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quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

quatro de treta e um bebé!

"Não me digam que concordam comigo! Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que estou errado." – Oscar Wilde

10
Ago19

Há sítios assim...

quatro de treta e um bebé

Hoje, partilho com vocês um texto muito especial para mim, escrito há dez anos atrás, sobre um lugar igualmente especial: a Lageosa da Raia.

 

Quem me conhece, já me ouviu falar sobre a minha aldeia. Faz sentido partilhar este texto agora, este mês, depois de ter voltado de lá.

É um sítio muito especial, sobretudo, pelas pessoas especiais que lhe estão associadas. 

É por isso que, hoje, é com um misto de sentimentos que partilho este texto, que tanto me diz. Aquele sítio continua tão especial, tão importante. Sucede que muitas das pessoas que o tornavam tão especial já não estão cá. Em particular, aquela pessoa já não está cá, aquela que é das pessoas mais especiais e mais importantes de toda a minha vida. É, por isso, com um misto de dor e tristeza, com muita saudade, mas também alegria, gratidão e muito amor, que partilho este texto, com a certeza que não vos dirá tanto quanto me diz a mim, mas com a esperança de, após esta pequena explicação, consigam perceber o quão especial é para mim este sítio.

 

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"Há sítios assim, onde o resto do mundo parece desaparecer, restando pouco mais a não ser nós próprios, com todas as nossas fragilidades e imperfeições. É algo a que acabamos por não estar muito habituados, já que na sociedade é costume escondermo-nos atrás de maquilhagens, mentiras, actuações teatrais, até da própria boa educação. Há sítios assim, em que nos é permitido largar tudo isso. Há sítios em que podemos descansar, sem porquês, sem obrigações, preocupações, discussões, desculpas. Podemos fugir, ainda que por momentos, deste mundo atarefado que nos sobrecarrega a todos os minutos com sensações de todos os tipos – gritos, palavras falsas, sons agressivos, todo o tipo de movimentos, cheiros, uma constante agitação. Temos a oportunidade de sentir, menosprezando o pensar. Conseguimos abstrairmo-nos, largar os bens materiais excessivos e as dores de cabeça. Guardamos apenas a nossa personalidade e um iPod, para que possamos ter o prazer de nos deliciarmos com a melhor musica, aquela que “fala” connosco e nos faz sentir bem. Numa tarde de Verão em que o sol está presente, atinge-nos uma sensação de calor e, caso tenhamos sorte, uma suave brisa. Se tirarmos os auriculares dos ouvidos, conseguimos ouvir os mais leves movimentos das folhas, os passos raros e distantes, o rio que passa devagar. Atirar uma pedra ao rio, ouvir o seu primeiro contacto, observar o salto da água e a pedra a descer até ao fundo, onde repousa, misturando-se com todas as outras pedras e perdendo qualquer característica distinta – os mais puros e ingénuos comportamentos, tão frequentemente chamados de infantis, que nos acalmam e, de certa forma, ainda nos impressionam. Contrariando as grandes cidades, conseguimos sentir a natureza, conseguimos fazer com que todo este conjunto se funda connosco de forma harmoniosa. Se olharmos com atenção, é impossível não nos sentirmos maravilhados com a simplicidade e a pureza de sítios assim, ainda não destruídos pelo homem. Apesar da nossa consciência e racionalidade nos dizer que não é possível haver algo perfeito, parece-nos impossível apontar críticas a um sítio que nos causa tamanha paz - sentimo-nos ser invadidos por uma serenidade incrível. Pensamos e sentimo-nos como nos é natural e verdadeiro, sem sermos controlados.

Para mim, a Lageosa da Raia é um sítio assim. Caminhar sozinha, rodeada de campos banhados pelo sol numa tarde soalheira, animais de vez em quando (mais raras ainda as pessoas), sem ter que explicar o porquê de me sentir bem, sem ter que encontrar razões para seguir um determinado caminho. Simplesmente caminhar. E, de em vez quando, parar, parar para sentir com maior força e admirar o quão maravilhosas são a simplicidade e a pureza de sítios assim, tão serenos. Viajar por um mundo melhor sem sair deste mundo, viajar por emoções, sentimentos, ideais, recordações, sem tirar os pés do chão. Entrar num ambiente que é só nosso, de mais ninguém. Há sítios assim, pequenos e pouco desenvolvidos, que com tão pouco nos provocam tão boas sensações. Há sítios assim, mágicos, onde sentimos que nada neste mundo nos pode perturbar."

 

Hay un lugar tan especial 
En donde yo contigo quisiera estar
Ese lugar tan especial
Donde si quieres nos besamos
Y me voy enamorando

R.

14
Jun19

Uma escapadela para... #2

quatro de treta e um bebé

CHAVES.

 

Desta vez, a nossa escapadela mais recente levou-nos até Chaves, um destino que cumpre os nossos três fatores principais (acessibilidade da localização, preço e piscina) e uns outros tantos igualmente importantes (comida, basicamente).

 

Chegados a Chaves, adivinhem qual foi a primeira coisa que tratámos de riscar da lista. Isso mesmo, fomos comer, que é como quem diz devorar, um belo pastel de chaves.

 

Difícil será encontrar uma pastelaria sem pastéis de chaves, pelo que não têm necessariamente de ir a uma loja especializada ou sequer a uma loja apenas.

Nós optamos por visitar a D’Chaves, depois de alguma pesquisa no Dr. Google e considerando as críticas positivas, uma loja especializada em pastéis e fumeiro. Trata-se mesmo de uma loja, e não de uma pastelaria, pelo que não dispõe de mesas nem de local para comer no interior da loja. Contudo, podem aproveitar para dar um pequeno passeio e visitar os locais que abaixo recomendo, com o belo do pastel de chaves na mão.

 

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Para a nossa estadia, elegemos o Hotel Casino Chaves, essencialmente com base nos três requisitos que referi, assim como no quarto requisito, o pequeno-almoço.

 

Este moderno Hotel fica situado entre a cidade e a montanha, com boas vistas e tranquilidade, quartos grandes, bar, restaurante, spa e, naturalmente, duas piscinas.

 

 

A piscina exterior é linda, de borda infinita, olhos postos na montanha, bem sossegada. Claro que olhar para ela, admirá-la e molhar a ponta dos pés foi o máximo que eu fiz, contando que o J. se atirou de cabeça e saiu de lá a tremer de frio.

 

 

Já na parte interior, temos uma piscina, aquecida, felizmente, e uma zona com jacuzzi, sauna e banho turco.

 

 

Quer nas espreguiçadeiras, interiores e exteriores, quer na piscina ou no jacuzzi (muitas vezes no jacuzzi), cumprimos com êxito a missão de relaxar e aproveitar a companhia um do outro.

 

O Hotel tem ligação direta ao Casino, que dele faz parte integrante, pelo que aproveitámos para lhe prestar uma visita. Na primeira noite, aproveitámos apenas o voucher de uma bebida grátis num dos bares do casino que a estadia no hotel nos concedia. Na segunda e última noite, sucumbimos à instigação do Casino. Quem me conhece, sabe o quanto eu não suporto desperdiçar dinheiro, sensação nem minimamente mitigada pelo talão de prémio de 0,18 € que encontrámos abandonado no Casino e que, obviamente, levantámos, nem pela moeda de 1 € que apanhei no dia seguinte.

 

Focando agora no tema principal: a comida.

 

O Hotel serve um bom pequeno-almoço, variado, estando sempre a repor o que falta e a levantar os pratos finalizados. Como não podia deixar de ser, serve minis pastéis de chaves, pelo que, se a vossa preocupação for ir a Chaves e experimentar os famosos pastéis, não terão sequer de sair do hotel. Rapidamente entendemos que a massa folhada é uma grande paixão dos flavienses, marcando uma forte presença na mesa do pequeno-almoço, abalando qualquer capacidade de resistir a tal pecado.

 

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Optámos, como de costume, por jantar fora. Foi fácil de notar que Chaves é altamente prejudicial para qualquer dieta, com vários restaurantes muito aclamados e muito apreciados.

 

Numa destas duas noites, fomos conhecer o restaurante Carvalho, a conselho dos tios (mundialmente reconhecidos pelo seu conhecimento de comida), onde começámos por pecar com uma alheira como entrada e acabámos a degustar uma bela cabidela. Sem dúvida, recomendámos a quem passar por Chaves.

 

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Na segunda noite, visitámos a Taberna Benito. O restaurante estava cheio com grupos e os empregados notoriamente assoberbados e cansados, apesar de fazerem questão de demonstrar a sua simpatia. Já era tarde, pelo que optámos por esperar, e acabámos por ficar satisfeitos, apesar da espera, da demora do serviço e da confusão. Não aconselhamos a ir sem reserva, apesar de a pesquisa no Dr. Google demonstrar que esta azáfama é algo habitual. Quanto à comida, não temos qualquer queixa. Iniciamos com uma alheira, que já não comíamos há algum tempo, ou não fosse Chaves uma cidade conhecida pelo seu fumeiro, e terminámos com uma grande e saborosa posta à transmontana.

 

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Antes de deixar Chaves, voltámos à loja D’Chaves para comprar uns miminhos para a famelga, que tão pouco aprecia comida, e trouxemos pastéis, alheiras e sangueiras, um enchido bem típico da zona. Outro aspeto positivo desta loja é o facto de estar tão bem situada, sendo que daí podem aproveitar para visitar vários pontos turísticos.

 

Apesar de pequena, Chaves é uma cidade com encanto, pelo que vale a pena perder algum tempo, que não será muito, a visitá-la.

 

Nós visitámos a Torre de Menagem, rodeada de bonitos jardins cercados por muralhas, e de onde se pode desfrutar de uma vista agradável. Subimos à Torre pelo preço de 1 €, visitando o museu militar que se encontra instalado dentro da torre e aproveitando a vista do topo.

 

Ao redor, vale a pena dar um pequeno passeio a pé e admirar as varandas do centro histórico de Chaves, nomeadamente as da conhecida Rua Direita.

 

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Outro ponto turístico bem interessante, perto dos restaurantes que visitámos, é a ponte romana, também conhecida por ponte de Trajano, sobre o rio Tâmega.

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Demos ainda um salto ao Forte de São Francisco, já mais afastado, também cercado por bonitos jardins, e que alberga atualmente um hotel bastante interessante, bem como um típico e agradável restaurante.

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Por fim, não podíamos deixar de passar pelas Termas de Chaves e experimentar a água da chamada fonte do povo, que sai a cerca de 76º e terá propriedades terapêuticas. Para o efeito, são servidos copos desta água numa zona onde se pode aproveitar para sentar e relaxar. Não duvidando dos seus efeitos benéficos, diga-se que o sabor não será, à partida, um deles.

 

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À saída de Chaves e no caminho para o Porto, antes de ver a nossa seleção de futebol sair vitoriosa, aproveitámos para visitar também o Parque de Águas Salgadas, um verdadeiro hino à natureza de onde surgiu a nossa Água das Pedras. O parque é bastante aprazível para um pequeno passeio, mas não só, pois dispõe de um spa termal renovado por Siza Vieira, de Eco Houses inseridas na natureza, que oferecerão, com certeza, uma experiencia única, de uma piscina exterior, um bar e um restaurante, bem como outras comodidades. O nosso passeio foi breve, apenas para apreciar o espaço, todo o verde, o lago, e visitar uma das nascentes. Experimentámos a água dessa nascente, na fonte aí disponível onde, à semelhança do que acontece em Chaves, distribuem copos de forma gratuita, mas com um sabor bem distinto e gasificado.

 

 

Chegámos ao Porto bem relaxados, de barriga cheia e corpo maioritariamente constituído por massa folhada, os dedos ainda semi-enrugados de tanta piscina e jacuzzi, e sorriso na cara.

 

R.

 

Vejam a escapadela #1 aqui.

02
Mai19

O amor e a fotografia.

quatro de treta e um bebé

A fotografia sempre assumiu um lugar importante na vida das pessoas.

 

Se recorrermos aos nossos primórdios, facilmente percebemos que a fotografia está presente desde sempre. Não da forma que a conhecemos agora, é certo. Mas estava lá. Recorde-se, a título de exemplo, as pinturas rupestres, que nada mais são do que “fotografias” dos momentos vividos na época e que os nossos antepassados perpetuaram no tempo. É graças a elas, que hoje temos uma vaga ideia do que faziam na altura. Excelentes caçadores, quiseram fazer-nos crer, mas péssimos "fotógrafos", conseguimos concluir.

 

Antes, como agora, preocupámo-nos em registar aquilo que entendemos como importante, o que queremos que fique para o futuro. Há uns dias, um amigo escrevia na sua página do facebook, que "um dia seremos apenas o retrato na estante de alguém". Querem prova maior da importância da fotografia? 

Hoje diz-se que a fotografia se tornou vulgar. Efetivamente, constatamos com alguma frequência que as pessoas se preocupam mais em captar os momentos do que em vivê-los. Todavia, entendo que isso não retira a importância da fotografia. Eu diria antes que a fotografia se tornou mais fácil. Mas não menos importante.

 

Fotografar é uma arte. E como todas as artes exige que haja amor. Não há arte sem amor. Pode haver qualquer coisa. Qualquer tentativa. Rasca. Banal. Sem jeito. Assim, fotografar exige amor. À fotografia, ou ao que se fotográfa. E só isso nos faz explorar. No verdadeiro sentido da palavra.

 

Recentemente, estive de férias em Barcelona. Poderia partilhar convosco as fotos, para que percebessem melhor o meu devaneio acerca deste tema, mas não vos vou expor a isso. Nem a vocês, nem a mim. Adianto apenas que não se aproveita uma. Ponderei sobre os porquês (afinal, a modelo é top) e conclui que não podes ir de férias com qualquer pessoa e esperar que tire fotos para colocar na estante, sem que alguém visite a casa e não se ria (como fazemos na casa dos amigos quando vemos aquelas fotos de criança). Já pensaram porquê que a imagem de todos os reis é feia, mas a imagem de jesus cristo é bonita?

 

A partir de agora só viajo com pessoas que cumpram, pelo menos, um desses dois requisitos: ou amam a fotografia ou amam a minha pessoa. Com preferência, a primeira hipótese. Já que segunda pode facilmente induzi-los em erros, e acharem que está sempre tudo bem. Afinal... o amor, por vezes, faz ver tudo bonito. 

 

Felizmente a minha próxima viagem é com a Catarina, uma grande amiga minha. Que ama a fotografia... e também me ama a mim. De certeza!

 

M.

 

07
Mar19

Uma escapadela para... #1

quatro de treta e um bebé

COVILHÃ.

 

Há algo melhor do que uma boa escapadela para descansar e recarregar energias? Eu e o J. adoramos fugir durante uns dias, desconectar dos telemóveis, redes sociais, horários e pressões e, simplesmente, estar.

 

Quando escolhemos o nosso destino, costumamos ter em conta três fatores principais: a acessibilidade da localização (sendo uma escapadela, o tempo é para ser aproveitado no local, e procuramos não gastar mais na viagem do que na estadia em si); o preço (mais uma vez, é uma escapadela, sim, queremos aproveitar, mas se puder manter os dois rins agradeço, por isso há que estar atentos às promoções que vão surgindo); e, finalmente, a piscina (para fugir à realidade, a piscina é um must-have, interior e aquecida nas épocas de frio, e o jacuzzi é a cereja no topo de um belo bolo de relax). OK, admito, quatro fatores: o pequeno-almoço (estamos em Portugal, a maior parte dos nossos hotéis oferece pequenos almoços de sonho, e escapadela que é escapadela inclui o mítico “pequeno almoço de hotel”).

 

Esta escapadela aconteceu em outubro de 2017, em plena época trágica de incêndios, pelo que o caminho até lá foi marcado por estradas cortadas e nuvens de fumo aflitivas, que espalhavam o terror que se sentia um pouco por todo o país.

 

Escolhemos passar essa altura, a do aniversário do J., no Puralã - Wool Valley Hotel & SPA em Covilhã.

 

O Puralã é um hotel que preenche todos os nossos requisitos obrigatórios e que se distingue pelo seu conceito, que se identifica com a zona onde se insere e uma das suas produções identificativas: a lã.

 

Além de uma pequena zona de exposição, todo o hotel ostenta e enaltece a lã, assim como os quartos.

 

 

Como não poderia deixar de ser para a nossa escapadela ideal, o hotel oferece uma piscina interior aquecida bastante agradável, numa sala semi-envidraçada, e um pequeno jacuzzi.

 

 

O local dispõe também de um ginásio, que nós fazemos sempre questão de visitar, não vá ter qualquer tipo de efeito psicológico que magicamente equivalha ao exercício físico.

 

O hotel tem ainda um serviço de spa que, apesar de não termos aproveitado, não deixou de suscitar curiosidade quanto à massagem principal que é anunciada, uma massagem de corpo inteiro com a aplicação, através de lã, de um óleo quente biológico à base de azeite extra virgem da beira baixa.

 

Como de costume, enchemos a barriga com um bom pequeno almoço, que nos permite tornar o almoço uma refeição mais ligeira.

 

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O dia é dedicado inteiramente ao relaxamento e a aproveitar a companhia um do outro, bem como, claro, a piscina.

 

Ao jantar, seguimos a nossa intuição, também conhecida por gula, e tentámos sempre conhecer restaurantes da zona.

 

Assim foi também nesta escapadela (exceto no dia de anos do J., por o Benfica jogava para a Champions e quis o satírico destino que me apaixonasse por um benfiquista…).

 

Numa das noites, escolhemos por ir conhecer a Taberna a Laranjinha, talvez o restaurante mais aclamado na internet e nas redes sociais.

 

Apesar de o serviço de atendimento à mesa ter deixado algo a desejar, a comida compensou. Pelo que tínhamos lido na nossa pesquisa pela internet, encontramos a Taberna praticamente vazia, o que, a par do mau atendimento, estranhámos. Regozijamo-nos com algumas tapas, das quais são, manifestamente, de salientar, os cogumelos salteados e a chouriça assada.

 

 

Numa outra noite, experimentamos a pizzaria Mamma Mia. Gostámos do espaço, do preço baixo e da simpatia do atendimento à mesa, mas desgostámos da antipatia da chefe de cozinha, por algum motivo de que já não nos lembramos.

 

Desta vez, deduzo que a fome seria muita e, como ainda não havia um blog para o qual eventualmente iria escrever, a comida foi devorada na íntegra antes que qualquer fotografia fosse tirada.

 

A escapadela serviu o seu propósito, o de relaxar, estarmos juntos, apreciarmos a companhia um do outro, espairecer e recarregar baterias. No geral, gostámos bastante do hotel e de Covilhã, pelo que aconselhamos! 

 

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Partilhem as vossas dicas de escapadelas connosco!

 

Já a sonhar com a próxima piscina aquecida,

 

R.

 

07
Fev19

#somostodosTEAMMARIA

quatro de treta e um bebé
Há dias, li uma notícia sobre umas jovens japonesas, homossexuais, que criaram um crowdfunding com o objetivo de angariarem fundos para percorrerem 26 países, onde o casamento homossexual é permitido, tirando fotos simulando (reitero e sublinho, simulando) a concretização do casamento entre as duas, em todos eles. Dizem elas que o farão em jeito de protesto, uma vez que o direito ao casamento lhes tinha sido vedado no seu país. 
 
Em Portugal, e apesar de não sermos, de todo, um país evoluído e com mentalidades abertas, o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido (e bem! Fica a faltar a mesma igualdade de direitos no que respeita a outros temas, como, por exemplo, a adoção). Todavia, e em jeito de protesto pelos países que não o permitem, não tenho qualquer problema em percorrer 26, 50, 100 países, a tirar fotos a simular casamentos, se alguém pagar essas viagens.
 
Verdade seja dita, quem é que se importava de fazer isso?
 
Ponderei, seriamente, em lançar um desafio idêntico e percorrer o mundo às custas de alguém que acredita que vou em protesto e em defesa de boas causas. Mas a minha consciência (estúpida!) relembrou-me que não se deve enganar as pessoas.
Odeio a minha consciência. De verdade. Mas também acho que ela faz falta a muito boa gente (ofereço-a, se quiserem).
 
[ por favor, abram num novo separador com este link antes de continuarem a ler o texto ]
 
Tudo isto para vos dizer que ponderei novamente (e melhor), e de acordo com a minha consciência, acabo de lançar o desafio #somostodosTEAMMARIA.

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 #somostodosTEAMMARIA, é um crowdfunding que tem como objetivo angariar fundos para que o meu namorado me leve a Nova Iorque na Passagem de Ano.

 
Parece-me legítimo. E é totalmente verdadeiro. 
Na verdade, nem é por mim, é por ele.
 
Em contrapartida, sacrifico-me eu, e comprometo-me perante vós, a reportar tudo o que se passará durante esse período. E até partilhar convosco o vídeo do pedido... e sem simulações!
 
É um crowdfunding totalmente genuíno e não pretende camuflar qualquer outra intenção que não a verdadeira: ser pedida em casamento, na passagem de ano, em Nova Iorque, com anel estilo Kate Middleton.
 
Criei o meu projeto em PPL | Crowdfunding Portugal, e contava acrescentar aqui o link, porque sei que estão ansiosos por contribuir para esta boa causa. Mas dizem eles que demoram dois dias a analisar o meu pedido... precisam de verificar a legitimidade do mesmo (?). Mas há dúvidas? 
 
De qualquer forma, dar-vos-ei novidades em breve! Posso contar convosco? 
 
[ façam o favor de fechar o novo separador ]
 
M.
 
01
Fev19

Malas feitas e um saco de felicidade

quatro de treta e um bebé

Decidimos iniciar este ano da melhor maneira possível: para além da atituda positiva, vamos concretizar um sonho.

 

Pegar nas malas e mudar de vida, pelo menos durante uma semana.

 

Viajar sempre foi uma vontade constante dos dois, e Roma o destino de sonho do J.

 

Havia uma época, quando ainda era uma miúda, que viajava com a minha mãe todos os anos, o normal era isso mesmo, conhecíamos o mundo, vários hotéis, outras culturas, experiências, pessoas.

Agora, viajar é cada vez menos frequente, ou porque há menos tempo (benditas as férias do secundário que, de tão grandes, passavam a correr, e nem sabíamos a sorte que tínhamos), ou porque é difícil conciliar horários, ou porque, simplesmente, é demasiado caro.

Excetuando o tempo de ERASMUS na Alemanha, e algumas idas ali ao país vizinho, os últimos anos não foram marcados por viagens.

Viajarmos a dois vem sendo um plano nosso já muito falado e desejado, até porque esta será a nossa primeira viagem para fora do país juntos (creio que o passeio desde a Lageosa até passar a fronteira não contará…).

 

Pois bem, porque somos donos da nossa vida, e porque merecemos e queremos a felicidade, decidimos concretizar este sonho.

A vida passa num ápice, em janeiro dizemos que não dá jeito, em fevereiro não há dinheiro, em março estamos sobrecarregados de trabalho, e quando damos por ela, passou a vida e nada fizemos. Se fazemos sacrifícios, se trabalhamos, se lutamos, é exatamente para isto, para sermos felizes e concretizarmos sonhos.

 

Deixei a preparação do roteiro a cargo do J., afinal, ele é que é o entendido em tudo o que a Roma diz respeito. Eu levo a câmara, a vontade de comer, o amor, e um saco cheio de felicidade, para deixar lá e encher de volta.

 

Só não consegui livrar-me da tarefa de que menos gosto: a mala.

Quer dizer, eu faço a mala com grande facilidade e tranquilidade, desde que me deixem levar tudo quanto tenho no armário. Posso? Está bem que está frio, mas também devia levar esta t-shirt, para o caso de estar calor. Gosto tanto desta camisola que a tenho que levar, pode ser que tenha a oportunidade de a vestir. Será que devia levar um vestido? Pronto, sei que é altamente improvável usar aquela peça de roupa, mas devia levá-la, pode ser que me apeteça. “Só para o caso”.

A seguir, a frustração e a birra típica do “não tenho nada para vestir”.

Depois, acabo a enfiar a roupa do costume na mala. Sim, enfiar é a palavra própria. Atenção, é óbvio que a roupa vai dobrada, não sou nenhuma selvagem. Dobrada e enfiada para o fundo da mala. E sacos de plástico, muitos sacos de plástico, para separar tudo o que não seja roupa, e para trazer a roupa suja, claro.

Vem a segunda onda de frustração, desta vez porque “não vou conseguir levar tudo”. Braços cruzados e “pronto, vou ter que andar nua”.

Felizmente, o J. é tipo pro a fazer malas e, que nem um jogo de tetris, lá vai pondo uma camisola para um lado, as calças para outro, os camisolões de cabeça para o ar. Hipnotiza os fechos, eu salto lá para cima (confesso, a minha parte favorita), e eis uma mala feita!

 

Estamos cheios de vontade de nos aventurarmos e partirmos à descoberta desta icónica cidade.

Mais tarde, daqui por uns posts, contar-vos-ei tudo!

 

Temos viajantes por aí? Contem-nos os vossos hábitos pré-viagem!

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Foto: https://www.instagram.com/a_luisa_castro/?hl=pt

R.

13
Dez18

Mercado de Natal de Passau

quatro de treta e um bebé

Talvez ainda não saibam, mas durante a licenciatura em Direito tive a oportunidade de fazer Erasmus. Passei o 1º semestre do meu 4º ano em Passau, na Alemanha, o que significa que, por esta altura em 2012, eu estava numa pequena cidade cheia de neve. Significa, também, que, apesar de ter vindo passar o Natal com a família, vivi grande parte da época natalícia na Alemanha.

 

Não sou grande fã do Natal, confesso, da mesma forma que não sou grande fã de qualquer evento do género, em geral. Gosto de celebrar, porque gosto de celebrar, quando me apetece celebrar, quando há bons motivos para celebrar. Gosto de estar com a família durante todo o ano, aliás, preciso disso. Gosto de comprar presentes porque aquilo me lembrou daquela pessoa, não apenas porque tem de ser. Aliás, vocês já sabem o quão pouco eu gosto do que tem de ser! Por outro lado, não consigo deixar de sentir alguma nostalgia. Vemos os anúncios na televisão, os planos de jantares e almoços, e é impossível não recordar aqueles que nos faltam, aqueles que queríamos convidar, abraçar e nunca mais largar, mas que já não podemos…

 

Contudo, há algo que eu absolutamente adoro nesta época natalícia: os mercados de Natal. Antes de 2012, os mercados de Natal pouco me diziam (mas também, antes de 2012, não conhecia o vazio das ausências à mesa de jantar…).

 

Foi em Passau que eu descobri a magia dos mercados de Natal, e me deixei por eles arrebatar.

 

Passau fica na Baviera e é uma cidade relativamente pequena (eu digo pequena por ser uma cidade mais pacata, com menos prédios, menos carros; aliás, apesar de ter uma área superior à da cidade do Porto, cerca de 69,58 km2, para 41,42 km2 do Porto, tem um quinto da densidade populacional, de cerca de 727 hab./km2 para 5.736,1 hab./km2 do Porto, segundo a nossa amiga wikipédia).

 

Por esta altura, já poderíamos visitar o Christkindlmarkt (que poderemos traduzir como mercado do menino Jesus), na praça da catedral (Dom) de Passau – podem ver a página oficial com mais informações aqui

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À medida que percorremos as ruas em direção à imponente catedral vamos começando a ouvir a música de Natal que enche a praça e a sermos guiados pelos magníficos odores convidativos.

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(cliquem nas setas para verem todas as fotografias)

 

Na praça, sente-se o Natal. A iluminação harmoniza-se na perfeição, criando um ambiente especial. Podemos percorrer as várias barraquinhas, preenchidas com motivos natalícios, decorações, ideias de presentes, e, claro, comida.

 

Além do típico Glühwein (o conhecido vinho quente), que também se vende numa barraquinha noutra parte da cidade, podemos beber uma opção não-alcoólica ou chocolate quente.

 

Temos ainda míticas salsichas gigantes (ou não estivéssemos a falar da Alemanha), deliciosos crepes com nutella, e outras tantas iguarias, como as fantásticas schneeballen.

 

(cliquem nas setas para verem todas as fotografias)

 

Neste mês, apesar do frio, o mercado de Natal era o sítio ideal para juntar o grupo de amigos e ir dar um passeio, pelo que o frequentei bem mais do que qualquer outro mercado ou atividade de Natal em Portugal. E, como é óbvio, certificava-me sempre de que levava espaço na barriga para me deliciar por lá.

 

A música de Natal, o cheiro absolutamente delicioso e cativante a comida quente e confortante, a iluminação subtil e harmoniosa, as barraquinhas, as decorações exímias e adequadas, a catedral majestosa, todos estes elementos se conjugam na perfeição. Ali, sente-se o Natal.

 

 

Sonho voltar; a Passau, sem dúvida, e àquele mercado de Natal.

 

Frohe Weihnachten!

 

R.

 

(📷 as fotografias foram tiradas por mim)

29
Nov18

Arouca e os Passadiços do Paiva

quatro de treta e um bebé

Passadiços do Paiva - Arouca  Natureza em Estado

Fonte: http://www.passadicosdopaiva.pt/

Arouca era uma vila pacata, no fim do mundo (na verdade é na cave do mundo), reduzida a uma rua a que chamam de avenida (não sei se chamam, mas quase que aposto!) e a um mosteiro. À volta disso é monte. E monte. E mais monte. Por lá, e depois de passar o enjoo da viagem (o qual não se consegue evitar com tanta curva e contracurva) conseguia-se comer uma das melhores carnes de vaca e saborear vários doces conventuais de deixar água na boca. Até que um dia, alguém astuto, decidiu alargar horizontes e criar um passadiço, que liga 3 praias fluviais ao longo do Rio Paiva, a que se deu o nome de "Passadiços do Paiva". E descobriu a galinha dos ovos de ouro.

 

Se valia a pena ir a Arouca pela carne e pelos doces, agora vale também pelos passadiços. E se der para juntar tudo, tanto melhor.

 

Aconselho, seriamente, a passar um dia lá. Chegar cedo. Fazer os 8 quilómetros do Passadiço. Ir almoçar a famosa carne de vaca arouquesa. Regressar aos passadiços. Fazer os 8 quilómetros em sentido contrário, para desgastar o almoço. E terminar o dia com o pão de ló de Arouca, os charutos ou as castanhas doces.

 

Fiz os "Passadiços do Paiva" há já alguns anos, mas continua a ser um destino atual. A ideia passava por um domingo diferente, entre amigos, com fotos, mergulhos e boa comida. Mas Arouca e os passadiços surpreenderam.

Partimos do Porto num domingo de manhã. O objetivo era estar em Arouca às 9h30, evitando assim a hora de maior calor. Levamos dois carros, para que fosse possível deixar um em cada ponta dos passadiços, podendo fazer o regresso ao ponto de partida de carro.

 

Como bons portugueses que somos chegamos a Arouca por volta as 11h.

 

Nota: Aconselho a chegar realmente cedo, porque fazer o percurso na hora de maior calor pode tornar-se insuportável, não permitindo usufruir verdadeiramente de tudo que os Passadiços tem para nos dar.

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Começamos o percurso na praia fluvial de Espiunca. As paisagens são fenomenais. Por esse motivo, demoramos cerca de uma hora a fazer menos de 3 km (a indicação dos km está ao longo de todo o percurso). Temos fotos de tudo, de cada esquina, de cada paisagem que nos cativou (e cativaram-nos todas).

Alertados pelas horas, e pelo calor que se fazia sentir, aceleramos passo até à Praia Fluvial do Vau.

Chegamos à ponte suspensa. E para esquecer as vertigens é colocar-nos no centro dela desfrutando da paisagem que nos permite contemplar.

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Ao longo do percurso podemos ver a Cascata das Aguieiras e a Garganta do Paiva. Subimos as escadas que ainda hoje não consigo qualificar.

Por fim, chegamos à Praia Fluvial de Areinho.

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Depois de um mergulho que "soube por vidas", seguimos caminho para o restaurante. Fomos à famosa carne arouquesa, que, uma vez mais, não desiludiu.

 

Nota: Não há fotos de comida, não consigo, é mais forte do que eu começar logo a comer. 

 

Após um almoço de domingo demorado, voltamos aos passadiços. Exatamente ao mesmo ponto onde tínhamos ficado.Mais uma vez como bons portugueses que somos, desfrutamos uma cesta e demos mais uns mergulhos na Praia Fluvial de Areinho.

Não estava nos planos fazer o percurso de volta a pé. Mas à ultima hora decidimos que assim seria. Fizemos o caminho de volta já com o pôr do sol. E se o percurso com plena luz do sol é lindo, com o pôr do sol ganha ainda mais beleza.

Atualmente, trabalham na construção de uma outra ponte suspensa - envidraçada. Voltarei, com toda a certeza, assim que a ponte estiver aberta ao publico.

M.

 

P.S. Para quem estiver a pensar fazer o percurso, relembro que hoje é necessário fazer reserva, e tem um custo de 1€/pessoa.

15
Nov18

As minhas viagens #1 Veneza

quatro de treta e um bebé

Olá pessoas!

 

Como devem ter visto no Instagram fez, há meia dúzia de dias, um ano que estive em Veneza. Não foi a minha primeira viagem a Itália, em 2013 já lá havia estado para visitar Roma e Florença (com um pezinho em Milão e Bergamo) mas sabíamos (o meu querido grupo das viagens – Love you girls!) que Itália seria daqueles países que iriamos voltar algumas vezes. Foi em 2017! Decidimos ir a Veneza e Verona passar uns dias, são cidades perto que se fazem de comboio em pouco mais de uma hora!

Hoje só vos vou falar de Veneza, Verona fica para outra altura! Aproveito só para vos dizer que nós fizemos uma viagem de 5 dias para estas duas cidades mas que eu ficava, fácil, os 5 dias em Veneza (conheço alguém que neste momento está a pensar "eu tinha razão e eu disse-te"! Sim, és tu Mi ahah).

Saímos do Porto com destino a Milão – Bergamo – Aerporto Orio Al Serio. Escolhemos este aeroporto porque, geograficamente, era o que ficava mais perto de Veneza/Verona (não esquecer que Veneza tem aeroporto, mas não voam para lá as companhias ditas low cost) e é aquele que, financeiramente, tem as viagens mais em conta (também foi o aeroporto escolhido em 2013!).

Se tiverem algum interesse, Bergamo é uma cidadezinha muito acolhedora com uma parte moderna e uma Città Alta com edifícios mais antigos. Basta apanharem um autocarro directo do aeroporto para a cidade, o tempo de viagem é mais ou menos 30 minutos e o custo ronda os 2,30€. Se não quiserem podem sempre apanhar o autocarro até à estação de comboios para apanharem o comboio para o destino que escolherem! Neste caso nós apanhámos o comboio para Veneza. Primeiro para Brescia e de Brescia para Veneza – S. Lucia. O tempo das viagens é menos de 3horas.

Chegamos a Veneza já por volta das 19h10 e, como estávamos em Novembro, já era de noite mas, assim que entramos no Vaporetto (Transporte Público Veneziano - Veneza conhece-se de barco e a pé, já sabem não é?!) ficámos deslumbradas. Foi assim um misto de choque e magia, Veneza, à noite, naqueles canais, com tudo iluminado é deslumbrante. Foi um primeiro impacto magnifico, provavelmente o melhor primeiro impacto de todas as viagens que já fiz.

Nós escolhemos ficar no Hotel San Luca Venezia, na Calle dei Fabbri e não nos arrependemos. Tem uma boa relação qualidade preço e uma óptima localização!

Vou poupar-vos ao nosso roteiro por lá, mas há lugares icónicos e indispensáveis a conhecer naquela cidade.

A nossa descoberta por Veneza começou na Basilica de Santa Maria della Salute,

127. Venezia - Santa Maria della Salute.JPG

Foto de @susanacplima

 

Para lá chegar é necessário apanhar um ferry e em pouco mais de 5 minutos estamos lá! O custo do bilhete é de 4€. Esta Basílica foi construída para comemorar o fim da peste que matou grande parte da população na região e demorou 56 a ser construída! Mas é um edifício tão bonito!

Outro dos sítios que não devem perder é a Ponte della Paglia, não pela ponte em si, mas porque daí podem ver a Ponte dos Suspiros (é uma ponte que foi atravessada por muitos prisioneiros para serem interrogados e julgados no Palácio Ducal. É chamada de Ponte dos Suspiros porque se diz que os prisioneiros suspiravam quando lá passavam, uma vez que provavelmente seria a última vez que olhariam para o exterior. E há ainda uma lenda que diz que será concedido amor eterno e felicidade àqueles que se beijarem numa gôndola, ao pôr do sol, sob a ponte dos suspiros quando os sinos do campanário da Praça de São Marcos tocar. Ahah).

437. Venezia - Ponte dos Suspiros.JPG

 Foto de @susanacplima

 

E falando do Palácio Ducal também não podem perder este! É quando visitarem este que vão poder passar por dentro da ponte dos Suspiros e ver o mesmo que os prisioneiros viam!

 

349. Venezia - Ponte dos Suspiros.JPG

 

Foto de @susanacplima

 

O custo do bilhete é 20,50€, aconselho a que o comprem online e antes de lá chegar para evitar filas e o bilhete dá para visitar o Palácio, os Museus Correr e Arqueologico e ainda a Sala Monumental da Biblioteca Marciana. Valem a pena, visitem.

Nisto tudo já passámos várias vezes pela Praça de São Marcos. Um dos sítios mais icónicos de Veneza, se não o mais icónico! É lá que fica a Basílica de São Marcos, o Duomo, o Campanário, a Biblioteca Nacional, a Torre do Relógio, o café mais antigo da Europa, o Caffè Florian, o também famoso Caffè Ristorante Quadri, entre outros cafés e recantos tão bonitos.

A Torre do Relógio tem uma particularidade gira, é conhecida como Torre dos Mouros e tem um dos maiores e mais importantes relógios astrológicos do mundo, que marca a hora, dia, fase lunar e signos do zodíaco. Nessa mesma torre podemos encontrar a Maddona (não, não estamos a falar da cantora, obviamente xD) onde a hora pode ser lida de uma forma mais imediata em números romanos e, posicionado no patamar acima, temos o Leão, símbolo de Veneza, o que demonstra que o sistema hierárquico colocava a política acima da religião. Outra particularidade interessante e o que dá o nome Torre dos Mouros à Torre do Relógio é o facto de existirem dois mouros, assim chamados devido à cor escura que têm pelos metais com que foram feitos, e as suas feições fazem-nos perceber que um é mais velho que o outro. O mouro mais velho fica à esquerda e bate o sino 2 minutos antes da hora certa, representando o tempo que passou e o mouro mais novo, que fica à direita, bate o sino dois minutos depois da hora certa representando o tempo que virá. Até 1996, os responsáveis pelo mecanismo da torre vivam na própria torre com as suas famílias. Só depois deste ano e com a modernização e restauração do mecanismo da Torre é que deixaram de estar presentes.  

401. Venezia - Torre do Relógio.JPG

Foto de @susanacplima

 

Para entrar na Basílica de São Marcos o custo do bilhete é de 2€ (também comprado online) e é uma visita relativamente curta. Na parte de cima da Basílica têm ainda o Museu, cujo bilhete é de 5€ e compra-se no local. O acesso a este museu faz-se por uma escada um bocadinho íngreme e apertada, mas bem! Eu fiz, por isso toda a gente faz! Atenção que não podem entrar com mochilas na Basílica, têm que as deixar num edifício perto do local. A Basílica é riquíssima de elementos bonitos para ver! E a vista da sua varanda é linda!

Fotos de @susanacplima

 

Também o Campanário é visita obrigatória. O bilhete tem o valor de 8€ e compra-se no local. A subida é feita de elevador e a vista é soberba, vale a pena.

O encanto de Veneza é também andar por aquelas ruelas todas e descobrir lojas e sítios bonitos, sem estar nada programado, mas também não podem perder uma ida à Ponte Rialto e ao mercado que se encontra de um dos lados da ponte! A ponte é um conjunto de lojas, de gente, de animação, é um bom sitio para se ir ao fim do dia!

607. Venezia - Ponte de Rialto.JPG

Foto de @susanacplima

 

Nós ficámos por Veneza de 1 a 3 de Novembro, mas digo-vos, se tiverem oportunidade fiquem mais tempo! Além da cidade ser absolutamente maravilhosa, podem dar um saltinho às ilhas de Burano e Murano que, infelizmente, nós não tivemos oportunidade de ir, mas que sei que vai ser daqueles sítios onde irei, certamente!

Só para ficarem a par a ilha de Murano é a que fica mais próxima de Veneza e em tempos foi a maior produtora de cristais da Europa. Apesar de já não ser assim, quem é que já não ouviu falar dos cristais/vidros de Murano? Por lá podemos ver algumas fábricas e até assistir aos processos de criação! A ilha de Burano é famosa pelas suas cores. As casas têm todas uma cor diferente, o que faz com que fique tudo super colorido e bem fora do normal! Também é bastante conhecida pelas rendas feitas pelas mulheres da ilha! Não percam! Eu perdi e arrependi-me.

Veneza não é uma cidade muito grande mas é uma cidade que vale a pena ver, tem muito que descobrir e sem dúvida que vai encantar qualquer um. Eu confesso que não ia com muitas expectativas. Achei que não ia achar a cidade nada de especial, que Veneza era sobrevalorizada, mas enganei-me redondamente. Veneza tem um encanto que mais nenhuma cidade tem. Veneza é muito, muito bonita. Veneza é um sitio onde, se depender de mim, vou voltar.

 

Espero que quem nunca foi e está a ler este post pense em ir! Vale a pena!

 

 

Quem já foi? O que mais gostaram? Contem-nos tudo!

 

F.

 

16
Out18

Ver(de) México.

quatro de treta e um bebé

Há escolhas que fazem dias valer a pena.

 

E o dia em que, numa viagem ao México, decidimos abdicar das típicas excursões, alugar um carro e ir “por aí”, à procura dos sítios que pretendíamos visitar, foi "A" escolha que valeu mais do que a pena. É graças a essa escolha que pretendo voltar ao México. Que vou voltar ao México! Quando as viagens para lá forem mais rápidas. Ou quando descobrir o segredo para passar 10 horas dentro de um avião sem me querer atirar pela janela ao fim de 4 horas.

 

Há já alguns anos que não abdico da semana de férias em  outubro, em algum lugar do mundo que me consiga dar sol, calor, praia e pulseirinha no pé. Onde me limito simplesmente a existir. Mas o México, “obrigava-me” a tirar uns dias de férias do “só existir”.

 

Foram-nos apresentadas várias excursões. Todas elas com algo em comum: pareciam ser demasiado chatas. Muitas horas dentro de um autocarro, que nos tentavam vender como a melhor coisa do mundo (tinham wifi gratuito e ar condicionado. Além disso viajavam pela autoestrada (imagine-se!), logo o caminho fazer-se-ia muito mais rápido). Não sou fã de excursões. Nunca fui. Não consigo gostar.

Decidimos alugar um carro, ir sem horas, parar onde nos apetecesse e voltar quando e assim que entendêssemos. Não tínhamos wifi gratuito a viagem toda, é certo. Mas viajávamos pela autoestrada e chegaríamos ainda mais rápido. E também tínhamos ar condicionado. O maravilhoso ar condicionado! Diria que se não é a melhor invenção do mundo, deve andar lá perto. Ficamos na Península de Yucatan! O clima é quente. Muito quente. E húmido. Demasiado húmido. Quente OK. Húmido NOT OK. Por isso, nada melhor que o ar condicionado. Se fosse possível apanhar sol com ar condicionado tê-lo-ia feito. Aliás, fica a sugestão para os inventores de tudo, os quais muito prezo (vénia).

 

Conduzir no México é o oito ou o oitenta.

Nas cidades é um salve-se quem puder. Há imenso trânsito. Há cruzamentos em todo o lado. Não há a regra da cedência à direita. Podes passar nos semáforos de cor vermelha se vires que não vem ninguém do outro lado. O mais importante, no meio disto tudo, é não bater! Não bati e ninguém me bateu. Correu bem.

Por sua vez, nas autoestradas não se passa nada. Praticamente não há trânsito (são pagas e por esse motivo os locais evitam-nas), algumas só têm uma faixa em cada sentido onde é possível inverter a marcha a qualquer momento. São retas, sem fim. Não há curvas ou altos e baixos. Apenas se vêem duas faixas da estrada e o verde a delimitar as vias.

 

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Se pretendem visitar a Península de Yucatan, aconselho o aluguer do carro num rentcar fora do hotel. É muito mais barato e super prático: é possível alugar um carro por 20 euros/dia e a gasolina encontra-se, neste momento, a menos de 1 euro/litro.

 

Como o típico turista que se atira para a estrada à procura de algo que não sabe bem o quê, enganamo-nos na saída da autoestrada. Chateados porque aquele desvio implicava, pelo menos, mais 30 minutos de caminho, dirigimo-nos à saída mais próxima, onde nos perguntam, nos pórticos, para onde queremos ir (em algumas autoestradas o valor depende do destino para onde vamos a seguir ao pórtico – e ninguém confirma se efetivamente vais para lá). À resposta Chichen-Itza, o senhor (ironicamente muito simpático) ri-se, manda-nos voltar para trás, fazer inversão de marcha e sair na saída correta (aquela onde deveria ter saído se não me tivesse enganado).

Oi?? Posso? Como assim, fazer inversão de marcha nos pórticos da portagem? Bem, é possível e recorrente! E eu a-do-rei.

 

Visitamos a cidade de Chichen-Itza. Tiramos fotos junto de uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, o Templo de Kukulcán. Passamos pelas Coluna do Templo dos Mil Guerreiros e pelo Templo das Pequenas Mesas. Visitamos o Mercado e a Plataforma de Vénus.

 

Entrada: cerca de 12 euros.

Horário de funcionamento: diariamente das 9h às 17h (só é possível entrar até as 16h30).

Estacionamento: cerca de 1,40 euros. Mas é possível estacionar nas bermas da via de acesso, de forma gratuíta.

 

Visitamos Valladolid, onde a maior atração é a arquitetura colonial, influenciada pelos colonizadores espanhóis. Fazer o percurso de carro permitiu-nos passar por várias aldeias. Ver como se vivia por ali. Conhecer aquilo que chamam de restaurantes ou supermercados. Foi-nos possível ver que nas bermas da estrada estava sempre algo à venda. À espera que um turista qualquer que por lá passasse decidisse parar.

 

Seguimos até Cobá. A grande atração era poder subir a pirâmide de Nohoch Mul ou o “Castillo”, com 42 metros de altura. A única onde isso era permitido. E vale tanto mas tanto a pena. Nenhuma fotografia é capaz de mostrar o quão lindo é estar lá em cima. E repito: vale tanto, mas tanto a pena. Caí a descer. Só para testar a aderência das escadas. É péssima. Não testem.

Entrada: cerca de 3,20 euros.

Horário de Funcionamento: diariamente das 8h às 17h (só é possível entrar até as 16h30).

Estacionamento: cerca de 2,30 euros.

 

Tulum é uma outra cidade maya. As ruínas de Tulum situam-se na costa do Mar do Caribe. De lá é possível contemplar aquelas águas azuis. É possível visitar o Castelo, o Templo do Deus Descendente, o Templo dos Afrescos e a praia.

 

Entrada: cerca de 3,20 euros.

Horário de Funcionamento: diariamente das 8h às 17h (só é possível entrar até as 16h30).

Estacionamento: É possível estacionar em locais gratuítos.

 

É ainda possível visitar os cenotes e dispõe de diversos parques temáticos. Se for necessário escolher um sítio onde é possível fazer tudo: é no México, mais concretamente na Península de Yucatan, com toda a certeza.

 

O México é lindo. E conquistou-me. Hei-de voltar, para fazer tudo aquilo que não fiz. Quando as viagens forem mais rápidas. Ou quando, finalmente, tenha encontrado uma solução para aguentar 10 horas de voo sem me querer atirar pela janela fora... ao fim de 4 horas.

 

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M.

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