

01
Abr19

esquisitices.

quatro de treta e um bebé

Há muitos anos atrás (oh meu deus, já tenho muitos anos atrás!) tive uma paixão platónica que, também ela, durou alguns anos. Talvez andasse no 7.º ou 8.º ano e ele no 11.º ou 12.º. Como uma verdadeira paixão platónica, ele nunca soube. Ninguém soube. Nunca tínhamos falado e apenas o via ao longe. Como sabemos, a vida dá voltas e o destino é traiçoeiro. Conheci-o quando já estava na faculdade, por acaso, num daqueles típicos jantares de Coimbra. A paixão platónica ainda existia. Até que ele abriu a boca para falar para mim... e a paixão morreu!

 

Um sorriso, um olhar, o tom de voz. As mãos, as conversas ou a gargalhada. Todos temos algo que se destaca na pessoa que nos cativou e por quem nos apaixonamos. Arrisco-me a dizer que cada um de vocês saberá dizer uma, ou várias coisas, acerca da pessoa por quem nutrem sentimentos.

 

Saberão responder de igual modo acerca daquilo que vos afastou, por completo e à primeira vista (ou momento) de determinada pessoa? Aquela característica que não sendo má, ou não a tornando numa pessoa má, que não tendo a pessoa culpa, vos fez por um ponto final ainda antes do início da frase?

 

Há uns tempos, em conversa com uma amiga, dizia-me ela que no programa do “O Carro do Amor”, uma das candidatas deu sinal vermelho ao par simplesmente porque ele era mais baixo do que ela. E que apesar de toda a cumplicidade que existiu entre os dois desde o primeiro momento, havia algo do qual a candidata não se conseguia abstrair... a altura.

 

Divagamos sobre o tema e concluímos que ambas teríamos feito a mesma coisa. Talvez não o admitíssemos na TV. Talvez não disséssemos à pessoa. Mas saberíamos que era isso que nos estava a impedir de avançar.

 

Não que tenha passado pela experiência (ou se passei nem me apercebi de tão automático que foi o bloqueio), mas quase que garanto que jamais me apaixonaria por alguém mais baixo do que eu. Por muito que tivesse “tudo o resto”. É um facto: ser mais baixo colocaria logo, só por si, o sinal vermelho. O ponto final antes da frase. Mas podíamos ser amigos para sempre.

 

Dei pelo meu pensamento a divagar sobre aquelas coisas que ativariam o sinal vermelho. E concluí que até tenho algumas.

 

A voz. Capaz de destruir uma paixão platónica de anos. E me faz fazer questão de falar com as possíveis paixões platónicas que surgem.

 

A data de nascimento com um número igual ou superior a 1993. (Tenho que partilhar convosco que primeiro escrevi 1998, apaguei e escrevi, 1995 e voltei a apagar e escrevi, finalmente, 1993. Ainda voltei a apagar com a intenção de colocar 1991, mas voltei a escrever um 3. Não estou certa disto. Mas prefiro manter a amplitude, pelo menos mental).

 

A bagagem...

 

Neste momento, tenho aqueles que me são mais próximos a revirar os olhos e a dizer em voz alta (porque já não conseguem controlar o som): “mas ainda há alguém que acredite que ela não vai ser solteira a vida toda?”.

 

Calma! Ainda há esperança no Tinder!

 

M.

07
Fev19

#somostodosTEAMMARIA

quatro de treta e um bebé
Há dias, li uma notícia sobre umas jovens japonesas, homossexuais, que criaram um crowdfunding com o objetivo de angariarem fundos para percorrerem 26 países, onde o casamento homossexual é permitido, tirando fotos simulando (reitero e sublinho, simulando) a concretização do casamento entre as duas, em todos eles. Dizem elas que o farão em jeito de protesto, uma vez que o direito ao casamento lhes tinha sido vedado no seu país. 
 
Em Portugal, e apesar de não sermos, de todo, um país evoluído e com mentalidades abertas, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido (e bem! Fica a faltar a mesma igualdade de direitos no que respeita a outros temas, como, por exemplo, a adoção). Todavia, e em jeito de protesto pelos países que não o permitem, não tenho qualquer problema em percorrer 26, 50, 100 países, a tirar fotos a simular casamentos, se alguém pagar essas viagens.
 
Verdade seja dita, quem é que se importava de fazer isso?
 
Ponderei, seriamente, em lançar um desafio idêntico e percorrer o mundo às custas de alguém que acredita que vou em protesto e em defesa de boas causas. Mas a minha consciência (estúpida!) relembrou-me que não se deve enganar as pessoas.
Odeio a minha consciência. De verdade. Mas também acho que ela faz falta a muito boa gente (ofereço-a, se quiserem).
 
[ por favor, abram num novo separador com este link antes de continuarem a ler o texto ]
 
Tudo isto para vos dizer que ponderei novamente (e melhor), e de acordo com a minha consciência, acabo de lançar o desafio #somostodosTEAMMARIA.

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 #somostodosTEAMMARIA, é um crowdfunding que tem como objetivo angariar fundos para que o meu namorado me leve a Nova Iorque na Passagem de Ano.

 
Parece-me legítimo. E é totalmente verdadeiro. 
Na verdade, nem é por mim, é por ele.
 
Em contrapartida, sacrifico-me eu, e comprometo-me perante vós, a reportar tudo o que se passará durante esse período. E até partilhar convosco o vídeo do pedido... e sem simulações!
 
É um crowdfunding totalmente genuíno e não pretende camuflar qualquer outra intenção que não a verdadeira: ser pedida em casamento, na passagem de ano, em Nova Iorque, com anel estilo Kate Middleton.
 
Criei o meu projeto em PPL | Crowdfunding Portugal, e contava acrescentar aqui o link, porque sei que estão ansiosos por contribuir para esta boa causa. Mas dizem eles que demoram dois dias a analisar o meu pedido... precisam de verificar a legitimidade do mesmo (?). Mas há dúvidas? 
 
De qualquer forma, dar-vos-ei novidades em breve! Posso contar convosco? 
 
[ façam o favor de fechar o novo separador ]
 
M.
 
04
Fev19

A adaptação do Cupido.

quatro de treta e um bebé
Ao longo dos anos foi necessário adaptar a maior parte das profissões (se não todas). A invasão das novas tecnologias levou a que "novos" e "velhos" tivessem que aprender a trabalhar com elas, e viver com elas, a depender delas, e a gostar tanto delas. De uma forma ou de outra, todos tiveram que aprender, se adaptar e trabalhar de forma diferente. Hoje, todos estamos contentes por as novas tecnologias terem entrado nas nossas vidas.
 
A profissão do Cupido não foi exceção. Lá vão os tempos em que um menino (quando ainda não se falava em exploração infantil), cujas ferramentas de trabalho eram umas asas e uma flecha, andava por aí, a percorrer o mundo, à procura dos pares ideais, atirando-lhes flechas que os trespassavam, mas não matavam (ou matavam lentamente, muito lentamenteeee, mas nunca nenhum Cupido foi condenado por isso).
Era uma profissão exigente. Muito exigente, na verdade. Não se exigia qualificação para exercer a função, mas exigia-se mira, muita mira! Todavia, não era essa a maior dificuldade, ou exigência: a verdadeira dificuldade estava em encontrar os tais pares ideais. As caras metade. Os compatíveis. E eram percorridos quilómetros e quilómetros em vão.
 
Não sei se por erros de recrutamento, ou se por cansaço que impedia uma mira exímia, a verdade é que conseguimos encontrar várias falhas do Cupido.
 
Pois bem, graças à evolução e as novas tecnologias, estes erros já não acontecerão mais.
 
Hoje, o Cupido dispõe de um conjunto de ferramentas que lhe permitem não precisar de asas, não correr o mundo, podendo, contudo, continuar a lançar flechas só por diversão. Já não é um menino. É um adulto, com formação superior. E cursos de "coaching". Dá-se preferência aos "coach de relacionamentos", mas não é requisito essencial.
Hoje, não é o Cupido que percorre quilómetros, a vaguear nas alturas. São os, chamar-lhe-emos, Candidatos ao Amor que se sinalizam. Se inscrevem. E se põe quietinhos para que o Cupido não atire a flecha ao lado.
Hoje, é através de uma câmara que o Cupido faz (tão bem, como se vê) o seu trabalho.
À distância, após analisar os CV's dos candidatos, juntando aqueles que melhor se entenderão, e sentado num cadeirão para que se sinta confortável, acompanha, todo um processo a que chamam de encontro.
 
Assim, a quem anda por aí  à espera que o Cupido faça o trabalho dele, desistam.
Casamento à primeira vista, Carro do amor, First Date, Quem quer namorar com um agricultor?, são as melhores hipóteses que têm para conseguir encontrar o verdadeiro amor. E nem é difícil escolher (podem sempre se inscrever em todos).
 
Caprichem no CV e fiquem quietinhos para que flecha não passe ao lado no momento em que se baixam para atar os atacadores. E Boa Sorte. 
 
M.

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08
Nov18

Os meus amores pequeninos (parte 1)

quatro de treta e um bebé

Em outubro de 2010 nasceu um dos meus amores pequeninos: a S.

 

Tinha 18 anos quando me contaram que ia ter uma irmã (da parte do pai, que vivia nesta altura em Inglaterra).

Como devem compreender, a ideia de ter uma irmã não me passava sequer pelo pensamento. Claro que, quando somos pequenos, pensamos nisso, e a maior parte de nós fantasia com o que seria ter um irmão ou irmã. Contudo, verdade seja dita, aos 18 anos, essa ideia já está há muito arredada do nosso pensamento, e é algo que já nem sequer contemplamos. Por isso, podem bem imaginar a minha cara quando me deram esta novidade: parte incrédula, sem saber o que dizer, parte “será que ouvi bem”, parte a fazer as contas à nossa diferença de idade, parte a contemplar a distância que nos ia separar.

Sendo, como sou, um tipo de pessoa ver-para-crer, a ideia pairava mas ainda não tinha assentado. Aliás, aconteceu o mesmo com a B., tal como a F. descreveu, ficámos cépticas, como se a bebé que aí vinha fosse fruto da imaginação, uma fantasia meia surreal, “ia mesmo acontecer?”, e sentimos o desejo de o tornar o mais real possível, o que só aconteceu quando, finalmente, a conhecemos.

E então, em 2010, lá fui eu, com os meus avós, até Inglaterra, passar o meu aniversário na expetativa de conhecer a pequena. Mas a S., que não tem nada o feitio da irmã, não quis nascer nessa altura, e decidiu ficar na barriga da mãe durante mais umas semanas. Lá voltamos nós a casa, um pouco desiludidos por não sermos os primeiros a receber a bebé. No dia 1 de outubro, estão os meus tios e primos a chegar a Inglaterra, e a S. lá se decide a vir para o mundo, e surpreende-os com o presente que foi a sua chegada. Pouco tempo depois, lá voltámos a entrar no avião, desta vez com a certeza de que a S. nos aguardava.

Entrei no avião sem certezas. Não sabia o que esperar, não sabia o que ia sentir, não sabia como iam ser os próximos anos.

Tudo isso desapareceu quando a vi. Quando a segurei nos meus braços pela primeira vez, não tive dúvida nenhuma, só certezas. Tivesse a Deslandes lançado a música há oito anos atrás e dizia-vos que ali, soube que era amor para a vida toda.

 

S. (Tata para nós):

Tu não te lembras, mas passei aqueles dias agarrada a ti. Levava o meu ipod com músicas para ouvirmos juntas, embalei-te, dormi contigo, fiquei simplesmente a contemplar-te. Quando estávamos sozinhas, tu não sabes, mas eu falava contigo, e cantava para ti. Tu eras tão pequenina! Tão linda. E minha. Quando te peguei ao colo pela primeira vez tive a certeza, tu eras minha, a minha irmã, sangue do meu sangue, para sempre parte de mim, independentemente do que o futuro tivesse reservado para nós.

Uma das músicas que gostava de trautear para ti era a Patience, dos Guns N’Roses, porque fazia tanto sentido (se eu sequer imaginava que o teu gosto musical ia ser tão diferente do meu!).

Was a time when I wasn’t sure but you set my mind at ease,

There is no doubt you’re in my heart now (…)

If I can’t have you right now, I’ll wait dear.

Sometimes, I get so tense, but I can’t speed up the time,

But you know, love, there’s one more thing to consider

Said woman, take it slow, and things will be just fine,

You and I’ll just use a little patience

Said sugar, take the time, ‘cause the lights are shining bright,

You and I’ve got what it takes to make it. 

A viagem de volta foi difícil. Não contei a ninguém, mas vinha com os olhos cheios de lágrimas e o coração apertado. Sabia que ia sentir a tua falta, e que ias sentir a minha. Custou-me muito deixar-te tão longe. Cada vez que fechava os olhos ouvia-te, o teu choro (tu tinhas uns pulmões bem potentes!).

Pouco tempo depois, tiveste o teu primeiro Natal, e voltámos a Inglaterra para o passarmos contigo. Ofereci-te um álbum com as tuas primeiras fotografias com a família e, claro, comigo, para que, quando fosses mais velha, pudesses ver todo o amor com que foste recebida, e que estamos contigo desde que tu eras uma bebé tão pequenina. Levei-te também um cd, porque a música é tão importante para mim e uma forma tão boa de demonstrar o que sentimos, onde incluí algumas das músicas que ouvimos juntas, e outras que me faziam lembrar de ti. A principal, que te dediquei na altura, hoje e sempre, é da Adele, Make You Feel My Love.

Hoje vives em Portugal, ainda assim afastada de mim, porque a vida é assim, e continuamos sem fazer ideia do que vai ser o nosso futuro.

Mantenho a certeza que tive no dia em que te conheci: és minha, para sempre serás, e a ligação que nos une é forte e resiliente. O que quer que aconteça, teremos sempre isso. E eu serei sempre tua.

 

I know you haven't made your mind up yet

but I will never do you wrong

I've known it from the moment that we met,

 

No doubt in my mind where you belong (...)

There's nothing that I wouldn't do

To make you feel my love

 

 

R.

06
Nov18

Quem tem uma bimby, tem tudo!

quatro de treta e um bebé

Confesso que não estava nada convencida com a tão famosa e reconhecida Bimby.
Já tinha ouvido falar mas achava um desperdício gastar 1.000,00€ numa máquina - promissora, é certo - mas uma máquina!
Contudo e, não obstante a minha firme posição, eis que o T., num belo dia, decide marcar uma demonstração com uma agente da marca.
Telefona-me, estava eu a trabalhar, a perguntar se dava para a Lara ir, naquele dia, lá a casa. Questionei: "Lara? Quem é essa?" Respondeu-me, "é por causa da Bimby!".
Não o desiludi e aceitei o desafio.
A senhora, no dia agendado, por volta das 19h30,entra lá em casa carregadíssima com a tralha toda.
Apresentámo- nos e, logo, começamos a aventura na cozinha... com o T. ao comando de tudo, claro!

Desde já vos digo que o T. nunca mexeu um dedinho que fosse.  A única coisa que sabia fazer era ferver água e pôr um aroma qualquer lá para dentro e voilá, tínhamos chá!
De vez em quando, caprichava e lá saía uma tosta mista 5***.
De resto, mais nada!!!!!


Sucedeu que, no dia da demonstração e, no decurso da mesma, eu própria já estava super entusiasmada. Uma bola de carne de entrada, óptima; gelado feito na hora com fruta que tínhamos por casa; bacalhau espiritual; e um refresco muito saboroso. Tudo divinal.
Perguntam vocês: Convencida S.? Neste momento estava quase!!
O jantar ficou pronto e chegou a hora da "amiga Lara" se despedir para nos deixar a apreciar o que o chefe T. havia feito. E, espantem-se, quando a alerto de que se esquecia de uma caixa no chão, próxima da saída, eis que me surpreende com um “é sua”!

Respondi: "como assim, minha?"
Atrás de mim estava o T. com cara de caso a apreciar tudo isto e a rir baixinho.
Na altura não fiquei assim super entusiasmada mas hoje estou completamente rendida por uma razão simples - não  só pela Bimby - mas pelo cozinheiro que ela fez do T.. Excelente!

Faz o melhor risotto de sempre.
A melhor tarde de amêndoa.
A melhor mousse de chocolate branco.
O melhor cheesecake.
O melhor pão com chouriço.

A melhor pizza.

As melhores gomas.

(o melhor caril não, o meu é muito melhor!!)


E podia estar aqui a enunciar mais, mas como ele também lê isto, o melhor é não gabar demasiado.
De facto, a Bimby conseguiu com que o T. gostasse da cozinha e fizesse tudo com gosto. Eu? Agradeço imenso e não me importei nada com a demissão do meu cargo na cozinha!! Pecou por não ser mais cedo.
Alguém desse lado é fã da Bimby?

Aqui deixo um cheirinho "amador" das iguarias do T. e da sua amante Bimby bem como o link para os interessados que ainda não a tenham adquirido:

(https://bimby.vorwerk.pt/bimby/)

Vão partilhando connosco as vossas receitas e delícias na cozinha.

Bons cozinhados e Bom apetite,

 

S.

 

01
Nov18

O dia em que soubemos que íamos passar a ser cinco

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

O dia em que soubemos que íamos passar a ser cinco, foi inesperado. Era uma semana perfeitamente normal onde, no nosso grupo do Whatsapp ,falávamos sobre tudo e sobre nada, quando a S. nos diz  “temos que nos encontrar, tenho algo para vos contar”. “Vá, quando podemos todas?” Pois bem… nós até podemos demorar semanas para encontrar um dia para estarmos juntas, mas quando a S. nos diz que tem uma coisa para contar, no domingo seguinte já toda a gente podia e marcávamos encontro para almoçar em Viseu. Como devem calcular nós pensámos logo em duas hipóteses, a S. vai casar! ou claro, a S. está grávida. Só que "a S. está grávida" era quase uma piada, o que nós tínhamos quase a certeza é que o T. a tinha pedido em casamento e ela ia contar-nos! Sempre vimos a S. a casar, não sei porquê, por isso a gravidez era, realmente, algo distante e um género de brincadeira que dava um certo mistério à coisa (já vos disse que tínhamos quase a certeza que o T. a tinha pedido em casamento não já?! Ahahah).

Chegámos ao restaurante, a S. estava um bocadinho atrasada, mas não havia problema, atrasos são normais. O restaurante ao domingo não aceita reservas e já sabíamos que iriamos ter que esperar por mesa. Depois de a S. e o T. chegarem, e enquanto esperávamos por mesa, divagámos e brincámos com a situação, ela não trazia o anel no dedo, mas isso também seria muito óbvio! Estava dentro da carteira (claro!) que ela não largava. A S. esteve o tempo todo só a rir, sem se descoser. A espera foi um bocadinho maior que o normal e estávamos sentadas (as quatro num sofá) e os 3, o T. o T. e o J. em pé quando a S. diz que vai à casa de banho (coitada, nós deviamos estar realmente muito chatas e deviamos estar tão ansiosas que ela teve piedade de nós!). Continuamos na conversa e mega ansiosas, como devem calcular. Ela sai da casa de banho e traz com ela um pequeno quadro, mas vira primeiro para os rapazes que fazem uma cara de ‘meu deus elas vão-se passar!! com um misto de, hm não estavamos a espera disto’ e, de repente a S. vira o quadro para nós e olhem só o que dizia: !!!

 

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Isso mesmo, Adoro-vos Tias! A S. não ia casar, a S. estava grávida e ia dar-nos um sobrinho ou uma sobrinha! Eu disse logo “estás a falar a sério?!” e corri para os braços dela, corremos as 3 e, claro, tivemos um género de histerismo colectivo! A S. ESTAVA GRÁVIDA! IAMOS SER TIAS! Não imaginam muito bem a nossa felicidade.

Lá nos contou porque é que chegou atrasada, teve que parar para vomitar pelo caminho, a B. já andava a fazer das dela. Enjoava muito e não lhe era muito fácil passar muito tempo bem-disposta. Passámos o resto do almoço a falar do bebé e de como ia ser tudo, como estava a ser, como soube, como contou ao T. e tudo o que podem imaginar sobre o assunto e nós babadas e ansiosíssimas de saber se era menino ou menina, ansiosas até de a ter já nos braços.

Falando por mim, era a minha primeira amiga grávida, eu ia ser tia do bebé de uma amiga pela primeira vez. Era um bocadinho estranho (ainda é!) como se não fosse bem verdade. Mas fiquei tão tão feliz, fiquei feliz e desde que soube da B. passei a adora-la mesmo sem a conhecer. E 3 meses depois de ela nascer (sim só três meses!), finalmente, conheci a nossa bebé, o nosso quinto elemento, a B.. E só vos posso dizer, ela é ADORÁVEL. Mas este dia fica para outro post.

 

F.

 

 

13
Set18

Primeiras impressões

quatro de treta e um bebé

Conhecemos uma pessoa nova, e agora?

 

É claro que as primeiras impressões importam.

Não vamos fingir que não, ou chamar-lhe de futilidades, nada disso! É uma mera reação natural a um evento da vida.

 

Conhecemos uma pessoa nova e o cérebro cria toda uma nova pasta para arquivar e processar as informações e sensações que os subcontratados sentidos captam.

 

Se forem como eu, e o vosso cérebro já costumar trabalhar a mil à hora, conhecer uma pessoa nova é uma festa: as sinapses disparam, atravessam-se triliões de pensamentos, inúmeros comentários impronunciáveis, a maior parte deles tão rapidamente que nem eu os entendo.

 

Não vamos fingir e dizer que não pestanejámos com combinação de verde alface com cor-de-rosa florescente, que não estranhámos a voz esganiçada que saí daquele homem de quase dois metros, ou que não nos sentimos intoxicados com o perfume intenso do senhor sentado ao nosso lado.

 

Não posso, com toda a verdade, afirmar que não imaginei que um outro corte de cabelo enquadraria melhor aquele tipo de cara, que não pensei que se tivesse aquele corpo adoraria vestir aquele vestido que vi outro dia, que não assumi que aqueles músculos se deveriam a muitas horas passadas no ginásio, que não pensei que, ainda assim, eu venceria se tivéssemos de, por algum motivo, lutar naquele momento, que não pensei que se fosse eu teria investido aquele dinheiro num dentista em vez de comprar uma t-shirt de marca, que não pensei no tempo que aquele senhor com certeza dedicará à sua barba, ou que não me lembrei instantaneamente da minha professora de infância por causa daquele perfume, porque há uma grande probabilidade de ter feito este ou qualquer outro tipo de comentário mental.

 

Não se trata de qualquer futilidade, simplesmente de um cérebro hiperativo e uma imaginação fértil que gostam de participar ativamente na minha vida.

 

E também não se trata de fazer julgar o livro pela capa, ainda que juízos de valor possam passar no meio de toda aquela confusão mental. E é natural que passem, não porque ache mais ou menos de uma pessoa com base na forma como ela se apresenta, mas porque a experiência me vai dando umas dicas sobre o que alguns sinais dizem sobre a personalidade de uma pessoa.

 

Pensam vocês: “mas quem és tu, uma indivídua de cabelo desgrenhado e escassa noção de estilo, olhos esbugalhados e péssima poker-face para achar isso tudo?”; respondo eu: uma indivídua de cabelo desgrenhado e escassa noção de estilo, olhos esbugalhados e péssima poker-face honesta! 

 

Diz quem sabe que demoramos menos de um minuto a formar a nossa primeira impressão. É aquele primeiro impacto, o primeiro embate, o primeiro olhar, som, cheiro, toque. Daí a importância do saber atrair, saber transmitir os traços que queremos, dominar a arte de, nas expressão da Tyra Banks, smize

 

Ainda que esta primeira impressão marque o tom do resto das primeiras interações, não é este o momento que considero mais marcante.

 

Mais marcante ainda são as primeiras impressões mais construídas.

 

São aquelas que decorrem, por exemplo, da primeira conversa ou dos primeiros cinco minutos que passamos com aquela pessoa que acabámos de conhecer. É aquele momento em que o nosso cérebro sente que já recolheu todas as informações necessárias para criar a imagem daquela pessoa, o seu avatar para colocar na pasta que já tinha criado, e então cruza os braços e afirma, de nariz empinado, “já te topei”.

Acredito que essa primeira imagem é muito marcante e essa, sim, dificilmente será desconstruída ou contrariada.

 

Imaginem isto das primeiras impressões como um sistema de pontos!

Após a primeira impressão imediata, o novo jogador é lançado no placard com os pontos que lhe foram atribuídos ao primeiro impacto, positivos ou negativos. A partir daí, há pormenores, palavras, expressões, cheiros, toques ou jeitos que vão dando ou retirando pontos. Quando chega ao momento em que aquela imagem fica assente, a pontuação com que a pessoa nova estiver é aquela que fica marcada. A partir daí, o sistema é o mesmo, mas já não é tão fácil obter pontos positivos ou negativos que façam mudar de forma determinante a pontuação da pessoa e, principalmente, torna-se bastante mais difícil para uma pessoa que tiver ficado com pontuação positiva perder pontos suficientes para passar a ter pontuação negativa, e o contrário.

 

Claro que a internet e o facto de muitos primeiros contactos serem feitos sem contacto físico muda algumas coisas, até porque se perde todo o efeito das hormonas libertadas e todas aquelas coisas químicas que acontecem ao nosso corpo e que são percecionados pela outra pessoa! Mas não vamos entrar por aí, porque isso é toda uma outra conversa.

 

Gosto de pensar que sou uma boa julgadora de carácter. Não é que me recuse a admitir que me enganei redondamente na imagem que tinha associado àquela pessoa, simplesmente isso não me costuma acontecer! Por isso, quando formo uma primeira ideia sobre a pessoa, costumo confiar na minha perceção. 

 

E vocês, identificam-se?

 

R.

 

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