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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

01
Dez19

O jantar de natal de empresa (do ponto de vista de uma principiante)

quatro de treta e um bebé

Este natal vou ter o meu primeiro grande jantar de empresa.

Já passei por jantares de trabalho, durante o tempo de estágio; um deles num bom restaurante, com a família dos chefes, pago pelos ditos cujos, outro deles, do lado oposto, uma refeição informal entre pessoas que trabalham juntas. Já fui convidada em jantares de empresas em que alguns dos funcionários terminaram na rua a expelir tudo o que acabavam de ingerir, numa mistura perigosa entre álcool e insatisfação.

Vale sempre o truque do costume: sorrir e acenar.

Lidar com os que nem sequer fazem um esforço, os que não se calam, os absolutamente inadequados, os de que efetivamente gostamos mas com quem não conseguimos falar.

A linha ténue que separa o divertirmo-nos do ser socialmente adequado a um ambiente mais ou menos profissional.

Este ano, pela primeira vez, participo num jantar de uma empresa maior, um jantar cuidadosamente planeado e organizado.

Mais, um jantar com tema.

Pior, com bar aberto.

Antes de mais, decidir o que vestir e tudo o que com isso anda de mãos dadas: comprar, pedir emprestado, planear e escolher.

Cometer o erro de deixar antever alguma dúvida, e a sugestão amigável passar a conselho não solicitado.

Ter a certeza absoluta de que alguém irá criticar, ou não fosse passatempo habitual ir ver as fotos dos anos passados e largar aquela frustraçãozinha em críticas algo generalizadas, sempre numa ótica de heteroavaliação, claro.

Decidir que, acima de tudo, queremos sentir-nos bem. Decidir que, já que no dia-a-dia a escolha recai sobre peças mais casuais, queremos ir com algo que nos assente bem e tenha algum efeito uau. Mas que também queremos estar confortáveis e seguras, até porque convém ser simpáticos durante o jantar, e se já vamos ter que usar aquele sorriso amarelo de vez em quando, não será fácil ter que o fazer se estivermos a agonizar com dores nos pés ou preocupados com a racha do vestido.

Tentar balançar entre o too little com o too much, afinal de contas, esta não é propriamente a minha praia.

E, depois de tudo, a preparação mental. Para ser um ser sociável e simpático, estar à vontade, mas não à vontadinha, confiante, mas não armante.

Preparar a parte social: trabalhar os músculos faciais para o sorriso, a mente para ignorar as boquinhas, os olhos para não mostrar as críticas que fazemos à empresa ou aos chefes durante a semana, lembrar de ter sempre um copo na mão para ninguém chatear, mas de lembrar que estamos, afinal de contas, num ambiente semi profissional, e que não queremos acabar a noite de gatas.

No meio disto tudo, esperar que seja minimamente divertido! Esquecer que aquilo nos chateou e desmotivou ou que aquela costuma ser insuportável, e tentar aproveitar.

Estreitar laços, conversar, partilhar ideias, motivar, e, quem sabe, descobrir pessoas que vão deixar saudades, um dia, quando partirmos para outra etapa.

E, no final, voltar ao trabalho. Abanar a cabeça ao pensar no stress e planeamento que exigiu uma única noite, cruzar os dedos e esperar que não tenham feito ou dito nada desapropriado, e voltar ao que efetivamente estamos lá para fazer: trabalhar.

Com certeza estão também vocês na época dos jantares de natal, incluindo os da empresa.

Algum conselho para uma principiante?

 

R.

24
Dez18

Feliz Natal! Merry Christmas! Feliz Navidad! Joyeux Noël!

quatro de treta e um bebé

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Hoje o post é das Quatro, para, em conjunto, desejar-vos um Feliz Natal!

Sabemos que o melhor desta época é esperar por ela, mas queremos que tenham uns dias muito felizes.


Por aqui há quem goste mais e menos do natal. Há quem tenha um natal mais triste porque alguém não está ou mais feliz porque alguém nasceu (primeiro natal da nossa B.! YAY), mas não nos esqueçamos que o natal mais do que os dias de natal, mais do que a época de natal, é o espírito de natal. E este não é os presentes, as compras ou as mesas mais ou menos cheias, é as pessoas e aqueles que temos à nossa volta, é o amor. Sim, parece um cliché, mas se pensarem bem ... não é assim de verdade?


Quanto a nós, somos gratas pelas nossas famílias, pelos nossos amigos e por aqueles amigos que já são família.

 

A vocês, desejamos que aproveitem estes dias para olhar à volta e encontrar a felicidade nas pequenas coisas.


E aproveitem o bacalhau, as couves, o peru, os sonhos, as rabanadas, o bolo rei, os chocolates e tudo aquilo que vai estar nas vossas mesas e que daqui a uns dias nas nossas ancas (inevitavelmente).


Há alguma tradição diferente do dito normal que tenham nas vossas casas/famílias? Se sim contem-nos! Queremos saber!

Um Feliz e Santo Natal para todos.


As quatro.

13
Dez18

Mercado de Natal de Passau

quatro de treta e um bebé

Talvez ainda não saibam, mas durante a licenciatura em Direito tive a oportunidade de fazer Erasmus. Passei o 1º semestre do meu 4º ano em Passau, na Alemanha, o que significa que, por esta altura em 2012, eu estava numa pequena cidade cheia de neve. Significa, também, que, apesar de ter vindo passar o Natal com a família, vivi grande parte da época natalícia na Alemanha.

 

Não sou grande fã do Natal, confesso, da mesma forma que não sou grande fã de qualquer evento do género, em geral. Gosto de celebrar, porque gosto de celebrar, quando me apetece celebrar, quando há bons motivos para celebrar. Gosto de estar com a família durante todo o ano, aliás, preciso disso. Gosto de comprar presentes porque aquilo me lembrou daquela pessoa, não apenas porque tem de ser. Aliás, vocês já sabem o quão pouco eu gosto do que tem de ser! Por outro lado, não consigo deixar de sentir alguma nostalgia. Vemos os anúncios na televisão, os planos de jantares e almoços, e é impossível não recordar aqueles que nos faltam, aqueles que queríamos convidar, abraçar e nunca mais largar, mas que já não podemos…

 

Contudo, há algo que eu absolutamente adoro nesta época natalícia: os mercados de Natal. Antes de 2012, os mercados de Natal pouco me diziam (mas também, antes de 2012, não conhecia o vazio das ausências à mesa de jantar…).

 

Foi em Passau que eu descobri a magia dos mercados de Natal, e me deixei por eles arrebatar.

 

Passau fica na Baviera e é uma cidade relativamente pequena (eu digo pequena por ser uma cidade mais pacata, com menos prédios, menos carros; aliás, apesar de ter uma área superior à da cidade do Porto, cerca de 69,58 km2, para 41,42 km2 do Porto, tem um quinto da densidade populacional, de cerca de 727 hab./km2 para 5.736,1 hab./km2 do Porto, segundo a nossa amiga wikipédia).

 

Por esta altura, já poderíamos visitar o Christkindlmarkt (que poderemos traduzir como mercado do menino Jesus), na praça da catedral (Dom) de Passau – podem ver a página oficial com mais informações aqui

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À medida que percorremos as ruas em direção à imponente catedral vamos começando a ouvir a música de Natal que enche a praça e a sermos guiados pelos magníficos odores convidativos.

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(cliquem nas setas para verem todas as fotografias)

 

Na praça, sente-se o Natal. A iluminação harmoniza-se na perfeição, criando um ambiente especial. Podemos percorrer as várias barraquinhas, preenchidas com motivos natalícios, decorações, ideias de presentes, e, claro, comida.

 

Além do típico Glühwein (o conhecido vinho quente), que também se vende numa barraquinha noutra parte da cidade, podemos beber uma opção não-alcoólica ou chocolate quente.

 

Temos ainda míticas salsichas gigantes (ou não estivéssemos a falar da Alemanha), deliciosos crepes com nutella, e outras tantas iguarias, como as fantásticas schneeballen.

 

(cliquem nas setas para verem todas as fotografias)

 

Neste mês, apesar do frio, o mercado de Natal era o sítio ideal para juntar o grupo de amigos e ir dar um passeio, pelo que o frequentei bem mais do que qualquer outro mercado ou atividade de Natal em Portugal. E, como é óbvio, certificava-me sempre de que levava espaço na barriga para me deliciar por lá.

 

A música de Natal, o cheiro absolutamente delicioso e cativante a comida quente e confortante, a iluminação subtil e harmoniosa, as barraquinhas, as decorações exímias e adequadas, a catedral majestosa, todos estes elementos se conjugam na perfeição. Ali, sente-se o Natal.

 

 

Sonho voltar; a Passau, sem dúvida, e àquele mercado de Natal.

 

Frohe Weihnachten!

 

R.

 

(📷 as fotografias foram tiradas por mim)

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