Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

02
Mai19

O amor e a fotografia.

quatro de treta e um bebé

A fotografia sempre assumiu um lugar importante na vida das pessoas.

 

Se recorrermos aos nossos primórdios, facilmente percebemos que a fotografia está presente desde sempre. Não da forma que a conhecemos agora, é certo. Mas estava lá. Recorde-se, a título de exemplo, as pinturas rupestres, que nada mais são do que “fotografias” dos momentos vividos na época e que os nossos antepassados perpetuaram no tempo. É graças a elas, que hoje temos uma vaga ideia do que faziam na altura. Excelentes caçadores, quiseram fazer-nos crer, mas péssimos "fotógrafos", conseguimos concluir.

 

Antes, como agora, preocupámo-nos em registar aquilo que entendemos como importante, o que queremos que fique para o futuro. Há uns dias, um amigo escrevia na sua página do facebook, que "um dia seremos apenas o retrato na estante de alguém". Querem prova maior da importância da fotografia? 

Hoje diz-se que a fotografia se tornou vulgar. Efetivamente, constatamos com alguma frequência que as pessoas se preocupam mais em captar os momentos do que em vivê-los. Todavia, entendo que isso não retira a importância da fotografia. Eu diria antes que a fotografia se tornou mais fácil. Mas não menos importante.

 

Fotografar é uma arte. E como todas as artes exige que haja amor. Não há arte sem amor. Pode haver qualquer coisa. Qualquer tentativa. Rasca. Banal. Sem jeito. Assim, fotografar exige amor. À fotografia, ou ao que se fotográfa. E só isso nos faz explorar. No verdadeiro sentido da palavra.

 

Recentemente, estive de férias em Barcelona. Poderia partilhar convosco as fotos, para que percebessem melhor o meu devaneio acerca deste tema, mas não vos vou expor a isso. Nem a vocês, nem a mim. Adianto apenas que não se aproveita uma. Ponderei sobre os porquês (afinal, a modelo é top) e conclui que não podes ir de férias com qualquer pessoa e esperar que tire fotos para colocar na estante, sem que alguém visite a casa e não se ria (como fazemos na casa dos amigos quando vemos aquelas fotos de criança). Já pensaram porquê que a imagem de todos os reis é feia, mas a imagem de jesus cristo é bonita?

 

A partir de agora só viajo com pessoas que cumpram, pelo menos, um desses dois requisitos: ou amam a fotografia ou amam a minha pessoa. Com preferência, a primeira hipótese. Já que segunda pode facilmente induzi-los em erros, e acharem que está sempre tudo bem. Afinal... o amor, por vezes, faz ver tudo bonito. 

 

Felizmente a minha próxima viagem é com a Catarina, uma grande amiga minha. Que ama a fotografia... e também me ama a mim. De certeza!

 

M.

 

16
Abr19

Que se f*da.

quatro de treta e um bebé

Domingos à noite são sinónimos de livros, filmes e/ou séries. Sem exceção. A depressão pré-segunda-feira, obriga-me a dedicar a coisas que gosto e que não faço, normalmente por falta de tempo. Coisas essas que deveria ter começado a fazer no sábado, às 9h, e que acabei por ocupar com outras coisas, a maior parte delas sem jeito nenhum (na verdade, nunca sem jeito nenhum, porque não fazer nada e dormir até às 15h tem todo o jeito, é essencial e sabe tãooooo bem). Na verdade, os domingos à noite funcionam como forma de recuperar o tempo perdido do fim de semana, de forma calma e tranquila para que passe devagar, m-u-i-t-o-d-e-v-a-g-a-r, como se conseguisse atrasar a chegada do dia seguinte. Acaba por ter o efeito contrário. Desde logo porque quando estamos a fazer algo que gostamos o tempo parece que voa. E se esse algo que gostamos é feito a um domingo à noite, já foi!

 

Este domingo, dediquei-me a um livro que já me tinha sido oferecido há algum tempo:

 

“A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da”.

 

250x.jpg

 

Não deixa de ser irónico que esse livro me tenha sido oferecido pela pessoa que mais me fez conjugar o dito verbo, das mais diversas formas possíveis e imaginárias, durante o último ano. Talvez eu não estivesse a ser subtil sempre que o pronunciei e como tal a pessoa achou por bem deixar-me  a dica. Está registado.

 

Dizia-vos eu então, que ontem comecei a ler esse livro. Ainda não tenho uma opinião formada sobre o mesmo, já que apenas li algumas dezenas de páginas. Todavia, desde a primeira página que me encontro em longos debates com o Autor. Se bem que depois de cada contra-argumento que utilizo penso... "que se f*da". Acho que já aprendi alguma coisa. A relevar... depois de falar. Bem, talvez não tenha aprendido nada. Oh! Que se f*da!

 

Autor: "Nós só procuramos aquilo que não temos."

M.: Efetivamente só costumo procurar aquilo que não tenho. Ou porque perdi, ou porque não me lembro onde guardei, mas o mais provável é que esteja a procura de algo que alguém tirou do sitio sem me avisar. Quando não encontro, encolho os olhos e faço uma de duas coisas:

1- Mamãaaaaa, viste as minhas sapatilhas?

2- "que se f*da, quando a minha mãe chegar pergunto-lhe onde as escondeu".

 

Autor: "Achamos que a felicidade consiste no alcançar aquilo que idealizamos e esse é o nosso grande erro, a felicidade consiste na busca, no caminho até alcançar."

M.: Sinto que a minha vida foi um erro. Fui tão feliz quando alcancei coisas que idealizei e nada feliz em alguns dos percursos que tive que percorrer até lá chegar. Afinal fiz tudo ao contrário, fui feliz nos momentos errados. Penitencio-me por isso... mas que se f*da.

 

Autor: "A felicidade não é não ter problemas, é resolver os problemas que temos."

M.: Se tenho um problema e o resolvo, fico sem ele. E se fico feliz com a resolução é porque fico feliz sem o referido problema. Então a felicidade é ter problemas resolvidos. Se estão resolvidos já não são um problema. Certo? Bom, "que se f*da".

 

Autor: "O desejo de termos experiências positivas é, por si só, uma experiência negativa, e paradoxalmente, o facto de aceitarmos experiências negativas, é, por sua vez, uma experiência positiva."

M.: Diria que o desejo ter experiências negativas ao invés de experiências positivas está ligado a escolhas de índole e gosto pessoal, que se podem traduzir (ou não) na prática do sadomasoquismo. E se assim for, se optarmos pela prática do sadomasoquismo, parece-me que esta frase fará todo o sentido. Caso contrário... que se f*da.

 

Subtileza nunca foi o meu forte. Prometo que trabalharei nessa parte daqui para a frente. Porque saber dizer "que se f*da", eu já sei.

 

O ser humano é demasiado confuso. Complica. É estranho. Atrai problemas. Mas depois há os que abusam. Que se f*da.

 

M.

 

11
Jan19

Deixa-te levar pela música. #1

quatro de treta e um bebé

Há músicas que dizem tudo sobre ti. Ou sobre algo. Ou sobre o que sentes. Ou o que estás a viver. Nesses casos, é deixar a música, por si só, falar por ti. E deixar tocar.

 

Há bandas que seja qual for a música, te dizem sempre algo. Que gostas e ponto. E toquem o que tocarem, conquistam-te.

 

Os Quatro e Meia são essa banda, e as músicas deles são essas músicas. Conquistaram-me desde o primeiro momento, há já uns bons anos atrás. E dizem muito sobre mim (são de Coimbra, devem ter-se inspirado em mim nos tempos de faculdade). E toquem o que tocarem, conquistam-me sempre mais um bocadinho. Levantam-me o ânimo. Empurram-me para a frente.

 

Como a boa música deve ser partilhada, e partilhada, e outra vez partilhada, deixo-vos com uma banda que mistura o pop-rock com o fado e consegue por os "Pontos nos Is" num álbum, que não consigo descrever de outra forma se não como, de tanta qualidade.

 

A música que partilho não foi escolhida ao acaso. Espero que, tal como eu, se deixem levar por ela.

 

Bom Fim de Semana.

M.

07
Jan19

Quando só tens para dizer a primeira coisa que te vem à cabeça, o melhor é não dizeres nada.

quatro de treta e um bebé

Há uns anos, na minha primeira entrevista, tinha à minha frente a um ilustre advogado, que, do nada e sem que nada o fizesse prever, me passava uma folha em branco e uma caneta, e me pedia para escrever qualquer coisa. Qualquer coisa me viesse à cabeça. O que me apetecesse.

 

Hoje, sentada na minha sala, enquanto vejo na TV a notícia de que o meu Benfica venceu, por 4-2, o Rio Ave, estou com a mesma sensação. A sensação de que me passaram um papel e uma caneta para as mãos e me pediram para escrever qualquer coisa. Assim, do nada. Simples e fácil. Escreve. O que te vier à cabeça.

 

Mas... isto não é assim. Não é escreve e pronto. E muito menos é fácil.
Na verdade até me passaram algumas ideias pela cabeça. Mas da mesma forma que naquela entrevista não podia escrever sobre a primeira coisa que me veio à cabeça (até porque a primeira coisa que me veio pela cabeça foi "passou-se"), também aqui, não me parece bem fazê-lo.

 

Pensando bem, viveríamos num mundo bem melhor, se a maior parte das vezes não fizéssemos ou disséssemos a primeira coisa que nos vem à cabeça. Na maior parte das vezes, sai asneira. E é irreversível. Vejamos, a título de exemplo, os comentários de Manuel Luís Goucha acerca de uma entrevista, na qual se confunde o direito de opinião com crime.

 

A propósito, e apenas em jeito de esclarecimento, fascismo, racismo, machismo e homicídio não são questões de opinião. São crimes. Previstos e punidos (e bem) no nosso Código Penal. Infelizmente, e por sua vez, a estupidez crónica não é crime. Ainda. Mas na minha opinião (depois de refletir), devia.

 

Como ainda estamos a tempo de fazer resoluções de ano novo, sugiro que, este ano, as pessoas reflitam antes de dizerem a primeira coisa que lhes vem a cabeça. Vamos todos rever, ponderar e, na maior parte das vezes, guardar só para nós, e reformular antes de falar ou fazer.
Isto claro, se quisermos ser recrutados ou manter um blogue são. Ou, quiçá, não quisermos praticar estupidez crónica na TV. Ou noutro sitio qualquer.

 

Pondo já esta resolução em prática, pensei, ponderei e guardei as ideias que me passaram pela cabeça e vou só divagar até ao final. Tal como fiz na entrevista.

 

Já agora, na tal entrevista, escrevi a minha carta de apresentação. A qual deu origem à resposta: "egocêntrica, como qualquer escorpião". Fui recrutada, deve ter sido um elogio.


M.

24
Dez18

Feliz Natal! Merry Christmas! Feliz Navidad! Joyeux Noël!

quatro de treta e um bebé

2057de8a4469a1e.jpg

 

Hoje o post é das Quatro, para, em conjunto, desejar-vos um Feliz Natal!

Sabemos que o melhor desta época é esperar por ela, mas queremos que tenham uns dias muito felizes.


Por aqui há quem goste mais e menos do natal. Há quem tenha um natal mais triste porque alguém não está ou mais feliz porque alguém nasceu (primeiro natal da nossa B.! YAY), mas não nos esqueçamos que o natal mais do que os dias de natal, mais do que a época de natal, é o espírito de natal. E este não é os presentes, as compras ou as mesas mais ou menos cheias, é as pessoas e aqueles que temos à nossa volta, é o amor. Sim, parece um cliché, mas se pensarem bem ... não é assim de verdade?


Quanto a nós, somos gratas pelas nossas famílias, pelos nossos amigos e por aqueles amigos que já são família.

 

A vocês, desejamos que aproveitem estes dias para olhar à volta e encontrar a felicidade nas pequenas coisas.


E aproveitem o bacalhau, as couves, o peru, os sonhos, as rabanadas, o bolo rei, os chocolates e tudo aquilo que vai estar nas vossas mesas e que daqui a uns dias nas nossas ancas (inevitavelmente).


Há alguma tradição diferente do dito normal que tenham nas vossas casas/famílias? Se sim contem-nos! Queremos saber!

Um Feliz e Santo Natal para todos.


As quatro.

27
Nov18

Era uma vez #2

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Hoje venho falar-vos de um livro que li no início deste ano. Para dizer a verdade comecei-o no final do ano passado mas não estava a conseguir avançar na leitura, pelo que deixei passar as festas e retomei-o em Janeiro. Eu acho que os livros são pequenos mundos tão extraordinários que se estivermos com um livro na mão e não nos estiver a apetecer ler, devemos parar, passar para outro e mais tarde, quando nos apetecer, pegar de novo. Ler por obrigação não é bom. Mas quem diz que não gosta de ler é só porque ainda não encontrou o livro certo.

Mas passando ao livro propriamente dito, este é o Persépolis da Marjane Satrapi.

 

WhatsApp Image 2018-11-27 at 14.49.26.jpeg

 

Não peguei neste livro por acaso, no pequeno grupo de leitura do qual faço parte, o desafio daquele mês seria ler um género literário nunca lido e bem, eu nunca tinha lido nenhuma novela gráfica (não, não vamos chamar a este livro banda desenhada, por favor!) e a C. já tinha comentado o livro e vá a Emma Watson (hello, Hermione? Ahah) também o recomendou, por isso foi juntar o útil ao agradável.

 

Começo por dizer que este é um livro extraordinariamente interessante. Mais do que interessante, isto é a autobiografia da iraniana Marjane Satrapi. Isso mesmo, o que se passa neste livro é real. Não sabia grande coisa sobre o Irão, confesso, apenas o que vai saindo nas notícias e o pouco que posso ter falado na escola mas não tinha ideia, por exemplo, que antes da guerra o Irão era um país muçulmano super progressista, em que as mulheres podiam ir a escola, à faculdade, podiam ter a profissão que quisessem, tinham os mesmos direitos dos homens, não eram obrigadas a usar véus, etc., e depois da guerra e da entrada do fundamentalismo tudo mudou, para pior, e ainda hoje podemos ver que não temos nem de longe o Irão que existia antes da guerra. Por este motivo considero este livro mais do que interessante, importante.

Fiquei muito contente por ter lido este género. Este livro fala da história de um povo, de um país, de uma revolução e de uma guerra, de uma criança/adulta e da visão dela sobre tudo o que a rodeia. É um livro que fala de um tema muito sério e distante para nós ocidentais, de forma, diria até, simples. De forma não tão pesada como seria de esperar pelo menos. 
O livro está dividido por um género de capítulos, cada um sobre um tema. Vamos acompanhando o crescimento da Marje e da sua família. Vamos sabendo mais sobre as particularidades da sua vida. Como ela própria sabe é uma criança privilegiada. É de uma família considerada rica em relação à maioria, tem uns pais e uma avó ‘liberais’, que querem que ela cresça e seja feliz, que tenha direito à liberdade, liberdade de ser, de estar, de expressão. Num país que rapidamente viu a sua liberdade restringida, viu as liberdades das pessoas desaparecerem, Marje é uma menina rebelde que quer ter e tem uma voz sobre tudo e não tem medo de expressar aquilo que sabe, o que não sabe, o que sente e o que pensa. É um livro que de uma forma super cativante, por vezes desconcertante mas também simplista nos faz reflectir sobre problemas tão sérios como o fascismo, como o machismo, como a opressão, etc. Se em alguns dos temas, e especialmente quando ouvimos uma Marje criança, acabamos por dar por nós a rir, apesar das verdades que ela diz, quando estamos com a Marje adulta já há mais momentos de revolta, em que nos apetece entrar para dentro do livro e distribuir chapadas por toda a gente. E é aqui que acho que a protagonista é muito boa, porque ela não tem medo. Ela é corajosa. Ela enfrenta quem tem que enfrentar, mas nunca deixa de ser ela própria. Não deixa que aquilo em que acredita seja apagado por outros, apesar das consequências que pode vir a enfrentar, para ela é certamente preferível uma consequência do que ficar calada. 
Este não é um livro fácil. Tem ilustrações muito boas, outras assustadoras (ahaha) e também por causa disso uma pessoa acaba por demorar mais do que o esperado mas ao mesmo tempo menos que um livro normal, porque, obviamente a quantidade de texto é menor. Mas também acho que é uma questão de nos habituarmos. 

 

“Quando temos medo, perdemos todo o sentido de análise e de reflexão. Somos paralisados pelo medo. Além disso, o medo sempre foi a força motriz da repressão de todas as ditaduras”.

 

F. 

23
Nov18

Take 1

quatro de treta e um bebé

Olá cinéfilos da blogosfera!

 

No passado dia 5 de novembro celebrou-se o dia mundial do cinema e eu descobri que, nos últimos tempos, das quatro, fui a que mais frequentou o cinema (aliás, se calhar mais do que as outras três meninas em conjunto, para terem uma noção)!

Por isso, neste post, venho falar-vos dos últimos filmes a que assisti numa sala de cinema.

Antes disso, em jeito de introdução, vou falar-vos um bocadinho sobre os meus hábitos e experiências cinematográficas.

A verdade é que não costumo ir frequentemente ao cinema, especialmente por duas razões: os bilhetes são cada vez mais caros e eu tenho cada vez menos capacidade para sessões tardias.

De forma geral, sem hesitar, prefiro as séries aos filmes, simplesmente porque a ideia de estar mais de duas horas no mesmo lugar, a ver a mesma coisa, me causa uma certa comichão (apesar de acabar a ver episódio atrás de episódio e ultrapassar as duas horas, mas isso, diz o meu subconsciente, é completamente diferente).

Essencialmente, há dois tipos de filmes que não prescindo de ver numa sala de cinema: os da Marvel e DC Comics (já vos disse que adoro super-heróis) e os musicais, uma vez que considero que estes dois tipos de filmes são aqueles que efetivamente compensam a ida ao cinema, por toda a envolvência e imersão sensorial que nos proporcionam.

Além desses dois tipos, há um terceiro: os grátis. Globalmente, adooooooro coisas grátis. E até me posso gabar de já ter ganho vários concursos. Ainda assim, não participo em tudo o que é sorteio de bilhetes para cinema, porque acho que não é qualquer filme que justifique as tais cerca de duas horas sentada e o decréscimo nas horas de sono.

Uma nota importante: pipocas. Não vou ao cinema sem comer pipocas. Para isso, prefiro não ir! As pipocas fazem parte de toda a experiência, de toda a envolvência que referi ali em cima (é sequer possível ver um filme no cinema sem pipocas?! Conseguem concentrar-se?!).

Vou vos deixar trailers, mas hoje em dia os próprios trailers estão cheios de spoilers, aqueles dois minutos contam a história completa, apenas de forma mais resumida. Não sei se concordam comigo, mas acho que isso tira a piada toda ao filme!

Vamos lá falar, então, dos últimos três filmes que vi no cinema.

 

MAMMA MIA! HERE WE GO AGAIN 

 

Estava há uns meses sem ir ao cinema, mas a minha querida prima, a L., é a fã n.º 1 do Mamma Mia! Não, não é dos Abba, é do Mamma Mia mesmo! Como tal, há já meses que a L. andava a sonhar com a sequela, depois de ter rejubilado e quase ensurdecido a família com a notícia de que a sua produção favorita ia voltar aos cinemas!

Obviamente que não tivemos sequer hipótese de recusar e, chegando a hora, a L. põe a família toda a participar para ganhar bilhetes para a antestreia. E eis que a sua maravilhosa prima, eu mesma, lhe envia printscreen do email acabado de receber, “parabéns! Vai ver Mamma Mia! Here we go again”. Custou, mas ao fim de 23 anos, lá me diz ela, de forma completamente espontânea e desprovida de qualquer segunda intenção, que me adora (enquanto implora para eu a levar).

Não estava tão entusiasmada quanto ela (ninguém estava!). E não é que adorei o filme?! Ri-me do início ao fim, cantei, dancei na cadeira (não tanto como ela mas, mais uma vez, ninguém o fez!). Valeu completamente a pena a ida ao cinema. Sabem quando chegam a casa depois de um filme de sorriso na cara, de bom humor, depois de ter vivido num mundo de fantasia durante hora e meia? É verdade, é um filme muito divertido, muito boa onda, leve.

Aliás, valeu tanto a pena que pouco tempo depois voltei a ir vê-lo ao cinema, com (vocês sabem…) a L., claro, que via o filme pela terceira vez!

Um bom filme para aqueles dias mais chuvosos, mais melancólicos, mais enfadonhos, para encher o peito de alegria, de vontade de cantar e dançar, para por um sorriso na cara!

Deixo-vos o trailer:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMDB

 

CLUBE DOS BILIONÁRIOS / BILLIONAIRE BOYS CLUB

 

Este é daqueles filmes que não compensou ir ver ao cinema, nem com o bilhete pago. Fomos ver em família porque acabamos a ganhar seis (!) bilhetes grátis.

É baseado num caso real dos anos 1980 nos EUA, um esquema de investimento que leva à ascensão e rápida queda de dois jovens, que conseguem enganar uma quantidade impressionante de pessoas. O esquema em si não é aprofundado. As personagens e as suas histórias não são aprofundadas. De vez em quando, parece que tentam inocentar algumas personagens e diabolizar outras, mas sem grande efeito. O impostor ludibria o aldrabão. De repente, um homicídio. Depois a polícia, um julgamento, e outros meandros que ficam por aprofundar. Tudo somado, não encanta, não prende, em muitas partes não faz sequer sentido, e parece apenas uma história mal contada, e contada de uma forma muito aborrecida.

Não recomendo! Deixo-vos o trailer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMDB

 

ASSIM NASCE UMA ESTRELA / A STAR IS BORN

 

Desde que soube que a Lady Gaga ia entrar e cantar num filme que soube que o queria ver.

Evitei ver o trailer, consegui ficar sem o ver e ainda não o tinha visto até hoje.

Não gosto de coisas nem pessoas sobrevalorizadas e, por isso, torcia o nariz ao Bradley Cooper, que dirige, atua e canta neste filme. Dou o braço a torcer, estava redondamente enganada. A performance dele arrebatou-me por completo, mesmo enquanto cantor – ele, efetivamente, canta (e bem)! E, mais incrível ainda, aprendeu a cantar e a tocar guitarra especialmente para este filme.

Contra ele, tinha o facto de esta ser a quarta versão do filme (as anteriores foram a 1937, 1954 e 1976), já tinha sido falado fazer este remake por vários nomes conhecidos, e o próprio Bradley já tinha recusado representar esse papel uns anos antes, ao que acresce ter sido desaconselhado a apresentar o filme.

Não vi os filmes anteriores, não sabia sequer que esta era uma quarta versão, mas tinha imensa curiosidade e vontade em ir ao cinema vê-lo.

Apesar de ser um remake, que fique bem claro que todas as músicas são originais e foram escritas e produzidas especialmente para o filme. Quase todas as músicas são coescritas e coproduzidas por Lady Gaga, que, para quem ainda não sabe (mas devia saber) é um génio musical.

O filme é muito bonito, o Bradley e a Lady Gaga (de seu nome Stefani Joanne Angelina Germanotta) enchem o ecrã. As músicas são fenomenais. É uma história sobre o amor, sobre a ascensão ao estrelato, o declínio da fama, uma vida de abusos, relações humanas, codependência, saúde mental, tragédia, realidade.

Jackson Maine (representado por Bradley Cooper) apaixona-se por Ally (Lady Gaga) quando a vê atuar num bar. A admiração de Jack é clara, o olhar embevecido deste de cada vez que Ally canta é, provavelmente, a minha parte favorita do filme (além das músicas, claro!). É lindo ver como Bradley representa esta paixão e admiração. Vê-se também como Jack fica desiludido quando Ally se afasta deste tipo de música mais real, mais cru, e passa a escolher músicas mais comerciais, com um aspeto mais produzido, mas que o seu agente garante que lhe trarão maior fama. Não sei se Bradley pretende fazer algum tipo de crítica ao mundo da pop, ao “vender a alma pela fama”, ao efémero que é o sucesso (não acredito que queira, até porque Gaga alcançou o seu sucesso através de músicas pop e comerciais). Mas acaba por fazê-lo, ao mostrar-nos uma rapariga cheia de talento, compositora e cantora, que escreve sobre o que sente de forma empolgante, a afastar-se de tudo isso para cantar sobre futilidades, e ao sublinhar várias vezes que quem tem uma voz deve usá-la para dizer algo com significado. Sentimos que Jack viu algo de diferente, algo de muito especial em Ally, e sentimos a sua frustração ao considerar que esta não está a viver a totalidade do seu potencial.

Todo o percurso de ascensão musical de Ally é acompanhado, em paralelo, pela decadência de Jack, um homem com uma infância conturbada, com claros problemas de saúde física e mental, agarrado a vícios e a uma sensação fugaz de fama.

A incrível música Shallow diz-nos muito sobre Jack (apesar de escrita por Ally, e de fazer sentido para esta também): “tell me something girl, are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there something else you’re searching for? I’m falling, in all the good times I find myself longing for change, and in the bad times, I fear myself”. Para quem se identifica com esta pequena passagem, ouvi-la é emocionante, e antevê a fragilidade emocional e de saúde mental dos nossos protagonistas.

É um filme que fica connosco, que nos mexe, que nos faz voltar para ouvir (e reouvir) a banda sonora, nos faz pesquisar mais sobre o filme, sobre as músicas, sobre os temas que são falados. Ouvir as músicas depois de ver o filme ganha um novo sabor, mais viciante ainda.

 

SPOILER: O final deste filme é dilacerante. A mensagem vai passando na música, vai-se prevendo no desabafo que Jack tem no centro de desintoxicação, é evidente nos vícios e abusos cada vez mais exacerbados de Jack. No final, Jack sente-se sem valor e sente que está a impedir Ally de chegar onde sabe que esta é capaz de chegar. Em desespero, despede-se de Ally com um heartbreakingjust wanted to take another look at you” e tira a sua própria vida. A saúde mental é um tema que me é muito próximo e que é muito importante para mim, e sem dúvida que vou querer trazer esse tema ao blog. Infelizmente, também o desfecho é demasiado próximo. Demasiado. Tivesse eu visto o trailer ou soubesse que a história se repete em três filmes anteriores, e talvez não tivesse levado o insuportável murro no estômago que levei. Se ainda não tiverem visto o filme, tenham isso em conta. O filme termina com a Lady Gaga a cantar, de forma lindíssima, “I’ll never love again”, com uma letra que nos atinge no âmago do nosso ser e que sentimos como se fosse nossa: “wish I could, I could've said goodbye. I would've said what I wanted to, maybe even cried for you. If I knew it would be the last time, I would've broke my heart in two, tryin' to save a part of you”. Se odiei a cena anterior (e odiei), adorei a música, como foi escrita por Jack para Ally, e como a interpretação de Lady Gaga nos deixa colados à cadeira de coração nas mãos.

FIM DO SPOILER

 

É difícil separar Ally de Lady Gaga, até porque os seus percursos têm similaridades, e porque é também Lady Gaga que escreve por Ally, ainda que do ponto de vista desta. E é fácil identificarmo-nos com Ally, confesso que sinto mais próxima de Ally e que acabo por gostar mais do estilo musical de Ally do que o da própria Lady Gaga!

Mas por isso tudo é que a maior ovação vai para Gaga. Porque tem a capacidade de fazer tudo, de escrever sobre tudo, de lançar hits em vários géneros musicais, e, no final, ser nada mais do que quem quer ser, fazer o que quer, vestir o que quer, cantar o que quer, ser ela própria, independentemente dos murmúrios que possa levantar, e ser absolutamente genial a sê-lo.

Uma curiosidade, na cena final, Ally olha diretamente para a câmara, e este frame final é, segundo o próprio Bradley, o momento em que a star is born.

 

Deixo-vos apenas a música que já todos conhecem (e que é coescrita e coproduzida pela Lady Gaga):

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IMDB

 

Bons filmes!

 

R.

30
Ago18

Warner Bros. Studio Tour London - Harry Potter

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Hoje, venho falar-vos de uma das minhas (muitas) paixões. Tal como a M., há em mim, também a caminho dos 30, uma criança/adolescente que não me parece crescer.  

IMG_4195.JPG

O Harry Potter fez 21 anos e eu podia dizer que o acompanho desde o início, mas estaria a mentir.  Lembro-me de andar na escola e ter colegas a ler os livros. Lembro-me de quando saíram os filmes e de ver o primeiro. Lembro-me de ter ido ao cinema ver o Harry Potter e o cálice de fogo, mas ficamos por aí. Não me fascinava na altura, não entendia toda a curiosidade e sururu à volta dos filmes. Os livros, nem li, na época.

Já andava eu na faculdade, em 2011, quando sai o último filme do Harry Potter, decido ver os filmes todos de enfiada e, claro, apaixonei-me. Adorei todo aquele mundo, só queria, também eu, receber uma carta de Hogwarts, saber fazer magias, enfim, tudo aquilo que eu devia ter vivido quando andava no básico estava a viver com 20 anos.

A partir de então, fiquei sempre com o bichinho do Harry Potter e em 2016 pedi à minha amiga Cat (com quem já tinha partilhado o gosto pelos filmes) para me emprestar os livros, porque queria lê-los. Todos, ler os 7 livros de uma vez! (sabia que já pouco me lembrava dos filmes, e ler os livros seria especial) E pronto, os 7 livros foram lá para casa e, voltei a apaixonar-me, mais e mais, a cada livro que ia lendo. Porque aqueles livros são especiais, são tão bem escritos, com histórias tão bem pensadas, só dá vontade de ficar o dia inteiro a ler. E foi a meio da minha leitura dos livros do Harry Potter que, o ano passado, eu e três amigas, decidimos que este ano iríamos a Londres. E o que é que há em Londres? Isso mesmo, os estúdios do Harry Potter (eu sei que vocês não pensaram imediatamente nisto quando eu falei em Londres ahah). E como é que eu podia deixar passar a oportunidade de lá ir? Não podia. Por isso, no primeiro dia em Londres, rumámos aos tão famosos estúdios e a todo este mundo de magia.

Em primeiro lugar, como chegar aos Estudios? Pois bem, começámos por apanhar o metro para Euston (nós estávamos em Earl’s Court, pelo que apanhámos o metro de lá, mas é só apanhar o metro do sítio onde estiverem e pararem na estação Euston). Em Euston apanhámos o comboio rápido em direcção a Watford Junction, o que demorou mais ou menos 35 minutos (todas estas viagens, de metro e de comboio, nós pagamos com o Oyster – cartão pré-pago para viajar nos transportes públicos - saibam mais aqui). Em Watford Junction apanhámos o autocarro especial para o Parque do Harry Potter.

IMG_5027.JPG

O bilhete para este autocarro custou-nos 2,5£.

Aconselho-vos a comprar os bilhetes para o Parque antes de irem para Londres. Comprem no site e uma vez que é necessário marcar hora para a visita, façam as contas e marquem uma hora que seja confortável para vocês, já contando com os transportes até lá. Nós marcámos para as 16h. O preço do bilhete foi de 41£, o que dá aproximadamente 48€. Também não se esqueçam de alocar tempo suficiente para a visita, nós entramos pouco depois das 15 e só saímos já passava das 20h.

Logo quando chegamos, vamos à bilheteira trocar os bilhetes online por uns maravilhosos passaportes (que nós pensávamos que íamos ter que pedinchar, pois o que tínhamos lido em diversos blogs é que só ofereciam os passaportes às crianças!) e temos logo as peças de xadrez e várias capas de jornais na entrada exterior.

Entrámos nos Estudios propriamente ditos e começamos logo a ver placards dos filmes, fotos e somos levados por um corredor com frases de diversas personagens...

 

...Até chegarmos ao átrio principal onde se encontra um grande cálice de fogo e a loja dos estúdios.

(créditos destas duas fotos: https://www.instagram.com/susanacplima/)

 

Como ainda faltavam alguns minutos para as 16h, decidimos ir à loja, com calma, para ver tudo o que havia para ver e para comprar, assim, no fim da visita seria mais fácil saber o que queríamos. A loja é o mundo e eu tive pena que não me tivesse saído o euromilhões para poder trazer metade do que lá havia! As coisas são um bocadinho caras, pelo que, convém irem com essa ideia e se quiserem, dêem uma olhadela pela loja online, que já ficam com algumas ideias do que podem encontrar por lá e os preços.

Finalmente à hora marcada lá entramos para a nossa visita e não podia ser mais gira e mais mágica!

Primeiro somos recebidas numa sala escura, com vários monitores com as capas dos filmes de diversos países ao redor do mundo. Passamos para uma sala "género cinema" onde vemos um pequeno filme e eis que a visita pelos recantos de Hogwarts está prestes a começar… 

Curiosidade: Antes de abrirem a porta que dá acesso aos estúdios propriamente ditos, o funcionário que nos acompanha pergunta se alguém faz anos naquele dia! Se sim, dão a oportunidade ao aniversariante de ser ele a abrir a, majestosa, porta.

Et voilá, estamos na sala de jantar de Hogwarts.

Curiosidade nº 2: Na sala de jantar, encontra-se o cálice de fogo e é, quase como que, reencenada a cena do filme, em que o cálice cospe o nome do Harry Potter cá para fora! E imaginem, nós trouxemos o papelinho ‘queimado’ com o nome dele, tal como no filme!

Mas bem, não me querendo alongar demais, deixo-vos mais algumas fotos que fui tirando! Não esquecer que dentro dos estúdios podem provar a cerveja de manteiga que eles tanto bebem, podem entrar dentro do carro voador, podem simular um voo de vassoura e podem até chamar a vassoura para a vossa mão! “Up” e ela vai direitinha à nossa mão.Por lá encontramos o gabinete do Dumbledore, as roupas que foram usadas nos filmes, os retratos (o da dama gorda por exemplo), a sala da aula de poções, o quarto dos rapazes, a sala comum dos Gryffindor, o gabinete da Umbridge, a floresta proibida (onde se encontram as aranhas, em especial a Aragog, o Buckbeak) etc. Mas não pensem que os cenários são todos estáticos ou que a única coisa interactiva é o momento de conseguir fazer voar a vassoura, não, também temos a casa dos Weasel, onde muitas coisas acontecem; na floresta proibida temos todos aqueles sons estranhos, temos fumo... temos um bocadinho do que é estar em Hogwarts, do que é estar no mundo do Harry Potter...e que fã da saga não quereria vivenciar um bocadinho de toda aquela magia? 

 

Para quem gosta do Harry Potter é uma visita a não perder. Compensa o dinheiro pago pelo bilhete. Em certos momentos parece que estamos mesmo dentro do filme. Foi uma tarde muito bem passada e onde fui muito feliz.

 

 A viagem a Londres merece um post, daqui a uns tempos, com dicas, sítios onde ir, preços, fotos e toda a minha experiência por lá. Em breve, por aqui…até lá digam-nos se já foram aos Estúdios e se gostaram tanto como eu!

 

QSPK5763.jpg

crédito desta foto: https://www.instagram.com/susanacplima/

 

F.

27
Ago18

Eh Touro!

quatro de treta e um bebé

Imagem relacionada

Bem sei o quão polémico é aquilo sobre que escrevo.
Contudo, a alma de "poveirinha de gema" - embora emprestada - vibra com o espectáculo da tourada!!
Sim, adoro touradas!!!
Todos me questionam sobre tal e nas mais das vezes o olhar com que me fitam diz tudo e transparece a indignação que se lhes assola.
As interrogações são mais que muitas: "Como?", "Porquê?", "E não tens pena do touro?", "Consegues pagar para ver sofrer os animais?".
Respeito. Percebo a mensagem que me querem passar, penso sobre isso, mas concluo sempre da mesma forma: "gosto disto!".
É cultural! Costumo dizer a quem me questiona directamente que, apesar de tudo, encontro algum equilíbrio no espectáculo.
Após cada lide, também os forcados enfrentam o touro e arriscam a própria vida.

Dir-me-ão: mas esses escolhem fazê-lo, o touro não!
É verdade! No entanto não deixa de haver no mesmo espectáculo um equilíbrio nesse sentido. São tantas as pegas quantas as lides.
Todos os anos visito a praça da Póvoa de Varzim; uma vez, pelo menos. Mal sai o cartaz corro para comprar o meu bilhete.

Adoro as vestes, adoro os cavalos, adoro a melodia, adoro o espectáculo, as lides, as pegas, a vibração de quem assiste ao espectáculo ao vivo.
No entanto, permitam-me a cobardia:
Este amor é uma espécie de amor tímido. Gosto muito mas não tanto que se saiba. As pessoas julgam e julgam-me mal.
"Se gostas de touradas então"... e lá vem a quantidade de predicados (dos "bons"!).
Por aí alguém se junta a mim?

 

Com respeito,

S.

 

Espreitem, ainda:

https://www.facebook.com/tourada.cavalos/videos/112432569706624/

 

23
Ago18

Barriga vazia não conhece alegria #1

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Hoje trago-vos uma receita de panquecas, que costumo fazer ao pequeno almoço, super simples e mega deliciosa.

Não, não são panquecas “fit”, não, não são panquecas com aveia, nem com banana, nem sem gordura. São simplesmente panquecas, normais e deliciosas!

Se podemos adaptar a receita e torná-las mais saudáveis? Podemos. Faço-o diversas vezes, mas às vezes o que precisamos é mesmo de umas panquecas com farinha de trigo, com manteiga, com leite, com isso tudo. Mas, se não forem como eu, e não precisarem, podem sempre substituir os ingredientes por aqueles que vos parecer melhor. Não obstante, num outro post trarei algumas opções de panquecas mais saudáveis. Por aqui, há espaço para tudo.

IMG_0407.JPG

Vamos lá então.

 

Ingredientes:

20 g de açúcar

300 g de leite

1 ovo

45 g de manteiga

Uma pitada de sal

200 g de farinha (com fermento)

 

Modo de preparação:

Juntem tudo, batam, e voilá... É só pôr em pequenas colheradas numa frigideira antiaderente, sem qualquer gordura (se esta não pegar) ou com um bocadinho de manteiga (também podem pôr óleo de côco, o que preferirem).

Podemos bater num robot de cozinha, numa liquidificadora ou até com a varinha mágica. Eu ponho todos os ingredientes numa taça e bato com uma batedeira manual de varas. Não gosto de mexer muito as massas com farinha de trigo, de modo a que o glúten não seja tão activado e as panquecas fiquem mais fofas.

IMG_1287.JPG

 

A manteiga pode ser em barra e, se for, terá que ser amolecida no micro-ondas uns segundos. Se não, podem usar manteiga líquida que serve perfeitamente.

Eu gosto delas altinhas, fofas e com um tamanho médio, pelo que uso uma concha de sopa para medir a massa que ponho ao lume.

Assim que virem que a massa faz bolhinhas, está pronta a virar. Façam sempre em lume baixo, de forma a não queimar.

Gosto de servir apenas com mel ou com mel e frutas que tenha em casa. Mas podem usar outros toppings à escolha. Normalmente faço as panquecas ao domingo (dá +/- para 8 panquecas esta receita) e guardo-as no frigorífico durante a semana. De manhã é só por num prato, vai ao micro-ondas 20 segundos e estão prontas a comer. Aguentam bem os 5 dias da semana se estiverem no frigorífico.

 

IMG_1292.JPG

IMG_1309.JPG

 

Experimentem e partilhem connosco no Instagram e no Facebook! Fico a espera do vosso feedback!

 

F.

Sobre mim

foto do autor

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D