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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

09
Abr20

Um dia (horas) de uma Advogada em Quarentena

quatro de treta e um bebé

Filha de 20 meses acorda, vamos lá mudar fralda, dar o leite, vestir robe, calçar meias e por no canal Panda.

Trimmmm, trimmm, toca o telefone:
Empresa: "Temos um caso urgente: trabalhador não vem trabalhar desde dia 09/03/2020. Queremos despedi-lo".
Ao fundo (na minha casa) ouço "para o teu amigo panda, para o meu amigo panda, lalalalalalala...."
Respondo: "mas o trabalhador não avisou? Nem nenhum familiar?"
Panda: "olhó dragão, olhó dragão ..."
A minha sanidade mental cai a pique.
E lá vem a miúda que acabou de comer: "mamã, queijinho, queres?"
Respondo: "estou ao telefone..."
Miúda: "queres, queeeeres...."
Peço uns instantes para (sem som) dar 4 berros.
Recomeço "sim, por favor..."
Benedita, "mais, mais".
Do outro lado: "mas então é para avançar, porque repare, ele faltou, não veio, não é, desde dia 09/03, e ele sabe bem o que está a fazer, isto é só uma desculpa, não podemos ter contemplações, ele já queria isto há muito, não podemos ficar parados, ele goza connosco, ele pensa que faz o que quer, mas connosco não, temos que agir, agir rápido, faça isso o quanto antes como quem diz já para enviarmos já. Os correios estão a funcionar? Temos q enviar pelo correio? Ou vamos lá a casa dele? Ai, a casa não dá... não é? E melhor não. Ele pode nem estar em casa. Repare, se está infectado pode nem estar, mas não vai estar, ele quer é umas férias, assim é que se está bem. Não facilite Dra, temos que agir já, .... bla bla bla bla bla bla!
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Socorro!
Enquanto isso a Benedita já testou os cabos da Nos, já escondeu 3 comandos, já tirou a cabeça a 3 bonecos, já se pôs na lareira, já tirou o robe, as meias, o tótó, já foi à cozinha, já abriu as especiarias, já tirou o cabo do computador, já foi buscar os meus óculos, já foi, já foi, já foi.....
alguém me ajude que eu ainda não passei das 10h da manhã!?
Alguém?
Estou quase a COVID(ar) o CORONA para um café íntimo, assim mesmo daqueles íntimos para ver se depois fico em isolamento.

Sugestões para isto melhorar?

Grata!

Com alerta vermelho de intolerância,

S.

01
Dez19

O jantar de natal de empresa (do ponto de vista de uma principiante)

quatro de treta e um bebé

Este natal vou ter o meu primeiro grande jantar de empresa.

Já passei por jantares de trabalho, durante o tempo de estágio; um deles num bom restaurante, com a família dos chefes, pago pelos ditos cujos, outro deles, do lado oposto, uma refeição informal entre pessoas que trabalham juntas. Já fui convidada em jantares de empresas em que alguns dos funcionários terminaram na rua a expelir tudo o que acabavam de ingerir, numa mistura perigosa entre álcool e insatisfação.

Vale sempre o truque do costume: sorrir e acenar.

Lidar com os que nem sequer fazem um esforço, os que não se calam, os absolutamente inadequados, os de que efetivamente gostamos mas com quem não conseguimos falar.

A linha ténue que separa o divertirmo-nos do ser socialmente adequado a um ambiente mais ou menos profissional.

Este ano, pela primeira vez, participo num jantar de uma empresa maior, um jantar cuidadosamente planeado e organizado.

Mais, um jantar com tema.

Pior, com bar aberto.

Antes de mais, decidir o que vestir e tudo o que com isso anda de mãos dadas: comprar, pedir emprestado, planear e escolher.

Cometer o erro de deixar antever alguma dúvida, e a sugestão amigável passar a conselho não solicitado.

Ter a certeza absoluta de que alguém irá criticar, ou não fosse passatempo habitual ir ver as fotos dos anos passados e largar aquela frustraçãozinha em críticas algo generalizadas, sempre numa ótica de heteroavaliação, claro.

Decidir que, acima de tudo, queremos sentir-nos bem. Decidir que, já que no dia-a-dia a escolha recai sobre peças mais casuais, queremos ir com algo que nos assente bem e tenha algum efeito uau. Mas que também queremos estar confortáveis e seguras, até porque convém ser simpáticos durante o jantar, e se já vamos ter que usar aquele sorriso amarelo de vez em quando, não será fácil ter que o fazer se estivermos a agonizar com dores nos pés ou preocupados com a racha do vestido.

Tentar balançar entre o too little com o too much, afinal de contas, esta não é propriamente a minha praia.

E, depois de tudo, a preparação mental. Para ser um ser sociável e simpático, estar à vontade, mas não à vontadinha, confiante, mas não armante.

Preparar a parte social: trabalhar os músculos faciais para o sorriso, a mente para ignorar as boquinhas, os olhos para não mostrar as críticas que fazemos à empresa ou aos chefes durante a semana, lembrar de ter sempre um copo na mão para ninguém chatear, mas de lembrar que estamos, afinal de contas, num ambiente semi profissional, e que não queremos acabar a noite de gatas.

No meio disto tudo, esperar que seja minimamente divertido! Esquecer que aquilo nos chateou e desmotivou ou que aquela costuma ser insuportável, e tentar aproveitar.

Estreitar laços, conversar, partilhar ideias, motivar, e, quem sabe, descobrir pessoas que vão deixar saudades, um dia, quando partirmos para outra etapa.

E, no final, voltar ao trabalho. Abanar a cabeça ao pensar no stress e planeamento que exigiu uma única noite, cruzar os dedos e esperar que não tenham feito ou dito nada desapropriado, e voltar ao que efetivamente estamos lá para fazer: trabalhar.

Com certeza estão também vocês na época dos jantares de natal, incluindo os da empresa.

Algum conselho para uma principiante?

 

R.

05
Set19

Quarter-life crisis, já dizia o John Mayer (ou não tão quarter assim)

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas,

 

Quando é que sabem que o trabalho que fazem todos os dias já não vos faz feliz?

Como é que sabem que não foram feitas para aquele trabalho?

Como é que sabem que, se calhar, não é esta a vida que querem?

Quando é que ganham coragem para mudar?

Como é que se ganha coragem para mudar?

Se tens coragem para mudar, mas não tens meios financeiros para isso, como é que mudas?

Já alguma vez fizeram alguma destas perguntas a vocês mesmos?

Já alguma vez se viram numa situação em que até gostam de várias coisas no vosso trabalho, mas odeiam tanto outras que se calhar não compensa o bom?

Já se imaginaram a deixar o trabalho para o qual estudaram anos a fio, queimaram dinheiro, anos, tempo, e tentar outra coisa totalmente diferente?

E saberem que não estão no caminho certo, mas também não sabem qual é o certo?

Tenho pensado muito nisto ultimamente, mas não chego a grandes conclusões. Porque me sinto muito confusa, não sei a maioria das respostas a estas perguntas. Mas sei que o trabalho que há um ano atrás me realizava, hoje não o faz.

Eu antes costumava dizer que a segunda-feira era só um dia de semana como outro qualquer, eu queria, claro, um fim de semana de no mínimo três dias, mas era ok ir trabalhar na mesma. Neste momento só quero que a semana acabe e nunca comece, será este um indicador?

Mas olho e penso, querer mudar não será demonstrar ingratidão por todo o esforço que fizeram por ti ao longo dos anos para estares onde estás hoje?

Penso que, provavelmente, queria mudar o trabalho que faço, mas se calhar não queria mudar a vida que tenho, será compatível?

Não sei, isto se calhar hoje é um post um bocadinho esquizofrénico. Perguntas retóricas ou não. Partilhem connosco as vossas experiências e as vossas mudanças! Pode ser que nos inspirem!

 

F.

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