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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

14
Jun19

Uma escapadela para... #2

quatro de treta e um bebé

CHAVES.

 

Desta vez, a nossa escapadela mais recente levou-nos até Chaves, um destino que cumpre os nossos três fatores principais (acessibilidade da localização, preço e piscina) e uns outros tantos igualmente importantes (comida, basicamente).

 

Chegados a Chaves, adivinhem qual foi a primeira coisa que tratámos de riscar da lista. Isso mesmo, fomos comer, que é como quem diz devorar, um belo pastel de chaves.

 

Difícil será encontrar uma pastelaria sem pastéis de chaves, pelo que não têm necessariamente de ir a uma loja especializada ou sequer a uma loja apenas.

Nós optamos por visitar a D’Chaves, depois de alguma pesquisa no Dr. Google e considerando as críticas positivas, uma loja especializada em pastéis e fumeiro. Trata-se mesmo de uma loja, e não de uma pastelaria, pelo que não dispõe de mesas nem de local para comer no interior da loja. Contudo, podem aproveitar para dar um pequeno passeio e visitar os locais que abaixo recomendo, com o belo do pastel de chaves na mão.

 

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Para a nossa estadia, elegemos o Hotel Casino Chaves, essencialmente com base nos três requisitos que referi, assim como no quarto requisito, o pequeno-almoço.

 

Este moderno Hotel fica situado entre a cidade e a montanha, com boas vistas e tranquilidade, quartos grandes, bar, restaurante, spa e, naturalmente, duas piscinas.

 

 

A piscina exterior é linda, de borda infinita, olhos postos na montanha, bem sossegada. Claro que olhar para ela, admirá-la e molhar a ponta dos pés foi o máximo que eu fiz, contando que o J. se atirou de cabeça e saiu de lá a tremer de frio.

 

 

Já na parte interior, temos uma piscina, aquecida, felizmente, e uma zona com jacuzzi, sauna e banho turco.

 

 

Quer nas espreguiçadeiras, interiores e exteriores, quer na piscina ou no jacuzzi (muitas vezes no jacuzzi), cumprimos com êxito a missão de relaxar e aproveitar a companhia um do outro.

 

O Hotel tem ligação direta ao Casino, que dele faz parte integrante, pelo que aproveitámos para lhe prestar uma visita. Na primeira noite, aproveitámos apenas o voucher de uma bebida grátis num dos bares do casino que a estadia no hotel nos concedia. Na segunda e última noite, sucumbimos à instigação do Casino. Quem me conhece, sabe o quanto eu não suporto desperdiçar dinheiro, sensação nem minimamente mitigada pelo talão de prémio de 0,18 € que encontrámos abandonado no Casino e que, obviamente, levantámos, nem pela moeda de 1 € que apanhei no dia seguinte.

 

Focando agora no tema principal: a comida.

 

O Hotel serve um bom pequeno-almoço, variado, estando sempre a repor o que falta e a levantar os pratos finalizados. Como não podia deixar de ser, serve minis pastéis de chaves, pelo que, se a vossa preocupação for ir a Chaves e experimentar os famosos pastéis, não terão sequer de sair do hotel. Rapidamente entendemos que a massa folhada é uma grande paixão dos flavienses, marcando uma forte presença na mesa do pequeno-almoço, abalando qualquer capacidade de resistir a tal pecado.

 

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Optámos, como de costume, por jantar fora. Foi fácil de notar que Chaves é altamente prejudicial para qualquer dieta, com vários restaurantes muito aclamados e muito apreciados.

 

Numa destas duas noites, fomos conhecer o restaurante Carvalho, a conselho dos tios (mundialmente reconhecidos pelo seu conhecimento de comida), onde começámos por pecar com uma alheira como entrada e acabámos a degustar uma bela cabidela. Sem dúvida, recomendámos a quem passar por Chaves.

 

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Na segunda noite, visitámos a Taberna Benito. O restaurante estava cheio com grupos e os empregados notoriamente assoberbados e cansados, apesar de fazerem questão de demonstrar a sua simpatia. Já era tarde, pelo que optámos por esperar, e acabámos por ficar satisfeitos, apesar da espera, da demora do serviço e da confusão. Não aconselhamos a ir sem reserva, apesar de a pesquisa no Dr. Google demonstrar que esta azáfama é algo habitual. Quanto à comida, não temos qualquer queixa. Iniciamos com uma alheira, que já não comíamos há algum tempo, ou não fosse Chaves uma cidade conhecida pelo seu fumeiro, e terminámos com uma grande e saborosa posta à transmontana.

 

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Antes de deixar Chaves, voltámos à loja D’Chaves para comprar uns miminhos para a famelga, que tão pouco aprecia comida, e trouxemos pastéis, alheiras e sangueiras, um enchido bem típico da zona. Outro aspeto positivo desta loja é o facto de estar tão bem situada, sendo que daí podem aproveitar para visitar vários pontos turísticos.

 

Apesar de pequena, Chaves é uma cidade com encanto, pelo que vale a pena perder algum tempo, que não será muito, a visitá-la.

 

Nós visitámos a Torre de Menagem, rodeada de bonitos jardins cercados por muralhas, e de onde se pode desfrutar de uma vista agradável. Subimos à Torre pelo preço de 1 €, visitando o museu militar que se encontra instalado dentro da torre e aproveitando a vista do topo.

 

Ao redor, vale a pena dar um pequeno passeio a pé e admirar as varandas do centro histórico de Chaves, nomeadamente as da conhecida Rua Direita.

 

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Outro ponto turístico bem interessante, perto dos restaurantes que visitámos, é a ponte romana, também conhecida por ponte de Trajano, sobre o rio Tâmega.

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Demos ainda um salto ao Forte de São Francisco, já mais afastado, também cercado por bonitos jardins, e que alberga atualmente um hotel bastante interessante, bem como um típico e agradável restaurante.

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Por fim, não podíamos deixar de passar pelas Termas de Chaves e experimentar a água da chamada fonte do povo, que sai a cerca de 76º e terá propriedades terapêuticas. Para o efeito, são servidos copos desta água numa zona onde se pode aproveitar para sentar e relaxar. Não duvidando dos seus efeitos benéficos, diga-se que o sabor não será, à partida, um deles.

 

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À saída de Chaves e no caminho para o Porto, antes de ver a nossa seleção de futebol sair vitoriosa, aproveitámos para visitar também o Parque de Águas Salgadas, um verdadeiro hino à natureza de onde surgiu a nossa Água das Pedras. O parque é bastante aprazível para um pequeno passeio, mas não só, pois dispõe de um spa termal renovado por Siza Vieira, de Eco Houses inseridas na natureza, que oferecerão, com certeza, uma experiencia única, de uma piscina exterior, um bar e um restaurante, bem como outras comodidades. O nosso passeio foi breve, apenas para apreciar o espaço, todo o verde, o lago, e visitar uma das nascentes. Experimentámos a água dessa nascente, na fonte aí disponível onde, à semelhança do que acontece em Chaves, distribuem copos de forma gratuita, mas com um sabor bem distinto e gasificado.

 

 

Chegámos ao Porto bem relaxados, de barriga cheia e corpo maioritariamente constituído por massa folhada, os dedos ainda semi-enrugados de tanta piscina e jacuzzi, e sorriso na cara.

 

R.

 

Vejam a escapadela #1 aqui.

02
Mai19

O amor e a fotografia.

quatro de treta e um bebé

A fotografia sempre assumiu um lugar importante na vida das pessoas.

 

Se recorrermos aos nossos primórdios, facilmente percebemos que a fotografia está presente desde sempre. Não da forma que a conhecemos agora, é certo. Mas estava lá. Recorde-se, a título de exemplo, as pinturas rupestres, que nada mais são do que “fotografias” dos momentos vividos na época e que os nossos antepassados perpetuaram no tempo. É graças a elas, que hoje temos uma vaga ideia do que faziam na altura. Excelentes caçadores, quiseram fazer-nos crer, mas péssimos "fotógrafos", conseguimos concluir.

 

Antes, como agora, preocupámo-nos em registar aquilo que entendemos como importante, o que queremos que fique para o futuro. Há uns dias, um amigo escrevia na sua página do facebook, que "um dia seremos apenas o retrato na estante de alguém". Querem prova maior da importância da fotografia? 

Hoje diz-se que a fotografia se tornou vulgar. Efetivamente, constatamos com alguma frequência que as pessoas se preocupam mais em captar os momentos do que em vivê-los. Todavia, entendo que isso não retira a importância da fotografia. Eu diria antes que a fotografia se tornou mais fácil. Mas não menos importante.

 

Fotografar é uma arte. E como todas as artes exige que haja amor. Não há arte sem amor. Pode haver qualquer coisa. Qualquer tentativa. Rasca. Banal. Sem jeito. Assim, fotografar exige amor. À fotografia, ou ao que se fotográfa. E só isso nos faz explorar. No verdadeiro sentido da palavra.

 

Recentemente, estive de férias em Barcelona. Poderia partilhar convosco as fotos, para que percebessem melhor o meu devaneio acerca deste tema, mas não vos vou expor a isso. Nem a vocês, nem a mim. Adianto apenas que não se aproveita uma. Ponderei sobre os porquês (afinal, a modelo é top) e conclui que não podes ir de férias com qualquer pessoa e esperar que tire fotos para colocar na estante, sem que alguém visite a casa e não se ria (como fazemos na casa dos amigos quando vemos aquelas fotos de criança). Já pensaram porquê que a imagem de todos os reis é feia, mas a imagem de jesus cristo é bonita?

 

A partir de agora só viajo com pessoas que cumpram, pelo menos, um desses dois requisitos: ou amam a fotografia ou amam a minha pessoa. Com preferência, a primeira hipótese. Já que segunda pode facilmente induzi-los em erros, e acharem que está sempre tudo bem. Afinal... o amor, por vezes, faz ver tudo bonito. 

 

Felizmente a minha próxima viagem é com a Catarina, uma grande amiga minha. Que ama a fotografia... e também me ama a mim. De certeza!

 

M.

 

07
Fev19

#somostodosTEAMMARIA

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Há dias, li uma notícia sobre umas jovens japonesas, homossexuais, que criaram um crowdfunding com o objetivo de angariarem fundos para percorrerem 26 países, onde o casamento homossexual é permitido, tirando fotos simulando (reitero e sublinho, simulando) a concretização do casamento entre as duas, em todos eles. Dizem elas que o farão em jeito de protesto, uma vez que o direito ao casamento lhes tinha sido vedado no seu país. 
 
Em Portugal, e apesar de não sermos, de todo, um país evoluído e com mentalidades abertas, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido (e bem! Fica a faltar a mesma igualdade de direitos no que respeita a outros temas, como, por exemplo, a adoção). Todavia, e em jeito de protesto pelos países que não o permitem, não tenho qualquer problema em percorrer 26, 50, 100 países, a tirar fotos a simular casamentos, se alguém pagar essas viagens.
 
Verdade seja dita, quem é que se importava de fazer isso?
 
Ponderei, seriamente, em lançar um desafio idêntico e percorrer o mundo às custas de alguém que acredita que vou em protesto e em defesa de boas causas. Mas a minha consciência (estúpida!) relembrou-me que não se deve enganar as pessoas.
Odeio a minha consciência. De verdade. Mas também acho que ela faz falta a muito boa gente (ofereço-a, se quiserem).
 
[ por favor, abram num novo separador com este link antes de continuarem a ler o texto ]
 
Tudo isto para vos dizer que ponderei novamente (e melhor), e de acordo com a minha consciência, acabo de lançar o desafio #somostodosTEAMMARIA.

WhatsApp Image 2019-02-07 at 21.10.39.jpeg

 #somostodosTEAMMARIA, é um crowdfunding que tem como objetivo angariar fundos para que o meu namorado me leve a Nova Iorque na Passagem de Ano.

 
Parece-me legítimo. E é totalmente verdadeiro. 
Na verdade, nem é por mim, é por ele.
 
Em contrapartida, sacrifico-me eu, e comprometo-me perante vós, a reportar tudo o que se passará durante esse período. E até partilhar convosco o vídeo do pedido... e sem simulações!
 
É um crowdfunding totalmente genuíno e não pretende camuflar qualquer outra intenção que não a verdadeira: ser pedida em casamento, na passagem de ano, em Nova Iorque, com anel estilo Kate Middleton.
 
Criei o meu projeto em PPL | Crowdfunding Portugal, e contava acrescentar aqui o link, porque sei que estão ansiosos por contribuir para esta boa causa. Mas dizem eles que demoram dois dias a analisar o meu pedido... precisam de verificar a legitimidade do mesmo (?). Mas há dúvidas? 
 
De qualquer forma, dar-vos-ei novidades em breve! Posso contar convosco? 
 
[ façam o favor de fechar o novo separador ]
 
M.
 
29
Nov18

Arouca e os Passadiços do Paiva

quatro de treta e um bebé

Passadiços do Paiva - Arouca  Natureza em Estado

Fonte: http://www.passadicosdopaiva.pt/

Arouca era uma vila pacata, no fim do mundo (na verdade é na cave do mundo), reduzida a uma rua a que chamam de avenida (não sei se chamam, mas quase que aposto!) e a um mosteiro. À volta disso é monte. E monte. E mais monte. Por lá, e depois de passar o enjoo da viagem (o qual não se consegue evitar com tanta curva e contracurva) conseguia-se comer uma das melhores carnes de vaca e saborear vários doces conventuais de deixar água na boca. Até que um dia, alguém astuto, decidiu alargar horizontes e criar um passadiço, que liga 3 praias fluviais ao longo do Rio Paiva, a que se deu o nome de "Passadiços do Paiva". E descobriu a galinha dos ovos de ouro.

 

Se valia a pena ir a Arouca pela carne e pelos doces, agora vale também pelos passadiços. E se der para juntar tudo, tanto melhor.

 

Aconselho, seriamente, a passar um dia lá. Chegar cedo. Fazer os 8 quilómetros do Passadiço. Ir almoçar a famosa carne de vaca arouquesa. Regressar aos passadiços. Fazer os 8 quilómetros em sentido contrário, para desgastar o almoço. E terminar o dia com o pão de ló de Arouca, os charutos ou as castanhas doces.

 

Fiz os "Passadiços do Paiva" há já alguns anos, mas continua a ser um destino atual. A ideia passava por um domingo diferente, entre amigos, com fotos, mergulhos e boa comida. Mas Arouca e os passadiços surpreenderam.

Partimos do Porto num domingo de manhã. O objetivo era estar em Arouca às 9h30, evitando assim a hora de maior calor. Levamos dois carros, para que fosse possível deixar um em cada ponta dos passadiços, podendo fazer o regresso ao ponto de partida de carro.

 

Como bons portugueses que somos chegamos a Arouca por volta as 11h.

 

Nota: Aconselho a chegar realmente cedo, porque fazer o percurso na hora de maior calor pode tornar-se insuportável, não permitindo usufruir verdadeiramente de tudo que os Passadiços tem para nos dar.

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Começamos o percurso na praia fluvial de Espiunca. As paisagens são fenomenais. Por esse motivo, demoramos cerca de uma hora a fazer menos de 3 km (a indicação dos km está ao longo de todo o percurso). Temos fotos de tudo, de cada esquina, de cada paisagem que nos cativou (e cativaram-nos todas).

Alertados pelas horas, e pelo calor que se fazia sentir, aceleramos passo até à Praia Fluvial do Vau.

Chegamos à ponte suspensa. E para esquecer as vertigens é colocar-nos no centro dela desfrutando da paisagem que nos permite contemplar.

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Ao longo do percurso podemos ver a Cascata das Aguieiras e a Garganta do Paiva. Subimos as escadas que ainda hoje não consigo qualificar.

Por fim, chegamos à Praia Fluvial de Areinho.

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Depois de um mergulho que "soube por vidas", seguimos caminho para o restaurante. Fomos à famosa carne arouquesa, que, uma vez mais, não desiludiu.

 

Nota: Não há fotos de comida, não consigo, é mais forte do que eu começar logo a comer. 

 

Após um almoço de domingo demorado, voltamos aos passadiços. Exatamente ao mesmo ponto onde tínhamos ficado.Mais uma vez como bons portugueses que somos, desfrutamos uma cesta e demos mais uns mergulhos na Praia Fluvial de Areinho.

Não estava nos planos fazer o percurso de volta a pé. Mas à ultima hora decidimos que assim seria. Fizemos o caminho de volta já com o pôr do sol. E se o percurso com plena luz do sol é lindo, com o pôr do sol ganha ainda mais beleza.

Atualmente, trabalham na construção de uma outra ponte suspensa - envidraçada. Voltarei, com toda a certeza, assim que a ponte estiver aberta ao publico.

M.

 

P.S. Para quem estiver a pensar fazer o percurso, relembro que hoje é necessário fazer reserva, e tem um custo de 1€/pessoa.

15
Nov18

As minhas viagens #1 Veneza

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Como devem ter visto no Instagram fez, há meia dúzia de dias, um ano que estive em Veneza. Não foi a minha primeira viagem a Itália, em 2013 já lá havia estado para visitar Roma e Florença (com um pezinho em Milão e Bergamo) mas sabíamos (o meu querido grupo das viagens – Love you girls!) que Itália seria daqueles países que iriamos voltar algumas vezes. Foi em 2017! Decidimos ir a Veneza e Verona passar uns dias, são cidades perto que se fazem de comboio em pouco mais de uma hora!

Hoje só vos vou falar de Veneza, Verona fica para outra altura! Aproveito só para vos dizer que nós fizemos uma viagem de 5 dias para estas duas cidades mas que eu ficava, fácil, os 5 dias em Veneza (conheço alguém que neste momento está a pensar "eu tinha razão e eu disse-te"! Sim, és tu Mi ahah).

Saímos do Porto com destino a Milão – Bergamo – Aerporto Orio Al Serio. Escolhemos este aeroporto porque, geograficamente, era o que ficava mais perto de Veneza/Verona (não esquecer que Veneza tem aeroporto, mas não voam para lá as companhias ditas low cost) e é aquele que, financeiramente, tem as viagens mais em conta (também foi o aeroporto escolhido em 2013!).

Se tiverem algum interesse, Bergamo é uma cidadezinha muito acolhedora com uma parte moderna e uma Città Alta com edifícios mais antigos. Basta apanharem um autocarro directo do aeroporto para a cidade, o tempo de viagem é mais ou menos 30 minutos e o custo ronda os 2,30€. Se não quiserem podem sempre apanhar o autocarro até à estação de comboios para apanharem o comboio para o destino que escolherem! Neste caso nós apanhámos o comboio para Veneza. Primeiro para Brescia e de Brescia para Veneza – S. Lucia. O tempo das viagens é menos de 3horas.

Chegamos a Veneza já por volta das 19h10 e, como estávamos em Novembro, já era de noite mas, assim que entramos no Vaporetto (Transporte Público Veneziano - Veneza conhece-se de barco e a pé, já sabem não é?!) ficámos deslumbradas. Foi assim um misto de choque e magia, Veneza, à noite, naqueles canais, com tudo iluminado é deslumbrante. Foi um primeiro impacto magnifico, provavelmente o melhor primeiro impacto de todas as viagens que já fiz.

Nós escolhemos ficar no Hotel San Luca Venezia, na Calle dei Fabbri e não nos arrependemos. Tem uma boa relação qualidade preço e uma óptima localização!

Vou poupar-vos ao nosso roteiro por lá, mas há lugares icónicos e indispensáveis a conhecer naquela cidade.

A nossa descoberta por Veneza começou na Basilica de Santa Maria della Salute,

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Foto de @susanacplima

 

Para lá chegar é necessário apanhar um ferry e em pouco mais de 5 minutos estamos lá! O custo do bilhete é de 4€. Esta Basílica foi construída para comemorar o fim da peste que matou grande parte da população na região e demorou 56 a ser construída! Mas é um edifício tão bonito!

Outro dos sítios que não devem perder é a Ponte della Paglia, não pela ponte em si, mas porque daí podem ver a Ponte dos Suspiros (é uma ponte que foi atravessada por muitos prisioneiros para serem interrogados e julgados no Palácio Ducal. É chamada de Ponte dos Suspiros porque se diz que os prisioneiros suspiravam quando lá passavam, uma vez que provavelmente seria a última vez que olhariam para o exterior. E há ainda uma lenda que diz que será concedido amor eterno e felicidade àqueles que se beijarem numa gôndola, ao pôr do sol, sob a ponte dos suspiros quando os sinos do campanário da Praça de São Marcos tocar. Ahah).

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 Foto de @susanacplima

 

E falando do Palácio Ducal também não podem perder este! É quando visitarem este que vão poder passar por dentro da ponte dos Suspiros e ver o mesmo que os prisioneiros viam!

 

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Foto de @susanacplima

 

O custo do bilhete é 20,50€, aconselho a que o comprem online e antes de lá chegar para evitar filas e o bilhete dá para visitar o Palácio, os Museus Correr e Arqueologico e ainda a Sala Monumental da Biblioteca Marciana. Valem a pena, visitem.

Nisto tudo já passámos várias vezes pela Praça de São Marcos. Um dos sítios mais icónicos de Veneza, se não o mais icónico! É lá que fica a Basílica de São Marcos, o Duomo, o Campanário, a Biblioteca Nacional, a Torre do Relógio, o café mais antigo da Europa, o Caffè Florian, o também famoso Caffè Ristorante Quadri, entre outros cafés e recantos tão bonitos.

A Torre do Relógio tem uma particularidade gira, é conhecida como Torre dos Mouros e tem um dos maiores e mais importantes relógios astrológicos do mundo, que marca a hora, dia, fase lunar e signos do zodíaco. Nessa mesma torre podemos encontrar a Maddona (não, não estamos a falar da cantora, obviamente xD) onde a hora pode ser lida de uma forma mais imediata em números romanos e, posicionado no patamar acima, temos o Leão, símbolo de Veneza, o que demonstra que o sistema hierárquico colocava a política acima da religião. Outra particularidade interessante e o que dá o nome Torre dos Mouros à Torre do Relógio é o facto de existirem dois mouros, assim chamados devido à cor escura que têm pelos metais com que foram feitos, e as suas feições fazem-nos perceber que um é mais velho que o outro. O mouro mais velho fica à esquerda e bate o sino 2 minutos antes da hora certa, representando o tempo que passou e o mouro mais novo, que fica à direita, bate o sino dois minutos depois da hora certa representando o tempo que virá. Até 1996, os responsáveis pelo mecanismo da torre vivam na própria torre com as suas famílias. Só depois deste ano e com a modernização e restauração do mecanismo da Torre é que deixaram de estar presentes.  

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Foto de @susanacplima

 

Para entrar na Basílica de São Marcos o custo do bilhete é de 2€ (também comprado online) e é uma visita relativamente curta. Na parte de cima da Basílica têm ainda o Museu, cujo bilhete é de 5€ e compra-se no local. O acesso a este museu faz-se por uma escada um bocadinho íngreme e apertada, mas bem! Eu fiz, por isso toda a gente faz! Atenção que não podem entrar com mochilas na Basílica, têm que as deixar num edifício perto do local. A Basílica é riquíssima de elementos bonitos para ver! E a vista da sua varanda é linda!

Fotos de @susanacplima

 

Também o Campanário é visita obrigatória. O bilhete tem o valor de 8€ e compra-se no local. A subida é feita de elevador e a vista é soberba, vale a pena.

O encanto de Veneza é também andar por aquelas ruelas todas e descobrir lojas e sítios bonitos, sem estar nada programado, mas também não podem perder uma ida à Ponte Rialto e ao mercado que se encontra de um dos lados da ponte! A ponte é um conjunto de lojas, de gente, de animação, é um bom sitio para se ir ao fim do dia!

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Foto de @susanacplima

 

Nós ficámos por Veneza de 1 a 3 de Novembro, mas digo-vos, se tiverem oportunidade fiquem mais tempo! Além da cidade ser absolutamente maravilhosa, podem dar um saltinho às ilhas de Burano e Murano que, infelizmente, nós não tivemos oportunidade de ir, mas que sei que vai ser daqueles sítios onde irei, certamente!

Só para ficarem a par a ilha de Murano é a que fica mais próxima de Veneza e em tempos foi a maior produtora de cristais da Europa. Apesar de já não ser assim, quem é que já não ouviu falar dos cristais/vidros de Murano? Por lá podemos ver algumas fábricas e até assistir aos processos de criação! A ilha de Burano é famosa pelas suas cores. As casas têm todas uma cor diferente, o que faz com que fique tudo super colorido e bem fora do normal! Também é bastante conhecida pelas rendas feitas pelas mulheres da ilha! Não percam! Eu perdi e arrependi-me.

Veneza não é uma cidade muito grande mas é uma cidade que vale a pena ver, tem muito que descobrir e sem dúvida que vai encantar qualquer um. Eu confesso que não ia com muitas expectativas. Achei que não ia achar a cidade nada de especial, que Veneza era sobrevalorizada, mas enganei-me redondamente. Veneza tem um encanto que mais nenhuma cidade tem. Veneza é muito, muito bonita. Veneza é um sitio onde, se depender de mim, vou voltar.

 

Espero que quem nunca foi e está a ler este post pense em ir! Vale a pena!

 

 

Quem já foi? O que mais gostaram? Contem-nos tudo!

 

F.

 

16
Out18

Ver(de) México.

quatro de treta e um bebé

Há escolhas que fazem dias valer a pena.

 

E o dia em que, numa viagem ao México, decidimos abdicar das típicas excursões, alugar um carro e ir “por aí”, à procura dos sítios que pretendíamos visitar, foi "A" escolha que valeu mais do que a pena. É graças a essa escolha que pretendo voltar ao México. Que vou voltar ao México! Quando as viagens para lá forem mais rápidas. Ou quando descobrir o segredo para passar 10 horas dentro de um avião sem me querer atirar pela janela ao fim de 4 horas.

 

Há já alguns anos que não abdico da semana de férias em  outubro, em algum lugar do mundo que me consiga dar sol, calor, praia e pulseirinha no pé. Onde me limito simplesmente a existir. Mas o México, “obrigava-me” a tirar uns dias de férias do “só existir”.

 

Foram-nos apresentadas várias excursões. Todas elas com algo em comum: pareciam ser demasiado chatas. Muitas horas dentro de um autocarro, que nos tentavam vender como a melhor coisa do mundo (tinham wifi gratuito e ar condicionado. Além disso viajavam pela autoestrada (imagine-se!), logo o caminho fazer-se-ia muito mais rápido). Não sou fã de excursões. Nunca fui. Não consigo gostar.

Decidimos alugar um carro, ir sem horas, parar onde nos apetecesse e voltar quando e assim que entendêssemos. Não tínhamos wifi gratuito a viagem toda, é certo. Mas viajávamos pela autoestrada e chegaríamos ainda mais rápido. E também tínhamos ar condicionado. O maravilhoso ar condicionado! Diria que se não é a melhor invenção do mundo, deve andar lá perto. Ficamos na Península de Yucatan! O clima é quente. Muito quente. E húmido. Demasiado húmido. Quente OK. Húmido NOT OK. Por isso, nada melhor que o ar condicionado. Se fosse possível apanhar sol com ar condicionado tê-lo-ia feito. Aliás, fica a sugestão para os inventores de tudo, os quais muito prezo (vénia).

 

Conduzir no México é o oito ou o oitenta.

Nas cidades é um salve-se quem puder. Há imenso trânsito. Há cruzamentos em todo o lado. Não há a regra da cedência à direita. Podes passar nos semáforos de cor vermelha se vires que não vem ninguém do outro lado. O mais importante, no meio disto tudo, é não bater! Não bati e ninguém me bateu. Correu bem.

Por sua vez, nas autoestradas não se passa nada. Praticamente não há trânsito (são pagas e por esse motivo os locais evitam-nas), algumas só têm uma faixa em cada sentido onde é possível inverter a marcha a qualquer momento. São retas, sem fim. Não há curvas ou altos e baixos. Apenas se vêem duas faixas da estrada e o verde a delimitar as vias.

 

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Se pretendem visitar a Península de Yucatan, aconselho o aluguer do carro num rentcar fora do hotel. É muito mais barato e super prático: é possível alugar um carro por 20 euros/dia e a gasolina encontra-se, neste momento, a menos de 1 euro/litro.

 

Como o típico turista que se atira para a estrada à procura de algo que não sabe bem o quê, enganamo-nos na saída da autoestrada. Chateados porque aquele desvio implicava, pelo menos, mais 30 minutos de caminho, dirigimo-nos à saída mais próxima, onde nos perguntam, nos pórticos, para onde queremos ir (em algumas autoestradas o valor depende do destino para onde vamos a seguir ao pórtico – e ninguém confirma se efetivamente vais para lá). À resposta Chichen-Itza, o senhor (ironicamente muito simpático) ri-se, manda-nos voltar para trás, fazer inversão de marcha e sair na saída correta (aquela onde deveria ter saído se não me tivesse enganado).

Oi?? Posso? Como assim, fazer inversão de marcha nos pórticos da portagem? Bem, é possível e recorrente! E eu a-do-rei.

 

Visitamos a cidade de Chichen-Itza. Tiramos fotos junto de uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, o Templo de Kukulcán. Passamos pelas Coluna do Templo dos Mil Guerreiros e pelo Templo das Pequenas Mesas. Visitamos o Mercado e a Plataforma de Vénus.

 

Entrada: cerca de 12 euros.

Horário de funcionamento: diariamente das 9h às 17h (só é possível entrar até as 16h30).

Estacionamento: cerca de 1,40 euros. Mas é possível estacionar nas bermas da via de acesso, de forma gratuíta.

 

Visitamos Valladolid, onde a maior atração é a arquitetura colonial, influenciada pelos colonizadores espanhóis. Fazer o percurso de carro permitiu-nos passar por várias aldeias. Ver como se vivia por ali. Conhecer aquilo que chamam de restaurantes ou supermercados. Foi-nos possível ver que nas bermas da estrada estava sempre algo à venda. À espera que um turista qualquer que por lá passasse decidisse parar.

 

Seguimos até Cobá. A grande atração era poder subir a pirâmide de Nohoch Mul ou o “Castillo”, com 42 metros de altura. A única onde isso era permitido. E vale tanto mas tanto a pena. Nenhuma fotografia é capaz de mostrar o quão lindo é estar lá em cima. E repito: vale tanto, mas tanto a pena. Caí a descer. Só para testar a aderência das escadas. É péssima. Não testem.

Entrada: cerca de 3,20 euros.

Horário de Funcionamento: diariamente das 8h às 17h (só é possível entrar até as 16h30).

Estacionamento: cerca de 2,30 euros.

 

Tulum é uma outra cidade maya. As ruínas de Tulum situam-se na costa do Mar do Caribe. De lá é possível contemplar aquelas águas azuis. É possível visitar o Castelo, o Templo do Deus Descendente, o Templo dos Afrescos e a praia.

 

Entrada: cerca de 3,20 euros.

Horário de Funcionamento: diariamente das 8h às 17h (só é possível entrar até as 16h30).

Estacionamento: É possível estacionar em locais gratuítos.

 

É ainda possível visitar os cenotes e dispõe de diversos parques temáticos. Se for necessário escolher um sítio onde é possível fazer tudo: é no México, mais concretamente na Península de Yucatan, com toda a certeza.

 

O México é lindo. E conquistou-me. Hei-de voltar, para fazer tudo aquilo que não fiz. Quando as viagens forem mais rápidas. Ou quando, finalmente, tenha encontrado uma solução para aguentar 10 horas de voo sem me querer atirar pela janela fora... ao fim de 4 horas.

 

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M.

30
Ago18

Warner Bros. Studio Tour London - Harry Potter

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Hoje, venho falar-vos de uma das minhas (muitas) paixões. Tal como a M., há em mim, também a caminho dos 30, uma criança/adolescente que não me parece crescer.  

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O Harry Potter fez 21 anos e eu podia dizer que o acompanho desde o início, mas estaria a mentir.  Lembro-me de andar na escola e ter colegas a ler os livros. Lembro-me de quando saíram os filmes e de ver o primeiro. Lembro-me de ter ido ao cinema ver o Harry Potter e o cálice de fogo, mas ficamos por aí. Não me fascinava na altura, não entendia toda a curiosidade e sururu à volta dos filmes. Os livros, nem li, na época.

Já andava eu na faculdade, em 2011, quando sai o último filme do Harry Potter, decido ver os filmes todos de enfiada e, claro, apaixonei-me. Adorei todo aquele mundo, só queria, também eu, receber uma carta de Hogwarts, saber fazer magias, enfim, tudo aquilo que eu devia ter vivido quando andava no básico estava a viver com 20 anos.

A partir de então, fiquei sempre com o bichinho do Harry Potter e em 2016 pedi à minha amiga Cat (com quem já tinha partilhado o gosto pelos filmes) para me emprestar os livros, porque queria lê-los. Todos, ler os 7 livros de uma vez! (sabia que já pouco me lembrava dos filmes, e ler os livros seria especial) E pronto, os 7 livros foram lá para casa e, voltei a apaixonar-me, mais e mais, a cada livro que ia lendo. Porque aqueles livros são especiais, são tão bem escritos, com histórias tão bem pensadas, só dá vontade de ficar o dia inteiro a ler. E foi a meio da minha leitura dos livros do Harry Potter que, o ano passado, eu e três amigas, decidimos que este ano iríamos a Londres. E o que é que há em Londres? Isso mesmo, os estúdios do Harry Potter (eu sei que vocês não pensaram imediatamente nisto quando eu falei em Londres ahah). E como é que eu podia deixar passar a oportunidade de lá ir? Não podia. Por isso, no primeiro dia em Londres, rumámos aos tão famosos estúdios e a todo este mundo de magia.

Em primeiro lugar, como chegar aos Estudios? Pois bem, começámos por apanhar o metro para Euston (nós estávamos em Earl’s Court, pelo que apanhámos o metro de lá, mas é só apanhar o metro do sítio onde estiverem e pararem na estação Euston). Em Euston apanhámos o comboio rápido em direcção a Watford Junction, o que demorou mais ou menos 35 minutos (todas estas viagens, de metro e de comboio, nós pagamos com o Oyster – cartão pré-pago para viajar nos transportes públicos - saibam mais aqui). Em Watford Junction apanhámos o autocarro especial para o Parque do Harry Potter.

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O bilhete para este autocarro custou-nos 2,5£.

Aconselho-vos a comprar os bilhetes para o Parque antes de irem para Londres. Comprem no site e uma vez que é necessário marcar hora para a visita, façam as contas e marquem uma hora que seja confortável para vocês, já contando com os transportes até lá. Nós marcámos para as 16h. O preço do bilhete foi de 41£, o que dá aproximadamente 48€. Também não se esqueçam de alocar tempo suficiente para a visita, nós entramos pouco depois das 15 e só saímos já passava das 20h.

Logo quando chegamos, vamos à bilheteira trocar os bilhetes online por uns maravilhosos passaportes (que nós pensávamos que íamos ter que pedinchar, pois o que tínhamos lido em diversos blogs é que só ofereciam os passaportes às crianças!) e temos logo as peças de xadrez e várias capas de jornais na entrada exterior.

Entrámos nos Estudios propriamente ditos e começamos logo a ver placards dos filmes, fotos e somos levados por um corredor com frases de diversas personagens...

 

...Até chegarmos ao átrio principal onde se encontra um grande cálice de fogo e a loja dos estúdios.

(créditos destas duas fotos: https://www.instagram.com/susanacplima/)

 

Como ainda faltavam alguns minutos para as 16h, decidimos ir à loja, com calma, para ver tudo o que havia para ver e para comprar, assim, no fim da visita seria mais fácil saber o que queríamos. A loja é o mundo e eu tive pena que não me tivesse saído o euromilhões para poder trazer metade do que lá havia! As coisas são um bocadinho caras, pelo que, convém irem com essa ideia e se quiserem, dêem uma olhadela pela loja online, que já ficam com algumas ideias do que podem encontrar por lá e os preços.

Finalmente à hora marcada lá entramos para a nossa visita e não podia ser mais gira e mais mágica!

Primeiro somos recebidas numa sala escura, com vários monitores com as capas dos filmes de diversos países ao redor do mundo. Passamos para uma sala "género cinema" onde vemos um pequeno filme e eis que a visita pelos recantos de Hogwarts está prestes a começar… 

Curiosidade: Antes de abrirem a porta que dá acesso aos estúdios propriamente ditos, o funcionário que nos acompanha pergunta se alguém faz anos naquele dia! Se sim, dão a oportunidade ao aniversariante de ser ele a abrir a, majestosa, porta.

Et voilá, estamos na sala de jantar de Hogwarts.

Curiosidade nº 2: Na sala de jantar, encontra-se o cálice de fogo e é, quase como que, reencenada a cena do filme, em que o cálice cospe o nome do Harry Potter cá para fora! E imaginem, nós trouxemos o papelinho ‘queimado’ com o nome dele, tal como no filme!

Mas bem, não me querendo alongar demais, deixo-vos mais algumas fotos que fui tirando! Não esquecer que dentro dos estúdios podem provar a cerveja de manteiga que eles tanto bebem, podem entrar dentro do carro voador, podem simular um voo de vassoura e podem até chamar a vassoura para a vossa mão! “Up” e ela vai direitinha à nossa mão.Por lá encontramos o gabinete do Dumbledore, as roupas que foram usadas nos filmes, os retratos (o da dama gorda por exemplo), a sala da aula de poções, o quarto dos rapazes, a sala comum dos Gryffindor, o gabinete da Umbridge, a floresta proibida (onde se encontram as aranhas, em especial a Aragog, o Buckbeak) etc. Mas não pensem que os cenários são todos estáticos ou que a única coisa interactiva é o momento de conseguir fazer voar a vassoura, não, também temos a casa dos Weasel, onde muitas coisas acontecem; na floresta proibida temos todos aqueles sons estranhos, temos fumo... temos um bocadinho do que é estar em Hogwarts, do que é estar no mundo do Harry Potter...e que fã da saga não quereria vivenciar um bocadinho de toda aquela magia? 

 

Para quem gosta do Harry Potter é uma visita a não perder. Compensa o dinheiro pago pelo bilhete. Em certos momentos parece que estamos mesmo dentro do filme. Foi uma tarde muito bem passada e onde fui muito feliz.

 

 A viagem a Londres merece um post, daqui a uns tempos, com dicas, sítios onde ir, preços, fotos e toda a minha experiência por lá. Em breve, por aqui…até lá digam-nos se já foram aos Estúdios e se gostaram tanto como eu!

 

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crédito desta foto: https://www.instagram.com/susanacplima/

 

F.

10
Ago18

EUROPEADE 2018 - Viseu, Cidade Europeia de Folclore

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Viseu é, em 2018, cidade europeia de folclore, e a EUROPEADE 2018 passou pela nossa cidade de 26 a 29 de Julho.

Muitos não sabem o que é, nem nunca ouviram falar. Eu também não sabia!

A EUROPEADE é um Festival de Folclore que, todos os anos, é feito numa cidade europeia diferente. O festival conta já com 55 edições e este ano, calhou a Viseu ser o anfitrião. Em 2017 foi realizado em Turku, na Finlândia, e no ano que vem (2019) será em Frankenberg (Eder), na Alemanha.

E se, antes de mais de 200 grupos chegarem à cidade, eu achava que nem íamos dar pelo Festival e que não seria nada de especial, logo na quarta-feira à noite, com a sessão de boas vindas à Europeade, dei-me conta que estava redondamente enganada.

 

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Foram 4 dias de puro “folk”, muito mais do que o nosso tradicional folclore português.

Assisti a dezenas de grupos, desde espanhóis, a romenos, finlandeses... grupos vindos da Letónia, da Estónia, da Alemanha, da Irlanda, entre outros. Grupos que trouxeram alegria, dança, música e línguas desconhecidas a esta cidade, o coração de Portugal. Grupos que trouxeram o que de melhor há na música e dança tradicional dos seus países. A cidade estava viva, estava cheia, estava contagiante e inebriante.

E se nunca fui uma pessoa que achasse especial piada ao nosso tradicional folclore, não pude, de todo, dizer o mesmo em relação à tradição de vários países europeus que por cá passaram. O Folclore é muito mais do que o ‘rancho’ que nós conhecemos, do que o vira. O folclore é tradição, é alegria, é cultura.

 

E que bom é aprender um bocadinho da cultura de outros países, na nossa cidade.

 

Além dos vários eventos de abertura e encerramento, Viseu teve durante 4 dias 10 palcos (im)prováveis. Eu andei por 8 desses palcos, mesmo no coração da cidade. E o que foram estes palcos (im)prováveis? Foram pequenos palcos improvisados, em vários locais da cidade, onde os mais de 200 grupos, ao longo do dia, puderam mostrar o seu “folk”. De meia em meia hora, cada palco tinha um grupo diferente, tinha uma música diferente. Por onde quer que andássemos, ouvíamos sempre música, risos, línguas que não conhecíamos.

Deixo-vos meia dúzia de vídeos (completamente amadores, com pouca qualidade e feitos com o telemóvel) que filmei, enquanto andava de palco (im)provável em palco (im)provável, a  desfrutar de um espetáculo que, dificilmente, ocorrerá por cá novamente.

 

 

 

Este, foi um evento que, não só promoveu a cultura de outros países, como aproximou gentes e gerações. Aproximou os viseenses, e todos os que passaram por Viseu, a uma nossa tradição muitas vezes menosprezada.

Promoveu, também, Viseu. Viseu, que é considerada uma das melhores cidades para se viver, não só no país, mas na Europa.

Que venham mais, que possamos continuar a receber, tão bem, aqueles que por aqui que passam. E que possamos aprender com eles, que possamos continuar a partilhar experiências, cultura, músicas e danças.

 

 

E para quem tiver interesse, fica aqui o link com informações sobre a EUROPEADE. https://www.europeade.eu/

2019 na Alemanha: https://www.europeade2019.de/index.php/start-en.html .

EUROPEADE em Viseu: http://europeadeviseu.pt/

 

E uma informação, que este ano a Feira de São Mateus, continuará com o "Viseu Folk" e receberá até 16 de Setembro 80 grupos grupos folclóricos, nacionais e internacionais. Mais informações aqui.

 

F.

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