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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

20
Nov18

20.11.2017

quatro de treta e um bebé

20.11.2017

Faz precisamente HOJE, 1 ano, 365 dias que soube que estava grávida e que vinha a caminho um rebento.
Mal sabia eu como tudo na minha vida mudaria. E para tão melhor.
Não me imagino a viver sem a B. Não mesmo. É o melhor da vida, o melhor de nós. “Tanto cliché”, pensam vocês. Eu pensava o mesmo até ter a minha boneca comigo.

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Revivendo, e recordando... dia 20.11.2017 estava eu já com alguns dias de atraso e pedi à minha mãe (técnica de análises) que me levasse urina para o laboratório.
Pois é, e não é que aconteceu o mais caricato de sempre?
A minha mãe soube primeiro que ia ser avó, do que eu que ia ser MÃE.
Enquanto aguardava o resultado fui trabalhar num turbilhão... até que a minha mãe me liga de voz trêmula e me pede para descer.
Assim que os nossos olhares se cruzam e de lágrima no olho, diz-me enquanto me abraça “vou ser vóvó”.
Foi na rua, ao som do trânsito matinal, em frente ao meu escritório, que se deu o grande momento e o dia que nunca mais esquecerei.
Depois de saber que estava grávida, subi as escadas do meu escritório, sentei-me na minha cadeira e não consegui concentrar-me o resto do dia. Que feliz que estava! E que ansiosa que estava por partilhar.
Era altura de contar ao Papá T. que íamos passar a ser 3 e que o mundo de fraldas, biberões e leite chegava em breve.
Convidei-o a almoçar comigo e escrevi lhe numa ardósia “adoro-te Papá”.

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Abraçou-me intensamente e de sorriso rasgado deixou escapar umas lágrimas. Lembro-me como se fosse hoje desse abraço.
Um ano passou, e hoje temos cá a princesinha que “deu causa” a tudo isto. Imaginei que fosse bom, só não sabia que seria tão maravilhoso.


Em breve contar-vos-ei como dei a conhecer a amigos que a B. viria a caminho. Fiquem atentos.

S.

10
Set18

Carta da B. ao Papá

quatro de treta e um bebé

20 de novembro 2017.

Durante umas horas, eu e mamã tivemos um segredo só nosso.
Era hora de almoço, depois de uma manhã de trabalho com a mamã no escritório, quando lhe disse que estava ansiosa e te queria anunciar a minha chegada. Queria fazê-lo de forma marcante e, simultaneamente, ternurenta.

Pedi-lhe que te fosse comprar um presente meu para ti.
Foi então que, numa ardósia, a giz, te escrevi: "Adoro-te, Papá!" como o maior amor que tinha na ponta dos dedos.

E logo ali, quando te anunciamos e te vi de lágrima no olho e cheio de emoção, soube que não podia escolher melhor para mim. 

Tão apaixonado e ainda não me conhecias. Tão meigo e tão dócil com a mamã. 

Foram tantas as vezes que me acariciaste, e tantas as que me segredavas ao ouvido quando estava eu, ainda, na barriga da mamã.
Vezes houve em que a mama já dormia e nós ficávamos à conversa e no mimo; só nós!
Não sabes o quanto isso me fazia feliz!
Gosto tanto de ti, Papá!

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 No dia 05.07.2018, timidamente, cheguei e, logo me apelidaste de "princesa".

Na barriga já sentia o melhor de ti, sem saber que, a partir do momento em que me pegaste nos braços, tudo daí em diante seria, ainda, melhor.
Adoro quando cantas para mim, quando me acalmas nos teus braços, quando me adormeces e quando enches esse sorriso de baba só de olhar pra mim.

Tão bons esses momentos e tão nossos.
No dia 20 de novembro "soube que era amor para a vida toda".
Da tua princesa, 
Benedita ❤️

 

 

 

 

 

31
Jul18

Nenuco Real

quatro de treta e um bebé

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Desde cedo que todos enalteciam em mim o ar maternal.
Contam os "meus" que tratava os nenucos como se meus filhos fossem. Sentava-os à mesa, colocava-lhes babete, dava-lhes massa pelo único orifício que tinham, mudava-lhes a fralda. Quando tive varicela, eles também tiveram. Cuidei deles como cuidavam de mim.
Levava-os à praia, aplicava-lhes protector, não os expunha ao sol e levava-os ao mar, explicando-lhes que a bandeira estava amarela e que só poderiam molhar os pés!
Levava-os ao colo da minha mãe, dizendo "vai à avó"!
Passei pela gravidez colocando um balão debaixo dos meus vestidos.
Este era o meu mundo encantado...aquele que, apesar de embebido em fantasia, para mim, era o mais real de todos.
Adorava sentir que cuidava de alguém, que alguém dependia de mim, que alguém se confortava com o amor que lhes dava. Isso era ser mãe.
Já crescida, quando me perguntavam: e se te saísse o Euromilhões o que compravas? Eu respondia: nada. Era mãe de 4/5 filhos.
Hoje, tenho o NENUCO REAL.
A minha boneca preferida chegou, e é tão, tão bom. Melhor do que o que alguma vez projectei.
Ser mãe antes dos 30 era a minha meta. E aconteceu.
Hoje, com 29 anos, sinto que este ser tão pequenino chegou para dar sentido ao lado maternal que sempre esteve em mim tão evidente. Hoje com mais sentido. Hoje mais real. Hoje melhor.
A B. enche-me o coração e faz -me sentir outra pessoa. Mais completa, mais realizada e mais segura.

 

Bem-vinda B.

 

Com amor,

 

S.

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