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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

01
Set20

Vão buscar as pipocas #1

quatro de treta e um bebé

Para quem ainda está de férias (ou, pelo menos, em mood de férias) ou simplesmente devora filmes como a F. devora livros, trazemos algumas sugestões!

 

Desta vez, escolhi filmes que combinam o prazer cinematográfico com a minha já assumida paixão por música.

Como este meu gosto não é novidade, já vos tinha falado do Mamma Mia e do A star is born / Assim nasce uma estrela.

Escrevo-vos agora três outras recomendações:

 

THE GREATEST SHOWMAN

 

Com um elenco deste calibre, o entusiasmo era grande. Contudo, cerca de dois anos depois da estreia, além de ainda maior expetativa, tinha algum receio de me vir a dececionar. Isso não aconteceu.

O filme é inspirado pela história de P. T. Barnum, uma personagem algo excêntrica, carismática, obcecado com o espetáculo, o entretenimento, com o fantástico e o maravilhar o público, o empresário e showman nato que terá ficado conhecido como criador do circo moderno.

Este é um daqueles filmes que tem a capacidade de nos fazer imergir, de nos levar para aquela história e aquela realidade. Neste caso, a realidade é feita de sonhos, luzes, música e espetáculo. Claro que é possível ver na história real de Barnum aspetos negativos, mas tratemos o filme pelo que ele é, entretenimento, e escolhamos ver a parte boa, inspirar-nos a perseguir sonhos, apreciar as nossas peculiaridades e deixar-nos levar pela magia e imaginação.

IMDB

 

ALADDIN

 

Sou fã assumida da Disney e adoro deixar-me levar pelas histórias imersivas, de fantasia, de finais felizes e inspiração.

Vá, este todos nós conhecemos e dispensa apresentações.

O filme está muito bem conseguido, muito fiel à produção original. O génio, apesar de todas as limitações que não ser animação acarreta, é maravilhosamente interpretado pelo Will Smith, aliás, não imaginaria outra pessoa a desempenhar tão bem este papel. Pode não mudar tantas vezes de forma e de tamanho e fazer todas aquelas brincadeiras impossíveis com um corpo humano, mas continua a ser um génio carismático, atrevido e provocador, que consegue captar toda a nossa atenção.

Além das canções originais e da história primitiva, o filme atual conta com uma atualização aos tempos modernos. A Jasmine dos tempos modernos canta uma canção original escrita de propósito para o filme (Speechless) e assume um papel muito mais assertivo, menos submisso, de afirmação e empowerment. Um pouco de girl power só podia trazer coisas boas.

IMDB

 

YESTERDAY

 

Esta é uma daquelas comédias românticas levezinhas, para ver para relaxar e animar um pouco o dia.

Imaginem um mundo onde ninguém se lembra dos The Beatles, exceto um músico não sucedido.

Imaginem nunca ter ouvido, antes de hoje, todos os clássicos que influenciaram gerações de artistas de todos os tipos musicais. E, de repente, um tipo sai-se com um Yesterday, um Hey Jude (Hey Dude no filme) ou um All you need is love. Se grande parte de nós não consegue resistir a cantarolar aos primeiros acordes, imaginem o que é só vocês se lembrarem de algo que sabem que tem este tipo de potencial. Acredito mesmo que aquelas mesmas músicas, lançadas no dia de hoje, com mais ou menos impacto considerando tudo o que mudou desde então, iriam ser na mesma marcantes.

Além da boa música, o filme ainda dá para umas boas gargalhadas.

IMDB

 

 

Na watchlist deste tipo de filmes tenho Rocketman, Blinded by the light e Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga.

 

E vocês, gostam deste tipo de filmes? Que sugestões têm para nos dar?

 

Boas sessões e sing-alongs!

 

R.

27
Jan20

Não cantarás

quatro de treta e um bebé

Estava outro dia num qualquer convívio quando tive a seguinte epifania: talvez seja uma bênção eu não saber cantar.

Não para mim, para os outros. E daí talvez um pouco para mim, ao não me obrigar a viver em exílio.

Talvez se trate daqueles males que vêm por bem.

Adoro música. Há épocas em que gosto de descobrir, noutras de recorrer aos clássicos; dias em que não saio daquelas duas canções, dias mais variados; fases em que ninguém me tira o reggaeton, fases em que não largo o rock.

Toda a minha vida quotidiana se desenrola com uma banda sonora dentro da minha cabeça. Por vezes é tão intrínseco, que nem dou por ela, e só me apercebo quando já estou a enjoar daquela música sem saber bem porquê.

Tantas outras vezes, dou por mim a trautear. Com sorte, não está a sair muito som e só parece que estou a ter um ataque do miocárdio e espasmos na boca. Com azar, está mesmo a fazer barulho.

Mas trautear é um mero prólogo do cantar, uma benesse em comparação.

É que eu gosto mesmo de cantar. Nem estou a falar das caras estranhas e expressões excessivas; do mal, o menos.

Gosto de cantar.

Ou algo semelhante.

Fazer barulhos? ... Gritar com alguma melodia? …

São imensas as situações em que uma música me vem à cabeça, ou porque aquela frase me fez lembrar uma letra, ou porque aquele tema está mesmo bem retratado numa canção, ou porque se aplicaria mesmo bem aquele refrão.

São inúmeras as vezes em que me apetece responder com uma música ou parte da sua letra, ou reagir apenas com som, com uma melodia de uma canção. Bem, são várias as vezes em que o faço (e às vezes me arrependo). “Não estás a ver como é a música? É aquela assim” – e começo a cantar; como é que alguém haveria de adivinhar o que era isso?!

Talvez seja uma bênção que eu não saiba cantar.

Imagino que, soubesse eu cantar ou tivesse eu uma voz naturalmente bonita a cantar, deixaria de apenas falar.

Responderia a 99% das conversas em música, fosse ela inventada ou a adaptar letras e melodias existentes. Sim, sim, quando digo que gosto de cantar, não é necessariamente algo que exista. E é sempre. Desde o leite com cereais ao abrir o email; “tu vais para o spam, querias tu ter um recibo de leitura e não to vou dar, lixo, lixo, lixo, já obtive essa informação”. Mas a cantar. (estão a ver aquele clip do Marshall a estudar Direito?)

Algo me diz que isso não funcionaria bem em sociedade, nem a nível social e de convívio, nem a nível profissional, imagino.

Lembro-me de uma célebre revista Fórum Estudante, há muitos anos atrás, que me destroçou com um: “não cantarás”. Andava eu a aprender a tocar guitarra (talvez seja também uma dádiva que nunca tenha dominado o instrumento) nesta fase, feliz da vida, quando o horóscopo da revista quanto ao meu signo tinha por título “não cantarás” e seguia a dizer “não, ninguém te quer ouvir cantar noite feliz” (só a música que andava a cantar em loop).

Foi das coisas mais cruéis que já li. Terá talvez sido aí que pus definitivamente de lado qualquer esperança de soar algo melhor do que um animal a ser torturado. Quer dizer, só podia ser a maneira do Universo de chamar à atenção, através de uma revista para estudantes. Foi duro. Mais ainda quando na minha família, ao invés de destroçados, ficaram até um pouco aliviados.

Prefiro pensar que é pelo melhor.

Não estaria preparada para saber cantar. Talvez não tenha a responsabilidade suficiente para conseguir lidar com esse poder. Ia exagerar, tenho a certeza que ia exagerar. Não ia conseguir cantar só um bocadinho. Já assim, bem sei o que custa. É, talvez seja melhor assim.

Talvez seja uma bênção não saber cantar.

 

 

P.S.: Imagino que seria algo parecido com isto:

(filme "Capuchinho Vermelho - A Verdadeira História" e o bode que só consegue falar se for a cantar)

 

R.

16
Set19

Deixa-te levar pela música. #2

quatro de treta e um bebé

Há uns tempos escrevi-vos sobre músicas que dizem tudo. Que nos dizem tudo, que foram escritas para nós. 

Hoje, partilho convosco uma música que, apesar de não "dizer tudo", de forma inexplicável me levanta a moral. 

Afinal, a música é um estado de espírito. E se em vez de ouvirmos música de acordo com o nosso estado de espírito, optarmos por ouvir a música de acordo com o estado de espírito que queremos ter? A partir daí é só nos deixar levar! 

Partilho convosco, aquela música que não me deixe não sorrir, e que, por muito que tente ficar quieta, o meu corpo mexe, e rodopia, e balança... 

 

 

Boa semana! Cheia de boas energias.

M.

 

11
Jan19

Deixa-te levar pela música. #1

quatro de treta e um bebé

Há músicas que dizem tudo sobre ti. Ou sobre algo. Ou sobre o que sentes. Ou o que estás a viver. Nesses casos, é deixar a música, por si só, falar por ti. E deixar tocar.

 

Há bandas que seja qual for a música, te dizem sempre algo. Que gostas e ponto. E toquem o que tocarem, conquistam-te.

 

Os Quatro e Meia são essa banda, e as músicas deles são essas músicas. Conquistaram-me desde o primeiro momento, há já uns bons anos atrás. E dizem muito sobre mim (são de Coimbra, devem ter-se inspirado em mim nos tempos de faculdade). E toquem o que tocarem, conquistam-me sempre mais um bocadinho. Levantam-me o ânimo. Empurram-me para a frente.

 

Como a boa música deve ser partilhada, e partilhada, e outra vez partilhada, deixo-vos com uma banda que mistura o pop-rock com o fado e consegue por os "Pontos nos Is" num álbum, que não consigo descrever de outra forma se não como, de tanta qualidade.

 

A música que partilho não foi escolhida ao acaso. Espero que, tal como eu, se deixem levar por ela.

 

Bom Fim de Semana.

M.

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