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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

24
Jun19

Tinder, prazer!

quatro de treta e um bebé

Maria. Maria Crespo Martins. Não Maria Crespo, está incompleto, falta qualquer coisa. Nem Maria Martins, há muitas. 30 anos, mas ninguém me dá mais de 20. Consigo aparentar 5 anos, quando me oferecem um presente envolto em papel de embrulho, e até 2 anos, nos dias da rabugice do sono. Cabelo loiro escuro, segundo diz a cabeleireira. Desculpem, cabelo loiro escuro, assim o diz a Art Director de um hairstlyling qualquer. E olhos azul camuflado. Odeio favas, herdei da mãe, e sushi, porque tal como as favas não continuo a insistir comer até gostar.

Seguindo os conselhos sábios de uma amiga, que reitera, com alguma frequência, que não devemos negar, à partida, uma ciência que desconhecemos, decidi descarregar a aplicação Tinder e apresentar-me da forma supra a quem tem a sorte de me localizar dentro da área geográfica pré-estabelecida. De forma curta e clara. Para que não hajam dúvidas e não se sintam enganados. E para que não cometam erros irreversíveis logo no primeiro encontro.

Seria pouco provável que num primeiro encontro o candidato a uma bela amizade me levasse a jantar a um restaurante japonês, com um presente dentro de um saco do continente, e me dissesse que tenho um cabelo castanho super hidratado, e uns olhos negros brilhantes? Nunca fiando.

A quem começou a revirar os olhos no momento que leu "Tinder" já pode parar os olhos no centro e ler com atenção. Espantem-se: O Tinder não é assim tão diferente do Facebook ou Instagram! Na verdade, fiquei com a sensação que é só a versão 0.0.1 dessas redes sociais.

Simples. Fundo branco e traços finos. Tudo é feito em 3, talvez porque o seu criador acreditava na perfeição associada ao número. O ecrã dividi-se em 3 partes: a superior, com 3 separadores (acesso ao perfil pessoal, acesso aos perfis dos candidatos e acesso à caixa de mensagens), a central que permite vislumbrar a foto, o nome e a idade dos candidatos, e a inferior, com 3 botões: nope, superlike e like.

A partir daqui é só deslizar o dedo.

Aproveitei as férias no Algarve para explorar esse mundo, no verdadeiro sentido da palavra. Em menos de 24 horas, tinha mais de 99 likes, 5 matchs, e um encontro em Albufeira. C'um caraças, o Tinder funciona mesmo!

Durante os 3 dias seguintes o Tinder foi divertido. Foi realmente divertido.
E, ao contrário do que as mentes preconceituosas por aí espalham, existe de tudo. Pessoas normais e outras normais à maneira delas.
Há quem ache que a sua cara metade deve conhecer, antes de tudo, os seus atributos fisicos, e quem ache que deve conhecer primeiro o cão. Há quem leve à letra aquela velha máxima de que o tamanho é que importa, e outros pretendem conquistar com um boxers com notas de quinhentos euros.
Há pessoas simpáticas e verdadeiramente afáveis. E há os outros. Na verdade, nada de novo. Exceto ter chegado à conclusão que ando a dormir na rua. Garanto-vos que na minha área geográfica há gente verdadeiramente interessante. Isso, verdadeiramente interessante.

Infelizmente o entusiasmo passou-me rápido e, hoje, o Tinder dá-me sono. Abro a aplicação e em menos de dois minutos estou a piscar os olhos. Mas o problema não é da aplicação, é meu! Quem me manda ir para lá à procura do Tiago Violas?

Já agora, para os curiosos, o encontro correu bem. Ele tinha boa alma.

M.

01
Abr19

esquisitices.

quatro de treta e um bebé

Há muitos anos atrás (oh meu deus, já tenho muitos anos atrás!) tive uma paixão platónica que, também ela, durou alguns anos. Talvez andasse no 7.º ou 8.º ano e ele no 11.º ou 12.º. Como uma verdadeira paixão platónica, ele nunca soube. Ninguém soube. Nunca tínhamos falado e apenas o via ao longe. Como sabemos, a vida dá voltas e o destino é traiçoeiro. Conheci-o quando já estava na faculdade, por acaso, num daqueles típicos jantares de Coimbra. A paixão platónica ainda existia. Até que ele abriu a boca para falar para mim... e a paixão morreu!

 

Um sorriso, um olhar, o tom de voz. As mãos, as conversas ou a gargalhada. Todos temos algo que se destaca na pessoa que nos cativou e por quem nos apaixonamos. Arrisco-me a dizer que cada um de vocês saberá dizer uma, ou várias coisas, acerca da pessoa por quem nutrem sentimentos.

 

Saberão responder de igual modo acerca daquilo que vos afastou, por completo e à primeira vista (ou momento) de determinada pessoa? Aquela característica que não sendo má, ou não a tornando numa pessoa má, que não tendo a pessoa culpa, vos fez por um ponto final ainda antes do início da frase?

 

Há uns tempos, em conversa com uma amiga, dizia-me ela que no programa do “O Carro do Amor”, uma das candidatas deu sinal vermelho ao par simplesmente porque ele era mais baixo do que ela. E que apesar de toda a cumplicidade que existiu entre os dois desde o primeiro momento, havia algo do qual a candidata não se conseguia abstrair... a altura.

 

Divagamos sobre o tema e concluímos que ambas teríamos feito a mesma coisa. Talvez não o admitíssemos na TV. Talvez não disséssemos à pessoa. Mas saberíamos que era isso que nos estava a impedir de avançar.

 

Não que tenha passado pela experiência (ou se passei nem me apercebi de tão automático que foi o bloqueio), mas quase que garanto que jamais me apaixonaria por alguém mais baixo do que eu. Por muito que tivesse “tudo o resto”. É um facto: ser mais baixo colocaria logo, só por si, o sinal vermelho. O ponto final antes da frase. Mas podíamos ser amigos para sempre.

 

Dei pelo meu pensamento a divagar sobre aquelas coisas que ativariam o sinal vermelho. E concluí que até tenho algumas.

 

A voz. Capaz de destruir uma paixão platónica de anos. E me faz fazer questão de falar com as possíveis paixões platónicas que surgem.

 

A data de nascimento com um número igual ou superior a 1993. (Tenho que partilhar convosco que primeiro escrevi 1998, apaguei e escrevi, 1995 e voltei a apagar e escrevi, finalmente, 1993. Ainda voltei a apagar com a intenção de colocar 1991, mas voltei a escrever um 3. Não estou certa disto. Mas prefiro manter a amplitude, pelo menos mental).

 

A bagagem...

 

Neste momento, tenho aqueles que me são mais próximos a revirar os olhos e a dizer em voz alta (porque já não conseguem controlar o som): “mas ainda há alguém que acredite que ela não vai ser solteira a vida toda?”.

 

Calma! Ainda há esperança no Tinder!

 

M.

04
Fev19

A adaptação do Cupido.

quatro de treta e um bebé
Ao longo dos anos foi necessário adaptar a maior parte das profissões (se não todas). A invasão das novas tecnologias levou a que "novos" e "velhos" tivessem que aprender a trabalhar com elas, e viver com elas, a depender delas, e a gostar tanto delas. De uma forma ou de outra, todos tiveram que aprender, se adaptar e trabalhar de forma diferente. Hoje, todos estamos contentes por as novas tecnologias terem entrado nas nossas vidas.
 
A profissão do Cupido não foi exceção. Lá vão os tempos em que um menino (quando ainda não se falava em exploração infantil), cujas ferramentas de trabalho eram umas asas e uma flecha, andava por aí, a percorrer o mundo, à procura dos pares ideais, atirando-lhes flechas que os trespassavam, mas não matavam (ou matavam lentamente, muito lentamenteeee, mas nunca nenhum Cupido foi condenado por isso).
Era uma profissão exigente. Muito exigente, na verdade. Não se exigia qualificação para exercer a função, mas exigia-se mira, muita mira! Todavia, não era essa a maior dificuldade, ou exigência: a verdadeira dificuldade estava em encontrar os tais pares ideais. As caras metade. Os compatíveis. E eram percorridos quilómetros e quilómetros em vão.
 
Não sei se por erros de recrutamento, ou se por cansaço que impedia uma mira exímia, a verdade é que conseguimos encontrar várias falhas do Cupido.
 
Pois bem, graças à evolução e as novas tecnologias, estes erros já não acontecerão mais.
 
Hoje, o Cupido dispõe de um conjunto de ferramentas que lhe permitem não precisar de asas, não correr o mundo, podendo, contudo, continuar a lançar flechas só por diversão. Já não é um menino. É um adulto, com formação superior. E cursos de "coaching". Dá-se preferência aos "coach de relacionamentos", mas não é requisito essencial.
Hoje, não é o Cupido que percorre quilómetros, a vaguear nas alturas. São os, chamar-lhe-emos, Candidatos ao Amor que se sinalizam. Se inscrevem. E se põe quietinhos para que o Cupido não atire a flecha ao lado.
Hoje, é através de uma câmara que o Cupido faz (tão bem, como se vê) o seu trabalho.
À distância, após analisar os CV's dos candidatos, juntando aqueles que melhor se entenderão, e sentado num cadeirão para que se sinta confortável, acompanha, todo um processo a que chamam de encontro.
 
Assim, a quem anda por aí  à espera que o Cupido faça o trabalho dele, desistam.
Casamento à primeira vista, Carro do amor, First Date, Quem quer namorar com um agricultor?, são as melhores hipóteses que têm para conseguir encontrar o verdadeiro amor. E nem é difícil escolher (podem sempre se inscrever em todos).
 
Caprichem no CV e fiquem quietinhos para que flecha não passe ao lado no momento em que se baixam para atar os atacadores. E Boa Sorte. 
 
M.

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11
Jan19

Deixa-te levar pela música. #1

quatro de treta e um bebé

Há músicas que dizem tudo sobre ti. Ou sobre algo. Ou sobre o que sentes. Ou o que estás a viver. Nesses casos, é deixar a música, por si só, falar por ti. E deixar tocar.

 

Há bandas que seja qual for a música, te dizem sempre algo. Que gostas e ponto. E toquem o que tocarem, conquistam-te.

 

Os Quatro e Meia são essa banda, e as músicas deles são essas músicas. Conquistaram-me desde o primeiro momento, há já uns bons anos atrás. E dizem muito sobre mim (são de Coimbra, devem ter-se inspirado em mim nos tempos de faculdade). E toquem o que tocarem, conquistam-me sempre mais um bocadinho. Levantam-me o ânimo. Empurram-me para a frente.

 

Como a boa música deve ser partilhada, e partilhada, e outra vez partilhada, deixo-vos com uma banda que mistura o pop-rock com o fado e consegue por os "Pontos nos Is" num álbum, que não consigo descrever de outra forma se não como, de tanta qualidade.

 

A música que partilho não foi escolhida ao acaso. Espero que, tal como eu, se deixem levar por ela.

 

Bom Fim de Semana.

M.

07
Jan19

Quando só tens para dizer a primeira coisa que te vem à cabeça, o melhor é não dizeres nada.

quatro de treta e um bebé

Há uns anos, na minha primeira entrevista, tinha à minha frente a um ilustre advogado, que, do nada e sem que nada o fizesse prever, me passava uma folha em branco e uma caneta, e me pedia para escrever qualquer coisa. Qualquer coisa me viesse à cabeça. O que me apetecesse.

 

Hoje, sentada na minha sala, enquanto vejo na TV a notícia de que o meu Benfica venceu, por 4-2, o Rio Ave, estou com a mesma sensação. A sensação de que me passaram um papel e uma caneta para as mãos e me pediram para escrever qualquer coisa. Assim, do nada. Simples e fácil. Escreve. O que te vier à cabeça.

 

Mas... isto não é assim. Não é escreve e pronto. E muito menos é fácil.
Na verdade até me passaram algumas ideias pela cabeça. Mas da mesma forma que naquela entrevista não podia escrever sobre a primeira coisa que me veio à cabeça (até porque a primeira coisa que me veio pela cabeça foi "passou-se"), também aqui, não me parece bem fazê-lo.

 

Pensando bem, viveríamos num mundo bem melhor, se a maior parte das vezes não fizéssemos ou disséssemos a primeira coisa que nos vem à cabeça. Na maior parte das vezes, sai asneira. E é irreversível. Vejamos, a título de exemplo, os comentários de Manuel Luís Goucha acerca de uma entrevista, na qual se confunde o direito de opinião com crime.

 

A propósito, e apenas em jeito de esclarecimento, fascismo, racismo, machismo e homicídio não são questões de opinião. São crimes. Previstos e punidos (e bem) no nosso Código Penal. Infelizmente, e por sua vez, a estupidez crónica não é crime. Ainda. Mas na minha opinião (depois de refletir), devia.

 

Como ainda estamos a tempo de fazer resoluções de ano novo, sugiro que, este ano, as pessoas reflitam antes de dizerem a primeira coisa que lhes vem a cabeça. Vamos todos rever, ponderar e, na maior parte das vezes, guardar só para nós, e reformular antes de falar ou fazer.
Isto claro, se quisermos ser recrutados ou manter um blogue são. Ou, quiçá, não quisermos praticar estupidez crónica na TV. Ou noutro sitio qualquer.

 

Pondo já esta resolução em prática, pensei, ponderei e guardei as ideias que me passaram pela cabeça e vou só divagar até ao final. Tal como fiz na entrevista.

 

Já agora, na tal entrevista, escrevi a minha carta de apresentação. A qual deu origem à resposta: "egocêntrica, como qualquer escorpião". Fui recrutada, deve ter sido um elogio.


M.

29
Nov18

Arouca e os Passadiços do Paiva

quatro de treta e um bebé

Passadiços do Paiva - Arouca  Natureza em Estado

Fonte: http://www.passadicosdopaiva.pt/

Arouca era uma vila pacata, no fim do mundo (na verdade é na cave do mundo), reduzida a uma rua a que chamam de avenida (não sei se chamam, mas quase que aposto!) e a um mosteiro. À volta disso é monte. E monte. E mais monte. Por lá, e depois de passar o enjoo da viagem (o qual não se consegue evitar com tanta curva e contracurva) conseguia-se comer uma das melhores carnes de vaca e saborear vários doces conventuais de deixar água na boca. Até que um dia, alguém astuto, decidiu alargar horizontes e criar um passadiço, que liga 3 praias fluviais ao longo do Rio Paiva, a que se deu o nome de "Passadiços do Paiva". E descobriu a galinha dos ovos de ouro.

 

Se valia a pena ir a Arouca pela carne e pelos doces, agora vale também pelos passadiços. E se der para juntar tudo, tanto melhor.

 

Aconselho, seriamente, a passar um dia lá. Chegar cedo. Fazer os 8 quilómetros do Passadiço. Ir almoçar a famosa carne de vaca arouquesa. Regressar aos passadiços. Fazer os 8 quilómetros em sentido contrário, para desgastar o almoço. E terminar o dia com o pão de ló de Arouca, os charutos ou as castanhas doces.

 

Fiz os "Passadiços do Paiva" há já alguns anos, mas continua a ser um destino atual. A ideia passava por um domingo diferente, entre amigos, com fotos, mergulhos e boa comida. Mas Arouca e os passadiços surpreenderam.

Partimos do Porto num domingo de manhã. O objetivo era estar em Arouca às 9h30, evitando assim a hora de maior calor. Levamos dois carros, para que fosse possível deixar um em cada ponta dos passadiços, podendo fazer o regresso ao ponto de partida de carro.

 

Como bons portugueses que somos chegamos a Arouca por volta as 11h.

 

Nota: Aconselho a chegar realmente cedo, porque fazer o percurso na hora de maior calor pode tornar-se insuportável, não permitindo usufruir verdadeiramente de tudo que os Passadiços tem para nos dar.

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Começamos o percurso na praia fluvial de Espiunca. As paisagens são fenomenais. Por esse motivo, demoramos cerca de uma hora a fazer menos de 3 km (a indicação dos km está ao longo de todo o percurso). Temos fotos de tudo, de cada esquina, de cada paisagem que nos cativou (e cativaram-nos todas).

Alertados pelas horas, e pelo calor que se fazia sentir, aceleramos passo até à Praia Fluvial do Vau.

Chegamos à ponte suspensa. E para esquecer as vertigens é colocar-nos no centro dela desfrutando da paisagem que nos permite contemplar.

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Ao longo do percurso podemos ver a Cascata das Aguieiras e a Garganta do Paiva. Subimos as escadas que ainda hoje não consigo qualificar.

Por fim, chegamos à Praia Fluvial de Areinho.

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Depois de um mergulho que "soube por vidas", seguimos caminho para o restaurante. Fomos à famosa carne arouquesa, que, uma vez mais, não desiludiu.

 

Nota: Não há fotos de comida, não consigo, é mais forte do que eu começar logo a comer. 

 

Após um almoço de domingo demorado, voltamos aos passadiços. Exatamente ao mesmo ponto onde tínhamos ficado.Mais uma vez como bons portugueses que somos, desfrutamos uma cesta e demos mais uns mergulhos na Praia Fluvial de Areinho.

Não estava nos planos fazer o percurso de volta a pé. Mas à ultima hora decidimos que assim seria. Fizemos o caminho de volta já com o pôr do sol. E se o percurso com plena luz do sol é lindo, com o pôr do sol ganha ainda mais beleza.

Atualmente, trabalham na construção de uma outra ponte suspensa - envidraçada. Voltarei, com toda a certeza, assim que a ponte estiver aberta ao publico.

M.

 

P.S. Para quem estiver a pensar fazer o percurso, relembro que hoje é necessário fazer reserva, e tem um custo de 1€/pessoa.

08
Nov18

Os meus amores pequeninos (parte 1)

quatro de treta e um bebé

Em outubro de 2010 nasceu um dos meus amores pequeninos: a S.

 

Tinha 18 anos quando me contaram que ia ter uma irmã (da parte do pai, que vivia nesta altura em Inglaterra).

Como devem compreender, a ideia de ter uma irmã não me passava sequer pelo pensamento. Claro que, quando somos pequenos, pensamos nisso, e a maior parte de nós fantasia com o que seria ter um irmão ou irmã. Contudo, verdade seja dita, aos 18 anos, essa ideia já está há muito arredada do nosso pensamento, e é algo que já nem sequer contemplamos. Por isso, podem bem imaginar a minha cara quando me deram esta novidade: parte incrédula, sem saber o que dizer, parte “será que ouvi bem”, parte a fazer as contas à nossa diferença de idade, parte a contemplar a distância que nos ia separar.

Sendo, como sou, um tipo de pessoa ver-para-crer, a ideia pairava mas ainda não tinha assentado. Aliás, aconteceu o mesmo com a B., tal como a F. descreveu, ficámos cépticas, como se a bebé que aí vinha fosse fruto da imaginação, uma fantasia meia surreal, “ia mesmo acontecer?”, e sentimos o desejo de o tornar o mais real possível, o que só aconteceu quando, finalmente, a conhecemos.

E então, em 2010, lá fui eu, com os meus avós, até Inglaterra, passar o meu aniversário na expetativa de conhecer a pequena. Mas a S., que não tem nada o feitio da irmã, não quis nascer nessa altura, e decidiu ficar na barriga da mãe durante mais umas semanas. Lá voltamos nós a casa, um pouco desiludidos por não sermos os primeiros a receber a bebé. No dia 1 de outubro, estão os meus tios e primos a chegar a Inglaterra, e a S. lá se decide a vir para o mundo, e surpreende-os com o presente que foi a sua chegada. Pouco tempo depois, lá voltámos a entrar no avião, desta vez com a certeza de que a S. nos aguardava.

Entrei no avião sem certezas. Não sabia o que esperar, não sabia o que ia sentir, não sabia como iam ser os próximos anos.

Tudo isso desapareceu quando a vi. Quando a segurei nos meus braços pela primeira vez, não tive dúvida nenhuma, só certezas. Tivesse a Deslandes lançado a música há oito anos atrás e dizia-vos que ali, soube que era amor para a vida toda.

 

S. (Tata para nós):

Tu não te lembras, mas passei aqueles dias agarrada a ti. Levava o meu ipod com músicas para ouvirmos juntas, embalei-te, dormi contigo, fiquei simplesmente a contemplar-te. Quando estávamos sozinhas, tu não sabes, mas eu falava contigo, e cantava para ti. Tu eras tão pequenina! Tão linda. E minha. Quando te peguei ao colo pela primeira vez tive a certeza, tu eras minha, a minha irmã, sangue do meu sangue, para sempre parte de mim, independentemente do que o futuro tivesse reservado para nós.

Uma das músicas que gostava de trautear para ti era a Patience, dos Guns N’Roses, porque fazia tanto sentido (se eu sequer imaginava que o teu gosto musical ia ser tão diferente do meu!).

Was a time when I wasn’t sure but you set my mind at ease,

There is no doubt you’re in my heart now (…)

If I can’t have you right now, I’ll wait dear.

Sometimes, I get so tense, but I can’t speed up the time,

But you know, love, there’s one more thing to consider

Said woman, take it slow, and things will be just fine,

You and I’ll just use a little patience

Said sugar, take the time, ‘cause the lights are shining bright,

You and I’ve got what it takes to make it. 

A viagem de volta foi difícil. Não contei a ninguém, mas vinha com os olhos cheios de lágrimas e o coração apertado. Sabia que ia sentir a tua falta, e que ias sentir a minha. Custou-me muito deixar-te tão longe. Cada vez que fechava os olhos ouvia-te, o teu choro (tu tinhas uns pulmões bem potentes!).

Pouco tempo depois, tiveste o teu primeiro Natal, e voltámos a Inglaterra para o passarmos contigo. Ofereci-te um álbum com as tuas primeiras fotografias com a família e, claro, comigo, para que, quando fosses mais velha, pudesses ver todo o amor com que foste recebida, e que estamos contigo desde que tu eras uma bebé tão pequenina. Levei-te também um cd, porque a música é tão importante para mim e uma forma tão boa de demonstrar o que sentimos, onde incluí algumas das músicas que ouvimos juntas, e outras que me faziam lembrar de ti. A principal, que te dediquei na altura, hoje e sempre, é da Adele, Make You Feel My Love.

Hoje vives em Portugal, ainda assim afastada de mim, porque a vida é assim, e continuamos sem fazer ideia do que vai ser o nosso futuro.

Mantenho a certeza que tive no dia em que te conheci: és minha, para sempre serás, e a ligação que nos une é forte e resiliente. O que quer que aconteça, teremos sempre isso. E eu serei sempre tua.

 

I know you haven't made your mind up yet

but I will never do you wrong

I've known it from the moment that we met,

 

No doubt in my mind where you belong (...)

There's nothing that I wouldn't do

To make you feel my love

 

 

R.

13
Set18

Primeiras impressões

quatro de treta e um bebé

Conhecemos uma pessoa nova, e agora?

 

É claro que as primeiras impressões importam.

Não vamos fingir que não, ou chamar-lhe de futilidades, nada disso! É uma mera reação natural a um evento da vida.

 

Conhecemos uma pessoa nova e o cérebro cria toda uma nova pasta para arquivar e processar as informações e sensações que os subcontratados sentidos captam.

 

Se forem como eu, e o vosso cérebro já costumar trabalhar a mil à hora, conhecer uma pessoa nova é uma festa: as sinapses disparam, atravessam-se triliões de pensamentos, inúmeros comentários impronunciáveis, a maior parte deles tão rapidamente que nem eu os entendo.

 

Não vamos fingir e dizer que não pestanejámos com combinação de verde alface com cor-de-rosa florescente, que não estranhámos a voz esganiçada que saí daquele homem de quase dois metros, ou que não nos sentimos intoxicados com o perfume intenso do senhor sentado ao nosso lado.

 

Não posso, com toda a verdade, afirmar que não imaginei que um outro corte de cabelo enquadraria melhor aquele tipo de cara, que não pensei que se tivesse aquele corpo adoraria vestir aquele vestido que vi outro dia, que não assumi que aqueles músculos se deveriam a muitas horas passadas no ginásio, que não pensei que, ainda assim, eu venceria se tivéssemos de, por algum motivo, lutar naquele momento, que não pensei que se fosse eu teria investido aquele dinheiro num dentista em vez de comprar uma t-shirt de marca, que não pensei no tempo que aquele senhor com certeza dedicará à sua barba, ou que não me lembrei instantaneamente da minha professora de infância por causa daquele perfume, porque há uma grande probabilidade de ter feito este ou qualquer outro tipo de comentário mental.

 

Não se trata de qualquer futilidade, simplesmente de um cérebro hiperativo e uma imaginação fértil que gostam de participar ativamente na minha vida.

 

E também não se trata de fazer julgar o livro pela capa, ainda que juízos de valor possam passar no meio de toda aquela confusão mental. E é natural que passem, não porque ache mais ou menos de uma pessoa com base na forma como ela se apresenta, mas porque a experiência me vai dando umas dicas sobre o que alguns sinais dizem sobre a personalidade de uma pessoa.

 

Pensam vocês: “mas quem és tu, uma indivídua de cabelo desgrenhado e escassa noção de estilo, olhos esbugalhados e péssima poker-face para achar isso tudo?”; respondo eu: uma indivídua de cabelo desgrenhado e escassa noção de estilo, olhos esbugalhados e péssima poker-face honesta! 

 

Diz quem sabe que demoramos menos de um minuto a formar a nossa primeira impressão. É aquele primeiro impacto, o primeiro embate, o primeiro olhar, som, cheiro, toque. Daí a importância do saber atrair, saber transmitir os traços que queremos, dominar a arte de, nas expressão da Tyra Banks, smize

 

Ainda que esta primeira impressão marque o tom do resto das primeiras interações, não é este o momento que considero mais marcante.

 

Mais marcante ainda são as primeiras impressões mais construídas.

 

São aquelas que decorrem, por exemplo, da primeira conversa ou dos primeiros cinco minutos que passamos com aquela pessoa que acabámos de conhecer. É aquele momento em que o nosso cérebro sente que já recolheu todas as informações necessárias para criar a imagem daquela pessoa, o seu avatar para colocar na pasta que já tinha criado, e então cruza os braços e afirma, de nariz empinado, “já te topei”.

Acredito que essa primeira imagem é muito marcante e essa, sim, dificilmente será desconstruída ou contrariada.

 

Imaginem isto das primeiras impressões como um sistema de pontos!

Após a primeira impressão imediata, o novo jogador é lançado no placard com os pontos que lhe foram atribuídos ao primeiro impacto, positivos ou negativos. A partir daí, há pormenores, palavras, expressões, cheiros, toques ou jeitos que vão dando ou retirando pontos. Quando chega ao momento em que aquela imagem fica assente, a pontuação com que a pessoa nova estiver é aquela que fica marcada. A partir daí, o sistema é o mesmo, mas já não é tão fácil obter pontos positivos ou negativos que façam mudar de forma determinante a pontuação da pessoa e, principalmente, torna-se bastante mais difícil para uma pessoa que tiver ficado com pontuação positiva perder pontos suficientes para passar a ter pontuação negativa, e o contrário.

 

Claro que a internet e o facto de muitos primeiros contactos serem feitos sem contacto físico muda algumas coisas, até porque se perde todo o efeito das hormonas libertadas e todas aquelas coisas químicas que acontecem ao nosso corpo e que são percecionados pela outra pessoa! Mas não vamos entrar por aí, porque isso é toda uma outra conversa.

 

Gosto de pensar que sou uma boa julgadora de carácter. Não é que me recuse a admitir que me enganei redondamente na imagem que tinha associado àquela pessoa, simplesmente isso não me costuma acontecer! Por isso, quando formo uma primeira ideia sobre a pessoa, costumo confiar na minha perceção. 

 

E vocês, identificam-se?

 

R.

 

06
Set18

Como conhecer pessoas novas quando temos mais de 25 anos

quatro de treta e um bebé

Tenho 26 anos (quase 27), uma relação estável, várias amizades de longos anos.

Não sou propriamente uma pessoa que tenha dificuldade em falar com pessoas, as más-línguas chamar-me-iam até tagarela, apesar de paradoxalmente ter bastante dificuldade em aproximar-me e baixar defesas.

 

Numa conversa recente, falava sobre a dificuldade de conhecer pessoas novas.

Não tenho qualquer interesse romântico em conhecer alguém. Contudo, tanto eu como o meu namorado já passamos, recentemente, por aqueles momentos em que olhamos à volta e pensamos “para onde foram todas aquelas pessoas que se chamavam amigos?!”.

Costumava ser tudo tão mais fácil quando alguém se encarregava de traçar o plano para a nossa vida… Ainda bebés, os nossos pais marcavam encontros com outros bebés. Já crianças, faziam o mesmo, mas já não achávamos tanta piada. Ainda assim, em creches, jardins-de-infância, escolas, sabíamos que tínhamos de passar aquelas horas juntos, no mesmo sítio, por isso lá acabávamos por ficar a conhecer bem aquelas pessoas. Na universidade, mais fácil ainda! Era só entrar pela universidade e lá estavam aquelas pessoas que costumávamos encontrar, um aceno ali, um abraço acolá, duas de treta aqui, e de repente parecíamos verdadeiros animais sociais.

Depois crescemos (pelo menos na teoria, não é M.?!). Temos menos tempo, menos paciência, mais obrigações.

No escritório, as pessoas do costume. No fim-de-semana, as pessoas do costume. No pouco tempo que sobra, queremos estar com aquelas pessoas, o namorado, a família, aqueles amigos que conhecemos tão bem e com quem finalmente conseguimos marcar um café.

 

Vamos lá pensar, quem foram as últimas pessoas com quem fizeram amizade?

Quanto a mim, recentemente, conheci pessoas na Ordem (Olá, meninas!) e no mestrado, mas isso já acabou. E agora?...

 

E reparem que tratando-se de conhecer parceiros românticos, o bicho-de-sete-cabeças multiplica-se.

Se fosse a referendo, éramos capazes de implementar o casamento arranjado, cem por cento de eficácia e zero por cento de preocupações em encontrar alguém, uffa! Reparem no sucesso de programas para conhecer pessoas (de novo, a maior parte parceiros românticos), The BachelorMarried At First Sight (que aparentemente vai chegar a Portugal), Next, Naked Attraction.

 

E a pergunta do milhão de euros é: Como conhecer novas pessoas?

A nossa geração responde logo Tinder! Para os mais desatentos, o Tinder é uma aplicação de encontros românticos, em que se “aprova” uma pessoa pela sua fotografia e, caso haja “aprovação” mútua, se inicia uma conversa. Problema? Além do problema óbvio se destinar apenas a interesses românticos (“mmm, com base nesta foto, acho que esta pessoa vai ser uma excelente companhia para aquela peça de teatro!”), não há como contornar o interesse sexual subjacente. Apesar de histórias de sucesso, de boa gente que se apaixonou e que têm uma relação estável com alguém que conheceram por esta via, deduzo que a esmagadora maioria consubstancia (apenas) uma noite de sucesso. Um Tinder para casais que procuram casais amigos, isso existe?! Nem vou falar do quão aborrecido é ter que explicar que sim, um homem e uma mulher podem, efetivamente, ser amigos, sem a parte do coloridos!

Já ouvi falar de aplicações para marcar jantares com desconhecidos, o que me parece uma ideia genial, como a Foodfriends, mas a verdade é que nunca a experimentei, nem sei como a usar, por isso, não sei se funciona!

Formações ou workshops? Problema, a maioria são pagas.

Saindo à noite? Certo, já conheci muito boa gente dessa forma. Claro que depois há o problema de ter que explicar que estamos na noite à procura de amigos, e, sei lá porquê, a maior parte das pessoas perde o interesse! Acresce que parece que a maior parte das pessoas da nossa idade acham que já passou o tempo de sair à noite, parece que deixou de fazer tanto sentido (certo, F.?! A M. sabe que ainda faz sentido, ainda que o corpo não aguente a mesma frequência!).

Amigos de amigos, sempre uma forte hipótese. Há o senão da pressão de tornar as coisas estranhas, quando eventualmente discutirmos, mas é uma das melhores opções para casos não românticos (ou românticos!).

Coloco um anúncio? Redes sociais (“olá, acho-te muito gira, queres trocar números?”)?

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Grupos de atividades! Aquele grupo de caminhadas, isso pode parecer interessante. Mas aí estou a criar amizade com uma pessoa que assumidamente gosta de caminhar (credo!).

Ginásio, desporto? Tem de haver uma maneira menos… suada!

Fiz o impensável, recorri ao Google! Claramente, não sou a única com esta interrogação! Desde artigos sobre se “é possível fazer amigos depois de certa idade” até “como encontrar o amor na vida adulta”, encontramos dicas que tornam tudo tão mais óbvio, como “sê sincera”! Ah, afinal é esse o truque... 

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Novas opções e ideias vão surgindo, afinal, de tudo nasce um negócio! Aparentemente, tal como a aplicação que referi acima, existem já páginas e plataformas pensadas para este problema! A plataforma Portuguese Table permite a inscrição de anfitriões que se propõem a cozinhar e a receber um grupo de pessoas, estabelecendo o preço e menu das mesmas. Já a plataforma TastePlease permite a inscrição quer como anfitrião, quer como convidado, e ainda a organização de jantares de grupo com desconhecidos em restaurantes, como uma verdadeira rede social para jantares.

Outro conceito engraçado é o das mesas comunitárias, ou mesas comuns, que vemos surgir em vários restaurantes, como o Brick Clérigos: uma única mesa com vários lugares. Não há “mesa para um”, nem se escolhe quem é a pessoa que se vai sentar ao nosso lado. Diz-se que este conceito convida ao convívio, mais não seja pela vontade de provar aquele prato ou dividir aquela tábua. Ainda não experimentei, mas estou aberta a convites, fica a dica!

(por esta altura já devem ter percebido a ligeira obsessão pela comida 🙊)

 

Há quem o faça parecer fácil (“Have you met Ted?”). 

 

Mas a verdade é que, a partir de uma certa idade, fazer novas amizades parece mais difícil. Será que nos tornamos mais exigentes? Menos crédulos? É porque já nos magoaram demasiadas vezes? É porque nos fazem crer que já temos de ter tudo decidido? Dizia-me essa amiga que sentia que já tinha feito os amigos que tinha de fazer. Como se tivesse fechado a “época de transferências”, plantel fechado. Não acredito que funcione assim. Quero conhecer novas pessoas, que tragam algo de novo à minha vida, que me ofereçam uma perspectiva nova, que estimulem estes velhos neurónios.

 

Como? Ainda estou a investigar essa parte…

 

Há sugestões por aí?

 

R. 

30
Ago18

Warner Bros. Studio Tour London - Harry Potter

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Hoje, venho falar-vos de uma das minhas (muitas) paixões. Tal como a M., há em mim, também a caminho dos 30, uma criança/adolescente que não me parece crescer.  

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O Harry Potter fez 21 anos e eu podia dizer que o acompanho desde o início, mas estaria a mentir.  Lembro-me de andar na escola e ter colegas a ler os livros. Lembro-me de quando saíram os filmes e de ver o primeiro. Lembro-me de ter ido ao cinema ver o Harry Potter e o cálice de fogo, mas ficamos por aí. Não me fascinava na altura, não entendia toda a curiosidade e sururu à volta dos filmes. Os livros, nem li, na época.

Já andava eu na faculdade, em 2011, quando sai o último filme do Harry Potter, decido ver os filmes todos de enfiada e, claro, apaixonei-me. Adorei todo aquele mundo, só queria, também eu, receber uma carta de Hogwarts, saber fazer magias, enfim, tudo aquilo que eu devia ter vivido quando andava no básico estava a viver com 20 anos.

A partir de então, fiquei sempre com o bichinho do Harry Potter e em 2016 pedi à minha amiga Cat (com quem já tinha partilhado o gosto pelos filmes) para me emprestar os livros, porque queria lê-los. Todos, ler os 7 livros de uma vez! (sabia que já pouco me lembrava dos filmes, e ler os livros seria especial) E pronto, os 7 livros foram lá para casa e, voltei a apaixonar-me, mais e mais, a cada livro que ia lendo. Porque aqueles livros são especiais, são tão bem escritos, com histórias tão bem pensadas, só dá vontade de ficar o dia inteiro a ler. E foi a meio da minha leitura dos livros do Harry Potter que, o ano passado, eu e três amigas, decidimos que este ano iríamos a Londres. E o que é que há em Londres? Isso mesmo, os estúdios do Harry Potter (eu sei que vocês não pensaram imediatamente nisto quando eu falei em Londres ahah). E como é que eu podia deixar passar a oportunidade de lá ir? Não podia. Por isso, no primeiro dia em Londres, rumámos aos tão famosos estúdios e a todo este mundo de magia.

Em primeiro lugar, como chegar aos Estudios? Pois bem, começámos por apanhar o metro para Euston (nós estávamos em Earl’s Court, pelo que apanhámos o metro de lá, mas é só apanhar o metro do sítio onde estiverem e pararem na estação Euston). Em Euston apanhámos o comboio rápido em direcção a Watford Junction, o que demorou mais ou menos 35 minutos (todas estas viagens, de metro e de comboio, nós pagamos com o Oyster – cartão pré-pago para viajar nos transportes públicos - saibam mais aqui). Em Watford Junction apanhámos o autocarro especial para o Parque do Harry Potter.

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O bilhete para este autocarro custou-nos 2,5£.

Aconselho-vos a comprar os bilhetes para o Parque antes de irem para Londres. Comprem no site e uma vez que é necessário marcar hora para a visita, façam as contas e marquem uma hora que seja confortável para vocês, já contando com os transportes até lá. Nós marcámos para as 16h. O preço do bilhete foi de 41£, o que dá aproximadamente 48€. Também não se esqueçam de alocar tempo suficiente para a visita, nós entramos pouco depois das 15 e só saímos já passava das 20h.

Logo quando chegamos, vamos à bilheteira trocar os bilhetes online por uns maravilhosos passaportes (que nós pensávamos que íamos ter que pedinchar, pois o que tínhamos lido em diversos blogs é que só ofereciam os passaportes às crianças!) e temos logo as peças de xadrez e várias capas de jornais na entrada exterior.

Entrámos nos Estudios propriamente ditos e começamos logo a ver placards dos filmes, fotos e somos levados por um corredor com frases de diversas personagens...

 

...Até chegarmos ao átrio principal onde se encontra um grande cálice de fogo e a loja dos estúdios.

(créditos destas duas fotos: https://www.instagram.com/susanacplima/)

 

Como ainda faltavam alguns minutos para as 16h, decidimos ir à loja, com calma, para ver tudo o que havia para ver e para comprar, assim, no fim da visita seria mais fácil saber o que queríamos. A loja é o mundo e eu tive pena que não me tivesse saído o euromilhões para poder trazer metade do que lá havia! As coisas são um bocadinho caras, pelo que, convém irem com essa ideia e se quiserem, dêem uma olhadela pela loja online, que já ficam com algumas ideias do que podem encontrar por lá e os preços.

Finalmente à hora marcada lá entramos para a nossa visita e não podia ser mais gira e mais mágica!

Primeiro somos recebidas numa sala escura, com vários monitores com as capas dos filmes de diversos países ao redor do mundo. Passamos para uma sala "género cinema" onde vemos um pequeno filme e eis que a visita pelos recantos de Hogwarts está prestes a começar… 

Curiosidade: Antes de abrirem a porta que dá acesso aos estúdios propriamente ditos, o funcionário que nos acompanha pergunta se alguém faz anos naquele dia! Se sim, dão a oportunidade ao aniversariante de ser ele a abrir a, majestosa, porta.

Et voilá, estamos na sala de jantar de Hogwarts.

Curiosidade nº 2: Na sala de jantar, encontra-se o cálice de fogo e é, quase como que, reencenada a cena do filme, em que o cálice cospe o nome do Harry Potter cá para fora! E imaginem, nós trouxemos o papelinho ‘queimado’ com o nome dele, tal como no filme!

Mas bem, não me querendo alongar demais, deixo-vos mais algumas fotos que fui tirando! Não esquecer que dentro dos estúdios podem provar a cerveja de manteiga que eles tanto bebem, podem entrar dentro do carro voador, podem simular um voo de vassoura e podem até chamar a vassoura para a vossa mão! “Up” e ela vai direitinha à nossa mão.Por lá encontramos o gabinete do Dumbledore, as roupas que foram usadas nos filmes, os retratos (o da dama gorda por exemplo), a sala da aula de poções, o quarto dos rapazes, a sala comum dos Gryffindor, o gabinete da Umbridge, a floresta proibida (onde se encontram as aranhas, em especial a Aragog, o Buckbeak) etc. Mas não pensem que os cenários são todos estáticos ou que a única coisa interactiva é o momento de conseguir fazer voar a vassoura, não, também temos a casa dos Weasel, onde muitas coisas acontecem; na floresta proibida temos todos aqueles sons estranhos, temos fumo... temos um bocadinho do que é estar em Hogwarts, do que é estar no mundo do Harry Potter...e que fã da saga não quereria vivenciar um bocadinho de toda aquela magia? 

 

Para quem gosta do Harry Potter é uma visita a não perder. Compensa o dinheiro pago pelo bilhete. Em certos momentos parece que estamos mesmo dentro do filme. Foi uma tarde muito bem passada e onde fui muito feliz.

 

 A viagem a Londres merece um post, daqui a uns tempos, com dicas, sítios onde ir, preços, fotos e toda a minha experiência por lá. Em breve, por aqui…até lá digam-nos se já foram aos Estúdios e se gostaram tanto como eu!

 

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crédito desta foto: https://www.instagram.com/susanacplima/

 

F.

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